Oi!!!
Amanhã é o dia de uma data histórica pouco lembrada, mas que fez parte da história da chegada oficial dos portugueses à América do Sul em 1500: no dia 23 de Março daquele ano, aconteceu o 1º desaparecimento da História do Brasil, que até hoje nunca foi explicado.
Tudo aconteceu quando a esquadra do Pedro Álvares Cabral se dirigia pra cá, cumprindo ordens do Rei Manuel I de Avis-Beja, de Portugal.
Tendo saído de Lisboa em 09 de Março, aquela foi a maior esquadra que Portugal produziu até ali, formada por 13 embarcações: 10 naus e 3 caravelas. Não se sabe o número exato de homens que tavam a bordo dessas embarcações, mas eram entre 1300 e 1400.
E o que aconteceu foi exatamente o desaparecimento de uma dessas naus...
A situação foi registrada pelo Pero Vaz de Caminha, o escrivão que tava a bordo.
Ao amanhecer do dia 23 de Março, quando os membros da frota olharam ao redor deles, constataram que uma das naus, comandada pelo marinheiro Vasco de Ataíde, tinha simplesmente sumido com todos os cerca de 150 tripulantes dentro!
Não foi visto nenhum corpo de nenhum tripulante flutuando na água. Nem destroços da nau nem objetos que tivessem a bordo. Então, concluíram que ela não afundou.
No dia anterior, quando tinha anoitecido, ninguém tinha visto nada fora do comum com a nau. E durante aquela noite, não aconteceu nenhuma tempestade que pudesse virar a nau nem soprou nenhum vento forte que pudesse empurrar a embarcação pra longe.
Como ainda tavam perto do Arquipélago de Cabo Verde, o próprio Pedro Álvares Cabral mandou que algumas naus voltassem pra lá e procurassem ao redor das ilhas pra ver se achavam, pelo menos, pedaços da nau boiando no Mar. Mas nem uma lasca de madeira da nau foi vista na água! Nem os corpos dos tripulantes foram vistos boiando no Mar nem jogados nas praias das ilhas.
A embarcação simplesmente sumiu, levando todo mundo que tinha dentro!
Depois de 2 dias de buscas, os membros sobreviventes da frota concluíram que não tinham mais o que fazer e seguiram em frente com a viagem deles, avistando as terras brasileiras menos de 1 mês depois disso.
Em 1502, o próprio Rei Manuel I escreveu uma carta na qual mencionou esse fato, dizendo que nunca mais se ouviu falar naquela nau.
A explicação mais aceita pro que aconteceu é que, durante aquela madrugada, a nau tenha se chocado contra os arrecifes que ficam ao Sul do Arquipélago de Cabo Verde e afundado. E os tubarões teriam feito os tripulantes sumirem.
Bom, pode até ter sido isso. Mas aí os destroços da nau não ficariam boiando na superfície do Mar? E pelo menos de acordo com o que foi registrado, nada disso foi visto.
Por outro lado, apesar do Pero Vaz de Caminha se mostrar surpreso com o ocorrido, em momento nenhum ele lamenta o que aconteceu nem menciona que ninguém ali ficou triste com isso, embora, aparentemente, 150 colegas deles tenham morrido ali!
Aí vem a 2ª explicação mais aceita: os demais tripulantes da frota mataram o Vasco de Ataíde e todos os marinheiros que tavam com ele, afundaram a nau e registraram o caso como se fosse um desaparecimento.
Tá. Isso explicaria o pouco apego do Pero pelos colegas desaparecidos. Mas por que eles fariam isso? Só se o tal do Vasco tivesse armado um motim pra matar o Pedro Álvares Cabral e pegar o posto de comando dele. Mas, quando isso acontecia, geralmente era registrado normalmente. Na expedição do Fernão de Magalhães, por exemplo, aconteceu um motim que foi registrado normalmente, assim como foi registrado o castigo contra os marinheiros amotinados.
Pra quem não viu, eu fiz um post sobre essa expedição em Setembro do ano passado. Lá vai o link:
http://centrogb.blogspot.com/2009_09_01_archive.html
Mas enfim: se tivesse acontecido alguma coisa que levasse os tripulantes das outras embarcações a matar os tripulantes daquela nau específica, muito provavelmente também teria sido registrado. Até porque matar 150 homens nem seria uma coisa muito fácil de se esconder e que não deixasse vestígio nenhum, né? Por mais que eles tentassem apagar os vestígios.
E a 3ª explicação mais aceita é que os tripulantes da nau, talvez com medo de atravessar o Atlântico, tenham simplesmente desertado da frota naquela noite e se dirigido pra África, onde se instalaram e não voltaram mais pra Europa.
