Oi!!!
O post de hoje vai ser sobre uma curiosidade cultural.
De todos os mitos e lendas populares trazidos pelos europeus e que se fixaram no Brasil, parece que um dos que menos se incorporaram à nossa cultura foi o dos monstros de lago.
Antes da chegada do Cristianismo, principalmente nas ilhas britânicas, a crença em divindades que vivem em lagos sempre foi constante entre os primeiros habitantes das ilhas. E a eventual presença de monstros nesses mesmos lagos, talvez como uma espécie de súditos e/ou protetores dessas divindades, era algo de que não se duvidava.
Em outros casos, aparentemente, se acreditava que o monstro era a própria divindade, manifestada num aspecto assustador.
É o que vemos no Loch Morar, localizado nas Highlands da Escócia. Os antigos celtas acreditavam que, quando a deusa Morrigu fazia aparições em 3 partes diferentes do lago, ela tava anunciando a morte de alguém. E com o tempo, essa crença sofreu uma certa alteração, sendo a deusa substituída por um monstro chamado Morag (imaginado como uma grande serpente preta com corcovas nas costas), no qual muitos habitantes locais acreditam até hoje. E o qual eles dizem que também só se deixa ver quando alguém tá perto de morrer.
E o monstro de lago mais famoso do Mundo também é originário exatamente da Escócia: Nessie, o monstro do Loch Ness.
Geralmente, esse monstro é descrito como uma criatura com uma estrutura física bem parecida com a de um plesiossauro.
O post de hoje vai ser sobre uma curiosidade cultural.
De todos os mitos e lendas populares trazidos pelos europeus e que se fixaram no Brasil, parece que um dos que menos se incorporaram à nossa cultura foi o dos monstros de lago.
Antes da chegada do Cristianismo, principalmente nas ilhas britânicas, a crença em divindades que vivem em lagos sempre foi constante entre os primeiros habitantes das ilhas. E a eventual presença de monstros nesses mesmos lagos, talvez como uma espécie de súditos e/ou protetores dessas divindades, era algo de que não se duvidava.
Em outros casos, aparentemente, se acreditava que o monstro era a própria divindade, manifestada num aspecto assustador.
É o que vemos no Loch Morar, localizado nas Highlands da Escócia. Os antigos celtas acreditavam que, quando a deusa Morrigu fazia aparições em 3 partes diferentes do lago, ela tava anunciando a morte de alguém. E com o tempo, essa crença sofreu uma certa alteração, sendo a deusa substituída por um monstro chamado Morag (imaginado como uma grande serpente preta com corcovas nas costas), no qual muitos habitantes locais acreditam até hoje. E o qual eles dizem que também só se deixa ver quando alguém tá perto de morrer.
E o monstro de lago mais famoso do Mundo também é originário exatamente da Escócia: Nessie, o monstro do Loch Ness.
Geralmente, esse monstro é descrito como uma criatura com uma estrutura física bem parecida com a de um plesiossauro.

Outra coisa: os registros mais antigos sobre as aparições dessa criatura são do século VI, embora haja registros até hoje (no século XXI). Então, também teria que ser um plesiossauro meio velho, né? Com uns 1500 anos de idade!rs
A não ser que você ache que não é 1 monstro só, mas sim uma família de monstros da mesma espécie que vive escondida no Loch Ness. E os que são vistos hoje são descendentes dos daquela época.
Bom as aparições dessas criaturas geralmente são registradas durante o Verão, perto da foz dos rios que deságuam no Loch Ness, perto do Rio Ness (que liga o Loch Ness ao Mar) ou perto das ruínas do Castelo de Urquhart.
