Oi!!!
O site de utilidade pública que eu vou linkar aqui esse mês é o Site Amigo da Criança:
http://www.censura.com.br/
Lá você pode denunciar casos de pornografia infantil que você encontre pela Internet.
Quero lembrar que eu não tenho nada contra a pornografia, desde que as pessoas mostradas nela sejam adultas e tejam agindo de livre e espontânea vontade. E no caso da pornografia infantil, a gente vai encontrar exatamente o oposto disso, né?
Bom, hoje a gente vai falar exatamente sobre a questão da pornografia infantil. E questionar também quem são exatamente os culpados pela existência dela.
Em 1º lugar, o que é pornografia infantil?
Pela definição da ONU (que tem que ser seguida por todos os países que forem membros dela) a pornografia infantil é “qualquer tipo de representação, real ou simulada, de qualquer criança ou adolescente em quaisquer atividades sexuais” (como essa definição foi dada em Inglês, vocês vão encontrar ela com algumas poucas palavras diferentes dessas, devido aos diferentes tradutores que passaram ela pro Português, mas sempre basicamente com essa mesma mensagem).
Em 2º lugar, especificamente no Brasil, o que é considerado crime em relação a esse assunto?
De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), “apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou Internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente”, assim como divulgar links pra sites que contêm esse tipo de material, é crime.
Além disso, existem 2 outros tipos de comportamento em relação a esse assunto que também podem ser considerados crime no Brasil: entrar em sites com esse tipo de material e manter esse tipo de material armazenado com você. Mas aí são 2 situações bastante questionáveis...
Sobre a 1ª questão, não é preciso ter muita experiência em Internet pra saber que, às vezes, você entra em sites de assuntos que não esperava entrar sem querer. E aí não tô nem falando de sexo, mas sim de assuntos em geral. Às vezes o site tem o nome de uma coisa e, quando você clica e entra, você se depara com outro tipo de assunto completamente diferente do que você tava pensando que era (por exemplo: o site tinha um título que dava a clara impressão de que era um site de culinária e, quando você entrou, viu que era um site de religião). Duvido que isso nunca tenha acontecido nenhuma vez com todos vocês.
Então, da mesma forma, um site pode ter um título que nem lembra nada relacionado a sexo e, quando você entra, se depara com fotos de pornografia infantil.
Portanto, declarar que é crime apenas entrar nesse tipo de site é uma coisa meio inútil, né? Porque a pessoa pode perfeitamente entrar lá sem querer.
Entretanto, ela pode, sim, NÃO CONTINUAR no site: se você entrou lá sem querer e se deparou com fotos de pornografia infantil, o mais recomendável é sair do site imediatamente. E de preferência, denunciar o tal site logo depois, né?
Sobre a outra questão, de não manter material de pornografia infantil com você, é uma coisa que também não dá pra levar à ferro e fogo, porque você pode receber esse material sem querer, né?
Existem sites de download (E Mule, Drea Mule e tal) que tem todo tipo de filme nos seus arquivos. E em alguns desses arquivos acontece isso que eu expliquei acima: o título é uma coisa, mas quando você baixa o arquivo você vê que é outra coisa... Nem é preciso dizer que, algumas vezes, quando você baixa um filme que parecia ser sobre outro assunto (pois o nome que tava lá era de outro assunto), você dá de cara com um filme de pornografia infantil.
Bom, na maioria das vezes, enquanto você tá fazendo o download, dá pra visualizar o que você tá baixando antes de terminar de baixar. Mas em outras vezes, você só consegue visualizar depois que já baixou o filme todo pro seu computador! E aí? Vai preso por causa disso? Não dá, né? Você nem sabia que aquilo era pornografia!
Nesse caso, vale a pena tomar a mesma atitude que eu disse acima: cair fora imediatamente. Se você conseguir visualizar antes que o que você tá baixando é pornografia infantil, simplesmente pare de fazer o download na mesma hora; se você só conseguir visualizar depois que o filme todo já entrou no seu computador, aí o melhor a fazer é deletar o tal filme imediatamente. E se possível, também denunciar o filme logo depois.
