Oi!!!
Hoje a gente vai dar uma olhada em mais um personagem histórico gay: o escritor argentino Manuel Puig.

Quando tinha 14 anos, o Manuel se mudou pro centro de Buenos Aires pra estudar.
Aos domingos, ele sempre corria pro cinema, pois tinha e sempre teria uma verdadeira fascinação por filmes.
Em 1950, o Manuel se inscreveu na Universidad de Buenos Aires. Ele fez o curso de Arquitetura, depois mudou pra Filosofia e depois mudou pra Letras... A verdade é que acabou não saindo nada dali. Até porque ele teve que deixar a faculdade pra se dedicar ao serviço militar obrigatório, só sendo liberado em 1956.
Pensando em se tornar um roteirista de cinema e televisão, ele conseguiu uma bolsa de estudos de uma instituição cultural italiana que tinha em Buenos Aires e se mudou pra Itália, pra estudar no Centro Sperimentale di Cinematografia di Roma.
Mas a ida do Manuel pra Itália foi um desastre! Como não conseguiu emprego, sem ter como se sustentar, ele se mudou pra França, se virando como podia por um tempinho com os trabalhos ocasionais que apareciam. Mas a situação lá também não foi nem um pouco confortável, obrigando ele a se mudar pra Inglaterra em 1958.
Achando que tinha chegado à pátria da língua do cinema, ele começou a escrever textos em Inglês.
Mas como também não conseguiu nenhum grande trabalho lá, o Manuel se mudou pra Suécia, onde passou a trabalhar lavando pratos num restaurante e dando aulas de Espanhol e Italiano pra se sustentar. Mas ele continuou escrevendo textos. Todos de caráter cinematográfico.
Por fim, depois de ter passado por esses 4 países da Europa sem ter conseguido nada demais, ele chegou à conclusão de que o melhor era voltar pra Argentina, indo pra lá em 1960.
Em 1962, o Manuel fez outra viagem à Itália, passando também pela Espanha. Mas aí ele já tava se desiludindo com as idéias cinematográficas, apesar de continuar escrevendo. E aí ele mostrou um texto que tinha escrito a um amigo, o diretor de fotografia Néstor Almendros. E esse mostrou o texto do Manuel a um amigo, o escritor Juan Goytisolo. Foi o 1º contato do Manuel com o mundo literário. E ele chegou à conclusão de que era por ali que ele devia seguir: embora ainda não soubesse, ele nunca seria o grande roteirista de cinema que sonhava em ser quando era mais novo; mas seria um dos maiores (ou talvez o maior) escritores da Argentina.
O livro ficou pronto em 1965, mas o Manuel só conseguiria publicar em 1968.
Ele nunca escondeu que era gay. Mas uma coisa que incomodava algumas pessoas é que ele acabava assumindo a homossexualidade ou bissexualidade de outros homens por eles, já que dizia sem problemas quem tinha tido experiências sexuais com ele. E na época em que morou nos Estados Unidos, ele contava que, entre os amantes que ele teve lá, tavam os atores Stanley Baker e Yul Brynner.
Ainda em 1967, ele voltou pra Argentina. Mas começou a ter sérios problemas com a censura e por se manifestar abertamente contra os sistemas de governo autoritários. Ele recebeu todo tipo de ameaça, desde ligações anônimas por telefone até ultimatos diretos e públicos do sistema ditatorial da época. Então, ele decidiu deixar a Argentina e ir pro México, pretendendo voltar um dia, quando a situação tivesse mais calma (mas ele nunca mais voltaria).
Em 1976, o Manuel publicou talvez o livro mais famoso dele aqui no Brasil: El Beso de La Mujer Araña.
Aliás, em 1981, ele se mudou pro Brasil, vindo morar aqui no Rio. Ele foi seduzido completamente pela beleza das paisagens e dos homens cariocas.
Em 1985, foi lançada a versão cinematográfica de El Beso de La Mujer Araña: a co-produção brasilo-estadunidense O Beijo da Mulher Aranha.
Em 1989, o Manuel decidiu deixar o Brasil e voltar pro México.
Como tava passando muito mal com problemas de vesícula, ele foi se operar num hospital de Morelos. Mas a cirurgia não terminou bem e ele morreu poucos dias depois, em 22 de Julho de 1990.
O Manuel foi cremado e as cinzas foram levadas pra Argentina.
Na época, ele tava escrevendo o livro Humedad Relativa: 95%, que ficou incompleto por causa disso.
O Manuel sempre deixou claro que TODOS os livros dele têm muito de situações reais que aconteceram na vida dele. E ele dizia que alguns personagens gays que aparecem nas histórias dele são ele mesmo, em forma de personagem.
