terça-feira, 29 de abril de 2008

UM ÍDOLO GAY QUE NÃO GOSTA DE FALAR SOBRE HOMOSSEXUALIDADE

Oi!!!

O site de utilidade pública que eu vou linkar aqui esse mês é o da Visão Mundial, que se dedica a ajudar crianças e adolescentes carentes.
Tá aí o link:

https://www.visaomundial.org.br/visaomundial/envolva/envolvadoe/

Bom, hoje a gente vai dar uma olhada no cantor, compositor, DJ e ator islandês Paul Oscar.

Páll Óskar Hjálmtýsson nasceu em Reykjavik, em 16 de Março de 1970.
Ele era o mais novo dos 7 filhos da escritora Margrét Matthíasdóttir.
Demonstrando desde criança alguns dotes artísticos, o Páll gostava muito de desenhar e escrever contos de fada.
Também durante a infância, ele se apresentava cantando em festas pra família e pros amigos. E na mesma época ele também fez alguns trabalhos em comerciais pra televisão.
Na escola, por outro lado, o Páll nunca se deu muito bem: nunca fez amigos e era muito perseguido e ridicularizado pelos colegas.
Com 12 anos, ele teve a 1ª experiência como ator de teatro, na peça Rubber Tarzan, do Ole Lund Kirkegaard.
Por essa época, a voz do Páll começou a ficar desafinada por causa dos efeitos da puberdade e ele acabou ficando alguns poucos anos sem cantar.
Ele diz que concluiu definitivamente que era gay com 13 anos. E com 16, ele decidiu contar pra família.
O Páll diz que, no dia em que contou, todo mundo falou como se aceitasse numa boa. Mas, a partir daí, ele percebeu que passaram a tratar ele de forma diferente. Não que tratassem ele mal nem nada disso, mas dava sempre uma impressão de que todos se calavam quando ele chegava e evitavam conversar sobre certos assuntos na presença dele.
Com 18 anos, ele decidiu voltar a cantar. E pra isso, ele foi fazer parte como baixo do coral da Universidade Hamrahlío.
Em 1992, o Páll estreou como ator de cinema no filme Svo Á Jörou Sem Á Himni. Mas ele nunca se dedicou muito a essa carreira e só fez até agora 3 filmes.
Em 1993, ele deixou a Islândia e se mudou pros Estados Unidos, onde lançou o 1º disco dele: Stuô. E aí ele assumiu o nome artístico de Paul Oscar e passou a ficar fazendo trabalhos alternadamente na Islândia e nos Estados Unidos.
Ele diz que não demorou muito a perceber que, como local de trabalho, a Islândia acabou se tornando muito pouco pra ele. Mas que ele sempre vai se lembrar que aquela é a pátria dele e que ele nunca vai negar as origens islandesas.
Na mesma época, o Paul fez parte do grupo musical Milljónamæringarnir. E em 1998, ele trabalhou com outro grupo, o Casino. E ao mesmo tempo, ele foi começando a fazer apresentações solo e se firmando por aí.
Apesar de ser assumidamente gay e um dos principais ídolos GLBT da Islândia, ele detesta falar sobre assuntos relacionados à homossexualidade em público. Principalmente sobre sexo. E ele tem fama de soltar os cachorros em cima de quem tenta falar sobre isso com ele em público!
Mas, ao mesmo tempo, o Paul não deixa de ajudar movimentos GLBT quando pode.
Pra quem quiser visitar o site dele tá aí o link:

http://www.myspace.com/palloskar

Oggi parleremo un po’ del cantante, compositor, DJ ed attor islandese Paul Oscar.
Páll Óskar Hjálmtýsson è nato in Reykjavik, nel 16 Marzo del 1970.
Lui è l’ultimo figlio della scrittrice Margrét Matthíasdóttir.
Da bambino, Páll era già un artista: dipingeva e scriveva delle fiabe.
Anche da bambino, lui facceva degli show, cantando per la sua famiglia ed i suoi amici. Ed ha lavorato anche in delle pubblicità per TV.
Alla scuola, Páll non ha avuto buoni momenti: era molto perseguito dagli altri bambini e ragazzi.
Quando aveva 12 anni, lui ha lavorato nel suo primo show teatrale:
Rubber Tarzan,
di Ole Lund Kirkegaard.
Nella stessa epoca, la sua voce ha cominciato a cambiare dovuto all’adolescenza e, per questo, non ha più cantato per alcuni anni.


Páll accepted himself as a homosexual at 13. And he told that to his family 3 years later.
He says everybody seemed to accept that on the day he told he was gay. But after that, they started behaving differently about him. They didn’t attack him, but he could see they used to stop speaking when he arrived near them and they didn’t talk to each other about some things when he was there.
When Páll was 18, he decided to go ahead with his interrupted singing career. Then, he sang bass with the Hamrahlío College choir.
His 1st time as a cinema actor was in the movie
Svo Á Jörou Sem Á Himni (1992). But he’s never actually thought about developing his acting career. And he’s been in only 3 movies to now.
In 1993, Páll left Iceland and moved to the States. And then he released his 1st album
(Stuô) and got Paul Oscar as his show name. Since then, he’s worked sometimes in the States, sometimes in Iceland.
He says he sees Iceland as too small for him as a working place. But he knows it’s HIS country and it’ll always be.


En el comienzo de los años 90, después de haber dejado Islandia para irse a vivir por algun tiempo en los Estados Unidos, Paul fue uno de los miembros del grupo musical Milljónamæringarnir. Y en 1998, él trabajó también con otro grupo, el Casino. Y al mismo tiempo, empezó a hacer presentaciones solo y seguir adelante trabajando así.
Mismo teniendo su homosexualidad conocida por todo el público y siendo una de la principales personalidades LGBT de Islandia, a Paul no gusta nada hablar en público de asuntos relacionados a la homosexualidad. Principalmente de sexo homosexual. Y se dice que él ya fue algunas veces hasta mismo muy grosero con personas que deseaban hablar con él en público de ese asunto.
Aunque él siempre ayuda grupos LGBT, cuando eso le es posible.
Uds pueden clicar sobre el enlace arriba para visitar el sitio de Paul.


Bom, eu volto na Quinta com a enquete nova.
Até lá!

domingo, 27 de abril de 2008

HOMOSSEXUALIDADE NO JAPÃO

Oi!!!

Bom início de semana!
Esse ano a gente tá comemorando os 100 anos do início da imigração japonesa pro Brasil. E mais especificamente, amanhã vão se completar 100 anos que o navio Kasato Maru deixou o Japão e se colocou a caminho daqui. E a bordo dele, vinham 781 pessoas pra se estabelecer aqui como imigrantes, que desembarcaram no Porto de Santos em 18 de Junho daquele ano. Mas esses foram só os primeiros de milhares de japoneses que imigrariam pro Brasil ao longo dos anos seguintes.
Já deu pra perceber que o post de hoje vai ser sobre o Japão, né? Mas não é sobre os atores de Changeman nem nada disso.rs

Bom, uma coisa que eu percebo que costuma ser muito pouco comentada no Ocidente é a visão que a Cultura Japonesa tem da homossexualidade.

Vamos ver isso melhor:
As palavras ‘gay’ (em Japonês ゲイ) e ‘lésbica’ (em Japonês レズビアン) tão entre as que aparecem na mídia japonesa com mais freqüência nos últimos tempos. Mas será que isso é bem visto ou mal visto por lá?
Bom, até hoje, as 2 religiões predominantes no Japão são o Budismo e o Xintoísmo. E como a gente sabe, nenhuma das 2 se manifesta contra os homossexuais e bissexuais. Então, já podemos adiantar que condenação religiosa contra os gays, lésbicas e bis é uma coisa raríssima no Japão.
E nos outros aspectos da cultura de lá?
Bom, ao longo dos milênios da História do Japão, o contato sexual entre homens ou entre mulheres nunca foi um grande problema. E principalmente entre homens, era visto como uma coisa que fortalecia a relação dos 2 ou provava a grande importância de um pro outro: entre os samurais sempre rolaram relações homossexuais.
Pelo menos até o século XIX, também era comum que jovens rapazes se preocupassem em dar prazer aos guerreiros mais velhos. Essa prática era chamada de Shudo.Esse desenho do século XVII, executado pelo pintor japonês Hishikawa Moronobu, mostra 2 rapazes divertindo um homem mais velho (provavelmente, um guerreiro de uma classe social mais elevada que a deles): um dos rapazes masturba o homem enquanto o outro dança pra ele.


Várias obras tanto de Poesia quanto de Literatura deixadas por autores japoneses da Idade Média também falam de personagens que viveram relações homossexuais.
Só em 1873 é que tentaram implantar uma lei contra a homossexualidade masculina, devido à influência do Ocidente que o Japão vinha sofrendo. Mas essa lei não durou nada, sendo derrubada em 1880.
As coisas só pioraram mesmo na 1ª metade do século XX, por causa da influência nazista, que fez a homofobia crescer muito no Japão. Só que, mesmo assim, não chegaram a ser criadas leis pra perseguir bissexuais e homossexuais. Mas a partir daí, manteve-se uma certa linha homofóbica na mentalidade japonesa, que só começou a se desfazer no final do século: ainda hoje, cerca de 60% da população japonesa dizem não concordar com o sexo entre homens ou entre mulheres (mas menos da metade disso tem opiniões radicalmente homofóbicas).
É possível perceber também que o preconceito mais direto que existe no Japão é contra os homossexuais, e não contra os bissexuais, por causa da tradição do filho homem: é extremamente cobrado pela Cultura Japonesa que toda pessoa tenha, no mínimo, 1 filho homem. E isso é uma coisa que um bissexual pode até ter, mas um homossexual, provavelmente, nunca terá. Então, o homossexual é visto como alguém que tá se rebelando contra essa tradição. O preconceito também vem um pouco daí.
Uma coisa que se percebe na sociedade japonesa é que o homossexual que já teve pelo menos 1 filho homem não parece mais incomodar ninguém ou quase ninguém pelo fato de ser homossexual, porque aí ele já seguiu a tradição, ou seja, já fez o que tinha que fazer.
Mas, além disso, ficaram algumas rebarbas de homofobia na sociedade japonesa que, como eu já disse, são influencias do nazismo...
Sobre a idade mínima pra pessoa ter contato sexual com alguém do mesmo sexo existe uma certa discordância, porque aí parece que tem 2 leis que se contradizem: uma diz que qualquer pessoa a partir de 13 anos de idade já pode ter vida sexual ativa; outra diz que, falando especificamente do contato sexual entre pessoas do mesmo sexo, isso só é permitido a partir dos 18 anos. Mas, daí pra frente, tá liberado.
Também não tem nenhuma lei proibindo os homossexuais e bissexuais de fazerem parte da Forças Armadas Japonesas. Mas, informalmente, eles não costumam ser bem recebidos nessas funções. Enfim, a mesma coisa aqui do Brasil, né?
Aliás, pra simplificar, pode se dizer que as leis japonesas não se colocam a favor nem contra os gays, bis e lésbicas. E também não tem nenhum grande movimento no Japão a favor da legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo nem da legalização dos demais direitos GLBT. Mas também não se vê nenhum movimento querendo tirar os direitos já conquistados dos bis, gays e lésbicas, como a gente vê aqui no Brasil nos movimentos religiosos disfarçados de políticos que tem lá em Brasília.
Quanto ao mercado do sexo voltado pro público gay, talvez as revistas mais famosas no Japão sejam a Badi e a G-Men. Aí na lista de links do blog tem os links pros sites das duas.
Mas, pelo menos até o final dos anos 90, a censura no Japão era muito rígida quando se tratava de mostrar um homem pelado numa situação erótica. Assim, até hoje, muitas vezes as revistas gays que mostram esse tipo de foto são obrigadas a mutilar a foto, mostrando só o modelo pelado da cintura pra cima, ou a só publicar as fotos com o modelo numa posição em que o pirulito não apareça direito.
E a mesmíssima coisa em relação aos filmes pornô: ainda hoje, muitas cenas que mostram homens pelados são censuradas. Principalmente nas capas dos filmes costumam cobrir as rolas e os sacos dos atores com sombreados.

