Oi!!!
Hoje, 22 de Agosto, é o Dia do Folclore.
É importante lembrar que, apesar do Brasil ser um país de tradição multicultural (pois povos do Mundo inteiro chegaram aqui), as expressões culturais que menos prevaleceram aqui foram exatamente as mais antigas que existiam aqui, ou seja, a cultura indígena em geral.
Hoje, 22 de Agosto, é o Dia do Folclore.
É importante lembrar que, apesar do Brasil ser um país de tradição multicultural (pois povos do Mundo inteiro chegaram aqui), as expressões culturais que menos prevaleceram aqui foram exatamente as mais antigas que existiam aqui, ou seja, a cultura indígena em geral.
Uma coisa que chama a atenção de algumas pessoas é que até a cultura trazida pelos escravos sobreviveu mais do que a cultura dos índios.Um exemplo disso é a religião: enquanto os deuses que os escravos trouxeram da África tiveram seu culto assegurado até hoje em vários grupos da sociedade brasileira (ainda que esse culto tenha sido escondido em algumas fases da nossa História), os deuses ancestrais do Brasil, adorados pelos povos indígenas, caíram num esquecimento quase absoluto.
A Deusa Ci (ou Cy, como alguns preferem grafar), que alguns antropólogos vêem como a Grande Mãe do Brasil, ainda recebe culto em quase todas as tribos indígenas que mantêm as suas tradições. E várias outras divindades, adoradas por diferentes tribos, são vistas por alguns como outras manifestações de Ci: Aci, Amanaci, Ceiuci, Coaraci, Jaci, Nanderci, Seuci e outras.
Assim, não é impossível que Ci seja a mesma deusa que Pachamama, a Grande Mãe dos Andes, adorada até hoje por tribos indígenas da Argentina, Bolívia, Chile e Peru.
A explicação pra essa diferença é simples: conforme as cidades iam crescendo no Brasil, ao longo dos séculos, a quantidade de escravos nos centros urbanos ia aumentando cada vez mais, enquanto os índios iam sendo cada vez mais empurrados pra dentro das florestas e pra longe dos centros urbanos. Então, entre a cultura dos índios e a cultura dos escravos, qual foi a única que pôde sobreviver mais nos centros urbanos? A dos escravos, evidentemente. E mesmo depois que a escravidão acabou, os descendentes dos escravos continuaram morando nos centros urbanos (e ao redor deles), enquanto a maioria dos índios continuaram isolados nas suas comunidades florestais. Então, não mudou muita coisa nesse ponto.
E dentro das próprias comunidades indígenas, houve um desgaste da cultura, pois, ao longo dos séculos da colonização portuguesa, os jesuítas europeus que chegaram aqui estimularam os índios o máximo possível a desdenhar a própria cultura, esquecer as próprias tradições e, o mais importante, virar católicos.
Qualquer expressão cultural indígena era chamada pelos jesuítas de “histórias falsas”, expressão que alguns índios católicos usam até hoje, quando ouvem falar da sua cultura ancestral.
Então, achei importante a gente levar em conta no dia de hoje que a cultura indígena foi certamente a mais devastada no Brasil. E numa época em que estamos lutando pra derrubar (ou no mínimo diminuir ao máximo possível) todos os tipos de preconceito, a luta contra o preconceito contrário às tradições indígenas tá precisando da presença de mais guerreiros. Pensem nisso!
August 22nd in the Day of Folklore.
I think it’s important if I remind you that Brazil is a country which has many cultures (even because people from all the countries emigrated to here). But the culture which got weakest than any other here are exactly the American Indian kinds of culture.
There’s something which calls attention of many people to: in Brazil, even the culture of the slaves has survived to nowadays more than the culture of the indians.
A good example is the religion: the worship of the gods and goddesses of the African slaves still exists in several groups of the Brazilian society, while the gods and goddesses worshiped by the Brazilian Indians got almost totally forgotten.
Ci (or Cy) is seen as the Great Mother of Brazil. And She is still worshiped by many traditional indian tribes. And many other deities worshiped by different tribes are seen as Ci’s manifestations: Aci, Amanaci, Ceiuci, Coaraci, Jaci, Nanderci, Seuci and others.
It’s possible that Ci and Pachamama are the same goddess. The last one is the Great Mother of the indian tribes of Argentina, Bolivia, Chile and Peru.
Even so, in Brazil it’s more common to hear the names of Obatala, Yemaja, Shango, Yansa, Oshun, and most of the other African deities than the names of Ci and the other indian deities.
It’s simple to understand why: as the Brazilian towns were getting larger and larger through the centuries, the quantity of slaves there was getting bigger and bigger, as well as the indians were sent to forests each time farther from the towns. So, which culture do you think had more conditions to develop in the towns? The slaves’, of course. Even after the end of the slavery in Brazil, the slaves’ descendants stayed living in the towns (or near them) while most of the indians stayed living in the indian reservations.
Even inside the indian groups their culture lost much importance because, through the centuries, the European jesuits stimulated indian people to treat their own culture with disdain, to forget their own traditions and to convert to the Roman Catholicism.
Any indian cultural expression was called “false history” by jesuits. And such expression is still used by some catholic indians when they talk about their ancestral culture.
Nowadays we fight to stop every kind of prejudice (or at least to weaken it), don’t we? Then, I think today is a good day remember this kind of prejudice still exists! And we have to fight against it too.
Estamos en el Día del Folclor: 22 de Agosto.
Pienso que es importante recordar aquí que Brasil es un pais de muchas culturas (por tener inmigrantes de todas las partes del Mundo). Pero la cultura que se quedó más frágil que todas las otras aquí son propiamente los tipos indígenas de cultura.