E além disso, também existem vírus que a pessoa pode receber via Internet e que podem instalar imagens de pornografia infantil, sem ela nem saber, no HD dela. Por isso também é bom fazer uma revisão nos arquivos de imagem em geral do seu computador de vez em quando.
Sobre o que se encontra nesse tipo de pornografia, de acordo com a Interpol e com as demais instituições que procuram combater esse crime, tem de tudo: desde fotos simples de crianças e adolescentes nus até cenas de sexo bizarro com crianças e adolescentes (algumas, inclusive, envolvendo sadomasoquismo e tortura!).
É preciso lembrar que tanto a pornografia de crianças quanto a pornografia de adolescentes não dependem do consentimento da vítima pra serem consideradas crimes: mesmo que a criança ou o adolescente consinta de forma totalmente voluntária em fazer parte desse tipo de pornografia, ainda assim é crime.
Em relação à pornografia de crianças, não existe uma idade fixa em relação à maioria das vítimas: ela expõe desde bebês recém nascidos até crianças de 12 anos, passando por todas as idades intermediárias a essas. Mas, em compensação, ela apresenta uma vantagem: quem é flagrado com esse tipo de material não tem como negar que aquilo é pornografia infantil, ou seja, não tem muito como escapar da prisão.
Quando se trata da pornografia de adolescentes, já fica um pouco mais difícil caracterizar crime, pois a pessoa que foi flagrada fazendo uso desse tipo de pornografia pode alegar que não sabia que as pessoas ali mostradas eram menores. E sinceramente, quase nada impede que isso seja verdade, pois não é difícil encontrar adolescentes de 15 ou 16 anos que já têm uma aparência de adultos e, consequentemente, passam realmente por adultos nos filmes, dependendo da situação. E pornografia com pessoas adultas que tejam agindo de livre e espontânea vontade não é crime.
No caso de adolescentes emancipados participando de produções pornográficas, pelo menos pela legislação do Brasil, também é proibido: mesmo que o menor de 18 anos seja emancipado, ele não pode participar de produções eróticas e/ou pornográficas. Tem que ter no mínimo 18.
Também é preciso lembrar que a pornografia infantil, na maioria dos casos, é composta por produções caseiras. De acordo com a Interpol e com os demais órgãos especializados que eu já disse, as cenas mostradas ali quase sempre se passam no quarto ou no banheiro de uma casa de aparência comum. E ao mesmo tempo, as reações da criança quase sempre demonstram que ela conhece o adulto com quem ela tá tendo relações.
Ou seja, quase sempre esse tipo de pornografia é produzido por alguém que tem acesso direto àquela casa e àquela criança e é feita com materiais que não chamam a atenção de quem esteja por perto (webcams, câmeras digitais e coisas desse tipo).
Aí surge aquela velha pergunta:
“Quem é que tem mais acesso à criança?”
E temos a velha (e óbvia) resposta:
“As pessoas que moram na mesma casa que a criança ou que têm acesso à casa com muita facilidade.”
Assim sendo, geralmente quem produz esse tipo de pornografia? Na maioria das vezes, pelo que a gente pode ver, é o pai, o padrasto, o irmão mais velho ou outro adulto da própria família da criança.
Esses vão chegar na criança na hora que quiserem sem despertar nenhum tipo de suspeita e podem até tirar a criança da casa chamando pouca ou nenhuma atenção (e consequentemente, levando a criança pra onde quiserem).
Aí tem sempre um babaca que faz aquela perguntinha:
“Mas a mãe dessa criança não percebia que aquela pessoa estava fazendo aquilo com o filho dela?!?!?!”
Bom, eu já falei sobre isso em Julho, quando fiz um post sobre violência infantil: nos casos em que o agressor é um membro da família (o pai, o padrasto ou o irmão mais velho da criança), a mãe da criança, na grande maioria das vezes, SABE muito bem o que tá acontecendo (ou, no mínimo, desconfia), mas finge que não sabe de nada.
