domingo, 11 de maio de 2008

DIA DAS MÃES

Oi!!!

Bom, início de semana!
Como todo mundo sabe, hoje é comemorado o Dia das Mães no Brasil e na maioria dos países. Então, já que nunca fiz um post sobre isso, vamos a ele:

Acho que posso começar esse post falando sobre as pessoas que perderam a mãe quando nasceram ou pouco depois de nascer. É que essas, geralmente, ficam com uma imagem idealizada dessa figura: acham que mãe resolve todos os problemas, que mãe só faz coisas certas e agradáveis e que, principalmente, dão carinho absoluto e em tempo integral.
Bom, quem já conviveu com a mãe, nem que tenha sido só por uma fase da vida, sabe que não é bem assim: mãe é uma figura que, na maioria das vezes, até passa uma sensação positiva e agradável; mas ela não é essa coisinha mimosa e perfeita, né?
Tem mães que se dizem perseguidas, dizem que a sociedade cobra muito delas e tal. Mas, se é que isso é verdade, não acho que seja injusto, já que, a partir do momento que você decidiu ter um filho, você se condenou a receber uma enxurrada de cobranças pro resto da vida.
E eu coloco em dúvida a verdade dessa “perseguição” porque, ao contrário do que se faz entender aí, a nossa cultura não persegue as mães. Eu vejo muito mais as mães sendo protegidas do que perseguidas pela nossa mentalidade. Basta ver que nossa cultura desenvolveu uma certa noção de que sempre se deve dar razão à mãe, por mais errada que ela teja. Ela pode tomar a atitude mais condenável possível por causa do filho que raramente as conseqüências disso vão passar do ‘disse me disse’. No início, a gente ouve uns comentários assim:

“Ah! Ela não devia ter feito isso, né?”

E pouco tempo depois, os comentários passam a ser assim:

“Ah, coitada! É mãe, né? Mãe é assim mesmo. Mãe é mãe.”