Sem dúvida alguma é por isso que o Japão produz muitos desenhos animados e revistas em quadrinhos com pornografia gay: aí não tem censura nenhuma.
Mas nos últimos anos, mesmo a censura que existe em mostrar homens pelados tem dado sinais de começar a se tornar menos rígida. Ainda bem, né?

Have a nice week!
This year we’ll commemorate the 100th anniversary of the arrival of the 1st Japanese immigrants in Brazil. Actually, the Kasato Maru left Japan to come to Brazil on April 28th, in 1908. And the 781 immigrants who came on it arrived at the Port of Santos on June 18th. But those were just the first of many Japanese who would immigrate to Brazil during the next years.
Well, as you guys see, today we’ll talk a little about Japan. Or at least about homosexuality in Japan.
Curiously, I see we don’t talk so much about how homosexuality is seen in the Japanese Culture. So, I think it’s interesting to take a look.
The words “gay” (in Japanese ゲイ) and “lesbian” (in Japanese レズビアン) are really common in Japan nowadays. But how?
Well, the great religions in Japan are Buddhism and Shito. And neigther of them (different from the judeo-christian religions) persecute homosexuals and bisexuals. So, any religious persecution against LGBT people is something rare in Japan.
And how about the other points of this culture?
Well, along the early Japanese History, the sexual contact between men or women was never seen as something really negative. And mainly between men it was even seen as something which got their friendship stronger and/or showed their importance to each other. Don’t forget samurais used to have sex among them often.
To the 19th century, it was common for young men pleasuring older warriors (and the warriors were only males, of course). This tradition was called Shudo.
You guys can see above a 17th-century picture by Hishikawa Moronobu which shows us 2 young men pleasuring a middle-aged man. One of the young guys dances and the other one masturbates the man.
Many stories and poetries written in Japan in the Middle Ages also tell us about characters who had sexual contact to people of the same sex.


La prima (ed unica) legge giapponese contra l’omosessualità fra uomini è stata creata solamente nel 1873, dovuto all’influenza dei gruppi cristiani. Ma questa legge è stata lasciata e, così, finita nel 1880.
Ci sono stati grandi problemi per i bisessuali ed omosessuali soltanto fra la prima metà del secolo 20, dovuto all’influenza nazista, che ha fatto l’omofobia diventare più forte nel Giappone. Ma anche così, non sono state create leggi per perseguitare gli omosessuali e bisessuali. Però, da quell’epoca, i giapponesi tengono qualcosa omofobica nella loro mentalità. Questo ha cominciato a sparire solamente nella fine del secolo 20, ma fino adesso, circa 60% dei giapponesi non sono d’accordo con relazioni sessuali fra uomini o fra donne (però sono pochi quei che sono ossessivamente omofobici).
È anche possibile vedere che il pregiudizio veramente forte nel Giappone non è contro i bisessuali, ma sì contro gli omosessuali, dovuto alla tradizione del figlio uomo: la Cultura Giapponese esige che ogni persona abbia almeno 1 figlio uomo. E non è molto difficile che un bisessuale l’abbia, ma è quasi impossibile che un omosessuale l’abbia. Così, l’omosessuale è quasi sempre visto nel Giappone come qualcuno che va contro questa tradizione. E c’è bisogno di ricordare che i giapponesi hanno pregiudizi contro quei che vanno contro le loro tradizioni.
Anche gli omosessuali che hanno già avuto almeno 1 figlio uomo non danno fastidio a nessuno od a quasi nessuno con la loro omosessualità (hanno già fatto quello che si deve fare).
Ma chiaramente ci sono delle altre situazioni omofobiche nella società giapponese create, como l’ho già detto, per l’influenza nazista.


En Japón, la edad mínima para cualquier persona tener vida sexual activa es 13 años. Pero, al mismo tiempo, hay una otra ley diciendo que, en el caso de contactos sexuales entre personas del mismo sexo, la edad mínima para tenerlos es 18 años. A contar de los 18, no hay ninguna ley japonesa diciendo nada contra.
Tampoco hay leyes prohibiendo que homosexuales o bisexuales se alisten en las Fuerzas Armadas Japonesas. Pero mismo así, los bisexuales y homosexuales no son muy bienvenidos allá (tengo que decir que aquí en Brasil se encuentra propiamente la misma situación).
Podemos decir que las leyes japonesas no son en verdad a favor y tampoco contra los homosexuales y bisexuales. Y no hay grandes acciones en Japón para luchar por la unión civil de personas de mismo sexo o de los otros derechos de los homosexuales. Pero tampoco son vistas grandes acciones para luchar contra los derechos de los homosexuales allá.
Hablando del mercado de sexo gay en Japón, las 2 revistas hechas para el público homosexual masculino más conocidas allá son
Badi y G-Men (uds pueden encontrar los enlaces para los sitios de esas revistas al lado, en la lista de links del blog).
Hasta el final de los años 90, la censura japonesa contra hombres desnudos en situaciones eróticas era terrible. Así, hasta hoy, muchas veces las revistas que tienen fotos de un hombre desnudo son obligadas a sacar partes de las fotos donde es visto el pito o entonces pueden publicar solamente las fotos donde el pito no está muy visible.
Hay la misma situación con las películas porno: las escenas que tienen hombres desnudos son casi siempre (más en algunas películas y menos en otras) censuradas.
Por eso hay muchos dibujos animados en Japón que tienen pornografía gay (en el caso de los dibujos, no hay censura).
Como sea, actualmente la censura en Japón ya no es más tan fuerte cuanto era antes contra hombres desnudos.


Até a próxima!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

NADANDO E COMENDO BEM PRA MANTER A FORMA

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no ator português Nuno Lopes.

Nuno Miguel Pereira Lopes nasceu em Lisboa, em 06 de Maio de 1978.
Como sempre quis ser ator, assim que terminou os estudos iniciais, ele foi fazer o curso de interpretação da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.
O 1º filme do Nuno foi um curta-metragem de 16 minutos chamado Mundo Paralelo, em 1991. E aí ele assumiu o nome artístico simplificado de Nuno Lopes.
Depois disso, vieram alguns trabalhos ocasionais. Mas foi só a partir de 1997 que ele começou mesmo a se entregar direto à carreira de ator. E a partir daí, a base da carreira dele sempre seria o teatro, no qual ele interpretaria peças clássicas de grandes autores, como o William Shakespeare. Mas vários trabalhos no cinema e televisão também fariam parte do currículo dele.
Em 2002, o Nuno veio ao Brasil pra trabalhar na novela Esperança, da Rede Globo. O personagem dele, chamado José Manuel e apelidado de Murruga, se tornou bem popular por aqui.

Ele foi escolhido pra fazer essa novela num teste de atores que teve em Portugal (como teria esse personagem português, o autor Benedito Ruy Barbosa quis que ele fosse interpretado por um ator português).
O Nuno diz que foi um dos trabalhos mais difíceis de fazer da carreira dele, mas que ele adorou. Até porque a história se passava no Brasil nos anos 30, que era um universo que ele desconhecia por completo.
Uma das coisas que chamaram a atenção dele aqui no Brasil foi a variedade de frutas. E por isso mesmo ele experimentou todos os tipos de suco e refresco.rs
Ele também percebeu uma diferença na abordagem entre os fãs brasileiros e os fãs portugueses: de acordo com ele, no Brasil, muitos fãs já se aproximam direto dos atores; já em Portugal, isso é um pouco menos comum. Aqui no Brasil teve até uma vez que ele precisou sair correndo, porque algumas garotas tentaram arrancar a roupa dele!
O Nuno diz que, antes disso, sempre pensava em passar um tempo no Brasil. E quando teve a oportunidade de fazer esse trabalho aqui, era tudo o que ele esperava.
Em 2005, ele protagonizou o filme Alice, pelo qual ele ganharia o Globo de Ouro de Melhor Ator no ano seguinte.
Na televisão e no cinema, o Nuno teve até agora 20 trabalhos como ator.
Atualmente, ele tá filmando a co-produção franco-portuguesa Une Nuit de Chien.
O Nuno gosta de comida japonesa. Mas ele diz que também não dispensa uma boa feijoada. Ele só toma cuidado pra não engordar. Aliás, uma coisa que ele faz questão de lembrar é que o segredo pra manter a forma não é comer pouco, mas sim deixar de comer coisas que engordam.
Além disso, pra manter a forma, ele faz aulas de natação.
O Nuno só diz que não pretende fazer nenhum tipo de cirurgia plástica pra ficar mais bonito ou alguma coisa assim. Mas ele também não tem nada contra quem faz.
No tempo livre, ele gosta de nadar.

Today we’ll talk a little about the Portuguese actor Nuno Lopes.
He was born in Lisbon, on May 6th, in 1978. And his birth name is Nuno Miguel Pereira Lopes.
He always wanted to be an actor. So, after highschool, he attended the acting course at Escola Superior de Teatro e Cinema of Lisbon.
Nuno’s 1st movie was a 16-minute-long short-subject called
Mundo Paralelo
(1991). And then he got Nuno Lopes as his artistic name.
After that, he occasionally worked as an actor. But he would actually devote his life to his acting career from 1997. And he would work basically as a theater actor. There have been many William Shakespeare’s plays in his curriculum. But he would also work as a cinema and TV actor.


