Oi!!!
Bom início de semana!
Antes de começar, só vou dar um toque rápido:
Como alguns de vocês já devem saber, a revista Junior fez uma matéria sobre o nosso amigo e blogueiro Passageiro do Mundo. Só que algumas informações de revista tão erradas. Então, ele fez uma errata no blog dele, corrigindo as informações que tinha que corrigir. Então, pra quem já leu a revista, dê uma passada lá no blog dele pra consertar uns errinhos que saíram.
Gente, sendo sincero com vocês, o tema do post de hoje não era esse. Mas, como eu não tive tempo de preparar o outro e esse aqui já tava mais ou menos pronto, terminei ele e mandei. Então, vamos em frente:
No post de hoje eu vou tentar desfazer uma pequena confusão cultural que se formou na nossa sociedade: a idéia de que Candomblé e Umbanda são a mesma coisa.
Eu já falei sobre essas 2 religiões nos meus blogs antigos. Então, não há necessidade de repetir minúcias aqui sobre uma e a outra. Assim, vou só esclarecer as 10 diferenças básicas entre uma e a outra. Até porque, como são 2 grupos religiosos que não perseguem os homossexuais e bissexuais, quanto mais eles forem divulgados melhor, né? Vamos lá:
Bom início de semana!
Antes de começar, só vou dar um toque rápido:
Como alguns de vocês já devem saber, a revista Junior fez uma matéria sobre o nosso amigo e blogueiro Passageiro do Mundo. Só que algumas informações de revista tão erradas. Então, ele fez uma errata no blog dele, corrigindo as informações que tinha que corrigir. Então, pra quem já leu a revista, dê uma passada lá no blog dele pra consertar uns errinhos que saíram.
Gente, sendo sincero com vocês, o tema do post de hoje não era esse. Mas, como eu não tive tempo de preparar o outro e esse aqui já tava mais ou menos pronto, terminei ele e mandei. Então, vamos em frente:
No post de hoje eu vou tentar desfazer uma pequena confusão cultural que se formou na nossa sociedade: a idéia de que Candomblé e Umbanda são a mesma coisa.
Eu já falei sobre essas 2 religiões nos meus blogs antigos. Então, não há necessidade de repetir minúcias aqui sobre uma e a outra. Assim, vou só esclarecer as 10 diferenças básicas entre uma e a outra. Até porque, como são 2 grupos religiosos que não perseguem os homossexuais e bissexuais, quanto mais eles forem divulgados melhor, né? Vamos lá:
1-O Candomblé começou a se formar na Bahia, por volta dos séculos XVIII e XIX, como uma mistura do Calundu, religião trazida da África pelos escravos, com o Catolicismo Romano, única expressão religiosa permitida aqui na época. Mas ele foi organizado de uma forma mais definitiva em meados do século XX, pelo Pierre Verger.
Apesar de ter, até um certo ponto, seguido os mesmos passos do Candomblé em relação a esse sincretismo, o que a Umbanda mais adotou dos orixás foram os nomes, como apelidos das divindades católicas: os umbandistas oferecem culto a Jesus chamando ele de Oxalá, oferecem culto a Maria chamando ela de Iemanjá, oferecem culto a Santa Bárbara chamando ela de Iansã e por aí vai.
3-No Candomblé se acredita num Deus Supremo, Olodumare, e em deuses menos poderosos que ficam abaixo Dele, os orixás: é uma religião assumidamente politeísta.
Na Umbanda se acredita em Jesus como um Deus Único e, abaixo dele, nas divindades católicas, que nunca são chamadas de “deuses”, mas que geralmente, como eu já disse, são apelidadas com os nomes dos orixás do Candomblé: é uma religião que se considera monoteísta.
4-No Candomblé os orixás são considerados deuses menos poderosos que vivem abaixo do Deus Supremo.
Na Umbanda os orixás são considerados energias da Natureza, cada um com uma personalidade própria. Mas não chamados de “deuses”.
5-Os praticantes do Candomblé não acreditam no diabo, pois não há nessa cultura nenhuma divindade com o mesmo tipo de personalidade do diabo.
Os praticantes da Umbanda acreditam no diabo, por causa do sincretismo de Exu com o diabo e por causa da própria influência do Catolicismo Romano.
6-A maioria dos praticantes do Candomblé reconhecem como autoridade o sacerdote ou a sacerdotisa que dirige aquele grupo específico do Candomblé.
A maioria dos praticantes da Umbanda reconhecem como autoridade o papa e, muitas vezes, os demais membros do grupo eclesiástico católico também.
