domingo, 6 de setembro de 2009

SANHA MATERNALIZADORA

Oi!!!

O post de hoje vai ser só em Português porque ele diz respeito especificamente a quem mora no Brasil.
Existe um problema realmente sério na nossa sociedade, mas que muitas vezes passa batido, porque ele tá enterrado embaixo de toneladas de idealizações sentimentalóides e de idéias deturpadas que praticamente nos obrigam a não enxergar certas coisas. Ou, pelo menos, a enxergar essas coisas de forma torta.
Como vocês sabem, na nossa sociedade, existe uma idéia de que a supervalorização das mães deve ser sempre defendida. Embora as mães se digam perseguidas por uma infinidade de cobranças sociais, essa mesma sociedade que elas dizem que persegue elas também superprotege elas.
Em Maio do ano passado, quando fiz um post sobre o Dia das Mães, eu mencionei essa questão. Pra quem não viu, tá aí o link:

http://centrogb.blogspot.com/2008/05/dia-das-mes.html

Mas o problema ao qual eu me referi algumas linhas acima nem é esse: é outra coisa mais séria...
Na nossa sociedade, muitas mulheres incorporam o ‘personagem mãe’ pra se aproveitar da mentalidade brasileira de que mãe pode tudo e, assim, infernizar a vida de outras pessoas e tirar proveito das situações que puderem.
Muitas acreditam francamente que se transformaram em seres acima do bem e do mal só porque são mães. E aí sobem num pedestal de arrogância e soberba de não sei quantos mil metros de altura. E lá do alto, elas julgam e condenam os ‘inferiores’, ou seja, qualquer outra pessoa que não seja mãe.
Como eu já sei que alguém vai querer botar panos quentes no que eu acabei de dizer, vai dizer que não foi bem isso o que eu quis dizer, que eu não soube me expressar direito e tal, quero explicar que O QUE EU QUIS DIZER FOI ISSO MESMO QUE EU DISSE. E vamos ver isso mais a fundo:
Esse tipo de mulher pensa sempre que o fato de ser mãe dá a ela o direito de fazer coisas que o resto da Humanidade não pode fazer. Mesmo que essas coisas sejam totalmente condenáveis.
É aquela ideia:

“Se o resto da Humanidade fizesse isso, estaria errado; mas EU posso fazer isso porque EU sou mãe.”

E é claro que, acoplado a isso, vem aquele discursinho:

“Só quem é mãe vai me entender porque só quem é mãe tem sabedoria pra entender certas coisas.”

É isso mesmo: pra esse tipo de mulher, o único outro tipo de pessoa que pode ser comparada a ela é outra mãe.
Pode ver que, quando ela encontra uma mulher que não tem filhos, ela não perde a oportunidade de dizer alguma coisa mais ou menos assim a essa outra mulher:

“Você não é mãe, então não vai entender a grandeza do que eu sinto, do que eu penso e do que eu faço.”

Se ela não falar assim e com essas palavras, vai falar com outras bem parecidas, garanto.
E da mesma forma, se ela encontra um homem que tem filhos, ela também não perde a oportunidade de dizer alguma coisa mais ou menos assim a esse homem:

“Você tem filho, mas você não é mãe! Então, você não vai entender a grandeza do que eu sinto, do que eu penso e do que eu faço.”

Da mesma forma: ela pode não falar exatamente com essas palavras, mas a mensagem que ela vai transmitir vai ser essa, com certeza.
Uma coisa que eventualmente a gente vê é que, numa situação que não tem nada a ver com mãe, com filho nem com nada disso, aparece uma mulher que solta alguma pérola mais ou menos assim:

“Eu sei disso porque eu sou mãe. Então, eu sou isso, eu sou aquilo, eu sou aquilo outro, eu sei disso, eu sei daquilo, eu sei daquilo outro.”

Ou seja, esse tipo de mulher acha que, por ser mãe, ela tem uma espécie de sabedoria absoluta sobre todos os assuntos, mesmo que tais assuntos não tenham nada a ver com ser mãe!
E as ‘explicações’ que essas idiotas dão pra essa atitude delas? Uma vez eu vi uma falando mais ou menos assim:

“Quando a gente tem filho, a gente não se sente só mãe do filho da gente! Porque a gente se vê no lugar da nossa mãe... Então a gente se sente mãe de todo mundo!”

