Oi!!!
Eu já tava pensando em fazer um post sobre esse assunto há um tempo, mas achei que ele se encaixaria melhor depois do post do Dia das Mães, até pra gente comparar uma idéia com a outra.
Bom, o meu objetivo principal em fazer esse post é protestar contra uma falha que muito frequentemente eu vejo os psicólogos cometendo, mas na qual parece que pouca gente presta atenção...
Com certeza, vocês já viram psicólogos vomitando aquelas 2 frases decoradas:
“Pai não tem que ser amigo do filho, ele tem que ser pai do filho”.
e
“Mãe não tem que ser amiga do filho, ela tem que ser mãe do filho”.
Tudo bem! Sem radicalizar, eu até concordo: não é pelo fato de você ser pai ou mãe de alguém que você tem que ser amigo desse alguém.
Mas por que os psicólogos só vêem a situação por esse lado? Quando é o contrário, ou seja, quando alguém quer se comportar como pai ou mãe de um amigo, os psicólogos nem abrem a boca pra criticar os parentalizadores.
Pra quem não conhece bem essa palavra, originalmente, ‘parentalizador’ ou ‘parentificador’ era o nome que se dava ao irmão mais velho que ficava com o pátrio-poder sobre os irmãos mais novos, geralmente quando os pais morriam. Essa situação era chamada de ‘parentalização’ ou ‘parentificação’.
Com o tempo, essa definição foi migrando pra outros tipos de situação da mesma espécie, quando uma pessoa que não é pai nem mãe da outra se sente no direito de agir como se fosse.
Na maioria das vezes, a parentalização acontece quando a pessoa tem um filho da mesma idade que você ou quase da mesma idade que você. Aí, de forma direta ou indireta, ela compara você ao filho dela, já que vocês têm a mesma idade (ou quase). E por causa disso, ela acha que pode cobrar de você as mesmas coisas que cobra do filho dela, que pode falar com você da mesma forma que fala com o filho dela e que pode tratar você no geral da mesma forma que trata o filho dela. Só que você não é filho dela. Então, seguindo a mesma linha de raciocínio que os próprios psicólogos dizem que seguem, ela não pode tratar você como se você fosse filho dela: se uma pessoa é sua amiga, ela não tem que ser seu pai nem sua mãe; ela tem que ser sua amiga e só sua amiga. Mas, na hora de ver isso, os psicólogos metem o rabo entre as pernas e não falam nada.
Outro exemplo de parentalizador é aquela pessoa que quer se redimir das falhas e dos fracassos que ela cometeu com o filho dela. E tenta usar você pra isso. Quase sempre, isso tá ligado às coisas que ela não conseguiu convencer o filho dela a fazer. Aí, ela tenta convencer você a fazer aquilo.
E tem também aqueles elementos bem desocupados que conheciam os seus pais há muitos anos. Então, quando os seus pais morreram ou se afastaram por algum motivo, esses elementos passaram a se sentir no direito de ocupar o lugar dos seus pais na sua vida durante a ausência deles (ou mesmo pra sempre). Esses elementos também são parentalizadores.
Mas enfim: seja de que origem for, um parentalizador tem sempre a tendência de olhar pra você de cima pra baixo, de superior pra inferior. Ele quer ser visto por você como um ser de sabedoria infinita e, ao mesmo tempo, ele vê você como uma coisa que ainda tá aprendendo a ser gente. Ele não desce do pedestal dele, não admite que você seja hierarquicamente igual a ele e não trata você de igual pra igual.
Ora essa! Uma amizade é uma relação entre 2 semelhantes. Não é uma relação em que um é superior e o outro é inferior. Assim, uma parentalização passa longe de ser uma amizade, né? Mas a gente vê críticas dos psicólogos contra isso? Eu não vejo! Eles atacam violentamente as situações em que acontece o contrário, como eu já disse. Mas a parentalização eles deixam passar numa boa.
Então, tá aí exposta uma grande falha dos profissionais da Psicologia.
Eu não vou traduzir esse post pra outras línguas porque a interpretação ia ficar meio complicada. Então, pra não deixar os visitantes não-falantes de Português aqui do blog a ver navios, lá vão umas fotos interessantes pra eles se distraírem.
5 naked males for you!
5 machos desnudos para ustedes!
Eu já tava pensando em fazer um post sobre esse assunto há um tempo, mas achei que ele se encaixaria melhor depois do post do Dia das Mães, até pra gente comparar uma idéia com a outra.
Bom, o meu objetivo principal em fazer esse post é protestar contra uma falha que muito frequentemente eu vejo os psicólogos cometendo, mas na qual parece que pouca gente presta atenção...
Com certeza, vocês já viram psicólogos vomitando aquelas 2 frases decoradas:
“Pai não tem que ser amigo do filho, ele tem que ser pai do filho”.
e
“Mãe não tem que ser amiga do filho, ela tem que ser mãe do filho”.
Tudo bem! Sem radicalizar, eu até concordo: não é pelo fato de você ser pai ou mãe de alguém que você tem que ser amigo desse alguém.
Mas por que os psicólogos só vêem a situação por esse lado? Quando é o contrário, ou seja, quando alguém quer se comportar como pai ou mãe de um amigo, os psicólogos nem abrem a boca pra criticar os parentalizadores.