7-Os sacerdotes e as sacerdotisas do Candomblé fazem feitiços, encantos e simpatias se dirigindo sempre ao orixá a quem eles se dedicam e cantando hinos de louvor a esse orixá.
Os sacerdotes e as sacerdotisas da Umbanda fazem feitiços, encantos e simpatias invocando Jesus e santos católicos, e repetindo sempre a fórmula “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!”.
8-No Candomblé podemos encontrar grupos africanizados, que procuram seguir os rituais da forma mais próxima possível de como eram seguidos na África, antes dos africanos serem trazidos como escravos pro Brasil, evitando influências católicas.
Na Umbanda não existe nenhum grupo que queira evitar por completo a influência católica.
9-Os praticantes do Candomblé vêem as situações boas e más pelas quais eles passam apenas como determinações dos orixás a quem eles servem.
Os praticantes da Umbanda vêem as situações boas e más pelas quais passam como kharmas resultantes de encarnações anteriores, por causa da influência do Kardecismo.
10-No Candomblé é permitido que se sacrifiquem animais pra fazer a comida que vai ser servida nos rituais.
Na Umbanda não se sacrifica nenhum animal (a não ser em raríssimos grupos).
Eu percebi essas 10 diferenças observando o comportamento de várias correntes diferentes tanto de Candomblé quanto de Umbanda. E pelo que dá pra ver, são essas mesmas as 10 diferenças básicas entre as 2 religiões.
É claro que existem grupos tanto de Candomblé quanto de Umbanda que misturam essas características. Aí surge aquilo que se chama de Umbandomblé. Não tenho nada contra, mas é necessário lembrar que aí se trata de uma mistura dos 2, né?
Today I’ll try to solve a confusion. Some people think Candomblé and Umbanda are the same.
I’ve already posted about Umbanda and Candomblé at my 2 old blogs. So, I’ll just mention the 10 main differences between both religious expressions. Even because Candomblé and Umbanda don’t persecute homosexuals and bisexuals. So, it’s important to spread them as much as possible.
1-Candomblé started developing in Bahia, about the 1700s and 1800s. It’s a mixture of Calundu (which was the religion brought from Africa by the slaves) and Roman Catholicism (which was then the only allowed religious expression in Brazil). But it was really structured in the 20th century by Pierre Verger.
Umbanda started developing in Rio de Janeiro, in the early 1900s. It was founded by Zélio Fernandino de Moraes. And it’s based on Allan Kardec’s words and on Roman Catholicism. And there’s also some little influence of Candomblé.
2-At a time when it was forbidden having any kind of religiosity except the catholic one, the slaves created a code among them to identify each orisha (deity of Candomblé) to a catholic character: Obatala to Jesus, Yemaja to Mary, Shango to the Archangel Michael, Iansan to Saint Barbara, Eshu to the devil... So, the slaves continued to worship theis gods. But they called these gods using the names of the catholic characters to whom they were identified. And their “bosses” rarely paid attention to that.
Umbanda uses a little of this identification. But the umbandists used basically the names of the orishas as nicknames for the catholic characters: they worship Jesus calling him Obatala, they worship Mary calling her Yemaja, they worship Saint Bárbara calling her Iansan...
3-In Candomblé they believe in a Sovereign God, Olodumare, and in other less powerful gods under Him, the orishas: it’s a polytheistic religion.
In Umbanda they believe in Jesus as the Only God and, under him, in the catholic characters (but these ones are never called “gods”): it’s a monotheistic religion.
4-In Candomblé orishas are less powerful gods who stay under the Sovereign God.
In Umbanda orishas are energies of Nature who have personalities. But they are never called “gods”.
5-Candomblecists don’t believe in the devil, because there isn’t any deity in this culture with the devil’s mentality.
Umbandists believe in the devil, because of the catholic influence and because of the identification of Eshu to the devil.
6-The biggest part of the candomblecists accepts just the authority of the candomblecist priest or candomblecist priestess who manages that candomblecist group.
The biggest part of the umbandists accepts the authority of any catholic priest.
7-The candomblecist priests and candomblecist priestesses make spells under the orisha who they worship, singing hymns to praise this orisha.
The umbandist priests and umbandist priestesses make spells under Jesus and the catholic saints, while they say “In name of the Father, the Son, and the Holy Spirit”.
8-In Candomblé we can see africanized groups which try to follow the rituals as they were in Africa in the past and to avoid any catholic influence.
In Umbanda there isn’t any group which tries to avoid the catholic influences.
9-Candomblecists see all the situations in their lives as what their orishas ordered them to have.
