sábado, 3 de outubro de 2009

MOBILIDADE E REMOÇÃO DO R

Oi!!!

Hoje eu vou falar sobre outras características linguísticas interessantes da Língua Portuguesa. Mas que, assim como algumas outras características linguísticas que a gente já viu, sofrem preconceito, por serem usadas com mais frequência, na maioria das vezes, pelas classes mais pobres da sociedade: a mobilidade e a remoção da letra R.
Sobre a mobilidade, vocês com certeza já ouviram muita gente das classes mais baixas da sociedade falar CARDAÇO em vez de CADARÇO, CARDENETA em vez de CADERNETA, ESTRUPO em vez de ESTUPRO, FREVER em vez de FERVER, VRIDO em vez de VIDRO e por aí vai.
Bom, isso acontece porque a mobilidade do R demonstra ser uma tendência da língua mesmo. No uso popular, às vezes, o R vai mais pra frente ou mais pra trás do que ele deveria vir, no uso tradicional daquela palavra.
Se a gente der uma olhada nos exemplos que eu dei acima, com exceção do R ter mudado de posição na palavra, o resto tá igual. E a palavra não se tornou incompreensível por causa disso. Mas, como essa é vista como uma forma do pobre falar, então essa forma de falar sofre preconceito.
Sobre a remoção, são as situação em que, por excesso de Rs na palavra, um deles é removido no uso popular. Vamos ver un exemplo:

PRÓPRIO vira PRÓPIO

Mas aí, acontece a mesma coisa: essa é vista como uma forma de pobre falar e, por isso, sofre preconceito.
Vejam, por exemplo, o caso da palavra POBREMA. Quem fala isso é satirizado na mesma hora. É ou não é?
E essa palavra ainda tem um agravante: pra adquirir essa forma, ela sofreu 2 fenômenos linguísticos mal vistos, o rotacismo e a mobilidade do R.
Primeiro, a palavra PROBLEMA sofreu rotacismo e o L foi substituído por um R, criando a forma PROBREMA. E depois, como existe essa tendência popular de remover o excesso de Rs na palavra, o 1º R foi removido, criando a forma POBREMA.
Pra quem esqueceu o que é rotacismo, eu fiz um post sobre isso em Fevereiro. Se quiser dar uma olhada lá, é só ir nos arquivos do blog.
Mas enfim: vamos lembrar que existe uma outra forma de remoção da letra R no uso popular, e que não sofre preconceito. Trata-se do R que aparece no final dos verbos. Vamos ver como esses verbos são escritos e como eles são pronunciados na prática (pelo menos na pronúncia do Brasil):

FALAR [FALÁ]

DIZER [DIZÊ]

SAIR [SAÍ]

Por que essas formas não sofrem preconceito? Porque essas formas não são usadas só pelas classes pobres da sociedade: elas são usadas por pessoas de todas as classes sociais, das mais altas às mais baixas.
Mais uma prova de que o preconceito linguístico não é contra as formas de falar em si, mas sim contra a classe social que faz mais uso daquelas formas de falar.
Bom, como esse post, por motivos óbvios, foi feito só em Português, lá vão umas imagens bonitas pra entreter quem não fala:





Cocks!

¡Pollas!

Cazzi!

4 comentários:

Desativado disse...

hehehe
só cara bom heim
delicia

Javier disse...

Enhorabuena por las olimpiadas !!!

FOXX disse...

texto mto interessante...

Leo Carioca disse...

Garoto de Programa→ Gostou?rsrs

Pe-Jota→ Ah, ¡es verdad!

Foxx→ Valeu!