Oi!!!
O link de utilidade pública que eu vou deixar esse mês é pra quem quiser assinar o abaixo-assinado contra o homofóbico projeto de lei do deputado Olavo Calheiros, que pretende proibir que homossexuais adotem filhos no Brasil. Tá aí:
http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=abaixo2
Algumas dúvidas que com certeza surgiram na cabeça de muitos brasileiros desde que estreou a novela Caminho das Índias é a forma como a homossexualidade é tratada na Índia.
Bom, na verdade, o que existe lá em relação a esse assunto é uma grande série de contradições e de regras que parece que nunca são válidas pra todos os casos. E por isso, é meio difícil definir as coisas por lá quando o assunto é homossexualidade.
Mas vamos tentar dar uma olhada nisso com esse post.
Antes de mais nada, vamos diferenciar ‘indiano’ de ‘hindu’, porque eu vejo muita gente confundindo uma coisa com a outra: indiano é qualquer pessoa que nasce na Índia; hindu é um praticante do Hinduísmo, ou seja, um adorador de Brahma, Vishnu, Shiva e dos deuses que ficam abaixo deles.
O link de utilidade pública que eu vou deixar esse mês é pra quem quiser assinar o abaixo-assinado contra o homofóbico projeto de lei do deputado Olavo Calheiros, que pretende proibir que homossexuais adotem filhos no Brasil. Tá aí:
http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=abaixo2
Algumas dúvidas que com certeza surgiram na cabeça de muitos brasileiros desde que estreou a novela Caminho das Índias é a forma como a homossexualidade é tratada na Índia.
Bom, na verdade, o que existe lá em relação a esse assunto é uma grande série de contradições e de regras que parece que nunca são válidas pra todos os casos. E por isso, é meio difícil definir as coisas por lá quando o assunto é homossexualidade.
Mas vamos tentar dar uma olhada nisso com esse post.
Antes de mais nada, vamos diferenciar ‘indiano’ de ‘hindu’, porque eu vejo muita gente confundindo uma coisa com a outra: indiano é qualquer pessoa que nasce na Índia; hindu é um praticante do Hinduísmo, ou seja, um adorador de Brahma, Vishnu, Shiva e dos deuses que ficam abaixo deles.


As 2 religiões dominantes na Índia são o Hinduísmo e o Islamismo (apesar da quantidade de hindus ser gritantemente maior do que a de muçulmanos): 80% dos indianos são praticantes do Hinduísmo e 13% são praticantes do Islamismo. Os praticantes de todas as outras religiões juntas e mais os ateus formam só 7% da população indiana.
O Islamismo é a religião mais abertamente homofóbica que existe: os discursos e as pregações dessa religião são sempre contra os homossexuais e bissexuais, sem a mínima intenção de disfarçar isso.
Já o Hinduísmo não é uma religião homofóbica. Na verdade, os Vedas (que são os Livros Sagrados do Hinduísmo) nem mencionam nada muito específico sobre homossexualidade. Mas existem grupos hindus que, ao longo dos séculos, se deixaram influenciar por grupos muçulmanos e, muitas vezes, adotaram ideias muçulmanas como estilo de vida. E esses grupos tentam deturpar passagens dos Vedas pra fazer parecer que elas condenam a homossexualidade.
Até onde se pode observar, sempre foram esses grupos hindus homofóbicos, junto com grupos muçulmanos, que procuraram espalhar o ódio contra homossexuais e bissexuais na Índia.
Uma grande parte dos historiadores afirmam que a homossexualidade e a bissexualidade eram aceitas numa boa na sociedade indiana até o início da Idade Média, ou seja, antes da chegada do Islamismo à Índia.
Simplificando: a culpa pela existência da homofobia na Índia é toda (ou quase toda) dos muçulmanos, e não dos hindus.
Quanto à questão das leis indianas que falam sobre o assunto, podemos observar algumas contradições...
Pelo menos oficialmente, a homossexualidade ainda é considerada crime na Índia. E a pena seria a prisão perpétua.
Mas nas cidades grandes e nas cidades turísticas já começam a ser observados gays, lésbicas e bis que, apesar de não serem bem vistos pelos muçulmanos e pelos hindus muçulmanizados, são deixados em paz pela maioria dos héteros. E eventualmente até boates e bares gays já são encontrados nas cidades maiores e mais urbanizadas do país.
E já existem por lá movimentos que se manifestam explicitamente pedindo a descriminalização da homossexualidade na Índia, embora nenhum dos políticos principais do país pareça dar muita importância a tais movimentos.
Um dos nomes que se destacam nessas manifestações é o jornalista Ashok Row Kavi.