Entretanto, alguns desses mesmos objetos também já foram fotografados com câmeras subaquáticas (apesar de que as fotos nunca ficam muito nítidas). E vejam o que apareceu em uma dessas fotos, feita nos anos 70:
Por outro lado, também existe uma infinidade de fotos de “monstros” que mostram claramente coisas que não são monstros.rs Isso acontece porque, principalmente nas épocas de mais movimento turístico, muitos curiosos se aproximam do lago, pretendendo fotografar o monstro. E com o nível de ansiedade em que eles se encontram, acham que qualquer coisa inesperada que eles vejam no lago é o monstro: esteiras de espuma deixadas pela hélice de algum barco, troncos de árvore flutuando na superfície do lago ou simplesmente ondas um pouco mais altas do que as outras. Não faltam “fotos do monstro” que mostram simplesmente isso, tiradas por turistas ansiosos.rsrs
É claro que tem também aqueles que querem simplesmente aparecer. E aí colocam um monstro de plástico ou de borracha na água e batem fotos dele a uma certa distância. Mas isso nem chega a ser tão comum, porque fotos desse tipo são desmascaradas com muita facilidade. Isso é coisa de quem quer 15 minutos de fama, né?
Nas mitologias e folclores dos demais países europeus, embora com menos frequência, também são encontradas lendas que falam sobre monstros lacustres.
E vejam que esse é um mito extremamente comum não só na Europa, mas também na América do Norte: as mitologias e religiões dos índios que foram os primeiros habitantes do Norte da América falavam sobre várias criaturas (várias delas de aparência monstruosa) que habitavam seus lagos.
Até hoje existem criptozoólogos que tentam provar a existência dos monstros Ogopogo, do Lago Okanagan, Igopogo, do Lago Ontário, e Manipogo, do Lago Manitoba. Entre outros, é claro.
O mais famoso desses, provavelmente, é o Ogopogo, sobre o qual se desenvolveram especulações bem parecidas com as que existem sobre a Nessie: muita gente pensa que são vários Ogopogos em vez de 1 só, várias fotos já foram tiradas no Lago Okanagan mostrando supostos monstros e muita gente pensa que ele é um dinossauro sobrevivente (nesse caso, um basilossauro).

http://www.youtube.com/watch?v=2qmGs0clU8c
Apesar do Ogopogo ser considerado o monstro de lago mais antigo do folclore norte-americano, as primeiras supostas aparições dele foram por volta de 1860. Então, pelo menos em termos de registros históricos, ele é bem mais ‘novo’ do que os monstros dos lagos europeus.
Os índios daquela época chamavam o monstro de N’ha-a-itk. E descreviam a criatura como uma serpente escura de cerca de 20 metros, com corcovas nas costas. E pra acalmar o monstro, eles colocavam animais em canoas, que mandavam flutuando pelo lago a dentro, pra servir de alimento a ele.
E como era de se esperar, até hoje muita gente vai ao Lago Okanagan (na Colúmbia Britânica, Canadá) com a intenção de ver e/ou fotografar o monstro.
Isso não incomoda os habitantes locais, muito pelo contrário: o Ogopogo é uma das atrações turísticas principais do lago (ou talvez a principal).
Ao redor do Okanagan, existem placas com essa inscrição:
“Ogopogo’s Home
Before the unimaginative, practical whitemen came, the fearsome lake serpent, N’ha’a’itik, was well known to the primitive superstitious Indians. Its home was believed to be a cave at the Squally Point, and small animals were carried in the canoes to appease the monster. Ogopogo is still seen each year... But now by the white men.”
“O Lar do Ogopogo
Antes do que se possa imaginar, antes da chagada dos racionais homens brancos, a assustadora serpente do lago, N’ha’a’itik, era bem conhecida dos primitivos e supersticiosos índios. Acreditava-se que seu lar fosse uma caverna em Squally Point. E pequenos animais eram carregados em canoas para apaziguar o monstro. O Ogopogo ainda é visto todos os anos... Mas agora por homens brancos.”
Bom, no Brasil, como eu já disse desde o início, parece que as lendas sobre monstros de lago simplesmente não pegaram muito.
O único monstro de lago brasileiro que eu encontrei, que nem é tão conhecido assim, é o Cavalo Marinho.