E o assunto morre aí.
Às vezes, mesmo quando a mãe comete um crime por causa do filho, as conseqüências não passam disso.
Talvez isso seja reforçado pelo simples fato das mães serem mulheres. E pega bem na atual sociedade brasileira você sempre falar bem das mulheres.
A gente vê claramente que, por mais irracionais que sejam as atitudes que as mulheres tomam, o que se espera dos homens é que eles se deixem fazer de palhaços por essas atitudes. É ou não é? E se eles não se deixam fazer de palhaços por essas atitudes, imediatamente eles são xingados de “machistas”. Pega bem se posicionar assim em público.
Querem alguns exemplos pra confirmar? Vamos lá: observando o comportamento das mulheres, a gente vê que elas não entendem os homens, que elas tão despreparadas pra conviver com o universo masculino e que elas esperam atitudes dos homens que eles nunca vão tomar. Alguém fala alguma coisa contra isso? Claro que não. Mas se um homem deixa claro que não entende as mulheres, que ele tá despreparado pra conviver com o universo feminino ou que ele espera atitudes de uma mulher que ela nunca vai tomar, ele é visto como um monstro por causa disso. Ou, no mínimo, como um machista asqueroso.
Algumas pessoas dizem que tem homens que se consideram superiores às mulheres porque têm um pênis... Tenho que dizer que existem muito poucos que eu já vi que pensam assim, mas até existem mesmo. Só que um homem que pensa assim é considerado um monstro ou, no mínimo, um machista. Enquanto quase toda mulher se considera 10 vezes superior ao homem porque tem um útero. Como ela vai gerar o filho por 9 meses com o útero e nenhum homem vai passar por isso, ela se diz superior aos homens por causa disso. E ninguém considera ela um monstro por dizer isso.
Pega bem você chegar em público e dizer que, em qualquer situação, as mulheres tão certas. Por mais esdrúxulas que sejam as atitudes que elas tomam, não são elas que tão erradas: os homens é que não têm sensibilidade pra entender o quanto elas tão certas. Não é assim?
E tem também a questão das lendas populares de que mãe sempre sabe o que é o melhor pro filho, mãe conhece o filho melhor do que ninguém, o único amor eternamente incorruptível que existe é o amor entre mãe e filho e tal. São lendas que a sociedade inventa e nas quais a própria sociedade acaba acreditando depois, né? E aí acabam se entranhando na nossa cultura e na nossa mentalidade.
Vamos ver: a idéia de que a mãe sempre sabe o que é o melhor pro filho. É uma linda idealização das mães, sem dúvida. Mas existe isso na prática? Claro que não! Seja mãe, pai, avó ou qualquer outra pessoa, nenhum ser humano sabe SEMPRE o que é o melhor pra outras pessoas e, muitas vezes, nem pra ele mesmo! Por mais que a mãe tenha um conhecimento maior do que o filho sobre certos assuntos (e indiscutivelmente ela tem), isso não quer dizer de jeito nenhum que ela tá SEMPRE certa. Mas nem tentem explicar isso a elas, porque elas não tão interessadas em entender isso. Mesmo que você prove da forma mais racional possível que nem sempre a mãe sabe o que é o melhor pro filho, elas vão continuar acreditando que sabem.
Outra lenda: a idéia de que a mãe conhece o filho melhor do que ninguém. Não precisamos ir muito longe pra desmistificar isso, né? Quantos gays não-assumidos conseguem fingir que são héteros e as mães acreditam? Alguns milhares, né? E a mesma coisa pra vários outros assuntos. Elas acreditam que sabem tudo o que se passa na cabeça dos filhos; se acontece qualquer situação agradável, elas pensam que sabem o que os filhos sentiram quando aquilo aconteceu; se acontece qualquer situação desagradável, a mesma coisa; e por aí vai. Isso existe na prática? É claro que não! Mas também não tentem explicar isso a elas, porque elas também não tão interessadas em entender isso. Elas fazem questão de acreditar que elas sabem TUDO o que o filho pensa, TUDO o que o filho sente e TUDO o que o filho faz.
Outra lenda: a idéia de que o único amor incorruptível que existe é o amor entre mãe e filho... rsrs Essa me dá até vontade de rir! É claro que tem mães e filhos que se amam profundamente. Mas achar que é SEMPRE assim com todas as mães e todos os filhos é delírio! Não é preciso observar muitas situações por aí pra encontrar mães que detestam os filhos e vice-versa. Às vezes é até mais difícil de identificar essas situações porque, como a cobrança cultural do amor entre mãe e filho é muito forte, as 2 pessoas ali têm que ‘fingir’ que se amam... Claro que nem sempre esse ‘fingimento’ convence quem tá vendo, né? Mas também não tentem explicar isso às mães, porque elas não tão interessadas em entender isso também. Elas fazem questão absoluta de acreditar que TODA mãe ama o filho profundamente e não há exceções!
Bom, até onde eu posso entender, isso é ser mãe. Se é bom ou ruim, acho que cada um tem a sua opinião.

Well, here in Brazil and in many other coutries, today, the 2nd Sunday in May, is celebrated the Mother’s Day. So, let’s talk a little about that.
I can start talking about people who lost their mothers very early. These people usually see a mother as a perfect being. They think a mother can solve any kind of problem, does only right and nice things, and is loving 24 hours a day.
Well, if you have ever lived with your mother (at least for some time), you know that’s not the case. Of course in most of the cases and in most of the situations a mother is somebody who gives you... good feelings. But for sure she isn’t this 100% wonderful and perfect being.
Mothers usually say that society persecutes them because it demands so much from them. Well, I don’t know if it’s a truth. But if it is, what’s the problem? Anyway, if you decided to have a child and did it, you’ve condemned yourself to be strongly demanded forever (or, at least, for many years).
And I don’t know if society persecutes mothers because, in many cases, a mother can be completely wrong and even so many people say she’s right (especially if the child is present). At most, somebody says something like that: “Oh, poor thing! She’s a mother!”, “Mothers are like that!”, “Mothers do that!”... And that’s all!
So, how can somebody say society persecutes mothers?

