sábado, 15 de maio de 2010

ALGUNS TOQUES QUE ELE NOS DÁ

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no professor, jornalista e escritor brasileiro Jean Wyllys.

Jean Wyllys Mattos Santos nasceu na Bahia, em 10 de Março de 1974.
Ele tem 3 irmãos e 2 irmãs.
O Jean estudou na Escola Maria José Bastos e no Colégio Polivalente.
Como era de família pobre, ele sempre trabalhou em serviços ocasionais desde criança, pra ajudar em casa.
O Jean nunca foi muito chegado em esportes e sempre gostou de ler e ver televisão. E as características que mais ficaram nele foram exatamente se dedicar à Literatura e se informar sobre o meio artístico.
Ele diz que sempre rolaram piadinhas sobre a sexualidade dele quando ele era criança, já que os hábitos dele não eram considerados “coisa de menino”. E aliás, ele acha que a família dele começou a entender ali que ele não era hétero. Mas ele tem um ditado próprio pra isso:

“Família é sempre a primeira a saber e a última a acreditar.”

Na adolescência, o Jean estudou no Internato José Carvalho. E ele sempre teve entre os melhores alunos.
Atração sexual, no sentido adulto da expressão, ele diz que só começou a sentir por volta dos 15 anos. Ali ele passou a olhar os meninos com desejo.
Quando era adolescente, o Jean teve um amor platônico por um amigo hétero. Mas nunca rolou nada de sexo entre eles (inclusive, hoje o cara é casado, tem um filho e o Jean é o padrinho do filho dele).
Quando deixou o internato, ele se mudou pra Salvador, pensando em se formar em Letras, pois queria ser jornalista.
O Jean se graduou em Letras e se pós-graduou em Comunicação Social pela UFBA.
Em 2001, ele conseguiu lançar o 1º livro dele: Aflitos.
Em 2004, o Jean se inscreveu pra participar do BBB5, que seria no início do ano seguinte.
Quando foi indicado pro 1º paredão, ele levantou a hipótese, ao vivo, de que o motivo da indicação poderia ser o fato de ele ser gay.
A partir dali, começou uma espécie de batalha anti-homofóbica no programa, pois toda a comunidade GLBT se mobilizou pra expulsar da casa os participantes que o Jean acusou de serem homofóbicos. E que demonstraram que eram mesmo, pelas brincadeiras e comentários que faziam. E os membros do grupo homofóbico foram caindo, praticamente 1 a cada semana, até que o programa se concluiu com a vitória do Jean.
Diga-se de passagem, ele entrou pra história do BBB como o 1º participante do programa a ganhar o prêmio de R$ 1000000,00.
Bom, apesar de, no início, ter dito que não era representante de grupo nenhum (afinal, ele não entrou no BBB5 com essa intenção), o Jean se tornou o principal nome GLBT do Brasil em 2005.
Ele acha que a imagem dele deu certo em grande parte porque os gays, bis e lésbicas buscavam uma figura ética GLBT que tivesse na mídia.
Uma coisa que criou algumas fofocas na época foi o relacionamento do Jean com o Alan Passos, que foi outro participante do programa, porque, embora o Alan, no início, ficasse com o grupo dos homofóbicos e tivesse feito algumas brincadeirinhas com a sexualidade do Jean, depois ele passou abertamente pro lado do Jean.
E aí, começaram a falar que ele teve ou tava tendo alguma coisa com o Alan. Mas, de acordo com o próprio Jean, nunca foi nada além de amizade.
Apesar de se considerar baixinho (tem 1, 68m) e feio (eu não acho), o Jean não ficou sexualmente esquecido pelos fãs. E desde que saiu da casa, ele foi convidado pela G Magazine pra posar nu. Mas, apesar de nunca ter aceitado, ele topou aparecer (totalmente vestido) na capa de Maio daquele ano, ao lado do ator Alê Mañas, que foi o que posou nu naquela edição.


Pouco depois, o Jean se tornou colunista da G Magazine. E esse foi só o início de vários trabalhos do mesmo tipo relacionados à comunidade GLBT.
Alguns meses depois de sair da casa, ele também lançou o livro Ainda Lembro, que conta as experiências dele no programa.


