Oi!!!
Hoje a gente vai falar aqui sobre um fenômeno interessante no uso da Língua Portuguesa: a enálage.
Na verdade, esse termo define alguns tipos diferentes de uso da língua. Mas o tipo de enálage de que eu vou falar aqui é o uso de um tempo verbal numa situação em que caberia usar outro tempo verbal.
Nós fazemos isso todo dia. E muitas vezes até sem perceber.
Vamos ver alguns exemplos?
A troca do presente pelo futuro e do futuro pelo presente aparecem com frequência no uso da nossa língua. Essas 2 frases são um bom exemplo disso:
“Amanhã eu falo com ele.”
“Por onde andará o nosso amigo?”
Se nós fôssemos nos prender a um significado muuuuuito exato da 1ª frase, teríamos que dizer:
“Amanhã eu falarei com ele.”
Afinal, a frase tá se referindo a uma situação do futuro (a presença do advérbio ‘amanhã’ deixa isso indiscutível). É ou não é? Mas o verbo tá conjugado no Presente do Indicativo, que é um tempo verbal que tem como função fazer declarações sobre o presente, e não sobre o futuro.
Mas a frase ficou incompreensível por causa disso? Óbvio que não.
Da mesma forma, se nós fôssemos nos prender a um significado muuuuuito exato da 2ª frase, teríamos que dizer:
“Por onde anda o nosso amigo?”
Dá pra ver com bastante clareza que a frase tá se referindo a uma situação do presente (é lógico que a pessoa tá querendo saber por onde o amigo dela anda agora, na atualidade). Mas o verbo tá conjugado no Futuro do Presente, que é um tempo verbal do Indicativo que tem como função fazer declarações sobre o futuro, e não sobre o presente.
Posso fazer a mesma pergunta: a frase ficou incompreensível por causa disso? Posso dar a mesma resposta: óbvio que não.
Bom, simplificando, a enálage é isso. Tanto a frase “Amanhã eu falo com ele.” quanto a frase “Por onde andará o nosso amigo?” sofreram enálage, ou seja, a forma verbal que tecnicamente deveria ser usada nelas foi substituída por outra. E nem por isso deixamos de entender o significado dessas frases.
O que eu tô querendo dizer com isso é que o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) não é um Alcorão, pra ser seguido de forma autoritária e radical exatamente da forma como tá escrito. As regras gramaticais da Língua Portuguesa não são dogmas corânicos, que não podem ser mudados nem vistos de outra forma sob circunstância nenhuma.
A língua tem que ser usada de uma forma compreensível e seguindo as regras que tejam de acordo com a situação em que o falante se encontra (formal, informal, clássica, popular, direta, metafórica, científica, literária...). As regras ligadas a isso é claro que têm que ser levadas em conta.
Mas a língua não é uma coisa imutável, que só pode ser usada de uma forma específica e vista só sob um ponto de vista específico. E menos ainda vai ser compreendida só de uma forma específica.
Bom, lá vão umas imagens agradáveis pra quem não fala Português:
Hoje a gente vai falar aqui sobre um fenômeno interessante no uso da Língua Portuguesa: a enálage.
Na verdade, esse termo define alguns tipos diferentes de uso da língua. Mas o tipo de enálage de que eu vou falar aqui é o uso de um tempo verbal numa situação em que caberia usar outro tempo verbal.
Nós fazemos isso todo dia. E muitas vezes até sem perceber.
Vamos ver alguns exemplos?
A troca do presente pelo futuro e do futuro pelo presente aparecem com frequência no uso da nossa língua. Essas 2 frases são um bom exemplo disso:
“Amanhã eu falo com ele.”
“Por onde andará o nosso amigo?”
Se nós fôssemos nos prender a um significado muuuuuito exato da 1ª frase, teríamos que dizer:
“Amanhã eu falarei com ele.”
Afinal, a frase tá se referindo a uma situação do futuro (a presença do advérbio ‘amanhã’ deixa isso indiscutível). É ou não é? Mas o verbo tá conjugado no Presente do Indicativo, que é um tempo verbal que tem como função fazer declarações sobre o presente, e não sobre o futuro.
Mas a frase ficou incompreensível por causa disso? Óbvio que não.
Da mesma forma, se nós fôssemos nos prender a um significado muuuuuito exato da 2ª frase, teríamos que dizer:
“Por onde anda o nosso amigo?”
Dá pra ver com bastante clareza que a frase tá se referindo a uma situação do presente (é lógico que a pessoa tá querendo saber por onde o amigo dela anda agora, na atualidade). Mas o verbo tá conjugado no Futuro do Presente, que é um tempo verbal do Indicativo que tem como função fazer declarações sobre o futuro, e não sobre o presente.
Posso fazer a mesma pergunta: a frase ficou incompreensível por causa disso? Posso dar a mesma resposta: óbvio que não.
Bom, simplificando, a enálage é isso. Tanto a frase “Amanhã eu falo com ele.” quanto a frase “Por onde andará o nosso amigo?” sofreram enálage, ou seja, a forma verbal que tecnicamente deveria ser usada nelas foi substituída por outra. E nem por isso deixamos de entender o significado dessas frases.
O que eu tô querendo dizer com isso é que o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa) não é um Alcorão, pra ser seguido de forma autoritária e radical exatamente da forma como tá escrito. As regras gramaticais da Língua Portuguesa não são dogmas corânicos, que não podem ser mudados nem vistos de outra forma sob circunstância nenhuma.
A língua tem que ser usada de uma forma compreensível e seguindo as regras que tejam de acordo com a situação em que o falante se encontra (formal, informal, clássica, popular, direta, metafórica, científica, literária...). As regras ligadas a isso é claro que têm que ser levadas em conta.
Mas a língua não é uma coisa imutável, que só pode ser usada de uma forma específica e vista só sob um ponto de vista específico. E menos ainda vai ser compreendida só de uma forma específica.
Bom, lá vão umas imagens agradáveis pra quem não fala Português:

5 comentários:
que delicias quero chupar todos
oi leooooo
saudades desse amigo ícone da net, e admirado por todos nós...
desculpe a ausência ...
beijos
kinho
Anônimo→ Realmente, tem umas coisas interessantes pra chupar aí!rsrs
Kinho→ Oi, cara!
´´Ícone da net``?! Eu?!rs Mas valeu!
Eu também andei sumido dos blogs dos amigos, mas agora tô voltando de verdade.
Beijos!
Siempre con alegrías visuales !!!
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