Hoy es el Día de La Madre en Brasil.
Pienso yo que uno de los motivos para el gran mérito que se da a las madres por aquí puede ser simplemente porque son mujeres. Y en la actual sociedad brasileña, tienes status cuando hablas bien de las mujeres.
Una mujer por aquí puede tener actitudes totalmente irracionales y, así mismo, se espiera que los hombres sean sus payasos. Si no lo hacen, son llamados “machistas” y no tienen status en público.
¿Quieren algunos ejemplos de lo que digo? Muy bien... Podemos ver, por el comportamiento de la mujeres, que ellas no entienden los hombres, no están preparadas para convivir con la mentalidad masculina y espieran actitudes de los hombres que ellos nunca practicarán. Pero nadie dice nada contra ellas por eso. Mas si un hombre brasileño dice que no entiende las mujeres, que no está preparado para convivir con la mentalidad femenina o que espiera actitudes de una mujer que ella nunca practicará, él es visto como un monstruo o, al menos, llamado de “machista repugnante”.
Algunas mujeres dicen que hay hombres que se ven como superiores a ellas porque tienen penes... Bueno, no es muy común de verlo, pero en verdad existen. Mas un hombre que dice eso en Brasil es un “monstruo” o un “machista repugnante”. Y al mismo tiempo, casi todas las mujeres se ven como superiores a los hombres porque tienen úteros y pueden quedarse encintas. Y nadie dice nada contra ellas cuando lo dicen.
Tú tienes status si llegas en público en Brasil y dices que las mujeres están siempre ciertas en todas las situaciones. Mismo cuando ellas tienen las actitudes más imbeciles, tienes status cuando dices que ellas no están erradas, pero sí que los hombres que no tienen la sensibilidad para entenderlas.


Oggi è la Festa della Madre in Brasile.
È interessante ricordare che ci sono molte storie popolari raccontando che una madre sa sempre quello che è il migliore per i suoi figli, che lei conosce i figli meglio di qualcun’altro o che l’amore che c’è fra una madre e suo figlio sarà sempre perfetto. Sono cose che la società inventa ed in cui la società stessa comincia a credere dopo qualche tempo, vero? E questo rimane nelle nostre cultura e mentalità.
Vediamo: dire che la madre sa sempre quello che è il migliore... Bell’idealizzazione! Ma questo è vero? Assolutamente no! Una persona può essere una madre, un padre, una nonna o qualcos’altro, ma non può sapere SEMPRE quello che è il migliore per tutte le persone e, alcune volte, nemmeno per sé stessa. Chiaramente una madre conosce diverse situazioni molto meglio del figlio. Ma questo non significa che lei ha SEMPRE ragione. Però non serve a niente parlarne con lei, perché lei vuole continuare a credere che sa SEMPRE quello che è giusto o quello che è meglio. Anche se si prova a lei con fondamenti logici che questo è sbagliato.
Un’altra cosa: dire che una madre è la persona che conosce suo figlio migliore. Non c’è bisogno di pensare molto per sapere che questo non è vero. Quante migliaia di gay fanno finta di essere etero e le loro madre lo credono? E la stessa cosa per altre situazioni. Le madri pensano che sanno tutto quello che c’è nella testa dei figli, tanto quanto pensano che sanno tutto quello di buono e di malo che i figli sentono... Questo esiste? Chiaramente no! Ma non serve a niente parlare anche di questo con le madri, perché loro vogliono continuare a credere che sanno SEMPRE tutto quello che i figli sentono, tutto quello che i figli pensano e tutto quello che i figli fanno. E se si prova a loro con fondamenti logici che anche questo è sbagliato, questo non cambia niente.
Un’altra cosa: dire che l’amore fra una madre e suo figlio è sempre perfetto... Bene, chiaramente la parte più grande delle madri e dei figli (penso io) si amano. Ma dire che è SEMPRE così con le madri e figli tutti quanti è delirare! Non c’è bisogno di fare attenzione a molte situazioni per vedere che ci sono madri che detestano i figli e viceversa. Alcune volte è anche difficile vederlo, propriamente perché alla società piace fare finta che questo non esiste. Ma non serve a niente parlare anche di questo con le madri, perché loro vogliono continuare a credere che l’amore fra loro ed i suoi filgi è SEMPRE perfetto e no ci sono eccezioni. E se si prova a loro con fondamenti logici che anche questo è sbagliato, la stessa cosa: non cambia niente.
Bene, questo è essere una madre. Se è buono o malo, dillo tu!
Até mais!

11 comentários:

Marcos Freitas disse...