Desde que saiu da casa, o Jean se fixou aqui no Rio, pois fica mais próximo dos locais de trabalho dele aqui mesmo e em São Paulo. Mas, sempre que o tempo permite, ele vai a Salvador.
Em relação à sexualidade, ele já disse em entrevistas que teve experiências sexuais com mulheres, mas que se considera gay.
Em relação à religião, o Jean diz que tem uma religiosidade híbrida: metade candomblecista, metade católica. E ele lembra que, na Bahia, isso é mais do que comum.
Quanto à questão da homofobia, ele lembra que isso pode ser consciente ou inconsciente: tem pessoas que tem amigos GLBT e, explicitamente, não falam nada ou quase nada contra nós, mas, observando os atos delas, você vê que elas tratam os héteros de uma forma e os não-héteros de outra forma (esses são os homofóbicos inconscientes); e tem pessoas que são abertamente homofóbicas e falam frases homofóbicas da forma mais explícita possível (esses são os homofóbicos conscientes).
Um problema pro qual o Jean chama a atenção, é o preconceito que os gays másculos e bis másculos têm contra os gays afeminados e bis afeminados, pois alguns tentam excluir a imagem feminina da militância GLBT. E é preciso reconhecer também a militância que os travestis, hijiras, drag-queens e transformistas defendem. Mas ele lembra que isso talvez aconteça porque os afeminados da comunidade GLBT na verdade não formam um grande grupo organizado.
No início de 2010, durante a exibição do “BBB Dourado” (como foi apelidado o BBB10, devido ao tendencialismo do programa em defender o participante Marcelo Dourado), o Jean se manifestou abertamente contra o comportamento do participante homofóbico do programa. Ele lembrou que, além de usar uma suástica tatuada no corpo, o cara tem um comportamento instigador de violência e de preconceitos em geral. Entre outras pérolas, ele disse que heterossexuais não pegam AIDS (e o programa se prestou apenas a passar uma notinha muito rápida só 1 vez, sem mencionar que foi o Marcelo Dourado quem disse isso, dizendo que é possível contrair AIDS também através de relações sexuais entre pessoas de sexos opostos, ou seja, fica bem explícito que o programa tomou cuidado pra não arranhar a imagem de quem tava roteirizado pra ganhar).
Pra quem quiser visitar o site oficial do Jean, esse é o link:

http://bloglog.globo.com/jeanwyllys/

Oggi parleremo un po’ del professore, giornalista e scrittore brasiliano Jean Wyllys.
Lui è nato nella Bahia, nel 10 Marzo del 1974, come Jean Wyllys Mattos Santos.
Lui ha 3 fratelli e 2 sorelle.
Jean ha studiato nell’Escola Maria José Bastos e nel Colégio Polivalente.
La sua famiglia era veramente povera. Per questo, lui già lavorava da bambino.
Gli sport non sono mai piaciuti a Jean, ma gli piaceva moltissimo leggere e guardare la TV. E da quell’epoca, lui si è dedicato alla Letteratura ed alle informazioni legate allo show business.
Lui dice che, quando era bambino, c’erano già dei pettegolezzi parlando della sua sessualità, visto che non gli piacevano le “cose di uomo”. A proposito, crede che la sua famiglia ha capito allora che lui non era etero. Ma lui ha creato un proverbio che parla di questo:

“I parenti sono i primi che sanno che uno è gay, ma sono gli ultimi che lo credono.”
Quando era ragazzo, Jean ha studiato nell’Internato José Carvalho. Ed era uno degli alunni principali.
Lui dice che ha sentito il vero desiderio sessuale quando aveva circa 15 anni. Allora ha cominciato a guardare i ragazzi di modo diverso.
Lui si è innamorato di un ragazzo etero che era un amico suo. Ma non c’è mai stato sesso fra loro (oggigiorno il tipo è sposato, ha un figlio e Jean è il padrino di suo figlio).
Quando ha lasciato l’internato, lui è andato a abitare a Salvador, dove voleva laurearsi come giornalista.
Jean ha avuto la laurea in Lettere ed il postlaureato in Communicazione Sociale, nell’UFBA.
Nel 2001, lui ha messo in circolazione il suo primo libro: Aflitos.
Nel 2004, Jean si è scritto al BBB5 (il Gran Fratello di Brasile), che comincerebbe nell’inizio del 2005.
Quando è stato eletto per lasciare lo show per la prima volta, lui ha detto che gli altri partecipanti dello show gli hanno eletto, forse, perché lui è gay.
Da quel momento, è cominciata una guerra anti-omofobica nello show, visto che i gruppi LGBT brasiliani tutti quanti hanno cominciato a votare contro i partecipanti che Jean ha accusato di omofobia. E dopo abbiamo visto che erano veramente omofobici, dovuto agli scherzi e commenti che facevano. E da quel punto, ogni settimana uno di questi partecipanti era escluso dello show. E Jean ha vinto alla fine dello show.
A proposito, lui è il primo partecipante di un BBB che ha vinto il premio di R$ 1000000,00.