Umbandists see all the situations in their lives as kharmas which they have from their other lives, because of the influences of Kardecism.
10-In Candomblé you may sacrifice animals to prepare the food which they have in the rituals.
In almost all the umbandist groups it’s forbidden to sacrifice any animal.
Well, basically these are the 10 great differences between both religions.
The groups which mix these dogmas are called Umbandomblé groups.
Hoy haré lo posible para solucionar una confusión de algunas personas. Muchos piensan que Candomblé y Umbanda son la misma cosa.
En mis 2 blogs antíguos ya hablé del Candomblé y de la Umbanda. Así, hoy hablaré solamente de las 10 grandes diferencias que hay entre esos 2 grupos religiosos. Hasta mismo porque los 2 no persiguen los homosexuales y bisexuales. Así, cuanto más sean divulgados, mejor.
1-El Candomblé empezó a desarrollarse en Bahia, entre los siglos XVIII y XIX, como una fusión del Calundu, religión traída de África por los esclavos, con el Catolicismo Romano, la única expresión religiosa permitida en Brasil en aquella época. Pero fue verdaderamente estructurado en el siglo XX, por Pierre Verger.
La Umbanda empezó a desarrollarse en Rio de Janeiro, cuando empezaba el siglo XX, gracias a Zélio Fernandino de Moraes. Sus fundamentos son la doctrina de Allan Kardec y del Catolicismo Romano. Y también tiene un poquito de influencia del Candomblé.
2-Como era prohibida cualquier expresión religiosa aquí que no fuera católica romana, los esclavos hicieron un código entre ellos, identificando cada orisha (divinidad del Candomblé) con un personaje del Catolicismo Romano: Obatala con Jesús, Yemayá con María, Shago con el Arcángel Miguel, Yansan con Santa Bárbara, Exu con el diablo... Así, los esclavos continuaban dando adoración a las divinidades del Candomblé, pero las llamaban por el nombre del personaje católico con quien estaban identificadas. En la mayor parte de las veces, los señores no sospechaban de nada.
La Umbanda tuvo también un poco de esa identificación de los personajes católicos con los orishas, pero fue más utilizando los nombres de los orixás como apodos para los personajes católicos: los umbandistas dan adoración a Jesús llamandolo de Obatala, dan adoración a María llamandola de Yemayá, dan adoración a Santa Bárbara llamandola de Yansan...
3-En el Candomblé se cree en un Dios Supremo, Olodumare, y en otros dioses menos poderosos que se quedan bajo Él, los osrishas: es una religión politeísta.
En la Umbanda se cree en Jesús como un Dios Único y, bajo él, en los personajes católicos, que no son nunca llamados “dioses” (mismo siendo apodados con los nombres de los dioses del Candomblé): es una religión dicha monoteísta.
4-E el Candomblé los orishas son dioses menos poderosos que están bajo el Dios Supremo.
En la Umbanda los orishas son energías de la Naturaleza que tienen mentalidad propia. Pero no son llamados “dioses”.
5-Los practicantes del Candomblé no creen en el diablo, porque no hay en esa cultura una divinidad con la misma mentalidad del diablo.
Los practicantes de la Umbanda creen en el diablo, por cuenta de la influencia del Catolicismo Romano y de la identificación del diablo con Exu.
6-La mayor parte de los practicantes del Candomblé aceptan la autoridad del sacerdote o sacerdotisa que administra aquel grupo específico del Candomblé.
La mayor parte de los practicantes de la Umbanda aceptan la autoridad de todos los sacerdotes católicos.
7-Los sacerdotes y sacerdotisas del Candomblé hacen hechizos y encantamientos bajo el orisha a quien sirven, cantando himnos de glorificación a ese orisha.
Los sacerdotes y sacerdotisas de la Umbanda hacen hechizos y encantamientos bajo Jesús y los santos católicos, diciendo siempre “En nombre del Padre, del Hijo y del Espíritu Santo”.
8-En el Candomblé podemos ver grupos africanizados, que hacen su posible para seguir los rituales del modo más semejante posible a como era en África y evitar influencias católicas.
En la Umbanda no hay grupos que evitan influencias católicas.
9-Los practicantes del Candomblé veen las situaciones buenas y malas por las cuales pasan como determinaciones del orisha a quien sirven.
Los practicantes de la Umbanda veen las situaciones buenas y malas por las cuales pasan como kharmas de lo que hicieron en sus vidas pasadas, por cuenta de la influencia del Kardecismo.
10-En el Candomblé se puede sacrificar animales para hacer la comida de los rituales.