Oggi parleremo un po’ di un altro personaggio storico omosessuale: lo scrittor argentino Manuel Puig.
Lui è nato in Buenos Aires, nel 28 Dicembre del 1932.
Quando aveva 14 anni, Manuel è andato a vivere nella città di Buenos Aires per studiare.
Alle domeniche, lui sempre andava in cinema, perché amava i film.
Nel 1950, Manuel si è iscritto nell’Universidad de Buenos Aires. E lui ha studiato Architettura, Filosofia e Spagnolo. Ma non ha fatto niente di questo. Anche perché ha avuto bisogno di lasciare l’università per essere nel servizio militare obbligatorio. E lo lascerebbe solo nel 1956.
Lui pensava di essere un soggettista di cinema e TV nel futuro. Ed è riuscito ad avere una borsa di studio di un’istituizione italiana che c’era in Buenos Aires. Così, è andato in Italia per studiare nel Centro Sperimentale di Cinematografia di Roma.
Però Manuel è stato senza lavoro nell’Italia e, per questo, è andato a vivere nella Francia. Ma anche in questo paese non è riuscito a trovare un buon lavoro, andando a vivere nell’Inghilterra nel 1958.
Lui credeva che quel era il paese della lingua del cinema e, per questo, ha cominciato a scrivere in Inglese.
Comunque fosse, anche nell’Inghilterra Manuel non è riuscito a trovare buoni lavori. E per questo, lui è andato a viver nella Svezia, lavorando come lavapiatti e faccendo lezioni di Italiano e Spagnolo. Ma continuava sempre a scrivere.
After have lived in 4 European countries without having any very good occupation, Manuel decided it was time to go back to his country: he went back to Argentina in 1960.
In 1962, he went to Italy and Spain. And he started leaving his old dream of being a great scriptwriter. But he continued writing texts. And his friend Néstor Almendros showed one of these texts to a friend of his, writer Juan Goytisolo. Manuel dind’t know yet, but from that time it was decided he would never be the TV and cinema scriptwriter who he had intended to, but he would be one of the greatest writers of Argentina.
In 1963, he moved to the States to live in New York and start writing his 1st great book: Betrayed by Rita Hayworth.
Manuel finished this book in 1965 and puslished it in 1968.
He was openly homosexual without any problem. But something about him bothered some people: some of his lovers became openly homosexuals or openly bisexuals without wanting it because he used to name with no problem the men who had sex to him. And at the time he lived in the States he said actors Stanley Baker and Yul Brynner were among his lovers.
Manuel regresó a Argentina por la última vez en 1967. Pero empezó a tener problemas con la censura y por hablar en público contra los sistemas de gobierno despóticos. El empezó a recibir todos los tipos de amenaza por eso, hasta mismo en público. Y decidió dejar el pais y irse a vivir en México, pensando en volver allá cuando la situación fuera ya más calma (pero no regresaría jamás).
En 1976, él publicó lo que es tal vez su libro más conocido aquí en Brasil: El Beso de La Mujer Araña.
Dicho sea de paso, Manuel se vino a vivir en Brasil en 1981, se quedando en Rio de Janeiro. Le gustaban mucho la ciudad y los hombres cariocas.
En 1985, estaba hecha la película O Beijo da Mulher Aranha, basada en El Beso de La Mujer Araña.
Manuel decidió regresar a México en 1989.
El tuvo problemas en su vesícula, teniendo una cirugía por eso en 1990. Pero la cirugía no fue bene y él se murió el 22 de Julio.
Manuel fue cremado y sus cenizas fueron llebadas para Argentina.
El estaba escribiendo el libro Humedad Relativa: 95%, que por eso se quedó inconcluso.
Manuel decía que TODOS sus libros tenian partes de su vida en la historia. Y algunos de los personajes homosexuales vistos en los libros eran él propio, como personaje.
Até mais!
6 comentários:
Linda trajetória, não desistiu até que emplacou o seu primeiro sucesso.
Un gran escritor con una excelente trayectoria personal y vivencial que se nota en su obra.
o beijo da mulher aranha é um dos livros q eu gostaria de ler, não tá muito facil de achar, mas espero q seja melhor q o filme
Passageiro→ É. Ainda que o 1º sucesso não tenha sido na área que ele quis, né?
Pe-Jota→ Es verdad!
Alessandro→ Já li o livro, mas ainda não vi o filme.
Já ouvi comentários mesmo de que o livro é bem melhor do que o filme!
na historia tivemos muitos artistas gays sem medo de dizer a sua orientacao para quem quizesse ouvir, a sociedade que temos hoje se deve muito a eles
Com certeza, Rodrigo!
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