Bom, ou é muito cinismo ou o cérebro dela se dissolveu durante a gravidez, né? E o pior é que a fulana de tal que eu vi falar isso falou isso com cara seríssssssssssima! Como se ‘explicar’ as coisas assim (se é que ela explicou alguma coisa com isso) tivesse uma importância tão magistral que justificasse tudo o que ela faz de errado e desse a ela o direito de continuar cometendo os mesmos erros pra sempre sem ser condenada por eles.
Mas numa coisa eu tenho que concordar: tem mulheres que pensam que, porque são mães, podem assumir um posicionamento maternal em tempo integral, em qualquer situação e diante de qualquer pessoa (mesmo que essa outra pessoa seja mais velha do que ela)! É um maternalismo patológico! Eu falei sobre isso aqui no blog em Janeiro.
Um comportamento eventual que a gente vê as mulheres héteros tendo em relação aos próprios namorados e aos próprios maridos delas e tratar eles como se fossem filhos: elas se autonomeiam mães dos namorados e maridos delas.
Vocês podem ver, por exemplo, que elas geralmente reclamam porque os maridos não levam elas ao bar, quando vão lá com os amigos. Aliás, se a gente parar pra observar, nessas ocasiões geralmente só vai homem, né?
E por quê? Geralmente, o que se diz é que o homem não leva a mulher nessas ocasiões porque dali ele vai pegar alguma mulher que ele encontre e vai levar ela pro motel e tal.
Bom, pode até ser isso, em alguns casos. Ninguém aqui tá dizendo que isso não acontece. Mas sinceramente, eu não vejo isso com tanta frequência assim, não. O que eu vejo mais nessas reuniões exclusivamente masculinas de amigos héteros nos bares é que eles se reúnem lá pra se divertir. E quais são os assuntos com os quais os homens héteros brasileiros geralmente se divertem? Cerveja, futebol e sexo, não necessariamente nessa ordem. Mas dá pra ver que eles não falam EXCLUSIVAMENTE sobre mulher, e sim sobre coisas que divertem eles em geral. Inclusive, a gente vê que muitos, depois de tomar 2 ou 3 cervejas, simplesmente vão pra casa. Eles podem até DIZER pros amigos que vão fazer isso ou aquilo, mas na prática vão é pra casa mesmo, porque nem têm fôlego pra fazer mais nada naquela noite.
Se é assim, por que eles não levam as mulheres?
Simples: você já parou pra prestar atenção na forma como certas (muitas) mulheres se comportam quando os maridos levam elas ao bar? Elas passam 60 minutos por hora tentando controlar os maridos e/ou as outras pessoas que tão em volta!
Esse tipo de mulher olha pruma pessoa que tá lá do outro lado do bar, chega pro marido e diz, geralmente em tom de nojo:

“Olha o cabelo daquele cara! Se isso é cabelo pra vir a um bar!”

Aí, uns 5 minutos depois, ela olha pra outra pessoa que tá lá do outro lado do bar, chega pro marido e diz, também em tom de nojo:

“Olha a roupa daquela garota! Se isso é jeito de alguém se vestir!”

Aí, mais uns 5 minutos depois, ela olha pra outra pessoa que tá lá do outro lado do bar, chega pro marido e diz, também em tom de nojo:

“Olha o jeito como aquele cara se senta! Se isso é jeito de alguém se sentar!”

E ao mesmo tempo, ela chega pro marido e diz:

“Ai, meu filho! Essa já é a 2ª cerveja que você bebe!”

E 2 minutos depois:

“Ai, meu filho! Você tá botando muito ketchup nesse salgadinho!”

Mais 2 minutos depois:

“Ai, meu filho! Esse salgadinho tá muito gorduroso pra você!”

Mais 2 minutos depois:

“Ai, meu filho! Você tá comendo muito rápido!”

Mais 2 minutos depois:

“Ai, meu filho! Você tá botando muito açúcar no café!”

E além disso, se alguém pergunta alguma coisa ao cara, ela interrompe ele e responde no lugar dele. Ou pelo menos tenta. Duvido que vocês nunca tenham visto essa situação:
Alguém chega pro cara pergunta:

“Você gostou quando aconteceu aquilo?”

Antes que ele responda, a mulher passa a frente dele e responde:

“Gostou!”

Ou alguém chega pro cara pergunta:

“Você acha que tem mais alguma coisa pra falar sobre aquele assunto?”

Antes que ele responda, a mulher passa a frente dele e responde:

“Eu acho que tem!”