En casi todos los grupos de la Umbanda es prohibido hacer cualquier sacrificio.
Bueno, son esas las 10 diferencias básicas entre Umbanda y Candomblé.
Los grupos que hacen la mezcla de esos dogmas son los llamados grupos de Umbandomblé.
Oggi farò il possibile per risolvere una confusione di alcune persone. Molti pensano che il Candomblé e l’Umbanda sono la stessa cosa.
Nei miei 2 altri blog ho già parlato del Candomblé e dell’Umbanda. Così, oggi parlerò solamente delle 10 grandi differenze che ci sono fra questi 2 gruppi religiosi. Anche perché i 2 non perseguitano gli omosessuali e bisessuali. Così, il migliore è sempre diffonderli.
1-Il Candomblé ha cominciato a svilupparsi in Bahia, fra i secoli XVIII e XIX, come una mistura del Calundu, la religione che gli schavi hanno portato dall’Africa, e del Cattolicesimo Romano, l’unica espressione religiosa permessa nel Brasile allora. Ma ha cominciato veramente a strutturarsi nel secolo XX, grazie a Pierre Verger.
L’Umbanda ha cominciato a svilupparsi in Rio de Janeiro, quando cominciava il secolo XX, grazie a Zélio Fernandino de Moraes. Ed è basata sulla dottrina di Allan Kardec e sul Cattolicesimo Romano. Ma c’è anche una piccola influenza del Candomblé.
2-Come era proibita qualche espressione religiosa qui che non fosse cattolica romana, gli schiavi hanno fatto un codice fra loro, identificando ogni orixà (divinità del Candomblé) con un personaggio del Cattolicesimo Romano: Obatala con Gesù, Yemaja con Maria, Shango con l’Arcangelo Michele, Iansã con Santa Barbara, Eshu con il diavolo... Così, gli schiavi continuavano a adorare i dei del Candomblé, ma chiamandoli per il nome del personaggio cattolico a cui ogni dio era identificato. Ed i signori non capivono quasi mai quello che c’era.
L’Umbanda ha anche un po’ di questa identificazione dei personaggi cattolici con i orixàs, ma è di solito per avere i nomi degli orixàs come soprannomi dei personaggi cattolici: gli umbandisti adorano Gesù chiamandolo Obatala, adorano Maria chiamandola Yemayá, adorano Santa Barbara chiamandola Yansan...
3-Nel Candomblé si crede in un Dio Sovrano, Olodumare, ed in altri dei meno potenti che restano sotto Lui, gli orixàs: è una religione politeista.
Nell’Umbanda si crede in Gesù come un Dio Unico e, sotto lui, nei personaggi cattolici, che non sono mai chiamati “dei”: è una religione che si vede come monoteista.
4-Nel Candomblé gli orixàs sono dei meno potenti che vivono sotto il Dio Sovrano.
Nell’Umbanda gli orixàs sono energie della Natura con personalità proprie. Ma non sono chiamati “dei”.
5-I candomblecisti non credono nel diavolo, perché non c’è in questa religione nessun dio con la stessa personalità del diavolo.
Gli umbandisti credono nel diavolo perché c’è l’identificazione di Eshu con il diavolo ed anche perché c’è l’influenza cattolica.
6-La parte più grande dei candomblecisti accettano l’autorità del sacerdote o della sacerdotessa che amministra quel gruppo del Candomblé.
La parte più grande degli umbandisti accettano l’autorità di ogni sacerdote cattolico.
7-I sacerdoti e le sacerdotesse del Candomblé fanno incantesimi sotto l’orixàs che adorano, cantando inni per glorificare questo orixà.
I sacerdoti e le sacerdotesse dell’Umbanda fanno incantesimi sotto Gesù ed i santi cattolici, dicendo “In nome del Padre, del Figlio e dello Spirito Santo”.
8-Nel Candomblé possiamo vedere dei gruppi africanizati, che fanno il possibile per avere i rituali più simili a come erano nell’Africa e senza influenze cattoliche.
Nell’Umbanda non ci sono gruppi che non vogliono avere ifluenza cattolica.
9-I candomblecisti vedono le situazioni buone e male della loro vita come quello che gli orixàs vogliono per loro.
Gli Umbandisti vedono le situazioni buone e male della loro vita come i kharma che loro ricevono dalle loro altre vite, dovuto all’influenza del Kardecismo.
10-Nel Candomblé si può sacrificare animali per fare il cibo dei rituali.
Nei gruppi di Umbanda quasi tutti quanti non è permesso sacrificare nessuno animale.
Bene, sono queste le 10 grandi diversità fra l’Umbanda ed il Candomblé.