Em 2006, o Príncipe Manvendra Singh Raghubir Singh, filho do Marajá de Rajpipla (um Estado do Oeste da Índia), assumiu publicamente que é gay. E ele diz que é, com orgulho, o único príncipe assumidamente homossexual do Mundo no momento.
Desde 2008, algumas poucas cidades grandes da Índia passaram a ter paradas gays, algumas das quais contaram com a presença da atriz indiana Celina Jaitley, uma das principais defensoras dos direitos GLBT no país.
E agora em Abril de 2009 foi lançada a 1ª revista indiana voltada pro público gay: a Bombay Dost.
Pra quem quiser ver o site oficial dessa revista (em Inglês), tá aí o link:
http://www.bombaydost.co.in/
Assim, a ideia de que basta ser homo ou bi pra ser preso pra sempre na Índia, embora possa acontecer, nem sempre procede.
É claro que, se você for pruma região da Índia onde existe menos turismo ou onde a maioria da população é muçulmana, a possibilidade de você ser preso ou no mínimo agredido por ser homossexual ou bissexual é extremamente maior.
Então, se você é gay, lésbica ou bi e tá indo pra Índia, o que se pode sugerir é que você não exponha as suas preferências sexuais de forma muito explícita e procure ficar só nas partes mais turísticas e/ou mais industrializadas de lá. E o mais importante de tudo: sempre evite contato com os muçulmanos e com grupos muçulmanizados em geral, porque de outro modo a gente pode afirmar com 99% de certeza de que eles vão fazer alguma coisa contra você, em maior ou menor grau.
Aliás, mesmo pros héteros, expor muito a vida sexual em público não costuma ser uma boa na Índia. É que sexo, em geral, não é um assunto discutido de forma muito aberta por lá. Mesmo quando se trata de falar de relações sexuais entre pessoas de sexos diferentes, isso não costuma ser comentado em público nem com detalhes. E se alguém for a um lugar público com uma roupa um pouquinho mais ousada, dependendo do lugar, pode até ser preso por atentado ao pudor!
Provavelmente, isso é por causa da influência muçulmana. Afinal, os muçulmanos, como todos os judaico-cristãos, têm a tendência de se colocar contra o sexo ou, no mínimo, de esconder e reprimir o sexo o máximo possível.
Bom, não posso deixar de mencionar aqui uma comunidade indiana que despertou a curiosidade da comunidade GLBT do Brasil, por ter sido apresentada ao público brasileiro pela novela Caminho das Índias: as hijiras (ou hijras).
A comunidade hijira é uma espécie de grupo semissecreto: apesar de que as hijiras convivem frequentemente com a maioria da sociedade, muito do que se passa no estilo de vida delas raramente vem a público ou, em alguns casos, nunca vem a público.O que se sabe com mais clareza sobre elas é que são pessoas que nasceram homens e, em algum momento da vida, passaram a se vestir de mulheres. Ou vice-versa. E a partir dali, deixaram de ser considerados homens e mulheres e passaram a ser considerados hijiras, que são vistas como um 3º sexo, nem homens nem mulheres.
Assim, se uma hijira que já foi homem transar com um homem, isso não costuma ser visto pelos indianos como homossexualidade, pois, já que ela não é mais considerada homem, então a transa que aconteceu ali não foi entre um homem e outro homem, mas sim entre um homem e uma hijira. E algumas inclusive se casam com homens.
À 1ª vista, o que parece é que um grupo hijra é um grupo de transexuais, ou seja, pessoas que nasceram com um sexo, mas se sentem sendo do outro sexo. E em muitas vezes é isso mesmo, mas nem sempre: homens heterossexuais impotentes muitas vezes resolvem se tornar hijiras pra esconder isso (a impotência masculina é vista como algo muito vergonhoso em algumas regiões da Índia), crianças que nascem com alguma má formação no órgão sexual quase sempre são entregues pelos pais a algum grupo de hijiras (e aí são criadas pra se tornar novas hijiras) e pessoas de outras eventuais origens podem virar hijiras também.
As hijiras que nasceram homens muitas vezes se submetem à castração. Mas como isso é proibido na Índia, geralmente é feito de forma extremamente escondida e artesanal: uma hijira mais velha corta o pênis e os testículos da outra usando algum tipo de faca e utiliza ervas medicinais pra evitar a hemorragia e fazer a cicatrização. E muitas delas só se consideram ‘hijiras de verdade’ a partir do momento em que são castradas.
Nem todas as hijiras que nasceram homens aceitam fazer a castração. E como isso é uma coisa muito escondida, não há dados se a maioria das hijiras são as castradas ou as não-castradas.
As hijiras hindus oferecem adoração a um ser divino chamado Bahuchara Mata, que é considerada a deusa protetora dos homossexuais e bissexuais.