Vou repetir aqui como mulheres desse tipo (que não são tão poucas assim) reagem quando alguém questiona elas sobre o que tá acontecendo:
1º Ela finge que não entende o que a pessoa tá dizendo.
2º Quando chega a um ponto em que não dá mais pra fingir que não entende o que a pessoa tá dizendo, ela acha um absurdo a pessoa sequer levantar aquela hipótese, pergunta de onde a pessoa pode ter tirado aquelas ideias sem sentido, que o membro da família em questão nunca faria isso e outras coisas desse tipo.
3º Depois de tudo, como não dá mais pra negar o que tá acontecendo, ela fala alguma coisa mais ou menos assim: “É. Às vezes o fulano faz isso... Mas ele é uma pessoa muito boa!!!”, “É. Ele faz isso... Mas ele não faz por mal!!! É que ele tem amigos que fazem isso e se deixa levar por eles!!!”, “É. Ele faz isso... Mas ele é tão inocente que não sabe o que tá fazendo!!! Ele não faz isso por mal!!!” e por aí vai.
Bom, por que as mães dessas crianças se comportam assim? Por causa da já conhecida obsessão da mulher em manter a família unida a qualquer preço. Por mais que o relacionamento entre as pessoas da família seja danoso, lesivo e negativo, a mulher tem a tendência de querer manter a família unida não importa quem sofra ou quem seja prejudicado com isso.
Agora, usando um pouquinho de raciocínio (nem precisa ser muito, mas nem isso esse tipo de mulher tem) eu vou dar a minha opinião sobre isso:
“Família unida”, tudo bem. Até onde isso for humanamente possível, tudo bem. Mas “Família unida a qualquer preço, custe o que custar, passando por cima do que tiver que passar, não importando quem seja infeliz com isso e achando que qualquer coisa negativa é válida se for pra manter a família unida”, aí é evidente que eu sou contra. E acho que qualquer outra pessoa que tenha até um mínimo de bom senso que seja também vai ser contra.
Essa vista grossa que a mulher faz se evidencia quando as pessoas envolvidas não são da família dela...
Como vários de vocês já sabem, eu sou professor. Mas nunca dei aula pra crianças (nem tô interessado), só que tenho vários colegas que deram e ainda dão. E vocês precisam ouvir as histórias que eles contam do que eles passam na mão das mães dos alunos deles! Em relação a todos os assuntos que vocês puderem imaginar. Mas, principalmente, em relação a abusos sexuais de todos os tipos que as mães estão profundamente convencidas de que as crianças estão sofrendo. Principalmente quando o professor é homem.
Em toda turma de crianças, sem exceção, o professor se depara com algumas mães que têm certeza absoluta de que 90% dos professores homens estão ali com a intenção de estuprar os filhos delas.
Principalmente por isso, a instrução que o professor recebe quando vai dar aula pra crianças é: EVITE O MÁXIMO POSSÍVEL ENCOSTAR NAS CRIANÇAS. Até dar a mão à criança é uma coisa que ele só deve fazer em último caso. Abraçar e beijar então, mesmo que a iniciativa parta da criança, deve ser evitado mais do que tudo e, eventualmente, repreendido pelo professor.
Pode parecer exagero, mas isso tem uma explicação bastante lógica: o que aconteceu durante a aula é uma coisa, o que a criança vai dizer que aconteceu quando ela chegar em casa vai ser outra coisa e o que a mãe dessa criança vai entender quando ela falar vai ser outra coisa muuuuuuuuuuito pior!!!
Por exemplo:
Imagine que uma criança da turma se levanta umas 2 ou 3 vezes e vai brincar num canto da sala. Aí o professor vai lá, pega a criança pelo braço e traz ela de volta pro lugar dela.
Aí, quando outra criança da turma chega em casa, ela fala pra mãe:
“Hoje o professor ficou o tempo todo pegando no fulano.”
