segunda-feira, 25 de agosto de 2008

ERIK BRUHN 1928-1986

Oi!!!

Bom início de semana!
Hoje a gente vai dar uma olhada em mais um personagem histórico homossexual: o ator, bailarino, coreógrafo, diretor e escritor dinamarquês Erik Bruhn.

Erik Belton Evers Bruhn nasceu em Copenhague, em 03 de Outubro de 1928.
Quando tinha 9 anos, ele começou a ter aulas de dança com o Det Kongelige, o grupo de balé mais clássico da Dinamarca.
Com 18 anos, o Erik entrou pro grupo como membro oficial. E com 20 anos, passou a se apresentar como solista, passando a se apresentar com o nome artístico de Erik Bruhn.
Em 1952, ele foi pela 1ª vez pros Estados Unidos pra gravar o filme Hans Christian Andersen.
Foi a estréia do Erik como ator. Mas a carreira dele como ator nunca se desenvolveria muito (ele só teve 3 trabalhos como ator no cinema e televisão), porque ele nunca se dedicaria muito a isso mesmo.
Como escritor, a produção dele também foi relativamente modesta: ele escreveu o livro Beyond Technique, em co-autoria com o Fred Fehl; e também escreveu Bournonville and Ballet Technique: Studies and Comments On August Bournonville’s Etudes Choregraphiques, também uma produção de co-autoria, dessa vez com a Lillian Moore.
A dança era a realidade do Erik.
No início dos anos 60, assim que ele conheceu o bailarino soviético Rudolf Nureyev, que tava se apresentando na Dinamarca, eles logo começaram a namorar.
A relação deles nunca foi muito fácil principalmente porque o Rudolf, além de ter uma dificuldade muito grande de se submeter a regras (devido à vida repressora que ele tinha levado na União Soviética), era muito promíscuo e traía muito o Erik.
Além disso, o Rudolf era muito impulsivo e muito inconsequente, se metendo sempre em confusões por causa das coisas que dizia e fazia em público. E era sempre o Erik quem tinha que consertar as confusões que ele arranjava.
De 1967 até 1973, o Erik foi o diretor do Kungliga Baletten, um dos maiores balés da Suécia.
Lá pelo final dos anos 70 e início dos 80, o Rudolf foi contaminado pelo HIV, devido à vida promíscua que levava. E consequentemente, é possível que ele tenha passado pro Erik (apesar de que isso nunca foi confirmado, é claro).
Bom, em 1983, o Erik se tornou o diretor do National Ballet of Canada. Mas pouco depois ele descobriu que tava com câncer nos pulmões.
Ele morreu em 01 de Abril de 1986, faltando 6 meses pra completar 58 anos.
Oficialmente, o Erik morreu de câncer. Mas alguns acham que pode ter sido de AIDS. Isso também não muda nada, né?
Bom, vou deixar o link pruma cena dele na ópera La Sylphide:

http://br.youtube.com/watch?v=9P2z277HKS0

Buona settimana!
Oggi parleremo un po’ di un altro personaggio storico omosessuale: l’attor, ballerino, coreografo, direttor e scrittor danese Erik Bruhn.
Lui è nato a Copenaghen, nel 3 Ottobre del 1928, come Erik Belton Evers Bruhn.
Quando aveva 9 anni, lui ha cominciato a studiare danza nel Det Kongelige, uno dei principali gruppi di Danza Classica della Danimarca.
Quando aveva 18 anni, Erik è diventato uno dei membri del gruppo. E quando aveva 20, è diventato un solista, già conosciuto artisticamente come Erik Bruhn.
Nel 1952, lui è andato negli Stati Uniti per la prima volta, per essere nel film
Hans Christian Andersen.
Quella è stata la prima volta di Erik come attore. Ma lui non sviluppererebe questa sua carriera (ha avuto soltanto 3 lavori come attore alla TV ed al Cinema), solamente perché non era questo che gli interessava di più, ma sí la danza.

Erik no tuvo una gran carrera como actor y se puede decir lo mismo de su carrera como escritor: él escribió Beyond Technique junto a Fred Fehl y Bournonville and Ballet Technique: Studies and Comments On August Bournonville’s Etudes Choregraphiques junto a Lillian Moore.
Su gran carrera fue gracias a la danza.
En los años 60, Erik conoció el bailarín soviético Rudolf Nureyev, que entonces se presentaba en Dinamarca. Y ellos se quedaron amantes.
Su relación fue siempre difícil, porque Rudolf, por cuenta de su pasado de represión, tenía muchas dificuldades para seguir reglas. Y mantenía una vida de promiscuidad sexual que disgustaba muchísimo a Erik.
Y además, Rudolf siempre decía y hacía cosas en público sin pensar, produciendo siempre muchas confusiones. Y era siempre Erik quien tenía que solucionar esos problemas.

From 1967 to 1973, Erik was the director of Kungliga Baletten, one of the greatest ballets of Sweden.
In the late 70s or early 80s, the very promiscuous Rudolf got AIDS. And it’s possible he infected Erik, because they would be lovers to Erik’s death. Anyway, nobody will ever be sure about that.
Well, Erik became the director of National Ballet of Canada in 1983. But he got a lung cancer soon after.
He died on April 1st, in 1986. It was 6 months before his 58th birthday.
Officially, Erik was killed by a lung cancer. But some suppose he had AIDS. Anyway, does it make any difference?
Well, you guys can click on the link above to watch one of his scenes at
La Sylphide.


Até mais!

5 comentários:

Tarco Rosa disse...

Legal vc ter lembrado dele... Acho ele fantástico! Uma grande personalidade... Bem, como estou passando pra ler os últimos posts, adorei aquele sobre o Rio S. Francisco.

Leo Carioca disse...

Gostou?rs Legal.
Abração!

Anônimo disse...

Ça va?
J'ai mis le feed RSS de ton blog dans mon lecteur d'email. C'est plus vite de savoir quand tu y fais des actualizations. Et je ne sais pas pourquoi je n'ai pas pensé à ç'avant...

Beleza?
Eu pus o RSS do seu blog no meu leitor de e-mail. Fica mais fácil de saber quando você o atualiza. E não sei por que eu não pensei nisso antes.

Salut.

Anônimo disse...

oi leo

minino que maravilha vc falar sobre ballet na Russia ter um filho como bailarino de qualquer companhia de ballet é uma honra se fosse no Brasil seria sinônimo de que o cara na mais é que uma "bixinha" bhá nunca vamos chegar num nível de excelência em arte com este pensamento pré-histórico.

bjos kinho

Leo Carioca disse...

Fantôme→ Ah, muito obrigado!
Como é que se faz isso?
Se der, vou botar um aqui também.
Salut!

Kinho→ No Brasil ainda existe mesmo muito preconceito contra o balé. Mas eu percebo que tem diminuído um pouco nos últimos anos.
Beijos!