En 2002, Nuno dejó Portugal y se vino a trabajar en Brasil, en la telenovela
Esperança. Su personaje era José Manuel, el Murruga.
Todavía en Portugal, él había sido seleccionado en una prueba de actores para estar en esa telenovela (el autor deseaba un actor portugués para interpretar ese persoaje portugués).
Nuno dice que ese fue uno de los trabajos más difíciles de su carrera, pero también un trabajo que le gustó mucho hacer. Hasta mismo porque la historia de esa telenovela era en Brasil en los años 30, que era una sociedad totalmente desconocida para él.
Le gustaron mucho las frutas brasileñas y sus zumos, muy diferentes de las frutas portuguesas.
Otra diferencia que él vió aquí fue la manera como los fans se acercan de los actores vistos como símbolos sexuales: los brasileños son muy más directos que los portugueses. Hubo hasta mismo una vez cuando un grupo de muchachas lo atacó y intentó quitar sus ropas!


Nuno ha sempre pensato di visitare Brasile e restarci qualche tempo. E nel 2002, quando ha avuto l’opportunità di venire in Brasile per lavorare come attore nella telenovela Esperança, l’ha vista come tutto quello che voleva.
Nel 2005, lui è stato l’eroe del film
Alice. E per questo lavoro, ha ricevuto il Globo de Ouro di Migliore Attore del 2006.
Fino adesso, Nuno ha avuto 20 lavori come attore nella TV e nel Cinema.
Lui sta adesso lavorando nel film
Une Nuit de Chien.
A Nuno piace molto la cucina giapponese, ma anche la feijoada brasiliana. Però lui fa il possibile per non engrassarsi. E ricorda che, per questo, il più importante non è mangiare poco, ma sì non mangiare quello che engrassa.
Per tenere una buona forma, lui fa delle nuotate.
Nuno dice che non ha niente contro quei che vogliono fare qualche chirurgia plastica per essere più belli, ma lui non lo farebbe.
Quando non ha niente da fare, gli piace nuotare.


Bom, até a próxima! Bom fim de semana!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

FRANCISCO DE ASÍS BORBÓN (1822-1902)

Oi!!!
Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico aparentemente gay: o Rei-consorte Francisco, da Espanha.


(Esse quadro dele foi pintado pelo Federico de Madrazo).
Francisco de Asís María Fernando de Borbón y Borbón-Dos Sicilias nasceu em Madrid, em 13 de Maio de 1822.
Ele recebeu esse nome em homenagem a São Francisco de Assis.
O pai do Francisco era o Duque de Cádiz, o filho mais novo do Rei Carlos IV, da Espanha. Assim, ele fazia parte da Família Real Espanhola e tava entre os herdeiros (distantes) do trono.
Quando o Francisco nasceu, quem tava no trono era o tio dele, o Rei Fernando VII, que morreria em 1833. E aí a filha dele, apesar de ser quase recém-nascida na época, se tornaria a nova rainha: Isabel II.
Isso provocou uma guerra com o Conde de Molina, outro filho do Rei Carlos IV, que queria pegar o trono pra ele. E a situação só se acalmou em 1843, quando a Isabel II, ainda com 13 anos, assumiu o poder definitivamente, começando a governar o país.
Pra evitar novos problemas familiares com outros parentes que quisessem roubar o trono da rainha, foi determinado que ela se casasse com um dos primos. E como o Francisco era o filho mais velho do Duque de Cádiz, ele foi o escolhido pelos ministros pra isso. E eles se casaram em 10 de Outubro de 1846.
Na ocasião do casamento, ele recebeu os títulos de “Rei-consorte da Espanha” e “Capitão Geral dos Exércitos Espanhóis”. Mas apesar de ter adquirido o direito a receber as mesmas honras que a esposa, ele não recebeu a mesma autoridade dela, continuando o país a ser governado só por ela.
Depois do casamento, a Isabel II se sentiu muito incomodada com a indiferença do Francisco em relação a ela. E ele, por outro lado, passava o tempo se ocupando com os detalhes de babados e rendas das roupas mais chiques dele. Aliás, os trejeitos afeminados dele chamavam a atenção dos súditos e desagradavam profundamente a rainha, que era uma católica fervorosa.
Enquanto teve casada com ele, ela teve 11 filhos. Mas quase todos morreram pouco depois de nascer.
Parece que a maioria dos historiadores defendem o casamento nunca foi consumado e que nenhum dos filhos da Isabel II foi gerado pelo Francisco, mas sim pelos vários amantes que ela teve ao longo do tempo que ficou no trono. E essa suspeita não é só pela suposição de que ele fosse gay, mas também porque havia rumores de que ele tinha hipospadia, uma má formação no pênis que impede que o homem ejacule pra frente. E se isso era verdade, mesmo que eles tivessem uma vida sexual ativa, é pouco provável que ele tivesse conseguido engravidar ela (quando um homem com hipospadia tem uma penetração, geralmente ele ejacula pra fora).
Pra dizer a verdade, não tem nenhuma prova 100% indiscutível de que ele era gay nem hétero, pois ele não parecia se envolver com ninguém, nem homem nem mulher. Ele só era afeminado.
Em 1864, o Francisco recebeu a presidência do Consejo del Reino. E no ano seguinte, com a morte do pai dele, ele passou a ser o novo Duque de Cádiz.
Em 1868, aconteceu a Revolução Gloriosa Espanhola, que levou à proclamação da república. A Isabel II foi deposta e exilada da Espanha junto com o resto da Família Real, indo buscar asilo político na França.
Curiosamente, foi só a partir daí que o ex-rei-consorte e a ex-rainha começaram a viver como amigos.
O Francisco passou a se identificar em público como “Conde de Moratalla”, talvez pra não ser mais lembrado como Rei-consorte da Espanha. E a própria Isabel resolveu se livrar do título de “Rainha da Espanha”, abdicando oficialmente em 1870. Assim, o Príncipe Alfonso é que, por ser o filho homem mais velho da ex-rainha e, consequentemente, herdeiro direto do trono passava a ser o novo rei, caso a monarquia fosse restaurada algum dia na Espanha.
Isso consequentemente aconteceu em 1874. Mas nem o Francisco nem a Isabel quiseram voltar pra Espanha. O Alfonso é que voltou, sendo coroado com o título de “Sua Majestade, o Rei Alfonso XII, da Espanha”.
O Francisco passou o resto da vida na França. E de lá ele assistiu a morte do filho (ou seria enteado?), em 1885, e a coroação do filho desse, Alfonso XIII, como novo Rei da Espanha.
O Francisco morreu em 17 de Abril de 1902, faltando 1 mês pra completar 80 anos.
O corpo dele foi levado pra Espanha e sepultado no Monastério de El Escorial, onde eram enterrados os consortes dos soberanos espanhóis.

Today we’ll talk a little about a historical character who presubaly was gay: King consort Francis of Spain.
He was born in Madrid, on May 13th, in 1822. And his full name’s Francis de Asís María Fernando de Borbón y Borbón-Dos Sicilias.
He was named after Saint Francis of Assisi.
Francis’ father was the Duke of Cadiz, the youngest son of King Charles IV of Spain. So, he was a member of the Spanish Royal Family and was among the heirs to the throne.
When Francis was born, the King of Spain was his uncle, Ferdinand VII. He would die in 1833. And then his 3-year-old daughter would be the new monarch: Isabella II.
The Count of Molina, another son of Charles IV who wanted getting the trone, declared war on his niece. And it would be solved only in 1843, when the 13-year-old Isabella II started ruling Spain by herself.
But the queen’s ministers were afraid of some other member of the Royal Family trying to usurp her throne in the future. So, they decided she had to marry a cousin to avert that. And Francis, as the Duke of Cadiz’s oldest son, was perfect to be her husband. So, they got married on October 10th, in 1846.
He was made King Consort of Spain and General Captain of the Spanish Army. Anyway, Francis received the same majesty of Isabella II, but not the same authority: she, as the sovereign queen, was the ruler of Spain.

Después de su casamiento con el Rey Consorte Francisco, la Reina Isabel II empezó a quedarse muy aburrida con la indiferencia del marido. Y él pasaba casi todo su tiempo se preocupando con los pormenores de sus ropas. Y sus maneras afeminadas eran vistas como extrañas por sus súbditos y desagradaban mucho su católica esposa.
Isabel II tuvo 11 hijo mientras estuvo casada con Francisco. Pero casi todos se morieron todavía en su niñez.
La mayor parte de los historiadores nos hacen creer que ellos no se tocaron nunca y, así, ningun de los hijos de Isabel II tenía Francisco como padre. Y se piensa eso no solamente por cuenta de las sospechas sobre la homosexualidad de Francisco, pero también porque se contaba que él tenía hypospadias. Y se eso era verdad, mismo teniendo una vida sexual activa con la esposa, él no tendría muchas condiciones físicas de embarazarla.
En verdad, no hay nada que nos diga con 100% de certeza que Francisco era homosexual o heterosexual, pues que parecía no tener relaciones con nadie, hombre o mujer. Lo que se sabe y se dice solamente es que era un hombre afeminado.
En 1864, él se quedó el presidente del Consejo del Reino y, 1 años después, por cuenta de la muerte de su padre, se quedó el Duque de Cádiz.

Quando c’è stata la Rivoluzione Gloriosa Spagnola del 1868, è finita la monarchia ed è cominciata la repubblica in quel paese. E per questo, la Regina Isabella II è andata in esilio nella Francia insieme agli altri membri della Famiglia Reale.
Solamente dopo l’esilio, Isabella e Francesco hanno cominciato a vivere come amici (sono stati quasi nemici mentre erano ancora sposati).
Lui ha deciso di presentarsi in pubblico come “Conte di Moratalla”, forse per essere dimenticato come Re Consorte della Spagna. Ed Isabella stessa ha abdicato nel 1870, lasciando per sempre la sua funzione di Regina della Spagna. Così, il Principe Alfonso, come il figlio uomo più vecchio dell’ex-regina e erede del trono, sarebbe il nuovo re, se la monarchia fosse tornata un giorno nella Spagna.
Veramente, la monarchia spagnola è tornata nel 1874. Ma Francesco ed Isabella non hanno voluto tornarci. Ma Alfonso è tornato da solo, diventando così il Re Alfonso XII di Spagna.
Francesco sarebbe rimasto nella Francia per sempre. Anche dopo la morte di suo figlio (o forse suo figliastro) nella Spagna, che lascerebbe il trono spagnolo al suo proprio figlio, Alfonso XIII.
Francesco è morto nel 17 Aprile del 1902, 1 mese prima di compiere 80 anni.
Dopo la morte, lui è portato nella Spagna e adesso resta nel Monasterio de El Escorial, dove restano anche gli altri consorti dei sovrani spagnoli.
Até a próxima!

domingo, 20 de abril de 2008

O PRÍNCIPE MÉDICO

Oi!!!

Bom início de semana!
No mês passado, eu falei aqui sobre o Príncipe Kyrill, da Bulgária. Hoje, vamos dar uma olhada num dos irmãos dele, o Príncipe Kubrat, que é também um dos médicos mais conceituados da Espanha.