Agora vejam: se o cara tá lá junto com os amigos pra descansar, se divertir e conversar com eles pelo menos por meia hora, como é que ele vai descansar, se divertir e conversar por 10 minutos que seja com esse estorvo do lado?
Aí, se o cara reclama ou simplesmente diz que a mulher tá exagerando, ele ouve alguma resposta mais ou menos assim:

“Eu não estou exagerando; eu estou cuidando! Quem ama cuida!”

Isso é um efeito daquele tipo de mentalidade defendida por mulheres como a idiota que eu descrevi acima: ela se sente mãe de todos que tão ao redor dela e, por isso, se dá o direito de tratar todos com base nessas idéias arrogantes e soberbas dela.
Aí, quando a gente se defende das mulheres que têm esse tipo de comportamento e alerta os outros pra se defenderem delas também, tem sempre alguém que diz:

“Ai! Que absurdo! Você tá tão cheio de ideias pré-estabelecidas! O que é que tem as mulheres serem viciadas em infantilizar??? Você tá deixando de conhecer pessoas muito interessantes por pensar assim!”

Agora me digam: vocês acham que essas coisas psicóticas e neuróticas que eu descrevi acima são pessoas interessantes?
E já que eu toquei no assunto de se defender desse tipo de mulher, pelo menos se você quiser evoluir, se desenvolver e não se apurrinhar até com os mínimos detalhes de qualquer assunto, eu sugiro que você exclua mulheres desse tipo da sua vida o máximo que você puder, mesmo quando parecer que não é necessário.
Uma boa dica pra evitar apurrinhação com esse tipo de mulher é você ficar atento quando morre uma pessoa próxima de você. Principalmente quando a pessoa que morreu é um pai, uma mãe, um avô ou uma avó. Porque é aí que esse tipo de mulher tenta se aproximar de você pra controlar você. Sob aquela alegação:

“Agora que o fulano perdeu aquela pessoa tão importante pra ele, ele precisa de mim muito mais do que ele mesmo pode compreender!”

Então, esse é um momento pra você impor limites extremamente rígidos contra a aproximação desse tipo de mulher. Veja bem: não basta que sejam limites rígidos; têm que ser limites EXTREMAMENTE rígidos! E pelo menos durante os próximos 6 meses, procure evitar contato com ela mesmo quando não parecer que isso é necessário!
Um outro cuidado que tem que se tomar nessa fase é não permitir a aproximação de outras mulheres desse tipo que você ainda não conhece ou que conhece pouco. Porque esse tipo de mulher não tem muito limite! Se ela souber que você perdeu uma pessoa próxima de você, por menos que ela conheça você, ela vai manifestar algo de superprotetor dirigido a você! E as mulheres maternalóides que já estão perto de você vão dar razão a ela, por mais sem sentido que seja o comportamento dela e por mais que ela esteja errada!
É que mulheres maternalóides são corporativistas: uma sempre dá razão às histerias da outra, às neuroses da outra, às psicoses da outra da outra, aos exageros da outra, aos erros que a outra comete e tal, por mais que a lógica prove que a outra tá errada! E também acho meio impossível que vocês nunca tenham visto isso.
A melhor forma de se livrar dessas outras que aparecem é o mesmo: durante os próximos 6 meses evite ter contato com elas o máximo possível. E quando você for OBRIGADO a se aproximar delas, não revele nada demais da sua vida particular pra elas. Fale com elas o indispensável, se elas perguntarem alguma coisa da sua vida pessoal responda de forma objetiva e sem entrar em detalhes e tal.
E por que 6 meses? É simples: nos 6 primeiros meses depois da morte de uma pessoa próxima de você é que esse tipo de mulher tenta se aproximar mais de você, se apoiando em datas específicas do ano pra usar aquele tipo (furado) de justificativa:

“Ah! Coitado do fulano! É o 1º Dia das Mães que ele vai passar sem a mãe! Eu vou passar o dia com ele pra ‘cuidar’ dele, porque ele não vai saber se virar sozinho nesse dia tão difícil!”

Ou:

“Ah! Coitado do fulano! É o 1º aniversário dele que ele vai passar sem o pai! Eu vou passar o dia com ele pra ‘cuidar’ dele, porque ele não vai saber se virar sozinho nesse dia tão difícil!”

E se nessa mesma fase você tenta se livrar dessa criatura explicando claramente a ela que não quer ela por perto, a resposta dela vai ser alguma coisa mais ou menos assim:

“O fulano diz que não me quer perto dele, mas ele não sabe o que tá dizendo, coitado! Ele perdeu a mãe há tão pouco tempo que ainda tá com os sentimentos confusos!”