Geralmente, ele é descrito como um peixe enorme, com cabeça e rabo de cavalo, com pelos de ouro. E que vivia num lago no alto de uma colina da Floresta Amazônica.
Também se acreditava que esse lago tivesse uma ligação com o Rio Uaicurupá, em Parentins, onde o monstro também aparecia de vez em quando.
Como não existiam cavalos na América do Sul antes da chegada dos europeus, é evidente que essa não é uma lenda indígena, mas sim que foi trazida pelos europeus. Mas não se desenvolveu por aqui.
Aliás, isso abre um precedente pra outra discussão: no folclore do Brasil, praticamente não existem lendas sobre monstros de lago, mas existe uma verdadeira multidão de lendas sobre monstros de rio!
Il post di oggi parla di una questione culturale.
Fra i miti tutti quanti che il Brasile ha ricevuto dell’Europa, uno di quei che si sono meno sviluppati nella cutura brasiliana è il mito dei mostri dei laghi.
Specialmente nelle isole britaniche, prima dell’arrivo del Cristianesimo, i primi abitanti delle isole credevano nelle divinità che abitano i laghi. Ed anche nei mostri che abitavano i laghi insieme a questi dei.
Alcune volte, a quanto pare, si credeva che il mostro era la divinità stessa, nel suo aspetto mostruoso.
È quello che si vede nel Loch Morar, in Highland, nella Scozia. Gli antichi Celti credevono che, quando la dea Mórrígan era vista in 3 posti diversi del lago, lei voleva dire che qualcuno sarebbe morto da allora in poi. E dopo alcuni secoli, questo è stato un po’ cambiato: hanno sostituito la dea per un mostro chiamato Morag (immaginato come una serpente nera e molto grande, con delle gobbe sulla schiena), in cui molti abitanti della regione credono fino adesso. E si dice che anche Morag è vista soltanto prima della morte di qualcuno.
Anche il mostro di lago più conosciuto del Mondo abita la Scozia: Nessie, il mostro del Loch Ness.
Quasi sempre, questo mostro è immaginato come un essere molto simile a un plesiosauro.
Ma 100000000 di anni fa che i plesiosauri non esistono più. Così, sarebbe... “un po’” illusorio che si creda che un plesiosauro abiti un lago della Scozia oggigiorno, vero?
Un’altra cosa: i registri storici più antichi che parlano di questo mostro sono del secolo VI, ma c’è gente che dice che lo vede ancora oggigiorno. Così, sarebbe un plesiosauro un po’ vecchio, vero? Avrebbe 1500 anni!rs
Chiaramente, si può credere che non c’è soltanto 1 unico mostro, ma una famiglia di mostri dello stesso tipo che abita il Loch Ness. E quei che si vedono oggi sono i discendenti di quello che è stato visto nel secolo VI.
Bene, tali mostri sono “visti” quasi sempre nell’Estate, vicino al livello di base dei fiumi che ci sono nel Loch Ness, vicino al Fiume Ness o vicino alle rovine del Castello di Urquhart.
Molti tipi di sonar sono già stati usati nel Loch Ness. Ed alcuni hanno localizzato delle cose grandi nuotando dentro il lago e che, grazie ai suoi movimenti, si poteva vedere che erano cose vive. Ma questo non significa niente molto importante, visto che un branco di pesci nuotando isieme sarà visto nel sonar come si fosse 1 cosa sola e grande.
Ma alcune di queste cose che i sonar hanno localizzato sono state anche fotografate (nonostante non si veda niente chiaramente in tali foto). E voi potete vedere sopra una di queste cose, che è stata fotografata negli anni 70. Non è (almeno un po’) simile ad un plesiosauro?