Maravilhoso o seus comentários sobre a figura materna, sempre olhamos apenas o lado positivo, mas é obvio que se eu quiser escrever coisas negativas da minha mãe, terei conteudo o bastante para isso, ninguém é perfeito, e sei que a minha mãe, apesar de gostar muito dela, ela não é uma santa, e ela nunca teve pretenções ou se esforçou para isso.

Alberto Pereira Jr. disse...

a figura materna realment eé muito importante!!

feliz dia para elas.. e que elas continuem nos amando eternamente

^^

Leo Carioca disse...

Passageiro→ Como eu disse, a nossa cultura idealiza muito a figura da mãe, né? As pessoas viajam, literalmente!

Alberto Pereira Jr→ Bom, as que sabem amar, que continuem, né?

Unknown disse...

Oi Leo!

Juro que li seu texto com imparcialidade, mas não tem como nao perceber que ele foi escrito com a pena da discordância. Quando você fala em mãe, precisamos distinguir o ser mítico do ser real. Claro que todo ser humano está cheio de defeitos, seja ele mãe, pai, patrão, Madre Tereza de Calcutá, Papa, o pipoqueiro da esquina, e ainda bem que existem os defeitos, dessa forma nos sentimos mais próximos dessas pessoas, sem medo de errar. Agora, a mãe como ser mítico, é um animal que fará tudo para proteger sua cria, até a hora que essa abandona o seu ninho, é uma figura fascinante, sem pecados, perfeita, assim como o príncipe encantado, o papai noel. Defendo a existência de tais seres, de fantasia também se vive. Mas é claro que glamourizar demais o mito, tornando-o apenas mais um motivo para a comercialização de uma data não é legal. Embora não veja televisão, tem um quadro no fantástico sobre homens e mulheres que procuro ver sempre que possível, além de muito bem produzido, tem um texto muito bom. Somos diferentes fisicamente, emocionalmente e graças a revoluções feministas a mulher vem se usando de artifícios verbais e morais para ocupar um espaço antes só masculino, acredito que o homem esteja um pouco perdido por conta disso. Mas ainda temos, e muito, o masculino usando de seu físico para subjugar a fêmea. Temos grupos políticos, ongs, associações de bairro e outras mais usando da política para proveito próprio. Não é a mãe, nem o Leo e nem a Paula que estão certos ou errados. Mas o ser humano, animal racional, que vai usar das armas que tem para sobreviver a esse mundo de perigos.

Não se consegui ser clara, mas acho que deu para passar um pouco do que penso.

Beijo =)

kappyqueens disse...

Estupendo post, mis felicitaciones.

giuggio disse...

Leo, ti ringrazio molto dei tuoi commenti sul mio blog, sei veramente carino, se per caso vuoi scambiare i link fammelo sapere, per me va bene,
Ciao
Mauro

Anônimo disse...

Oi, Léo.
Amigo, adorei o post. Primeiro por suas palavras. Segundo por comentários que elas permitiram, com o devido destaque para a loooooga e preciosa declaração de Miss Paula.
Ao ler seu texto eu lembrei de um livro chamado "O Animal Moral" (De Robert Wright); das idéias de Jung sobre inconsciente coletivo e, principalmente, sobre arquétipos; lembrei também de "As Brumas de Avalon" e da idéia de "A grande Mãe" (um dos mais importantes arquétipos junguianos) e, finalmente, me lembrei de Rita Lee quando ela canta uma canção chamada "Pagu" e diz "Só quem já ardeu na fogueira sabe o que é ser carvão".
Eu acho que você está corretíssimo na maior parte das observações que fez. Entretanto, meu amigão, talvez fosse interessante repensar a questão feminina (já que você trouxe o texto para esta esfera) sob uma ótica diferente.
Boa parte do que você pontuou é verdade e tem uma relação direta com o mundo do trabalho e com a "emancipação" feminina e suas conquistas como o direito ao trabalho fora de casa e remunerado, o direito ao voto, o direito a evitar filhos e outras tantas coisas. Esta mesma questão pode ser olhada através do prisma do prazer, do lazer ou da diversão. Se mudarmos a perspectiva e analisarmos por este ângulo veremos que a situação de liberdade da mulher em nossa sociedade ainda esta há anos-luz de distância daquela que nós homens (heteros ou mesmo gays) gozamos.
Vejamos:
1. Que mulher têm o direito de sentar SOZINHA em um bar, tomar cerveja até cair e não ser incomodada em momento algum por ninguém? Nós homens temos esse direito. Ninguém interfere nesse nosso lazer. Uma mulher provavelmente seria incomodada mil vezes por cantadas, bilhetinhos ou, no mínimo, fuxicos.
2. Quando um grupo de cinco mulheres em uma boate deixará de ser um grupo de "cinco mulheres sozinhas"? Como sozinhas são estão em cinco? Sozinhas porque lhes falta um homem? Esquisito, não? Mas é assim que se pensa. Para trabalhar pode, mas para se divertir não.
3. Que mulher teria o direito de dizer a uma amiga no trabalho: "Quando o expediente terminar eu vou dar uma gozadinha porque hoje eu estou subindo pela paredes. Meu marido viajou e eu estou há dez dias sem sexo. Não agüento mais. Vou pegar o primeiro vagabundo que passar pela minha frente, comer, dar uma gozada daquelas, tomar uma cervejinha e dormir relaxada?" Impossível. Até a amiga a consideraria uma vadia sem escrúpulos. Nós homens não. Poderiam nos chamar de tarados, malucos, "pegadores"... Mas nós temos esse direito. Nosso "status social" é outro. Permite mais.