Amanhã é o dia de uma data histórica pouco lembrada, mas que fez parte da história da chegada oficial dos portugueses à América do Sul em 1500: no dia 23 de Março daquele ano, aconteceu o 1º desaparecimento da História do Brasil, que até hoje nunca foi explicado.
Tudo aconteceu quando a esquadra do Pedro Álvares Cabral se dirigia pra cá, cumprindo ordens do Rei Manuel I de Avis-Beja, de Portugal.
Tendo saído de Lisboa em 09 de Março, aquela foi a maior esquadra que Portugal produziu até ali, formada por 13 embarcações: 10 naus e 3 caravelas. Não se sabe o número exato de homens que tavam a bordo dessas embarcações, mas eram entre 1300 e 1400.
E o que aconteceu foi exatamente o desaparecimento de uma dessas naus...
A situação foi registrada pelo Pero Vaz de Caminha, o escrivão que tava a bordo.
Ao amanhecer do dia 23 de Março, quando os membros da frota olharam ao redor deles, constataram que uma das naus, comandada pelo marinheiro Vasco de Ataíde, tinha simplesmente sumido com todos os cerca de 150 tripulantes dentro!
Não foi visto nenhum corpo de nenhum tripulante flutuando na água. Nem destroços da nau nem objetos que tivessem a bordo. Então, concluíram que ela não afundou.
No dia anterior, quando tinha anoitecido, ninguém tinha visto nada fora do comum com a nau. E durante aquela noite, não aconteceu nenhuma tempestade que pudesse virar a nau nem soprou nenhum vento forte que pudesse empurrar a embarcação pra longe.
Como ainda tavam perto do Arquipélago de Cabo Verde, o próprio Pedro Álvares Cabral mandou que algumas naus voltassem pra lá e procurassem ao redor das ilhas pra ver se achavam, pelo menos, pedaços da nau boiando no Mar. Mas nem uma lasca de madeira da nau foi vista na água! Nem os corpos dos tripulantes foram vistos boiando no Mar nem jogados nas praias das ilhas.
A embarcação simplesmente sumiu, levando todo mundo que tinha dentro!
Depois de 2 dias de buscas, os membros sobreviventes da frota concluíram que não tinham mais o que fazer e seguiram em frente com a viagem deles, avistando as terras brasileiras menos de 1 mês depois disso.
Em 1502, o próprio Rei Manuel I escreveu uma carta na qual mencionou esse fato, dizendo que nunca mais se ouviu falar naquela nau.
A explicação mais aceita pro que aconteceu é que, durante aquela madrugada, a nau tenha se chocado contra os arrecifes que ficam ao Sul do Arquipélago de Cabo Verde e afundado. E os tubarões teriam feito os tripulantes sumirem.
Bom, pode até ter sido isso. Mas aí os destroços da nau não ficariam boiando na superfície do Mar? E pelo menos de acordo com o que foi registrado, nada disso foi visto.
Por outro lado, apesar do Pero Vaz de Caminha se mostrar surpreso com o ocorrido, em momento nenhum ele lamenta o que aconteceu nem menciona que ninguém ali ficou triste com isso, embora, aparentemente, 150 colegas deles tenham morrido ali!
Aí vem a 2ª explicação mais aceita: os demais tripulantes da frota mataram o Vasco de Ataíde e todos os marinheiros que tavam com ele, afundaram a nau e registraram o caso como se fosse um desaparecimento.
Tá. Isso explicaria o pouco apego do Pero pelos colegas desaparecidos. Mas por que eles fariam isso? Só se o tal do Vasco tivesse armado um motim pra matar o Pedro Álvares Cabral e pegar o posto de comando dele. Mas, quando isso acontecia, geralmente era registrado normalmente. Na expedição do Fernão de Magalhães, por exemplo, aconteceu um motim que foi registrado normalmente, assim como foi registrado o castigo contra os marinheiros amotinados.
Pra quem não viu, eu fiz um post sobre essa expedição em Setembro do ano passado. Lá vai o link:
http://centrogb.blogspot.com/2009_09_01_archive.html
Mas enfim: se tivesse acontecido alguma coisa que levasse os tripulantes das outras embarcações a matar os tripulantes daquela nau específica, muito provavelmente também teria sido registrado. Até porque matar 150 homens nem seria uma coisa muito fácil de se esconder e que não deixasse vestígio nenhum, né? Por mais que eles tentassem apagar os vestígios.
E a 3ª explicação mais aceita é que os tripulantes da nau, talvez com medo de atravessar o Atlântico, tenham simplesmente desertado da frota naquela noite e se dirigido pra África, onde se instalaram e não voltaram mais pra Europa.
Mas ficou como o 1º mistério da História Registrada do Brasil.
Domani è il giorno di una data storica poco ricordata: sarà l’anniversario di 510 anni della prima scomparsa della Storia del Brasile. E che nessuno è mai riuscito a spiegare.