Kubrat Sakskoburggotsi nasceu em Madrid, em 05 de Novembro de 1965, sendo um dos filhos do ex-Rei Simeon Borisov Sakskoburggotsi e da aristocrata espanhola Margarita Gomez-Acebo y Cejuela.
Como 3º filho do (ex-) Rei da Bulgária, o Kubrat recebeu o título de “Príncipe de Panagurishte”.
Ele estudou no Liceo Francés de Madrid.
Em 1990, o Kubrat se formou em Medicina pela Universidad de Navarra.
Depois disso, ele foi fazer uma especialização na Clínica Puerta de Hierro de Madrid, onde trabalhou como residente por 5 anos, fazendo ainda, mais tarde, outra especialização na Inglaterra, no Saint Mark’s and Northwick Park Hospital de Londres.
Ainda em Julho de 1993, o Kubrat se casou com a Carla Soledad Royo-Villanova y Urrestarasu.
Em Abril de 1995, nasceu o 1º filho deles, chamado Mirko; em Julho de 1997, o 2º filho deles, chamado Lukás; e em Junho de 2002, o 3º e até agora último filho deles, chamado Tirso.
Todos os 3 meninos receberam o título de “príncipes”, assim como o pai.
Mas, devido a todo o destaque que tem tido na área médica nos últimos anos, o Kubrat é muito mais conhecido como médico do que como príncipe. E ele costuma ser chamado em público mais de “Doctor Sajonia-Coburgo-Gotha” (a forma espanholada do sobrenome Sakskoburggotsi) do que de “Príncipe Kubrat”.
A sucessão do Trono da Bulgária era exclusivamente masculina, ou seja, as mulheres não podiam ser rainhas naquele país. Isso quer dizer que, se essa monarquia ainda existisse (já não existe mais há 62 anos, como eu disse no outro post), o Kubrat seria o 6º com direitos sobre esse trono, vindo depois dos 2 irmãos mais velhos e dos respectivos filhos homens deles.

Have a nice week, guys!
Well, I posted here about Prince Kyrill of Bulgaria in March. So, this month let’s talk a little about one of his brothers, Prince (and doctor) Kubrat.
He was born in Madrid, on November 5th, in 1965. His full name is Kubrat Sakskoburggotsi. And he’s one of the children of ex-King Simeon II of Bulgaria (Simeon Borisov Sakskoburggotsi) and Margarita Gomez-Acebo y Cejuela.
As the 3rd son of the (ex-) King of Bulgaria, Kubrat has the title of “Prince of Panagurishte” (actually, he’s a prince of an abolished monarchy).


Kubrat estudió en el Liceo Francés de Madrid.
El se graduó en Medicina por la Universidad de Navarra, en 1990.
Después de eso, Kubrat realizó una especialización en la Clínica Puerta de Hierro de Madrid, trabajando allá como médico interno residente por 5 años. Y después, él se iría a Inglaterra para hacer otra especialización en el Saint Mark’s and Northwick Park Hospital de Londres.
Desde Julio de 1993, él está casado con Carla Soledad Royo-Villanova y Urrestarasu.
Kubrat y Carla tienen 3 hijos: Mirko (nacido en 1995), Lukás (nacido en 1997) y Tirso (nacido en 2002).

I 3 figli del Principe Kubrat sono anche loro principi, come il padre.
Ma dovuto alla sua grande carriera nella Medicina, oggigiorno Kubrat è più conosciuto come un dottore che come un principe. E di solito lui è chiamato “Doctor Sajonia-Coburgo-Gotha” (la forma spagnola del suo cognome Sakskoburggotsi) più che “Principe Kubrat”.
Nella monarchia della Bulgaria, che oggigirono non esiste più, solo gli uomini avevano diritti sul trono. Così, Kubrat sarebbe il sesto con questi diritti, dopo i suoi 2 fratelli più vecchi ed i loro figli uomini.


Até mais!

sábado, 19 de abril de 2008

DIA DO ÍNDIO

Oi!!!

Hoje, 19 de Abril, é comemorado o dia dos índios no Brasil e na maioria dos outros países da América. Então, o post de hoje vai ser sobre isso.
Não existe um registro 100% seguro de quando ocorreu o 1º contato entre os povos indígenas da América e os povos europeus. E nem mesmo um registro seguro de qual povo indígena foi o 1º a se encontrar com qual povo europeu. Aliás, aí tem muitas suposições de todos os tipos possíveis em relação aos 2 lados, né? Mas é o tipo de situação que a gente nunca vai saber com 100% de certeza.
Bom, o 1º contato registrado dos europeus com os índios brasileiros foi em 23 de Abril de 1500, quando a esquadra de caravelas do Pedro Álvares Cabral se aproximou daqui.
Naquela ocasião, os portugueses avistaram uma praia na qual desaguava um rio. E uns 15 ou 20 homens indígenas ali na praia, olhando curiosos pras embarcações, que não se pareciam com nada que eles já tivessem visto.
Como nenhum dos responsáveis principais pela esquadra quis ir lá pra ver as terras desconhecidas de perto, com medo da reação dos nativos, mandaram um dos tripulantes, o Nicolau Coelho, ir num barquinho até lá. E levar, como presente, uma carapuça de linho, um chapéu preto e um gorro vermelho.
O Nicolau tinha acompanhado o Vasco da Gama na 1ª viagem dele à Ásia. E assim, se esperava que ele tivesse acostumado a fazer contato com povos que não fossem de origem européia.
De acordo com o que foi descrito, os índios ali tavam todos quase completamente pelados, usando apenas cocares e colares e todos armados de arco e flechas. Mas, mesmo assim, não cometeram nenhuma agressão contra os recém-chegados.
O Nicolau deu a eles os presentes mandados pelos chefes da esquadra e, em troca, ganhou um cocar e um colar. Depois disso, ele voltou pra caravela.
Esse 1º contato, tão superficial, entre aqueles portugueses e aquela tribo de índios talvez decepcione um pouco as pessoas que gostam mais de aventuras. Mas poucos dias depois, o encontro deles com outra tribo de índios foi um pouco mais significativo: depois que a caravela do Pedro Álvares Cabral ancorou numa baía (que hoje, em homenagem a ele, se chama Baía de Cabrália), ele mandou que o piloto da caravela, chamado Afonso Lopes, fosse à terra pra sondar a região e procurasse fazer mais contatos com os habitantes.
O Pedro, com a intenção de impressionar os índios que eventualmente fossem trazidos a bordo, vestiu a roupa mais luxuosa que tinha e pendurou um colar de ouro no pescoço, mandando também que preparassem um trono no meio do convés, no qual ele se sentou.
Realmente, quando o Afonso voltou, trouxe 2 índios a bordo.
No final do século XIX, o pintor brasileiro Oscar Pereira da Silva pintaria esse quadro imaginando como deve ter sido a cena:

Uma coisa que chocou os portugueses foi o fato dos índios andarem com os órgãos sexuais completamente à vista e sem demonstrar nenhuma vergonha ou constrangimento com isso.
Já os índios ficaram espantados com as galinhas que os portugueses traziam a bordo pra comer, dando a entender que não tinha nenhum animal daquele tipo naquela região.
Os intérpretes que os portugueses tinham levado fizeram todo o possível pra entender o que os índios falavam, mas a língua deles não se parecia com nenhuma língua européia. E isso obrigou a ‘conversa’ a se limitar a gestos e sinais que nem um lado nem o outro entendiam direito.
Eles demonstraram uma certa atenção pelo colar de ouro no pescoço do Pedro. E isso fez os portugueses entenderem apenas o que queriam entender: havia ouro naquela região (mas isso não correspondia bem à verdade).
Os portugueses ofereceram comida e bebida aos índios, mas eles demonstraram um certo nojo diante dos mantimentos já velhos levados ali e se recusaram a comer e beber.
Na manhã seguinte, o Pedro mandou o Nicolau levar os índios de volta pra terra. E mandou junto com eles, pra ser deixado lá, um judeu chamado Afonso Ribeiro, que tinha sido exilado de Portugal por não ser católico e, por isso, tinha sido dada àquela expedição a missão de largar ele em alguma região selvagem do Mundo.
No dia 25 de Abril, os portugueses decidiram ir a uma ilha que tinham visto (a atual Coroa Vermelha) e, ali, começar a prática católica de impor a sua religiosidade: rezaram uma missa, diante do olhar admirado dos índios.
Pode se dizer que foi a partir daí que começou o período de decadência dos índios, que se prolonga até hoje...
Antes da chegada dos europeus, mais de 1000 povos indígenas viviam no território que, hoje, é oficialmente o Brasil. Cada um com uma cultura diferente, falando uma língua diferente e seguindo tradições diferentes. Portanto, cada grupo com uma cultura bem consistente, né?
Mas não era essa a visão do Catolicismo Romano: pros jesuítas, os índios que viviam nessas terras eram só um povo “bárbaro, rude e inculto”, que tinha que ser convertido ao Catolicismo Romano e afastado dos “falsos deuses” que adorava.
Nós ficamos com uma idéia muito errada dessa igreja em relação aos índios, achando que os padres protegiam os índios da escravidão e tal. Na verdade, eles queriam simplesmente transformar os índios em novos súditos do papa. E por isso, a ação proselitista da Igreja Católica Romana ensinou os índios a desdenhar a própria cultura deles, passando pra eles a idéia de que essa cultura não passava de um amontoado de crendices sem fundamento e, por isso, merecia apenas ser renegada e esquecida.
Até hoje é comum encontrar índios catolicizados que chamam a cultura original deles de “histórias falsas”, expressão que foi ensinada a eles pelo Catolicismo Romano.
Ainda existem mais de 200 línguas diferentes faladas por grupos indígenas diferentes em todas as regiões do Brasil. Mas o Catolicismo Romano, através dos séculos, estimulou a idéia de que essas línguas são só expressões deficientes de um povo primitivo.
Como conseqüência das atitudes dessa igreja, hoje só restam cerca de 270 povos indígenas no Brasil, a quarta parte do que existia antes.
Graças ao proselitismo católico, de todas as culturas que chegaram ao Brasil, todas prevaleceram de um modo mais forte que as culturas indígenas que já existiam aqui antes.
A música Padre Miguel, Olhai Por Nós, usada como samba enredo pela Mocidade Independente de Padre Miguel em 1995 (não consegui encontrar o nome do autor) menciona isso.
Mas esse é apenas um dos incontáveis erros que essa igreja cometeu, sendo a maior responsável por séculos de atraso na evolução não só da Europa, mas também das Américas, como a gente pode ver.