Dall’altra parte, ci sono tantissime foto di “mostri” che ci mostrano chiaramente delle cose che non sono mostri. Questo è perché, particolarmente nelle vacanze, molti turisti e curiosi arrivano al lago, pensando di fotografare il mostro. E grazie alla sua super inquietudine, credono che tutto quello che si vede di diverso nel lago è il mostro: le scie delle eliche, tronchi di alberi fluttuando o soltanto alcune onde dell’acqua un po’ più alte delle altre. Molti turisti hanno fotografato questi “mostri” del Loch Ness.rs
Chiaramente, ci sono anche quei che vogliono soltanto usare questo mito da essere “famosi per 15 minuti”. Così, fotografano dei mostri di plastico e gomma nel lago ed usano queste foto da fare quello che vogliono. Ma questo non è così comune, visto che tali foto sono smascherate senza qualche difficoltà.
Las mitologías de casi todos los países europeos tienen leyendas que hablan de monstruos de lagos.
En verdad, eso no es solamente en Europa, pero también en América del Norte: las mitologías y religiones de los indios que fueron los primeros habitantes del Norte de América hablan de muchos seres (algunos de ellos monstruosos) que habitaban sus lagos.
Hasta hoy hay criptozoólogos que hacen lo que pueden para demostrar que los monstruos Ogopogo (del Lago Okanagan), Igopogo (del Lago Ontario) y Manipogo (del Lago Manitoba), y otros más, existen.
El más conocido entre esos, probablemente, es Ogopogo, de que muchas cosas son dichas: hay gente que dice que son muchos Ogopogos en vez de 1 solo, hay gente que dice que Ogopogo es un tipo de dinosaurio sobreviviente (un basilosaurio) y hay gente que dice que lo fotografó o lo filmó en el lago.
Bueno, hablando de esas tales fotos y películas del “monstruo”, uds pueden clicar sobre el enlace arriba para ver algunos ejemplos de simples ondas en el lago que fueron confundidas con Ogopogo.
Aunque sea visto como el monstruo de lago más antíguo de las leyendas de América del Norte, las primeras veces en que Ogopogo fue “visto” fueron más o menos en 1860. Así, él no es tán antíguo cuanto los monstruos de lago de Europa.
Los indios de aquella época lo llamaban N’ha’a’itik. Y lo describían como una serpiente negra de más o menos 20 metros, con gibas en el dorso. Y para mentenerlo calmo, lanzaban canoas por el lago con animales dentro para servirle como alimento.
Y como es común en lugares no-urbanos con ese tipo de leyenda, mucha gente todavía va al Lago Okanagan (Columbia Británica, Canadá) deseando ver y/o fotografar Ogopogo.
Y eso gusta a los habitantes locales, que tienen el monstruo como una de las principales atracciones turísticas del lago (o la principal).
Alrededor de Okanagan, hay letreros con esa inscripción:
“El Hogar de Ogopogo
Antes de lo que se pueda imaginar, antes de la llegada de los racionales hombres blancos, la aterradora serpiente del lago, N’ha’a’itik, era muy conocida por los primitivos y supersticiosos indios. Se acreditaba que su hogar fuera una caverna en Squally Point. Y pequeños animales eran llevados en canoas para apaciguar el monstruo. Ogopogo todavía es visto todos los años... Pero ahora por hombres blancos.”
Bueno, aquí en Brasil, las leyendas que hablan de monstruos de lago no fueron nunca comunes.
El único monstruo de lago brasileño que conozco, y que no es muy conocido, es Cavalo Marinho.
En general, es descrito como un pez muy grande, con la cabeza y la cola iguales a las de un caballo, con pelaje de oro. Y se dice que vivía en un lago sobre la cumbre de una colina de la Selva Amazónica.
También se creía que hubiera algun tipo de paso de este lago para el Río Uaicurupá, en Parentins, pues que el monstruo también era “visto” en ese río.
No había caballos en América del Sur antes de la llegada de los europeos. Así, es claro que esa no es una leyenda indígena, pero sí traída de Europa. Pero no se desarrolló por aquí.
Dicho sea de paso, tenemos aquí un tema para otra cuestión: en el folclore brasileño no hay muchas leyendas que hablan de monstruos de lago, ¡pero hay un montón de leyendas que hablan de monstruos de río!
Bom, até mais!
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