Pois bem, amigo, acho que a grande emancipação feminina foi um logro com as mulheres. Boa parte do que você falou é verdade, mas as mulheres (mães ou não) ainda estão em grande desvantagem. Enorme!!! Mesmo os elogios e (pseudo)benefícios fazem parte de uma estratégia de dominação. Por que não comemoramos o "Dia Internacional do Homem" (15 de Julho)? Porque não precisamos lutar por nada, ué? Simples!
As mulheres "ganharam" o direito de trabalhar e esqueceram reivindicar o direito ao lazer, ao sexo, à diversão, ao ócio...
Nós, humanos, somos mais facetados do que diamantes lapidados. A cada olhar um novo brilho e uma nova sombra se revela. Tudo brilha e ilumina e ofusca e cega. Tudo ao mesmo tempo. Tudo agora!
Um beijo enorme, meu amigo. E, mais uma vez, parabéns pelo texto.

Leo Carioca disse...

Paula→ Concordo plenamente com você quando diz que a mãe como ser mítico é uma coisa e como ser real é outra. Mas o problema é que as próprias mães vêem a si mesmas muito mais por esse lado mítico do que pelo lado real. Ou, no mínimo, elas querem ser vistas pelos filhos mais pelo lado mítico do que pelo real.
Sobre os outros temas que você abordou, não sei se é especificamente o homem que tá perdido em relação à nova posição da mulher na sociedade: com certeza você já percebeu que a própria mulher se contradiz muito em relação a isso. Em algumas situações ela demonstra querer ser hierarquicamente igual ao homem, em outras ela demonstra querer ser hierarquicamente superior ao homem e em outras ela demonstra querer ser hierarquicamente inferior ao homem. E às vezes até na mesma situação você vê alguma mulher tomando esse posicionamento contraditório.
E é claro: nem eu nem você nem ninguém estamos certos o tempo todo. E nem é a função de nenhum ser humano estar certo o tempo todo. Ainda bem, né?rs
Beijo!

Kappyqueens→ Gracias!

Mauro→ Volentieri! Farò il link del tuo blog qui.
Ciao!