Today, April 19th, is the Indians Day in most of the countries of America. So, let’s talk a little about that.
Nobody knows clearly when indians met europeans for the 1st time. Or even which indian people met which european people for the 1st time. There are only (many) suppositions about that. And certainly we’ll never be 100% sure about this 1st meeting.
Well, the 1st time (at least mentioned by historians) when brazilian indian people met portuguese people was on April 23rd, in 1500. Then, Pedro Álvares Cabral and his caravels arrived here.
On that day, those sea-jacks could see a beach where there was a mouth of a river. And about 15 or 20 indian men were there, looking curiously at the caravels.
The fleet leaders didn’t want to go there personally. So, they sent there Nicolau Coelho on a small ship. And he carried with him a linen hood, a red hood, and a black hat as gifts to the indians.
Nicolau had gone with Vasco da Gama when he went to Asia for the 1st time. So, he was supposed to know how to have contact to peoples who weren’t from Europe.
Well, it’s said those indians who he met were almost completely naked. They wore only cockades and some kind of necklaces. And all of them held bow and arrows, but they didn’t attack Nicolau.
He gave them the presents and they gave him a cockade and a necklace also as presents. After that, he went back to the caravels.


Il primo contatto dei portoghesi con gli amerindi brasiliani, nel 23 Aprile del 1500, è stato un po’ superficiale. Ma pochi giorni dopo questo, c’è stato un’altro contatto un po’ più significativo. E questo è stato quando Pedro Álvares Cabral è rimasto con le sue caravelle in una baia (l’oggigiorno chiamata Baía de Cabrália). Lui ha detto ad Afonso Lopes, il pilota della sua caravella, di andare alla terra per conoscere la regione e trovare le persone che ci vivevono.
Pedro voleva mettersi in risalto quando Afonso arriverebbe con qualche amerindio. Così, lui ha messo il suo migliore vestito ed una collana d’oro. Ed ha deciso di mettere un trono nel mezzo della coperta.
Veramente, Afonso ha portato 2 amerindi alla caravella.
Nel secolo 19, Oscar Pereira da Silva ha fatto il quadro che voi potete vedere sopra, pensando a come è stata la scena.
I portoghesi sono stati un po’ spaventati perché gli amerindi erano nudi. E gli amerindi hanno avuto paura delle galline che i portoghesi portavano nella caravella.
Fra i portoghesi, nessuno ha capito niente di quello che gli amerindi parlavano, perché la sua lingua non era simile a nessuna lingua europea.
Gli amerindi hanno fatto attenzione alla collana d’oro di Pedro. E per questo, i portoghesi hanno creduto che c’era oro nelle terre vicine (ma non era proprio così).
Gli amerindi hanno avuto schifo di mangiare o bere qualcosa che i portoghesi avevano.
Nell’altra mattina, Pedro ha detto a Nicolau Coelho di portare gli amerindi alla terra ni nuovo. Ed insieme a loro, Afonso Ribeiro, un uomo che la Chiesa Cattolica gli ha ordinato di lasciare da solo in qualche parte selvatica del Mondo, per essere ebreo.


La primera misa que los portugeses hicieron en Brasil, el 25 de Abril de 1500, fue en la isla hoy llamada Coroa Vermelha. Y entonces, empezaron su misión católica proselitista.
Fue a contar de entonces que empezó la decadencia de los indios brasileños, que continua hasta hoy.
Antes de la llegada de los portugueses, había más de 1000 pueblos indígenas viviendo en la tierras que hoy llamamos Brasil. Y cada uno de esos pueblos tenía su cultura, su lengua y sus tradiciones. O sea, eran pueblos con culturas fuertes.
Pero no era así que los veía el Catolicismo Romano: para los sacerdotes católicos, los indios que vivían en esas tierras eran solo un pueblo “bárbaro, ignorante y rudo” que tenía que quedarse católico y dejar sus “falsos dioses”.
Hay una falsa mentalidad histórica con relación a los indios y los sacerdotes, porque muchos piensan que esos hacían su posible para que aquellos no fueron esclavos en el pasado. Pero, en verdad, los sacerdotes solamente los deseaban como nuevos súbditos del papa. Y por eso, el Catolicismo Romano enseñaba los indios a desdeñar su propia cultura, que, segundo los sacerdotes católicos, tenía que ser olvidada.
Hay esa mentalidad proselitista católica hasta hoy entre muchos indios brasileños catolicizados.
Hasta hoy, en todas las regiones de Brasil, hay más de 200 lenguas indígenas todavía habladas. Pero después de 5 siglos de proselitismo católico, muchas veces esas lenguas son vistas como expresiones discapacitadas de pueblos inferiores.
Gracias a esa iglesia, la cantidad de pueblos indígenas que todavía existen en Brasil son más o menos 270, o sea, la mitad de la mitad de lo que existía antes.
Por cuenta del proselitismo de esa iglesia, todas las culturas llegadas a Brasil se quedaron más fuertes que la indígena.
La canción
Padre Miguel, Olhai Por Nós, utilizada por la Escuela de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel en 1995, habla un poco de eso.
Pero eso es solamente 1 de los muchos, muchos y muchos errores hechos por esa iglesia, la principal responsable por siglos de retardo en el progreso tanto de Europa cuanto de las Américas.
Bom fim de semana e até a próxima!

PADRE MIGUEL, OLHAI POR NÓS

Bravos navegantes portugueses
Encontraram o eldorado tropical, nosso chão
Rezaram a primeira missa,
Abrindo as portas pra religião
Mas o dono da terra, índio tupi
Se admirou, sem nada entender
Confundiram o seu credo natural
Suas lendas e seu jeito de viver
Vieram os negros africanos
Com seus tambores, orixás
E suas manifestações
Quantos imigrantes te abraçaram, mãe gentil
Trazendo novas crenças pro Brasil
Aí, no meu país em louvação
Sagrou-se a mistificação
Com tantas preces e a miscigenação
Com a bandeira do Divino
Com o reisado me encantei
Na Lavagem do Bonfim,
Na Cavalhada delirei
Padre Cícero e os romeiros,
Quanta emoção
A fé se espalhando no sertão
É maravilhosa, é fascinante, é sedução
A mídia anunciando
E provocando tentação
O paraíso do futuro é aqui
Com a nova era que virá
E hoje a Mocidade,
Devota de paixão
Te canta assim,
Em forma de oração
Padre Miguel, Padre Miguel
Olhai por nós, olhai por nós
Se liga nessa gente tão sofrida, meu senhor
Tá sempre aguardando a sua voz

quarta-feira, 16 de abril de 2008

JASON VOORHEES... QUEM OU O QUÊ ELE ERA?

Oi!!!

Tô voltando!
Gente, sei que esse post ficou meio grande, mas eu resumi o máximo que deu pra resumir.
Bom, tá pra ser filmado o remake do filme Friday the 13th (chamado no Brasil de Sexta-Feira 13), de 1980, dirigido pelo Sean S. Cuninghan.
A nova versão vai ser dirigida pelo Marcus Nispel e tá prevista pra ser lançada em Fevereiro do ano que vem. Mas, ao que parece, esse filme não vai se limitar a repetir a história do filme de 1980, e sim criar uma história mais consistente, reunindo os roteiros dos primeiros filmes da série Sexta-Feira 13 e tendo o Jason Voorhees como vilão principal.
Talvez aí sejam explicadas algumas das várias dúvidas que ficaram no ar sobre esse personagem. Afinal, a dúvida principal que essa série parece ter deixado é: quem ou quê era o Jason?
Bom, ao todo, foram feitos até agora 11 filmes de terror nos quais ele aparece, em 8 dos quais ele é o vilão principal. E nenhum desses filmes dá informações muito claras sobre o quê ou quem ele é. Os pedaços de informações que são dados sobre ele são lançados superficialmente nesse filme, naquele outro filme e tal. Mas vamos tentar ver isso melhor.
O 1º filme em que o Jason aparece é o próprio Friday the 13th, de 1980.
Esse filme conta que, em 1957, na colônia de férias de Crystal Lake, uma criança ‘diferente’ (não se dá detalhes sobre o que ele teria de diferente) afundou no lago da colônia e desapareceu. O rapaz e a moça que tavam tomando conta da criança foram prum canto, pra transar, e se descuidaram dela, causando o acidente. E no ano seguinte, os 2 foram mortos na mesma colônia por um assassino misterioso, o que provocou o fechamento do lugar.
Nos anos seguintes, foram feitas tentativas de reabrir, mas coisas estranhas sempre ocorriam lá, como incêndios e envenenamento da água do lago, fazendo com que os responsáveis pela colônia decidissem abandonar de vez o local, que passou a ser considerado amaldiçoado pelos habitantes da cidade vizinha, devido a tudo o que já tinha ocorrido lá.
Em 1979, surge o projeto de reinaugurar a colônia, o que leva pra lá uma equipe de jovens funcionários pra arrumar o local. Mas esses, principalmente os que vão pro cantinho pra transar quando têm oportunidade, vão sendo mortos por um assassino misterioso, que só se revela no final: Pamela Voorhees, a ex-cozinheira da colônia. Ela conta à última sobrevivente do grupo que o menino que se afogou em 1957, chamado Jason, era o filho dela. E que ela matou todos os colegas da garota pra evitar que a colônia reabrisse.
Logo depois disso, ela tem um surto de esquizofrenia e começa a enxergar imagens do Jason se afogando no lago e ouvir a voz dele mandando ela matar todo mundo. E ela tenta matar a garota, mas acaba sendo morta por ela em legítima defesa no último instante: a garota corta-lhe a cabeça com uma lâmina de ferro.
O filme gerou alguns protestos entre as feministas da época, pois mostra uma mãe, como figura repressora, matando jovens que têm vida sexual livre.
De qualquer forma, em 1981, foi lançada a continuação: Friday the 13th Part 2 (que no Brasil teve o nome traduzido pra Sexta-Feira 13-2ª parte) dirigido pelo Steve Miner. E é só aí que o Jason aparece pessoalmente pela 1ª vez.
A história desse filme se passa em 1984, quando os responsáveis pela colônia de férias de Crystal Lake resolvem abrir uma nova colônia em outra parte do lago. Assim, uma nova equipe de jovens zeladores são mandados pra lá pra preparar o lugar.

E enquanto isso, conversam uns com os outros sobre as macabras histórias que se passaram perto dali graças à Pamela Voorhees e sobre a lenda local que tinha se desenvolvido na região: o Jason. Como o corpo dele nunca foi encontrado, os habitantes locais contavam que ele sobreviveu e ficou vivendo escondido na Floresta de Crystal Lake, que cercava todo o lago, desde a época em que tinha sumido lá.
Curiosos com a história, alguns dos jovens resolvem ir até as ruínas da antiga colônia, que foram apelidadas de Camp Blood, devido ao que ocorreu lá em 1979. E lá eles começam a ser observados sem perceber por um homem misterioso que andava pela floresta. A câmera não mostra quem é essa figura (apesar de já tá meio óbvio, né?rs), mas ele logo se dirige à nova colônia e começa a matar todos os jovens, 1 por 1, nas condições mais violentas. E só no fim do filme temos uma visão mais clara do assassino, que usa uma roupa estilo lenhador e cobre a cabeça com um tipo de capuz branco.