La storia tutta quanta è sucessa quando la flotta di Pedro Álvares Cabral, sotto le ordini del Re Manuele I di Aviz-Beja, del Portogallo, attraversava l’Oceano Atlantico.
Loro avevano lasciato Lisbona nel 9 Marzo del 1500, con 10 caracche, 3 caravelle e circa 1300 o 1400 uomini a bordo. Ed era la flotta più grande che Portogallo aveva creato fino a quell’epoca.
Bene, quello che è sparito è proprio una fra quelle 10 caracche...
Pero Vaz de Caminha, il notaio che era a bordo, ha registrato quello che ha visto.
All’alba del giorno 23 Marzo, quando i membri della flotta hanno guardato intorno a loro, hanno visto che una delle caracche, quella che aveva il navigator Vasco de Ataíde come pilota, era sparita con i suoi circa 150 uomini tutti quanti a bordo!
Non si vedeva qualche carogna di qualche dei suoi membri fluttuando sul Mare. Nemmeno vedevono i suoi relitti o qualche oggetto che era a bordo fluttuando sull’acqua. Così, hanno capito che la caracca non è andata a fondo.
Almeno fino al pomeriggio scorso, nessuno aveva visto niente di diverso con quella caracca. E da allora non c’è stato nessuna tempesta che potesse fare ribaltare la caracca e nessun vento che potesse spingere la barca lontano.
Fino adesso, il destino della caracca di Vasco de Ataíde rimane un mistero.
Vasco de Ataíde’s carrack (a member of Pedro Álvares Cabral’s fleet) disappeared on March 23rd, in 1500, near Cape Verde. And some other carracks were sent then to look for it around the islands. But nobody saw the carrack, no piece of the ship was seen floating on the Sea, and no dead body of any member of the carrack’s crew was seen at the beaches.
The ship had just disappeared! And all the 150 men who were on board had been gone with it!
Pedro Álvares Cabral spent 2 days looking for the lost carrack. And then he understood he could do nothing else and went ahead with his voyage... He would catch the 1st glimpse of the South-American mainland less than 1 month later.
In 1502, King Emmanuel I de Aviz-Beja of Portugal mentioned such situation in a letter. And then he said such carrack was never seen again.
The most accepted explanation for what happened is an accident: the ship could have crashed against the reefs which stay in the South of Cape Verde’s beaches. Then it sank and its members were devoured by sharks.
OK. Of course it’s not impossible. But how about the missing ship’s wreckages in this case? No wreckage (big or small) was seen floating on the water.
Such case was registered by Pero Vaz de Caminha. And here we have the most strange part of the case: we can see Pero was surprised with such situation, but he never laments for that! And according to his notes, nobody in the fleet seemed very sad, in spite of the possible deaths of their 150 colleagues!
La carraca de Vasco de Ataíde, miembro de la flota de Pedro Álvares Cabral, se queda desaparecida desde el 23 de Marzo de 1500.
Una de las explicaciones más aceptas para eso es que los otros miembros del grupo mataron Vasco y sus camaradas de a bordo (más o menos 150 hombres), destruyeron su carraca y tomaron nota de la situación como si fuera una desaparición.
Muy bien. ¿Pero por qué lo harían? A menos que Vasco se haya amotinado para usurpar el puesto de Pedro Álvares Cabral y matarlo. Mas cuando ese tipo de situación ocurría en las flotas, era registrado de modo común. En la flota de Fernando de Magallanes, por ejemplo, ocurrió un motín, de que tomaron nota sin cualquier necesidad de ocultarlo. Tanto cuanto fueron registrados los destinos de los marineros amotinados.
Si no lo viste, hay un post hablando de esa otra historia en Setiembre de 2009. Puedes clicar sobre el enlace arriba para verlo.
Como sea, si los otros miembros de la flota hubieron matado los miembros de aquella carraca específica (por cuenta de un motín o no), es cierto que habrían tomado nota de eso también. Hasta mismo porque matar 150 hombres al mismo tiempo no es una cosa fácil de ser oculta y de no dejar vestigios, ¿verdad? Mismo cuando se hace lo que se puede para no dejarlos.
Otra explicación es que los hombres de Vasco, tal vez con miedo de cruzar el Océano Atlántico (la flota se venía a América del Sur), simplemente hayan desertado de la flota y viajado para África, donde se quedaron sin pensar en regresar a Europa.
Bueno, como sea, ese se quedó como el primer gran misterio de la Historia Registrada de Brasil.
2 comentários:
eu nao sabia disto. "blogueando" e aprendendo lol
É. Como eu disse, isso não é muito lembrado. Até por isso pensei em falar sobre esse assunto aqui.
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