Mister Man→ Eu queria lembrar que eu não disse em momento nenhum do texto que a mulher se encontra em posição de igualdade absoluta com o homem na sociedade brasileira.
Principalmente no assunto ´sexo`, mesmo a mulher brasileira de hoje já tendo muuuuuito mais liberdade do que as gerações anteriores tiveram, ela ainda encontra muitas cobranças na maior parte dos grupos sociais que o homem não encontra. Sem dúvida!
O que eu disse no texto é que se criou uma espécie de hábito (ou sei lá que outro nome dar a isso) na atual sociedade brasileira de dar mais crédito a quem faz discursos feministóides em público. Dá status vocês chegar em público e dizer que mulher tá sempre certa, mulher nunca erra, mulher tem sempre razão e tal. No mesmo peso e na mesma medida em que dá status você chegar em público e dizer que um homem que não entende o que uma mulher quer é um machista desgraçado, que nenhum homem (inclusive nenhum homem gay!) consegue sobreviver sem uma mulher cuidando dele, que (no caso de um casal hétero) quando a esposa comete um erro a culpa é do marido porque foi ele que não teve sensibilidade pra entender o que ela esperava dele e tal. Eu acho meio impossível que alguém aqui nunca tenha ouvido coisas desse tipo por aí.
E é claro que isso são frases extremamente demagogas, né? Mas a gente ouve isso com bastante freqüência, porque pega bem, dá status, dizer esse tipo de frase feministóide em público.
E acho que a supervalorização das mães na sociedade brasileira vem muito daí também.
Foi isso que eu quis dizer.
Bom, um beijo pra você também.
Valeu!

Anônimo disse...

Oi, Léo.
Farei como no Mister Man Club onde réplicas e tréplicas abundam.
Você está certíssimo. Tudo que você disse é verdadeiro. O que eu pretendi destacar é que o que "pega bem" e o que traz "status" é "em público" defender o sabidamente oprimido. E apenas o oprimido.
Repense a questão. Defender políticos brasileiros não pega bem; defender os ricos não pega bem; defender os banqueiros não pega bem.
Mas vamos contextualizar mais um pouco?
Defender as "mulheres" que engravidam de jogadores de futebol por uma pensão não pega bem; defender mulheres riquíssimas em seus longos de griffe e banhadas de jóias (as famosas peruas) não pega bem; defender mulheres que lutam pelo aborto (não oprimidas) não pega bem, defender lésbicas assumidas (mulheres não oprimidas) não pega bem.
Para mim o que dá "status" e o que "pega bem" não diz respeito à defesa ou não das mulheres mas de uma condição. "Pega bem" e dá "status" defender o claramente oprimido, mesmo porque esta pseudo defesa é um instrumento de dominação também. É "bonitinho" defender o negro, é um charme defender os pobres, é uma gracinha lutar pelos direitos das mulheres... É até muito bem visto defender o direito dos gays... Mas cadê o beijo gay na novela? Onde estão as domésticas loiras nas novelas? E cadê uma negra rica e protagonista de novela?
Bonitinho, ao meu ver, é mesmo defender o oprimido porque assim se ajuda a perpetuar a opressão.
E nem passa aqui pela minha cabeça discurso marxista ou maoísta ou feminista ou "ista" o que quer que seja. Única e exclusivamente a consciência de que minha cadela vive com uma coleira porque eu quero protegê-la de todo o mal. Se ela pudesse escolher, provavelmente escolheria morrer livre.
É isso, amigo.
Um beijo enorme e parabéns pelo novo texto.
Nem vou comentar. (risos)
Vou voltar para meu mundio pornográfico. Deixem-me puto e oprimidinho. E me defendam, por favor... Eu sou tão frágil!!! (risos)

Unknown disse...

Oi Leo!

Só tenho e ratificar o que foi discutido. Afinal não existem culpados, apenas um ângulo de visão diferente. Mas tenho um sonho utópico de que um dia olharemos as pessoas pelo que pensam e não por serem homens, mulheres, gays, de papel, digital ou seja lá o que for.

Tenho fé que um dia chegaremos lá. =D

Sei que não é o espaço, mas quero registrar aqui a admiração que tenho pelo Mister Man, o conheço a pouco tempo, mas parece que sempre fomos vizinhos de porta. =P

Beijo Leo!

Leo Carioca disse...

Mister Man→ Bom, na verdade, você repetiu tudo o que eu já disse, né? na própria resposta que eu dei ao seu 1º comentário, deixei claro que dizer isso em público são frases demagógicas. E só.
E é importante que a mesma pessoa que tá fazendo discursos feministóides EM PÚBLICO agora, daqui a 5 minutos, QUANDO NINGUÉM TÁ VENDO, tá falando mal das mulheres.
Pra você vê como a coisa é só uma busca de status mesmo.

Paula→ Pelo contrário: aqui é o espaço pra você falar o que quiser!
E o Mister Man é alguém que realmente merece a nossa admiração.
Beijo!