E os rituais que elas fazem pra adorar essa deusa quase sempre são secretos e só hijiras podem tá presentes neles.Por incrível que pareça, também existem hijiras muçulmanas! Mas se a gente pensar que aqui no Ocidente também existem travestis católicos, é quase a mesma coisa, né?
A forma como as hijiras são vistas pelo resto da sociedade varia muito de uma região pra outra da Índia: em alguns lugares, elas são tratadas como seres divinos; em outros, são desprezadas e tratadas como marginais da pior espécie.
Às vezes, mesmo nos lugares onde as hijiras são mal vistas, se dá a elas o direito de entrar em propriedades particulares sem precisar de convite. E pela tradição, elas devem ser sempre bem tratadas o máximo possível.
Existem explicações diferentes pra isso: alguns dizem que não se pode contrariar as hijiras, pois elas lançam maldições contra quem faz isso; outros dizem que a castração deu poderes divinos a elas e, por isso, elas trazem bênçãos aos lugares onde entram, e o que elas desejarem de positivo enquanto tiverem ali se concretiza.
The telenovela Caminho das Índias has brought some questions to Brazilians since its premiere, last January, about how homosexuality is seen in India.
Well, actually India is a country which has so many contradictions about such subject. Each case is solved in a different way. Then, it’s difficult to define how homosexuality is seen there.
Let’s talk a little about that now.
Before anything, let’s differentiate an Indian from a hindu, because many people think both words mean the same. Actually an Indian is any person who was born in India. A hindu is a person who has Hinduism as his religion and who worships Brahma, Vishnu, Shiva and the other hindu gods and goddesses under them.
Religion and religious traditions are something very strong in India. And part of homophobia in Indian society comes strongly from them.
The 2 largest religious groups in India are Hinduism and Islamism (in spite of the quantity of hindus is much higher than of muslim’s): about 80% of Indians are hindus and about 13% of them are muslims. Atheists and members of other religions are only 7% of the Indians.
As you guys certainly know, Islamism is the most openly homophobic religion in the World. This religion always preaches viciously against LGBT people.
Hinduism is not a homophobic religion. Actually, the Vedas (the Holy Texts which Hinduism is based on) mention basically nothing about homosexuality. But there are some hindu groups which have been influenced by muslim groups along the centuries. And in some cases they adopted muslim dogmas and some pieces of the muslim lifestyle. These groups usually try to deform the Vedas’ words to say they condemn homosexuality.
These muslim-hindu groups alongside the all muslim groups have motivated hate against homosexuals and bisexuals in India along the centuries.
Many historians say homosexuality and bisexuality were accepted and common in ancient Indian society. And it changed only in the early Middle Ages, when Islamism arrived there.
It means: all homophobia in India (or at least 90% of that) is the muslims’ fault.
About the Indian laws about homosexuality, there are also some contradictions about them.
Homosexuality is officially illegal in India. And LGBTs theoretically should be sentenced to life in prison there. But it’s not always like that.
In the largest tourist cities of India it’s possible to see gays, lesbians and bisexuals who are still hated by muslims and muslim-hindus, but don’t bother the other hetero people at all. And there are even some few LGBT discos and nightclubs in such cities.
Nonostante l’omosessalità e la bisessualità siano ancora illegali nell’India (c’è la sentenza di carcere a vita contro i bisessuali ed omosessuali in questo paese), sono già viste delle manifestazioni indiane chiedendo la sua legalizzazione in India. Ma sono pochi i grandi politici indiani che fanno attenzione a questo.
Uno dei principali attivisti LGBT nell’India è il giornalista Ashok Row Kavi, che è pubblicamente gay.
Nel 2006, il Principe Manvendra Singh Raghubir Singh, figlio del Maharaja di Rajpipla (nell’Ovest dell’India), ha detto in pubblico che è omosessuale. E lui dice con orgoglio che è l’unico principe pubblicamente omosessuale del Mondo oggigiorno.
Dal 2008, alcune poche città grandi indiane hanno già avuto le sue marcie dell’orgoglio gay. E l’attrice Celina Jaitley è stata vista in alcune di queste marcie. Lei è uno dei principali attivisti dei diritti LGBT nell’India.
Nell’Aprile del 2009, è messa in circolazione la prima rivista gay indiana, chiamata Bombay Dost.
Voi potete clicare sul link sopra per visitare il sito di questa rivista (in Inglese).
Così, se una persona è omosessuale o bisessuale nell’India, può esser messa in stato di arresto per questo. Ma non è sempre così.