Você quer apostar quanto que essa mãe vai entender, sem duvidar disso nem por 1 segundo, que esse professor estava passando a mão nas partes íntimas dessa criança?
É por essas e por outras que todos os cursos de línguas, pelo menos aqui no Rio, quando têm uma sala de aulas especial pra crianças, mantêm uma câmera filmando (ou no mínimo monitorando) a sala permanentemente.
Aí dá vontade de pegar essas filmagens e esfregar na cara de certas mães, né?
Mas enfim: o que eu tô deixando claro com esse exemplo é que a mulher faz questão de enxergar agressões (sexuais ou não) contra os filhos dela quando o suposto agressor não é da família dela; mas faz questão de ser cega, surda e muda pro mesmo tipo de agressão, por mais óbvia e inegável que essa agressão seja, quando o agressor é alguém da família dela.
Então, quem é o culpado pela existência da pornografia infantil? Eu diria que o culpado principal é quem produz esse tipo de filme. Mas o nível de culpa das mães das crianças que são expostas a esse tipo de crime não fica muito abaixo do nível de culpa deles, não.
Bom, fica aí algo pra refletir. E eu volto no mês que vem. Até lá!
O site de utilidade pública que eu vou linkar aqui esse mês é o Site Amigo da Criança:
http://www.censura.com.br/
Lá você pode denunciar casos de pornografia infantil que você encontre pela Internet.
Quero lembrar que eu não tenho nada contra a pornografia, desde que as pessoas mostradas nela sejam adultas e tejam agindo de livre e espontânea vontade. E no caso da pornografia infantil, a gente vai encontrar exatamente o oposto disso, né?
Bom, hoje a gente vai falar exatamente sobre a questão da pornografia infantil. E questionar também quem são exatamente os culpados pela existência dela.
Em 1º lugar, o que é pornografia infantil?
Pela definição da ONU (que tem que ser seguida por todos os países que forem membros dela) a pornografia infantil é “qualquer tipo de representação, real ou simulada, de qualquer criança ou adolescente em quaisquer atividades sexuais” (como essa definição foi dada em Inglês, vocês vão encontrar ela com algumas poucas palavras diferentes dessas, devido aos diferentes tradutores que passaram ela pro Português, mas sempre basicamente com essa mesma mensagem).
Em 2º lugar, especificamente no Brasil, o que é considerado crime em relação a esse assunto?
De acordo com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), “apresentar, produzir, vender, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio de comunicação, inclusive rede mundial de computadores ou Internet, fotografias ou imagens com pornografia ou cenas de sexo explícito envolvendo criança ou adolescente”, assim como divulgar links pra sites que contêm esse tipo de material, é crime.
Além disso, existem 2 outros tipos de comportamento em relação a esse assunto que também podem ser considerados crime no Brasil: entrar em sites com esse tipo de material e manter esse tipo de material armazenado com você. Mas aí são 2 situações bastante questionáveis...
Sobre a 1ª questão, não é preciso ter muita experiência em Internet pra saber que, às vezes, você entra em sites de assuntos que não esperava entrar sem querer. E aí não tô nem falando de sexo, mas sim de assuntos em geral. Às vezes o site tem o nome de uma coisa e, quando você clica e entra, você se depara com outro tipo de assunto completamente diferente do que você tava pensando que era (por exemplo: o site tinha um título que dava a clara impressão de que era um site de culinária e, quando você entrou, viu que era um site de religião). Duvido que isso nunca tenha acontecido nenhuma vez com todos vocês.
Então, da mesma forma, um site pode ter um título que nem lembra nada relacionado a sexo e, quando você entra, se depara com fotos de pornografia infantil.
Portanto, declarar que é crime apenas entrar nesse tipo de site é uma coisa meio inútil, né? Porque a pessoa pode perfeitamente entrar lá sem querer.