Hay algo que se hace observar por muchas personas: en Brasil, hasta mismo la cultura traída por los esclavos es más fuerte hoy que la cultura indígena.
Un buen ejemplo es la religión: la adoración de los dioses y diosas de los esclavos africanos todavía existe en muchos grupos de la sociedad brasileña, mientras que los dioses y diosas adorados por los indios se quedaron casi totalmente olvidados.
Ci (o Cy) es vista como la Grande Madre de Brasil. Y Ella es adorada por muchas tribus indígenas tradicionales. Y muchas otras divinidades adoradas por diferentes tribus son vistas como manifestaciones de Ci: Aci, Amanaci, Ceiuci, Coaraci, Jaci, Nanderci, Seuci y otras.
Es posible que Ci y Pachamama sean la misma diosa. Esa última es la Grande Madre de ciertas tribus de Argentina, Bolivia, Chile y Peru.
Mismo así, es muy más común en Brasil escucharse los nombres de Obatalá, Yemayá, Changó, Iansá, Oshun y la mayor parte de las divinidades africanas que los nombres de Ci y de las otras divinidades indígenas.
Es fácil comprenderlo: mientras que las ciudades brasileñas se quedaban mayores a lo largo de los siglos, la cantidad de esclavos allá se quedaba mayor y mayor, así como las tribus de indios eran enviadas a florestas cada vez más distantes de las ciudades. Así, ¿cual cultura tuvo más condiciones de desarrollarse en las ciudades? La de los esclavos, es claro. Hasta mismo después del final de la esclavitud en Brasil, los descendientes de los esclavos continuaron a vivir en las ciudades (o cerca de ellas), mientras que la mayor parte de los indios continuó a vivir en las reservas indígenas.
Hasta mismo dentro de los grupos indígenas la importancia de su cultura fue muy perdida porque, a lo largo de los siglos, los jesuitas europeos estimularon los indios a tratar su propia cultura con desdén, a olvidar sus propias tradiciones y a convertirse al Catolicismo Romano.
Cualquier expresión cultural indígena era llamada “falsa historia” por los jesuitas. Y hasta hoy algunos indios católicos usan tales palabras cuando hablan de su cultura ancestral.
Vivimos en una época de lucha para acabar con todos los tipos de prejuicio (o por lo menos para reducirlos), ¿no es eso? Bien, pienso que hoy es un buen día para recordar que ese tipo de prejuicio todavía existe. Y tenenos que luchar contra ello también.
Oggi è i Giorno del Folclore: 22 Agosto.
Penso io che è importante ricordare qui che il Brasile è un paese di molte culture (per avere immigrati da tutte le parti del Mondo). Ma la cultura che è diventata meno possente qui sono proprio i tipi di cultura indigena.
C’è una cosa che si fa notare: nel Brasile, anche la cultura che gli schiavi ci hanno portato è più forte oggigiorno della cultura indigena.
Un ottimo esempio è la religione: l’adorazione degli dei e dee degli schiavi africani ancora esiste in molti gruppi della società brasiliana, mentre gli dei e dee degli amerindi sono diventati quasi totalmente dimenticati.
Ci (o Cy) è vista come la Grande Madre del Brasile. E Lei è adorata da molte tribù indigene tradizionali. E molte altre divinità adorate da diverse tribù sono viste come manifestazioni di Ci: Aci, Amanaci, Ceiuci, Coaraci, Jaci, Nanderci, Seuci e altre.
È possibile che Ci e Pachamama siano la stessa dea. Questa ultima è la Grande Madre di alcune tribù di Argentina, Bolivia, Cile e Perù.
Anche così, è molto più comune nel Brasile sentirsi i nomi di Obatala, Yemaja, Shango, Yansa, Ochun e la parte più grande delle divinità africane che i nomi di Ci e delle altre divinità indigene.
È facile capire perché c’è questo: mentre le città brasiliane diventavano più grandi lungo i secoli, la quantità di schiavi aumentava, tanto quanto le tribù indigene erano ogni giorno mandate a foreste più lontane dalle città. Così, quale cultura ha avuto più possibilità di svilupparsi alle città? Quella degli schiavi, chiaramente. Anche dopo la fine della schiavitù nel Brasile, i discendenti degli schiavi hanno continuato ad abitare le città (o vicino), mentre la parte più grande degli amenrindi hanno cotinuato ad abitare le riserve indigene.
Anche dentro i gruppi indigeni la importanza della sua cultura è stata molto perduta perché, lungo i secoli, i gesuiti europei hanno stimolato gli amerindi a tratare con disprezzo la sua propria cultura, a dimenticare le sue proprie tradizioni ed a convertirsi al Cattolicesimo Romano.
Ogni espressione culturale indigena era chiamata “falsa storia” dai gesuiti. E fino adesso alcuni amerindi cattolici usano tali parole quando parlano della sua cultura ancestrale.
Viviamo in un’epoca dove si lotta per eliminare i tipi tutti quanti di pregiudizio (o almeno diminuirli), non è vero? Bene, penso io che oggi è un ottimo giorno per ricordare che questo tipo di pregiudizio ancora esiste. E dobbiamo lottare anche contro questo.
Até!

2 comentários:
No Brasil sempre foi assim, se valoriza mais o que vem de fora do que é nosso. Eu realmente não conheço quase nada da cultura indígena.
Como eu disse, foi uma cultura que foi sendo empurrada cada vez mais pra dentro das florestas e pra longe das cidades. Então, foi uma cultura afastada de nós.
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