Pra quem não conhece bem essa palavra, originalmente, ‘parentalizador’ ou ‘parentificador’ era o nome que se dava ao irmão mais velho que ficava com o pátrio-poder sobre os irmãos mais novos, geralmente quando os pais morriam. Essa situação era chamada de ‘parentalização’ ou ‘parentificação’.
Com o tempo, essa definição foi migrando pra outros tipos de situação da mesma espécie, quando uma pessoa que não é pai nem mãe da outra se sente no direito de agir como se fosse.
Na maioria das vezes, a parentalização acontece quando a pessoa tem um filho da mesma idade que você ou quase da mesma idade que você. Aí, de forma direta ou indireta, ela compara você ao filho dela, já que vocês têm a mesma idade (ou quase). E por causa disso, ela acha que pode cobrar de você as mesmas coisas que cobra do filho dela, que pode falar com você da mesma forma que fala com o filho dela e que pode tratar você no geral da mesma forma que trata o filho dela. Só que você não é filho dela. Então, seguindo a mesma linha de raciocínio que os próprios psicólogos dizem que seguem, ela não pode tratar você como se você fosse filho dela: se uma pessoa é sua amiga, ela não tem que ser seu pai nem sua mãe; ela tem que ser sua amiga e só sua amiga. Mas, na hora de ver isso, os psicólogos metem o rabo entre as pernas e não falam nada.
Outro exemplo de parentalizador é aquela pessoa que quer se redimir das falhas e dos fracassos que ela cometeu com o filho dela. E tenta usar você pra isso. Quase sempre, isso tá ligado às coisas que ela não conseguiu convencer o filho dela a fazer. Aí, ela tenta convencer você a fazer aquilo.
E tem também aqueles elementos bem desocupados que conheciam os seus pais há muitos anos. Então, quando os seus pais morreram ou se afastaram por algum motivo, esses elementos passaram a se sentir no direito de ocupar o lugar dos seus pais na sua vida durante a ausência deles (ou mesmo pra sempre). Esses elementos também são parentalizadores.
Mas enfim: seja de que origem for, um parentalizador tem sempre a tendência de olhar pra você de cima pra baixo, de superior pra inferior. Ele quer ser visto por você como um ser de sabedoria infinita e, ao mesmo tempo, ele vê você como uma coisa que ainda tá aprendendo a ser gente. Ele não desce do pedestal dele, não admite que você seja hierarquicamente igual a ele e não trata você de igual pra igual.
Ora essa! Uma amizade é uma relação entre 2 semelhantes. Não é uma relação em que um é superior e o outro é inferior. Assim, uma parentalização passa longe de ser uma amizade, né? Mas a gente vê críticas dos psicólogos contra isso? Eu não vejo! Eles atacam violentamente as situações em que acontece o contrário, como eu já disse. Mas a parentalização eles deixam passar numa boa.
Então, tá aí exposta uma grande falha dos profissionais da Psicologia.
Eu não vou traduzir esse post pra outras línguas porque a interpretação ia ficar meio complicada. Então, pra não deixar os visitantes não-falantes de Português aqui do blog a ver navios, lá vão umas fotos interessantes pra eles se distraírem.
5 naked males for you!
5 machos desnudos para ustedes!
5 maschi nudi per voi!
6 comentários:
Olá leo carioca,
Também, por várias razões, olho um pouco de lado para os médicos dessa área. É, vendo bem, uma profissão confortavel dentro da medicina, porque não se pode provar se o médico está certo ou errado... se ele diz que estamos com uma depressão, uma baixa autoestima, um trauma de infancia, e nós dissermos que não, não há forma de provar quem tem razão... para nós o médico é doido, para o médico nós estamos em negação.
Mas nesse aspecto que você fala há um ponto a considerar. É que, como filho, os laços que te ligam aos pais são para a vida, e todos nós conhecemos casos de pessoas que cortaram relações com os seus pais e sofrem ainda e todos os dias por isso. Enquanto os amigos, ou neste caso pseudo-amigos (porque amigos mesmo respeitam-nos como somos e o que fazemos)nós podemos deixar de um dia para o outro, se eles nos tentarem controlar, e a nossa vida continua. As ligações entre pais e filhos não se podem medir com aquilo que liga dois amigos. Não sei se um amor é maior que o outro mas é com certeza diferente.
Só uma nota final: Eu tenho 4 filhos, e acho que não só posso como devo ser amiga deles.
Um abraço
Eu me considero super amigo da minha mãe, mas ela não deixa de ser mãe, quadno precisa ela dá os puxões e me coloca na linha, agora quando a parentalização isso vai da postura da pessoa, eu não aceito que alguém que não seja minha mãe me cobre alguma coisa.
Dulce Surgy→ Eu acho que talvez seja mais possível ser um pai amigável ou uma mãe amigável. Mas não sei se a maioria das pessoas conseguem ser pai & amigo ou mãe & amiga da mesma pessoa. Os que conseguem isso eu acho que são exceções.
Um abraço também.
Passageiro→ Eu também não aceito. Mas tem gente que se dá o direito de agir assim, né?
Pra se livrar desse tipo de pessoa dá um certo trabalho. Já encontrei uma que foi uma super apurrinhação pra me livrar dela!
Ui! Ui!
Que bom!!
Muy acertada esta entrada !!!!, sobretodo el final, jejeje
Gracias!
Bellas pollas, ¿verdad?
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