Entretanto, ela pode, sim, NÃO CONTINUAR no site: se você entrou lá sem querer e se deparou com fotos de pornografia infantil, o mais recomendável é sair do site imediatamente. E de preferência, denunciar o tal site logo depois, né?
Sobre a outra questão, de não manter material de pornografia infantil com você, é uma coisa que também não dá pra levar à ferro e fogo, porque você pode receber esse material sem querer, né?
Existem sites de download (E Mule, Drea Mule e tal) que tem todo tipo de filme nos seus arquivos. E em alguns desses arquivos acontece isso que eu expliquei acima: o título é uma coisa, mas quando você baixa o arquivo você vê que é outra coisa... Nem é preciso dizer que, algumas vezes, quando você baixa um filme que parecia ser sobre outro assunto (pois o nome que tava lá era de outro assunto), você dá de cara com um filme de pornografia infantil.
Bom, na maioria das vezes, enquanto você tá fazendo o download, dá pra visualizar o que você tá baixando antes de terminar de baixar. Mas em outras vezes, você só consegue visualizar depois que já baixou o filme todo pro seu computador! E aí? Vai preso por causa disso? Não dá, né? Você nem sabia que aquilo era pornografia!
Nesse caso, vale a pena tomar a mesma atitude que eu disse acima: cair fora imediatamente. Se você conseguir visualizar antes que o que você tá baixando é pornografia infantil, simplesmente pare de fazer o download na mesma hora; se você só conseguir visualizar depois que o filme todo já entrou no seu computador, aí o melhor a fazer é deletar o tal filme imediatamente. E se possível, também denunciar o filme logo depois.
E além disso, também existem vírus que a pessoa pode receber via Internet e que podem instalar imagens de pornografia infantil, sem ela nem saber, no HD dela. Por isso também é bom fazer uma revisão nos arquivos de imagem em geral do seu computador de vez em quando.
Sobre o que se encontra nesse tipo de pornografia, de acordo com a Interpol e com as demais instituições que procuram combater esse crime, tem de tudo: desde fotos simples de crianças e adolescentes nus até cenas de sexo bizarro com crianças e adolescentes (algumas, inclusive, envolvendo sadomasoquismo e tortura!).
É preciso lembrar que tanto a pornografia de crianças quanto a pornografia de adolescentes não dependem do consentimento da vítima pra serem consideradas crimes: mesmo que a criança ou o adolescente consinta de forma totalmente voluntária em fazer parte desse tipo de pornografia, ainda assim é crime.
Em relação à pornografia de crianças, não existe uma idade fixa em relação à maioria das vítimas: ela expõe desde bebês recém nascidos até crianças de 12 anos, passando por todas as idades intermediárias a essas. Mas, em compensação, ela apresenta uma vantagem: quem é flagrado com esse tipo de material não tem como negar que aquilo é pornografia infantil, ou seja, não tem muito como escapar da prisão.
Quando se trata da pornografia de adolescentes, já fica um pouco mais difícil caracterizar crime, pois a pessoa que foi flagrada fazendo uso desse tipo de pornografia pode alegar que não sabia que as pessoas ali mostradas eram menores. E sinceramente, quase nada impede que isso seja verdade, pois não é difícil encontrar adolescentes de 15 ou 16 anos que já têm uma aparência de adultos e, consequentemente, passam realmente por adultos nos filmes, dependendo da situação. E pornografia com pessoas adultas que tejam agindo de livre e espontânea vontade não é crime.
No caso de adolescentes emancipados participando de produções pornográficas, pelo menos pela legislação do Brasil, também é proibido: mesmo que o menor de 18 anos seja emancipado, ele não pode participar de produções eróticas e/ou pornográficas. Tem que ter no mínimo 18.
Também é preciso lembrar que a pornografia infantil, na maioria dos casos, é composta por produções caseiras. De acordo com a Interpol e com os demais órgãos especializados que eu já disse, as cenas mostradas ali quase sempre se passam no quarto ou no banheiro de uma casa de aparência comum. E ao mesmo tempo, as reações da criança quase sempre demonstram que ela conhece o adulto com quem ela tá tendo relações.