Ele ataca o único rapaz e a única moça sobreviventes, mas a moça consegue fugir correndo pela floresta, chegando a uma espécie de barraco, que, pro azar dela, é a casa do bicho! Mas ela consegue se trancar num cômodo do barraco, onde encontra a cabeça decepada da Pamela Voorhees sobre um tipo de altar e cercada de cadáveres, como se fossem oferendas.
Concluindo enfim que o assassino é o Jason, a garota ouve ele tentando arrombar a porta e, enquanto isso, ela se fantasia de Pamela Voorhees com um casaco que encontra lá. E quando o Jason consegue entrar, ela se faz passar pela mãe dele e consegue controlar ele por alguns segundos. Aí o namorado dela invade o barraco e os 2 juntos conseguem dar um golpe mortal no Jason com um machado, fazendo ele cair imóvel. E acreditando que ele tá morto, eles tiram o capuz por curiosidade, pra ver a cara dele... A câmera não mostra o que eles vêem. Mas pela cara que eles fazem, parece ser uma coisa do outro mundo! A tal ponto que eles se assustam e saem correndo de volta pra colônia. E lá eles são surpreendidos pelo Jason, que sobreviveu ao golpe do machado e foi atrás deles! E finalmente vemos por uns poucos segundos a cara dele, toda deformada e com cabelos e barba compridos e desalinhados.
Essa cena termina em aberto e a cena seguinte mostra uma ambulância chegando ao local pela manhã e a garota, toda machucada e acordando de um desmaio, sendo recolhida e levada pro hospital. E nem sinal do rapaz.
Bom, o filme não deixa claro se o Jason passou 27 anos se escondendo sozinho naquele barraco ou se foi a mãe dele quem escondeu ele lá por todo esse tempo. Mas a 2ª possibilidade parece fazer mais sentido, né? De outro modo, como alguém desequilibrado e deformado conseguiria se esconder ali durante tanto tempo tendo roupas e utensílios pra viver na floresta (no barraco dele tinha facões de mato e machados) e sem chamar a atenção de ninguém? Como ele conseguiria tudo isso sozinho, sem contato com nenhum outro ser humano?
Além do mais, claramente ele tinha noção do desejo da mãe de matar quem tentasse abrir uma colônia de férias ali. Tanto que ele deu continuidade à ‘obra’ dela, né? E já que ele até recolheu a cabeça dela, isso dá a entender que ele viu tudo o que ela fez em 1979.
E se ele cobre a cabeça com um capuz, ele sabe que é deformado. Como um louco que não tem contato com nenhum outro ser humano poderia ter essa noção?
Esse filme também mostra o Jason como alguém que, com exceção de ser louco e desfigurado, é uma pessoa normal. Ele não tem aí nenhum poder sobrenatural. Só na cena do último ataque dele é que a gente observa uma das características mais marcantes dele e que seria mais repetida em todos os filmes dele daí pra frente: a imortalidade. Depois de ser mortalmente ferido por um machado, ele levanta e volta ao ataque. E basicamente em todas as vezes que ele leva um golpe mortal nos filmes posteriores, acontece a mesmíssima coisa.
Esse também foi o único filme do Jason que não manteve aquele clichê de que só os personagens tarados e brigões é que morrem, enquanto os bonzinhos sobrevivem: vários personagens mais românticos e calmos também morrem nesse. Entre eles, o Mark, interpretado pelo saudoso Tom McBride, considerado até hoje um ícone gay por vários homossexuais dos Estados Unidos.

Bom, pra quem quer ver uma história com contexto, pare nesses 2 filmes, porque foram os únicos que tiveram a intenção de contar uma história. Do 3º filme em diante, o que se vê de mais assustador nos filmes do Jason é a queda da qualidade.
Em Friday the 13th Part III (que no Brasil virou Sexta-Feira 13-3ª parte), dirigido pelo mesmo Steve Miner, em 1982, a gente vê mais falta de história do que história.
Numa cena, um jovem que faz o estilo ‘ninguém me ama, ninguém me quer’ e que sempre faz brincadeiras sem graça relacionadas à morte aparece usando uma máscara de hockey, durante uma dessas brincadeiras. E depois de matar ele, o Jason passa a usar essa máscara pra cobrir a cara deformada, já que o capuz dele se perdeu no 2º filme. E essa máscara passa a ser o símbolo principal dele daí pra frente.
Aliás, apesar do Jason sempre ter uma cara horrível, ela aparece com uma deformação diferente em cada filme! Que desleixo dos diretores e continuístas, né?
Pra quem quer ver as carrancas que ele teve ao longo dos filmes, dê uma clicada nesse link:

http://br.youtube.com/watch?v=qEKaGCPs5RQ

Em 1984, o diretor Joseph Zito lançou Friday the 13th: The Final Chapter (que recebeu o nome brasuca de Sexta-Feira 13-4ª parte-O Capítulo Final).
Esse título foi tão somente pra chamar a atenção do público, pois os produtores não tinham a mínima intenção de terminar a série do Jason por aí.
Mas enfim: como a falta de história do 3º filme incomodou o público, decidiram criar um roteiro um pouquinho mais consistente pro 4º. E pra isso, no fim desse filme, fizeram finalmente o Jason ser morto por um garoto de 12 anos chamado Tommy, que enfia-lhe um facão pelo olho esquerdo.
A história (ou a falta de) nunca explica por quê a imortalidade dele falhou nessa hora.
Bom, tirando isso, esse filme não acrescenta nada à história.
Eu só destaco uma cena rápida com umas bundinhas masculinas interessantes, quando os rapazes vão nadar pelados no lago!rsrs
Em 1985, a história continuou com Friday the 13th Part V: A New Beginning (Sexta-Feira 13-5ª parte-O Novo Começo, no Brasil), dirigido pelo Danny Steimann.
Esse filme mostra o Tommy, agora com 20 anos, profundamente traumatizado pela experiência que viveu com o Jason. Ele luta contra um homem que, devido a um surto psicótico, pensa que é o Jason e sai matando todo mundo.
Esse foi o maior fracasso de bilheteria entre todos os filmes do Jason. Até porque o próprio Jason não dá as caras nele, né?
Pra corrigir esse deslize e continuar faturando com as bilheterias, em 1986, o diretor Tom McLoughlin lançou Friday the 13 Part VI: Jason Lives (Sexta-Feira 13-6ª parte-Jason Vive, pra nós, brasileiros).
Esse filme mostra o Tommy, agora com 25 anos, ainda perturbado pelo que passou. E pra tentar se livrar de vez dos traumas, ele decide, numa noite chuvosa, ir ao cemitério onde o Jason tá enterrado, arrombar o túmulo e destruir o cadáver... Ele quase chega a fazer isso. Mas quando arromba o túmulo e vê o cadáver do Jason, ele tem uma explosão de ódio e descontrole, arranca uma haste de ferro do muro do cemitério e crava ela no cadáver. Logo depois, um relâmpago cai em cima da haste, energiza o cadáver do Jason e faz ele ressuscitar.
O Tommy mal tem tempo de fugir vivo do cemitério, enquanto o Jason volta pra colônia de férias de Crystal Lake, que foi finalmente reaberta enquanto ele tava morto. E ele só não provoca outro massacre porque, através de um ritual de magia, o Tommy consegue prender ele no lago.
Desse filme pra frente, o Tommy não aparece e nem sequer volta mais a ser mencionado, apesar de ter sido um dos únicos personagens mais ou menos fixos e consistentes da história.
Em 1988, foi lançado Friday the 13th Part VII: The New Blood (que por aqui virou Sexta-Feira 13-7ª parte-A Nova Matança), dirigido pelo John Carl Buechler.
Esse filme mostra uma garota paranormal que tenta ressuscitar o pai, que morreu afogado no lago da colônia. Só que, em vez disso, ela acaba, acidentalmente, libertando o Jason, que provoca um novo massacre. Mas no fim do filme, ela consegue prender ele de volta no lago.
É outro filme que não acrescenta nada à história.
Bom, em 1989, o diretor Rob Hedden lançou Friday the 13th Part VIII: Jason Takes Manhattan (com o nome mudado por aqui pra Sexta-Feira 13-8ª parte-Jason Ataca Em Nova York).
O título desse filme é uma verdadeira propaganda enganosa, pois ele não mostra o Jason atacando Manhattan em momento nenhum! O que se vê é um cabo de energia submerso no lago da colônia sendo acidentalmente partido pela âncora de uma embarcação e dando um choque elétrico no Jason, que tava inconsciente lá no fundo desde o fim do 7º filme, e fazendo ele despertar.
Sem ser visto, ele embarca num iate que vai pra Manhattan, matando vários tripulantes pelo caminho. E chegando em Manhattan, já no fim do filme, ele não ataca nenhum novaiorquino, se limitando a perseguir o mesmo grupo que ele vem atacando desde Crystal Lake.
No final, ele acaba afundando num esgoto de Manhattan e sumindo por lá.
Além desse ser mais um filme que não acrescenta nada à história, pode se dizer que ele encerra a fase de ouro dos filmes do Jason, pois, depois disso, já demonstrando o desgaste e a queda de popularidade desse tipo de filme, a história (ou a falta de) ficou esquecida até 1993, quando o diretor Adam Marcus lançou Jason Goes To Hell: The Final Friday (que no Brasil teve o título traduzido pra Jason Vai Para O Inferno: A Última Sexta-Feira).
Esse é considerado o pior filme do Jason pela maioria dos fãs da série.
Começa com o Jason perseguindo uma mulher na Floresta de Crystal Lake. Só que a história (ou a falta de) não explica como ele saiu dos esgotos novaiorquinos e encontrou o caminho de volta pra lá.
Bom, ele não percebe que aquilo é uma armadilha do FBI pra pegar ele. Aí, com armas de guerra, os agentes do FBI saem de esconderijos atrás das árvores e descarregam o arsenal todo em cima dele, sem conseguir matar. Até que, como último recurso, um avião passa, dispara um míssil em cima do Jason e explode ele em pedaços. Mas, apesar disso, os pedaços continuam vivos e o coração batendo... Os restos mortais dele são levados pra ser estudados. Mas o legista que vai examinar eles é hipnotizado pelo coração pulsante e devora ele, sendo possuído pelo espírito do Jason. Vejam que esse filme claramente mostra o vilão como um ser sobrenatural, e não só como um maníaco deformado.
Enquanto o Jason vai matando novas vítimas e o espírito dele vai passando de uma pessoa pra outra, aparece a maior contradição da história: uma irmã dele, chamada Diana Voorhees!
No 1º filme, a Pamela Voorhees diz que o Jason foi a única criança que ela teve. Mas a Diana é mencionada tão somente como “irmã do Jason”, sem que se fale nos pais dela. E ao mesmo tempo, o pai do Jason nunca aparece na história, sendo apenas mencionado superficialmente (Elias Voorhees). Assim, a única explicação possível pro Jason ter uma irmã sem cair em contradição seria que ela fosse filha só do mesmo pai que ele, apesar dessa irmã nunca ser mencionada em nenhum outro filme.
Bom, o Jason acaba matando ela e depois tenta matar a filha dela. É que, de acordo com uma profecia (que também só é mencionada nesse filme), o Jason só morreria definitivamente se outro Voorhees enfiasse um punhal mágico nele.
Isso consequentemente acontece no fim do filme, quando a sobrinha mata ele através desse processo, mandando ele pro Inferno.
A última cena do filme mostra a máscara do Jason caída num terreno vazio, até que a mão do Freddy Krueger sai de dentro da terra e agarra a máscara!
Esse confuso filme fez com que ninguém se animasse a continuar a história pelo resto dos anos 90.
Só no ano 2000 é que começou a ser produzido o filme seguinte: Jason X, dirigido pelo Jim Isaac.
Esse filme seria lançado nos Estados Unidos no final de 2001. Mas só saiu mesmo em 2002, devido ao ataque terrorista de 11 de Setembro.
Ele mostra o Jason mantido prisioneiro num laboratório, onde uma cientista tenta encontrar uma explicação pra imortalidade dele.
A história (ou a falta de) não explica como ele voltou do Inferno nem como ele foi preso ali. Mas ele consegue se soltar e persegue a cientista até uma sala isolada do laboratório. E devido a um acidente, os 2 acabam ficando congelados e esquecidos lá, só sendo reencontrados séculos depois por uma equipe que vem explorar a Terra (o planeta tinha se tornado inabitável, obrigando toda a população a se mudar pra outra galáxia). Eles recolhem o Jason e a cientista, embarcando eles numa nave e levando pro planeta onde a Humanidade vive agora. Só que, no caminho, o Jason acorda e sai matando toda a tripulação da nave.
No fim do filme, um dos tripulantes se sacrifica e se atira com ele no espaço. Os 2 se queimam quando entram na atmosfera do novo planeta e os restos mortais do Jason caem num lago de lá... Isso dá a entender que aquilo vai ser um novo Crystal Lake pra ele.
E finalmente, em 2003, o diretor Ronny Yu lançou o filme Freddy vs Jason, que apresenta uma luta entre o Jason e o Freddy Krueger.
Como dá pra ver pela última cena do 9º filme, desde aquela época já se pensava em colocar os 2 vilões lutando um contra o outro no mesmo filme. Mas, por motivos autorais, isso nunca acontecia.
Mas enfim: pela lógica, a história desse filme se encaixa entre o 9º e o 10º filmes. E na 1ª cena em que o Jason aparece, ele persegue e mata uma garota num lugar cheio de névoa (aparentemente, o Inferno), tendo um encontro, logo depois, com a Pamela Voorhees. Ela manda ele voltar à Terra e ir pra Springwood, pra matar algumas pessoas na Elm Street. E logo depois, numa cena muito rápida e sem detalhes, vemos o cadáver dele se recompondo e readquirindo vida na Terra.
Só que aquela que o Jason viu não era a mãe dele, mas sim o Freddy Krueger disfarçado. Ele pretendia, com esse plano, criar terror em Springwood: a única forma de recuperar os poderes perdidos dele. Mas o Jason, depois de matar algumas pessoas, continua matando sem parar. E o Freddy, já tendo recuperado os poderes e não aceitando um vilão concorrente, inicia uma luta contra ele.
No fim do filme, os 2 acabam indo parar nas ruínas da colônia de férias de Crystal Lake. E lá, depois de uma luta, acabam, aparentemente, matando um ao outro e caindo no lago juntos. Mas, ao amanhecer do dia seguinte, o Jason aparece caminhando pra fora do lago, carregando a cabeça decepada do Freddy em uma das mãos. E esse olha pra câmera com cara de deboche e ri. Conclusão: nenhum dos 2 matou o outro.
Não é feita nenhuma menção nesse filme sobre o Jason ser preso futuramente naquele laboratório do 10º filme.
E assim se encerra, pelo menos até agora, a saga do Jason.
Bom, a que conclusões chegamos sobre o personagem?
Ele é um ser sobrenatural? Bom, o único poder infalível que ele parece ter é uma força física sobre-humana. E tirando isso, ele até manifestou alguns poderes sobrenaturais algumas vezes, como a gente viu. Mas meio deficientes, né? A própria imortalidade dele falhou no 4º e no 9º filmes.
Os únicos parentes dele vistos nos filmes são a mãe, a irmã e a sobrinha. E nenhuma das 3 tem nenhum poder sobrenatural. Então, não parece ter explicação genética pra ele ter esses poderes. Nem explicação religiosa, pois ele não serve a nenhum ser divino ou demoníaco. Aliás, o único ser quem ele adora é a mãe, que, como já vimos, é mortal e humana. Assim, não há explicação pros poderes dele.
Outra dúvida que fica: por quê ele mata? E a gente vê que a intenção é só matar mesmo, pois muitas vezes ele só chega na pessoa, mata e vai embora. Nem sequer humilha ou tortura a pessoa nem nada parecido com isso. Só vai atrás e mata mesmo.
Alguns filmes dão a entender que ele mata pra vingar a morte da mãe, outros dão a entender que é pra dar continuidade à obra dela, outros dão a entender que é pra proteger a área em volta do lago de intrusos... Bom, todas essas idéias se enquadram em 2 ou 3 filmes, só que nenhuma delas se mantém em todos os filmes. Mas, temos que lembrar que ele é louco. Assim, pode se dizer que ele mata porque é louco. Então, não precisa de muita explicação.rs
E além de tudo, ele não fala. Portanto, não explica os próprios atos.rs
Bom, não dá mesmo pra chegar a muitas conclusões. Mas, como eu já disse, se você quer ver história, pare nos 2 primeiros filmes do Jason, porque depois...
Enfim, vamos esperar pra ver o remake de Friday the 13th. Talvez eles se saiam melhor dessa vez, né?

Well, soonly we’ll have the remake of the 1980 movie Friday the 13th, by Sean S. Cuninghan.
The new version is directed by Marcus Nispel and is supposed to be released next February. But it won’t only repeat the 1980 movie’s story. They think about creating a new version of the first Friday-The-13th movies together. And it’ll have Jason Voorhees as the main villain.
Perhaps this movie will explain some doubts about this character. Because to now nobody’s known clearly who or what Jason was.
He’s been in 11 movies to now (and he’s the main villain in 8 of them). But each one of these movies gives only little pieces of information about him. So, let’s look at some of these pieces of information and try to understand something about Jason.
We hear about him for the 1st time exactly in the 1980
Friday the 13th.
This movie tells us about a “different” kid who disapeared at Camp Crystal Lake, in 1957. The teen couple who was taking care of the kid left him and went to a private place for having sex. So, the kid sank in the lake. And the next year, both teens were killed by a unseen murderer and, because of that, they closed the camp.
During the next years, it was thought to re-open the camp. But the owners gave up because somebody poisoned the lake and put fire in the camp cabins. And locals started talking about a curse in that place, because of everything which had happened there.
Finally, they really decided to re-open in 1979. And some young counselors went there to clear the place up. But somebody started killing them. Mainly the horny ones. And in the end of the movie we’re introduced to the killer: Pamela Voorhees. The girl who’s the only survivor listens to her talking about the boy who presumably died in 1957. He was Jason, Pamela’s son. And she says she killed everybody because she doesn’t want the camp working again.
After that, Pamela, a schizophrenic, started seeing Jason drowning in the lake and listening to his voice asking her to kill. Then, she attacks the girl, but gets beheaded by her.
When this movie was released, feminists really hated it, because it shows a mother killing young people who have a free sexual life.
Anyway, in 1981, it was followed by
Friday the 13th Part 2, by Steve Miner. And this is the movie which actually shows us Jason for the 1st time.
The story happens in 1984, when a new camp is to be founded on another bank of the lake. And another crew of post-adolescent counselors went there to clear the camp up.
Once, they talk about what Pamela Voorhees did near there and about the great local myth: Jason. He’d never seen again, alive or dead, since his disappearance in 1957. But locals say he’s never died and lives as a hermit in Crystal Lake Forest, which stays all around the lake.
Some of the counselors get curious and decide to visit the ruins of the old camp, which now is called Camp Blood. But then, a man who walked across the forest starts following them. He goes to the new camp and kills the counselors one by one. But we actually see him in the end of the movie. He looks like a woodcutter and wears a kind of a rustic hood hiding all his head. And he tries to kill the only boy and girl who are still alive. But the girl runs away across the forest and finds a very rustic cabin in the woods. She goes in and bolts herself in a room. And there she finds Pamela Voorhees’ head on a kind of an altar with many dead bodies around her.
She decides the killer must be Jason. And she hears him trying to force the door. Then, she wears an old blouse which she finds in the room and, when Jason comes in, she plays his mother and can control him for a moment. Then, her boyfriend comes in and helps her to hurt Jason strongly. They think he’s dead and decide to take his hood off to see his face. We as viewers don’t see his face. But the couple gets in panic when they see it and runs back to the new camp. But Jason, who’s still alive, follows and attacks them. And finally we see his face. He’s completely deformed and has long and dirty hair and beard.
We don’t see the end of the attack. But the next scene shows an ambulance arriving the following morning and getting the girl. The boy had just disappeared.
The movie does’t tell us if Jason lived alone in the woods around the lake for all these years of if his mother was hiding him there. Well, the 2nd version is more possible. Anyway, how would a crazy deformed person get hidden there for all this time having clothes, knives, and axes? And never having being seen! How could he do that alone?
By the way, he knew his mother didn’t want the camp open again because he even continued her “mission”. And he also got her head. Everything shows us he saw what she did in 1979.
And he wears a hood to hide his head’s defomity. How would a mad person who doesn’t have any contact to any other human being kowns he’s deformed?
This movie also shows Jason as a normal person, except for his madness and defomity. He has basically no supernatural power. The only thing we see about that is his immortality. He should have been killed by the couple in his cabin. But he woke up and attacked them! And basically the same would happen in all the next Friday-The-13th movies.
This movie is also the only one which shows Jason killing any kind of person with the same violence. It doesn’t care if the guy or girl is horny or romantic. One of the chaste characters killed by him is Mark, played by our dear Tom McBride.
Well, if you want to watch a story, watch only these 2 first Friday-The-13th movies: they’re the only ones which try to tell a story. From the 3rd movie, you’ll see just much violence and very little story (or, if you prefer, no story).