E as mulheres maternalóides que já tão perto de você, como eu já disse, vão dar razão a essa outra que tá cacarejando essa diarréia verbal!
Mas se você já deixou que se passassem 6 meses, ninguém (ou quase ninguém) tem mais como dizer que você ainda tá com os sentimentos confusos porque aquilo aconteceu há pouco tempo. E ao mesmo tempo, já se passaram cerca de metade das datas específicas do ano que a maternalóide ia usar como justificativa pra tentar se aproximar de você.
Antes de encerrar, quero lembrar que eu não disse, em momento nenhum, que TODA mulher é assim. Óbvio que não é. Mas óbvio também que tem muitas assim. E que conviver com mulheres desse tipo é viver no Inferno. É não ter paz nem por 10 minutos na vida pessoal!
Bom, como eu já disse em vários outros posts, pega bem aqui na nossa realidade (Brasil, 2009) chegar em público e falar que as mulheres tão sempre certas, que as mulheres nunca erram e que as mulheres têm sempre razão. Então, muito provavelmente alguém vai chegar aqui e justificar as atitudes desse tipo de mulher falando alguma coisa mais ou menos assim:

“Ah! Coitadinha da mulher! Pobrezinha da mulher! A mulher não faz por mal! Coitadinha! Pobrezinha! É que, quando o assunto são os filhos ou as pessoas que a mulher vê como filhos, ela sente um amor tão grande que nem ela mesma consegue administrar! Ela peca por amar demais! Coitadinha! Pobrezinha!”

Pra quem pensa que eu tô exagerando com essas últimas frases, não tô exagerando, não. Tô debochando mesmo. Mas as mensagens que a gente ouve de quem vem defender a mulher, quando o assunto é maternidade, são exatamente essas: a mulher é um ser imaculado que não faz nada por mal; a culpa por qualquer coisa que dê errado nunca é da mulher, mas sim do amor excessivo que ela sente pelos filhos e pelas pessoas que ela associa aos filhos.
Ou então, a própria mulher se esconde atrás daquele ditado bastante cômodo:

“Se eu errei, errei por amor! Então, não errei!”

É muito fácil se esconder atrás dessa frase, e de outras do mesmo tipo, pra conseguir um cômodo desencargo de consciência, né? Não é à toa que elas repetem tanto esse tipo de frase!
Agora, um agradinho pra quem não fala Português:





Men!

¡Hombres!

Uomini!

5 comentários:

Guy Franco disse...

Nan, a pessoa pode ser soberba e arrogante, mas elegante.

Leo Carioca disse...

Cara, coisa que esse tipo de mulher não sabe ser é elegante. Pelo contrário: geralmente é um ataque histérico atrás do outro!
E como eu disse, quase sempre falando com tom de nojo... Na verdade eu acho que essas mulheres sentem mesmo nojo do resto da Humanidade, porque elas se colocam no alto de um pedestal tão gigantesco de soberba e arrogância que pra elas tudo o que não seja mãe é desprezível.
Na verdade, isso é um desvio de caráter da mulher. A consciência de a sociedade superprotege a imagem da mãe e, por isso, a mensagem de que ela pode tudo porque é mãe, sabendo que vai ter o respaldo do resto da sociedade.

“Eu sou mãe, então eu posso falar o que eu quiser pra quem eu quiser e eu posso fazer o que eu quiser com quem eu quiser. E todo mundo tem que concordar porque eu sou mãe.”

É assim que mulheres desse tipo pensam.
Ou seja, além da soberba e da arrogância, também tem falta de caráter como uma das características principais desse tipo de mulher.
Mas elegância tá fora.

Anônimo disse...

Simplesmente prefeito! Eu sei que esse meu comentário, provavelmente nem será lido, mas tinha que postar. Um dos textos mais inteligentes e corajosos que já li na internet. Parabéns!!!!!

Anônimo disse...

o 4º homem é lamentavel, escolha melhor o seus modelos fik dica

Leo Carioca disse...

Anônimo→ Realmente, se o post já foi mandado há um tempo, o comentário acaba ficando menos visível. Mas 1 vez por ano eu dou uma geral nos boxes de comentários do blog e respondo todos os comentários que ainda tiverem sem resposta. Então, aqui não tem perigo de um comentário não ser lido nunca.
Mas valeu!

Anônimo→ Eu pego as fotos de por aí, em outros sites gays. E procuro variar no tipo de homem mostrado. Você vai ver homens pelados de todos os tipos (maiores de 18 anos, evidentemente) aí pelos arquivos do blog.
Mas tá bom. Valeu a dica!