Ou seja, quase sempre esse tipo de pornografia é produzido por alguém que tem acesso direto àquela casa e àquela criança e é feita com materiais que não chamam a atenção de quem esteja por perto (webcams, câmeras digitais e coisas desse tipo).
Aí surge aquela velha pergunta:
“Quem é que tem mais acesso à criança?”
E temos a velha (e óbvia) resposta:
“As pessoas que moram na mesma casa que a criança ou que têm acesso à casa com muita facilidade.”
Assim sendo, geralmente quem produz esse tipo de pornografia? Na maioria das vezes, pelo que a gente pode ver, é o pai, o padrasto, o irmão mais velho ou outro adulto da própria família da criança.
Esses vão chegar na criança na hora que quiserem sem despertar nenhum tipo de suspeita e podem até tirar a criança da casa chamando pouca ou nenhuma atenção (e consequentemente, levando a criança pra onde quiserem).
Aí tem sempre um babaca que faz aquela perguntinha:
“Mas a mãe dessa criança não percebia que aquela pessoa estava fazendo aquilo com o filho dela?!?!?!”
Bom, eu já falei sobre isso em Julho, quando fiz um post sobre violência infantil: nos casos em que o agressor é um membro da família (o pai, o padrasto ou o irmão mais velho da criança), a mãe da criança, na grande maioria das vezes, SABE muito bem o que tá acontecendo (ou, no mínimo, desconfia), mas finge que não sabe de nada.
Vou repetir aqui como mulheres desse tipo (que não são tão poucas assim) reagem quando alguém questiona elas sobre o que tá acontecendo:
1º Ela finge que não entende o que a pessoa tá dizendo.
2º Quando chega a um ponto em que não dá mais pra fingir que não entende o que a pessoa tá dizendo, ela acha um absurdo a pessoa sequer levantar aquela hipótese, pergunta de onde a pessoa pode ter tirado aquelas ideias sem sentido, que o membro da família em questão nunca faria isso e outras coisas desse tipo.
3º Depois de tudo, como não dá mais pra negar o que tá acontecendo, ela fala alguma coisa mais ou menos assim: “É. Às vezes o fulano faz isso... Mas ele é uma pessoa muito boa!!!”, “É. Ele faz isso... Mas ele não faz por mal!!! É que ele tem amigos que fazem isso e se deixa levar por eles!!!”, “É. Ele faz isso... Mas ele é tão inocente que não sabe o que tá fazendo!!! Ele não faz isso por mal!!!” e por aí vai.
Bom, por que as mães dessas crianças se comportam assim? Por causa da já conhecida obsessão da mulher em manter a família unida a qualquer preço. Por mais que o relacionamento entre as pessoas da família seja danoso, lesivo e negativo, a mulher tem a tendência de querer manter a família unida não importa quem sofra ou quem seja prejudicado com isso.
Agora, usando um pouquinho de raciocínio (nem precisa ser muito, mas nem isso esse tipo de mulher tem) eu vou dar a minha opinião sobre isso:
“Família unida”, tudo bem. Até onde isso for humanamente possível, tudo bem. Mas “Família unida a qualquer preço, custe o que custar, passando por cima do que tiver que passar, não importando quem seja infeliz com isso e achando que qualquer coisa negativa é válida se for pra manter a família unida”, aí é evidente que eu sou contra. E acho que qualquer outra pessoa que tenha até um mínimo de bom senso que seja também vai ser contra.
Essa vista grossa que a mulher faz se evidencia quando as pessoas envolvidas não são da família dela...
Como vários de vocês já sabem, eu sou professor. Mas nunca dei aula pra crianças (nem tô interessado), só que tenho vários colegas que deram e ainda dão. E vocês precisam ouvir as histórias que eles contam do que eles passam na mão das mães dos alunos deles! Em relação a todos os assuntos que vocês puderem imaginar. Mas, principalmente, em relação a abusos sexuais de todos os tipos que as mães estão profundamente convencidas de que as crianças estão sofrendo. Principalmente quando o professor é homem.