I gruppi che le mescolano sono i chiamati gruppi di Umbandomblé.
É isso aí. Até a próxima!
6 comentários:
Eu já sabia que tinha alguma diferença sobre o dois cultos mas não sabia qual era, foi legal esse seu post ..
Interessanto o post Leo.
Beijo =)
Muito legal o post, tenho parentes na Umbanda, mas descordo de umas coisas.
Tipow, na Umbanda é permitido sim o consume de carne, em homenagens à orixás como Ogun é feito churrasco.
Só não há aquele negócio de comer carne crua, de matar cães, gatos, etc.
O que faz-se é assar carne bovina, suína, ovina ou frango, oferecer um pedaço ao Orixá e comer o resto. (:
Ah, e pelo menos aqui na minha cidade, as terreiras de Umbanda não invocam pelos santos, e sim diretamente pelo Orixá.
Só não há a crença de incorporação de Orixá, diferente do Candomblé. Esquecesse de destacar isso. ;P
Ihhhhh, Léo. Adorei o tema mas tenho algumas restrições em relação ao post. Não a você, evidentemente. Você sempre escreve muito bem. A grande questão é que há uma pluralidade tão grande de nomes e estes se fundem (e confundem) tanto que fica defícil fazer esta separação usando "nunca, sempre" ou palavras assim. Isso sem falar do fato de que o "Candomblé" tem várias tradições. Muitas mesmo!!! E com diferenças de rito, de crença, de prática, de dogmas... A umbanda então, nem se fala.
Destacar que ambas (candomblé e umbanda) são tradições religiosas eminentemente orais (sem livros sagrados) é central. Esta oralidade é repsonsável por grande parte das muitas variações mesmo dentro da mesma religião e da mesma tradição.
A iniciativa de trazer o assunto à tona é,indiscutivelmente, louvável. Estas práticas religiosas congregam um número imenso de gays. Não que o catolicismo ou outras vertentes do cristianismo não reunam muitos gays. A questão é que na umbanda e no candomblé podemos ser gays sem nos esconder. Os deuses destas religiões não se afligem com nosso amor.
Beijoca enorme, Léo.
Mister Man
Mariposo-L→ Valeu!
Paula→ Valeu!
Beijo!
Filipe Soares→ O consumo da comida relacionada ao orixá é permitido na Umbanda, sim. O que eu disse é que o ritual de sacrificar animais e usar a carne do animal sacrificado pra fazer a comida do ritual seguinte é comum no Candomblé, mas não é na Umbanda. Mesmo assim tem grupos umbandistas que realizam o ritual do sacrifício.
E o culto dos orixás existe na Umbanda. O que eu disse é que eles não são chamados de ´´deuses`` na Umbanda, como são no Candomblé.
A incorporação do orixá existe tanto no Candomblé quanto na Umbanda, variando de um grupo de Candomblé pro outro e de um grupo de Umbanda pro outro, evidentemente. Mas é mais comum no Candomblé.
Mas valeu pelo seu comentário! É que são muitos grupos diferentes dentro do Candomblé e talvez mais grupos diferente ainda dentro da Umbanda.
Mister Man→ Na verdade, eu evitei o máximo possível usar as palavras ´nunca` e ´sempre` exatamente por causa disso: os rituais variam de um grupo pro outro, tanto no Candomblé quanto na Umbanda.
Só vou discordar de você num ponto: a tradição oral é muito mais no Candomblé do que na Umbanda. É claro que a Umbanda, por ter sido desde o início uma religião praticada pela classe mais pobre da sociedade, possuía uma quantidade gigantesca de praticantes analfabetos ou semi-analfabetos. E a tradição oral umbandista de desenvolveu mais nesse sentido. Mas no caso do Candomblé, desde que ele ainda era Calundu, na África, que a tradição era só oral. E só no século XX é que adquiriu registros escritos aqui no Brasil.
Mas, como você lembrou, a tradição oral de uma religião acaba permitindo uma pluralidade imensa na forma como os dogmas dessa religião são interpretados e/ou postos em prática.
E a quantidade tão grande de homossexuais e bissexuais nessas religiões é explicada simplesmente pelo fato deles não serem perseguidos lá, como acontece de forma direta ou indireta na maior parte das igrejas. Como você lembrou, em algumas a gente até pode ser gay, mas tendo que esconder isso o tempo todo ou quase o tempo todo.
E como você disse, os orixás (sejam eles vistos como deuses ou como energias) não se incomodam com o que nós fazemos ou deixamos de fazer no amor.
Beijoca!
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