When Jean became famous, he said he wasn’t a representative member of any group (he became famous thanks to BBB5 and he hadn’t been there thinking about that). But even so he was the most famous LGBT person in Brazil in 2005.
He thinks it happened because the Brazilian LGBT people were looking for an ethical famous person to represent them at that time.
There were some gossips about a possible love affair between Jean and Alan Passos, another contestant who was at BBB5. When the show started Alan made some jokes about Jean’s sexuality. But after that he and Jean became very good pals at the BBB house (BBB is the abbreviation for Big Brother Brasil).
According to Jean himself they’ve always had only friendship (in addition Alan has never been seen in public with other males and he was married with a Brazilian actress).
Jean sees himself as a short (he’s 168 centimeters tall) and ugly (I don’t think so) man. But many of his fans show some sexual desire to him. And in 2005 he was invited to pose naked for G Magazine. He’s never accepted to do that. But as you guys can see above he accepted to appear at the magazine (completely dressed) alongside actor Alê Mañas, who posed naked in May of that year.
A little later, Jean became a columnist of G Magazine. And that was just the 1st of several of his works in favor of the Brazilian LGBT community.
Some months later, he released another of his books. This one is called Ainda Lembro. It tells about his experiences at the BBB house.
Jean is from Bahia. But he has lived in Rio de Janeiro since the end of BBB5. It’s because he works basically in Rio and São Paulo. And of course Bahia would be very far from his work. But every time he can he goes to Salvador (Bahia’s capital) to visit his friends and family.
About his sexuality, he said in some of his interviews he has already had sexual experiences with women too. But he sees himself as a homosexual guy.
About his religious side, Jean says he has some kind of hybrid religiosity: he is half condomblecist, half roman catholic. And he reminds us this kind of religiosity is very common in Bahia.


Hablando del problema de la homofobía, Jean nos recuerda que eso puede ser consciente o inconsciente: hay personas que tienen amigos homosexuales y bisexuales y, explícitamente, no hablan nada o casi nada contra nosotros, pero, si tú observas las actitudes de esas personas, puedes ver que ellas tratan los heterosexuales de un modo y los no-heterosexuales de otro modo (esos son los homófobos inconscientes); y hay personas que son claramente homófobas y hablan cosas llenas de homofobía de modo totalmente explícito (esos son los homóbobos conscientes).
Otro problema para el cual él llama nuestra atención es el prejuicio que muchos hombres gays y bis de comportamiento masculino tienen contra los hombres gays y bis de comportamiento afeminado, puesto que algunos hacen lo que pueden para dejar de fuera de las luchas por sus derechos lo que es femenino en comportamiento. Es necesario reconocer también las luchas de los travestíes, de los hijras, de las reinonas y de los transformistas. Pero él nos recuerda que eso tal vez sea así porque los afeminados de los grupos GLBT, en la mayor parte de los países, no tienen un gran grupo suyo organizado.
En el inicio de 2010, hubo el “BBB Dourado” (el BBB10 fue llamado así por cuenta del tendencialismo del show en proteger el participante Marcelo Dourado). Y Jean habló claramente contra el comportamiento de ese participante homófobo del show. El nos recuerda que ese participante tiene el tatuaje de una esvástica nazista en su cuerpo y que su comportamiento es instigador de violencia y prejuicios en general. Y entre otras cosas, Marcelo Dourado dijo que heterosexuales no tienen SIDA nunca (después de tal comentario suyo, todo lo que el show hizo fue mostrar un rápido comentario 1 sola vez, sin decir que Marcelo Dourado había hablado aquello, diciendo que es posible ser contaminado por el HIV también en relaciones sexuales entre personas de sexos opuestos, o sea, se quedó muy claro que el show hizo lo que puede para no perjudicar la imagen del participante que ya estaba decidido por el show que sería el vencedor).
Uds pueden clicar sobre el enlace arriba para visitar el sitio de Jean (en Portugués).

Até mais!

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