Em toda turma de crianças, sem exceção, o professor se depara com algumas mães que têm certeza absoluta de que 90% dos professores homens estão ali com a intenção de estuprar os filhos delas.
Principalmente por isso, a instrução que o professor recebe quando vai dar aula pra crianças é: EVITE O MÁXIMO POSSÍVEL ENCOSTAR NAS CRIANÇAS. Até dar a mão à criança é uma coisa que ele só deve fazer em último caso. Abraçar e beijar então, mesmo que a iniciativa parta da criança, deve ser evitado mais do que tudo e, eventualmente, repreendido pelo professor.
Pode parecer exagero, mas isso tem uma explicação bastante lógica: o que aconteceu durante a aula é uma coisa, o que a criança vai dizer que aconteceu quando ela chegar em casa vai ser outra coisa e o que a mãe dessa criança vai entender quando ela falar vai ser outra coisa muuuuuuuuuuito pior!!!
Por exemplo:
Imagine que uma criança da turma se levanta umas 2 ou 3 vezes e vai brincar num canto da sala. Aí o professor vai lá, pega a criança pelo braço e traz ela de volta pro lugar dela.
Aí, quando outra criança da turma chega em casa, ela fala pra mãe:
“Hoje o professor ficou o tempo todo pegando no fulano.”
Você quer apostar quanto que essa mãe vai entender, sem duvidar disso nem por 1 segundo, que esse professor estava passando a mão nas partes íntimas dessa criança?
É por essas e por outras que todos os cursos de línguas, pelo menos aqui no Rio, quando têm uma sala de aulas especial pra crianças, mantêm uma câmera filmando (ou no mínimo monitorando) a sala permanentemente.
Aí dá vontade de pegar essas filmagens e esfregar na cara de certas mães, né?
Mas enfim: o que eu tô deixando claro com esse exemplo é que a mulher faz questão de enxergar agressões (sexuais ou não) contra os filhos dela quando o suposto agressor não é da família dela; mas faz questão de ser cega, surda e muda pro mesmo tipo de agressão, por mais óbvia e inegável que essa agressão seja, quando o agressor é alguém da família dela.
Então, quem é o culpado pela existência da pornografia infantil? Eu diria que o culpado principal é quem produz esse tipo de filme. Mas o nível de culpa das mães das crianças que são expostas a esse tipo de crime não fica muito abaixo do nível de culpa deles, não.
Bom, fica aí algo pra refletir. E eu volto no mês que vem. Até lá!
2 comentários:
Na parte em que vc falou da ONU, seria bom lembrar que o Brasil, como membro da ONU, tem a obrigação de concordar com a definição que ela dá sobre esse tema.
Outra coisa que precisa lembrar é que entrar em sites assim além de ser crime também é arriscado pro computador, porque como todos eles são sites piratas, todos eles tem vírus! Então não é bom ficar lá por causa disso também.
Bom, eu acho que todo mundo já sabe que o Brasil é um dos países membros da ONU.
O que eu quis dizer ali é que, além das definições que a ONU dá, o Brasil também tem leis próprias e específicas pra combater esse tipo de crime.
E quanto a entrar nesses sites e ter o computador contaminado, você tem toda a razão.
Mas é como eu disse: a pessoa pode ´cair` num site desses sem querer! E como todo site registra a hora em que cada computador entra e a hora em que cada computador sai dele, se alguém investigar a movimentação do seu computador e constatar que você entrou lá, mas saiu imediatamente depois, acho que vai entender claramente que você entrou lá sem querer, né?
Mas se investigam a movimentação do computador de alguém e veem que ele sempre entra em sites de pornografia infantil e fica lá por horas e horas, aí é claro que não entrou lá sem querer.
Ou seja, é duplamente um imbecil: porque além de correr o risco de ser preso, também corre o risco de foder o computador dele!rs
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