Después de
Viernes 13, 2ª parte, en 1981, el director Steve Miner hizo Viernes 13, 3ª parte, en 1982. Pero no fue muy bien en esa vez.
Hay una escena en que un jóven que hace chistes latosos con la muerte utiliza una máscara de hockey para hacer uno de esos chistes. Y después de matarlo, Jason pasa a utilizar esa máscara para esconder su cara desfigurada. Y la máscara cambia en su símbolo principal después de eso.
Dicho sea de paso, Jason tiene una cara horrible en todas sus películas. Pero en cada película tiene una cara diferente!
Uds pueden clicar sobre el enlace arriba para ver sus caras en la mayor parte de sus filmes.
En 1984, el director Joseph Zito nos dió
Viernes 13: Capítulo Final.
El nombre de esa película fue solo para tener la atención del público, porque es claro que la historia continuaría después.
Bueno, al público no gustó el guión deficiente del tercero filme. Entonces, fue hecha una historia un poco mejor para lo cuarto, que se acaba con un chico de 12 años, de nombre Tommy, matando Jason.
Hasta entonces, la historia siempre mostraba Jason como inmortal. Y no es dicho nunca por que él perdió su inmortalidad cuando Tommy lo atacó.
La película no nos muestra nada más que eso de importante para la historia.
Quiero decir a uds que hay una escena con algunos muchachos desnudos bañandose en el lago. Entonces, podemos ver algunos culos masculinos interesantes!rsrs
La historia continuó en 1985 con
Viernes 13: parte V,
del director Danny Steimann.
Esa película nos muestra Tommy con 20 años y con problemas psicológicos por cuenta de lo que pasó con Jason, luchando contra un hombre loco que piensa que es Jason.
Al público ese filme no gustó nada, hasta mismo poque Jason no está en la película.
Entendiendo el error, el director Tom McLoughlin hizo
Viernes 13 VI: Jason Vive,
en 1986.
Ese filme nos muestra Tommy con 25 años y todavía con problemas psicológicos por cuenta de Jason. Y para sanar esos traumas, él piensa de irse al cementerio donde Jason está para destruir su cadáver. El casi lo hace en una noche de lluvia. Pero cuando fuerza el túmulo y mira el cadáver de Jason, Tommy si queda furioso y sin control, clavando una varilla de hierro en el cadáver. Entonces, un relámpago alcanza la varilla, da energía a Jason y lo resucita.
Tommy consigue escapar del cementerio, pero Jason se va para Crystal Lake. Mas en el final de la película, Tommy aprisiona Jason en el lago, utilizando un ritual de magía.
Tommy no es más visto después de ese filme.
En 1988, el director John Carl Buechler hizo
Viernes 13 VII: Sangre Nueva.
Esa película nos muestra una chica con poderes paranormales que hace su posible para resucitar su padre, que se había ahogado en el mismo lago donde Jason estaba aprisionado. Ella liberta Jason sin quererlo. Mas consigue aprisionarlo de nuevo allá en el final del filme.
En verdad, ese filme no tiene nada de importante para la historia.
En 1989, el director Rob Hedden hizo
Viernes 13 VIII: Jason Toma Manhattan.
El nombre de esa película es totalmente falso, pués que Jason no ataca Manhattan nunca. En verdad, un cable eléctrico rompido lo despierta en el lecho del lago, donde él se quedaba desde el otro filme.
Sin ser visto, él se va como clandestino en un yate que se va para Manhattan, mata muchas personas que encuentra allá y, cuando llega a Manhattan casi en el final de la película, continua persiguiendo solo las personas que perseguía desde Crystal Lake.
En el final, él se ahoga en el acantarillado de Manhattan.
Es otra película que no tiene nada de importante para la historia.
En 1993, el director Adam Marcus hizo
Viernes 13 IX: El Viernes Final.
Ese es visto por muchos como el peor filme de Jason.
Empieza con él persiguiendo una mujer por la Floresta de Crystal Lake, sin nunca ser dicho como él se volvió de Manhattan.
La persecución de la mujer es en verdad una emboscada del FBI para Jason. Y así, ellos consiguen destruirlo con un arsenal de guerra. Pero las partes de su cuerpo, que continuaban vivas, fueron llebadas a un morgue para ser analizadas. El legista que estaba allá fue hipnotizado por el corazón, que continuaba pulsando, y lo devoró, pasando a ser dominado por el espíritu de Jason.
Mientras el espíritu pasa del cuerpo de una persona al de otra y va también matando otras, podemos ver el personaje más contradictorio de la historia: Diana Voorhees, la hermana de Jason!
Cuando la historia empezó, la madre de Jason dijo que él era su único hijo. Pero como el padre de Jason no es visto en ninguna película y Diana es llamada solo “hermana de Jason”, sin que se hable de sus padres, hay la posibilidad de ella ser hija solo del mismo padre que él. Mas no se habla de ella en ninguna otra película.
Jason la mata, haciendo su posible para matar también su hija. Es que una profecía (de la cual se habla solo en esa película) decía que solo otro Voorhees sería capaz de matar Jason por siempre. Y eso ocurre en el final del filme, cuando la sobrina de Jason lo mata.
La última escena nos muestra la máscara de Jason caída sobre la tierra y, después, siendo robada por la mano de Freddy Krueger!

L’unico film di Jason fatto negli anni 90 è stato il... no molto buono
Jason Va all’Inferno.
Solo nel 2000 i produttori hanno cominciato a lavorare in Jason X,
che avrebbe Jim Isaac come direttore.
Questo film dovrebbe essere nei cinema degli Stati Uniti nella fine del 2001. Ma dovuto agli attentati dell’11 Settembre, è arrivato ai cinema statounitensi solo nel 2002.
La storia comincia con Jason come prigioniero in un laboratorio, dove una scienziata cerca una spiegazione per la sua immortalità.
Non è mai detto in questo film come lui è tornato dall’Inferno e non sarebbe mai detto in nessun altro film come qualcuno gli ha messo in stato d’arresto nel laboratorio. Comunque sia, lui riesce a scappare e perseguita la scienziata. Ma c’è un inccidente e loro 2 diventano surgelati e dimenticati nel laboratorio. E solamente secoli dopo questo, sono trovati per un gruppo che viene sondare la Terra (il pianeta è diventato un posto con una natura impossibile di tenere la vita, faccendo tutti quanti andare a vivere in un’altra galassia). Loro prendono Jason e la scienziata, portando i 2 alla sua nave per andare al pianeta dove l’Umanità vive adesso. Ma prima di arrivare al pianeta, Jason si sveglia e comincia ad assassinare tutti quanti nella nave.
Nella fine del film, un ufficiale della nave sacrifica a sé stesso e si lancia nello spazio con Jason. I 2 sono distruti quando entrano nell’atmosfera del nuovo pianeta e le cenere di Jason cadono in un lago del pianeta... Così, possiamo credere che quello sarà un nuovo Crystal Lake.
Bene, nel 2003, il direttor Ronny Yu ha fatto il film
Freddy vs Jason,
che ci mostra una lotta fra Jason ed un altro cattivo di film dell’orrorre: Freddy Krueger.
L’ultima scena del film
Jason Va all’Inferno
ci fa capire che in quell’epoca si pensava già d’avere i 2 cattivi lottando uno contro l’altro nello stesso film. Ed era veramente così. Ma dovuto ai diritti degli autori, non era possibile fare questa storia.
Comunque sia, possiamo credere che la storia di questo film resta fra quella di
Jason Va all’Inferno e quella di Jason X.
La prima scena di Jason in questo film ce lo mostra perseguitando ed assassiando una ragazza in un posto pieno di nebbia (l’Inferno, è certo), e dopo trovando sua madre. Lei gli dice di tornare alla Terra e andare a Springwood, per assassinare delle persone nella Elm Street. E dopo questo, possiamo rapidamente vederlo resuscitando.
Però, quella non era la madre di Jason, e sì Freddy Krueger. Veramente, lui aveva il progetto di spaventare a morte tutti quanti in Springwood. Così, lui avrebbe di nuovo le sue forze che aveva perso. Ma dopo aver già assassinato alcune persone, Jason continua a farlo con altre. E Freddy, avendo già le sue forze ristorate e non volendo un altro cattivo accanto a lui, comincia a lottare contro Jason.
Nella fine del film, i 2 si attaccano nelle rovine di Crystal Lake. E dopo una lotta, pensiamo che uno uccide l’altro ed i 2 sono caduti nel lago. Ma nell’altra mattina, Jason può esser visto uscendo del lago, portando la testa di Freddy nella sua mano. E questo ci guarda e scherza. Conclusione: nessuno ha ucciso l’altro.
Come ho già detto, questo film non dice niente del laboratorio dove Jason sarà prigioniero nel futuro.
E così finisce la sua storia, almeno fino adesso.
Che possiamo pensare di questo personaggio?
Lui è un essere soprannaturale? Bene, l’unico potere che ha sempre è la sua forza terribile. Senza perlarne, lui ha avuto in alcuni dei suoi film dei poteri soprannaturali. Ma sempre molto stupidi, vero? Anche parlando della sua immortalità, in
Venerdì 13: Capitolo Finale e Jason Va all’Inferno
questa non si è messa all’opera.
Gli unici parenti di Jason visti nei film sono stati sua madre, sua sorella e sua nipote. E loro non hanno nessun potere soprannaturale. Così, la spiegazione per i suoi poteri non è genetica. E nemmeno religiosa, perché lui non adora nessun dio o demonio. A proposito, l’unico essere che lui adora, come si vede in
Venerdì 13: L’Assassino Ti Siede Accanto,
è sua madre, che non ha niente di soprannaturale. Così, non c’è una buona spiegazione per i poteri di Jason.
Un’altra cosa: perché lui uccide le persone? E possiamo vedere che vuole soltanto uccidere.
In alcuni film si dice che lui uccide come vendeta per la morte di sua madre, in alcuni altri si dice che lui vuole continuare l’opera della madre di non lasciare il campeggio di Crystal Lake continuare aperto, in alcuni altri si dice che lui uccide gli intrusi che vanno nella forest dove c’è il lago... Bene, queste spiegazioni sono giuste in alcuni film, ma nessuna ha lo stesso senso nei film tutti quanti. Ma c’è bisogno di ricordare che Jason è pazzo. Così, possiamo dire che lui uccide solo perché è pazzo. Ed in questo caso, non c’è veramente spiegazione.
Non dimenticare che Jason non parla. Così, non può spiegare perché fà questo o quello.
Bene, non ci sono molte conclusioni che possiamo avere di questo personaggio. Ma c’è qualcosa che posso dire a voi tutti quanti: se tu vuoi vedere dei film con una storia, fermati nei 2 primi film di Jason. Dopo il terzo...
Bene, nel 2009 ci sarà il remake di
Venerdì 13.
Come sarà questo?

Até Sábado!