È certo che, se tu vai in una regione dell’India dove la parte più grande della popolazione è musulmana, è più possibile che tu sia messo in arresto o almeno aggredito soltanto perché sei omosessuale o bisessuale.
Comunque sia, se una persona è gay, lesbica o bi e vuoi andare nell’India, quello che si può suggerire è: non dire a tutti quanti e tutto il tempo che non è eterosessuale e rimanere soltanto nelle parti turistiche delle città grandi. E il più importante: non avvicinarsi dei musulmani e dei gruppi di induisti-musulmani, perché, se lo fa, è 99% certo che questi faranno qualcosa contro la persona.
A proposito, questo non è un problema soltanto dei bisessuali e degli omosessuali: anche gli eterosessuali non possono parlare molto della loro vita personale in pubblico. Anche questo non piace molto alla parte più grande degli indiani, visto che culturalmente non si parla molto di sesso in pubblico nell’India. Ed anche quando si trata di sesso fra un uomo ed una donna, non se ne parla quasi niente in pubblico. E se qualche persona va a un posto pubblico con qualche tipo di vestito un po’ più sensuale, a dipendere dal posto, può essere messo in arresto per oltraggio al pudore!
È possibile, e quasi certo, che questo sia dovuto all’influenza musulmana. Non dimenticare che i musulmani, come i giudaico-cristiani tutti quanti, hanno la tendenza di essere contro il sesso o, almeno, di nascondere e soffocare il sesso tanto quanto sia possibile.
Algunas veces, la telenovela Caminho das Índias nos mostró una comunidad interesante de la India: las hijiras (o hijras). Así, vamos a hablar un poquito de ellas.
Las hijiras son casi una sociedad secreta. Son vistas por casi toda la sociedad indiana, pero poco se sabe del estilo de vida de la mayor parte de ellas.
Lo que se sabe más de las hijras es que eran hombres que, a contar de algun momento de sus vidas, pasaron a vestirse de mujeres. O viceversa. Y desde entonces dejaron de ser vistas como hombres y mujeres y pasaron a ser vistas como hijiras, que son el tercer sexo.
Así, si una hijira que era hombre hace sexo con un hombre, en general eso no es visto por los indianos como homosexualidad, pues que aquella hijira no es más un hombre, y lo que hubo allá no fue sexo entre hombres, pero sí sexo entre un hombre y una hijira. Y dicho sea de paso, hay hijiras que son casadas con hombres.
Lo que en general pensamos cuando vemos hijiras es que es un grupo de transexuales, o sea, que se sienten miembros del sexo opuesto al suyo. Bueno, aunque algunas veces una hijira sea eso, no lo es siempre: hay hombres heterosexuales con impotencia eréctil que se quedan hijiras para ocultarlo (ser impotente, en algunas partes de la India, es visto como algo muy degradante); hay niños nacidos con problemas físicos en sus órganos sexuales que son dados por sus padres a algun grupo de hijiras (y así se quedan nuevas hijiras) y personas de otros tipos que también pasan a ser hijiras.
Muchas de las hijiras nacidas como hombres se dejan castrar. Pero siendo la castración algo prohibido en la India, en general lo hacen de modo muy oculto y rústico: una hijira más vieja extirpa el pene y los testículos de la otra utilizando un tipo de cuchillo y usa plantas medicinales para impedir la hemorragia y cicatrizar la herida. Y muchas de ellas dicen que son “verdaderas hijiras” solamente después que están castradas.
No son todas las hijiras nacidas como hombres que aceptan ser castradas. Y como es una cosa muy oculta, no hay propiamente como saber si la mayor parte de ellas es castrada o no.
Las hijiras hindúes son devotas de Bahuchara Mata, la diosa protectora de los homosexuales y bisexuales. Y los rituales hechos por ellas para adorar esa diosa son casi siempre secretos y solamente hijiras pueden hacerlos.
Hay también hijiras musulmanas. Y aunque eso sea extraño (pues que en general musulmanes son homofóbicos), tenemos que recordar que hay también travestíes católicos, lo que es casi la misma cosa, ¿verdad?
El modo como las hijiras son vistas por la sociedad es muy variado en las diferentes partes de la India: en algunas regiones, ellas son vistas como seres divinos; en otras, son vistas como parias.
Muchas veces, hasta mismo donde las hijiras no son bien vistas, ellas pueden entrar en las casas de las personas sin necesitar invitación. Y dice la tradición que tienen que ser tratadas muy bien.
Hay explicaciones diferentes para eso: algunos dicen que, si una hijira es maltratada, ella puede lanzar maldicones contra la persona que lo hace; otros dicen que la castración da poderes a la hijira para bendecir los lugares donde ella entra.
Bom, eu volto no mês que vem. Até lá!








