domingo, 3 de fevereiro de 2008

O MAIOR DOS CARNAVALESCOS GAYS

Oi!!!

Bom início de semana!
Obrigado a todos que tão respondendo a enquete!
Bom, como a gente tá em clima de Carnaval, vamos falar hoje sobre um dos principais carnavalescos aqui do Rio que é gay assumidíssimo: o psicólogo, ator, diretor e carnavalesco brasileiro Milton Cunha.

Milton Reis Junior nasceu na Ilha de Marajó, no Pará, em 1963.
Ele tem mais 3 irmãos. Mas ele declara abertamente que sempre foi o mais atrevido: quando os pais brigavam com eles, os outros baixavam a cabeça e ficavam quietos, mas ele, desde criança, enfrentava os pais de igual pra igual. E quando apanhava, ainda continuava desafiando os pais debaixo de porrada!
O irmão mais novo do Milton também é gay, mas sempre foi mais quietinho.
O pai nunca aceitou a sexualidade de nenhum dos 2. E ameaçava eles, dizendo que se soubesse que tinha um filho gay (o que já sabia muito bem, é claro) expulsaria ele de casa e espancaria ele até a morte. Mas o Milton vê isso hoje apenas como uma forma que ele usava pra tentar controlar a família, pois, por mais que ele batesse, também não chegava a esses extremos. E pra sacanear, o Milton ainda ficava desenhando vestidos e flores na frente do pai.
De qualquer forma, ele diz que teve uma infância feliz. Ele gostava muito de pescar naquela época.
Com 9 anos, o Milton teve a 1ª experiência sexual, com um vizinho de 12. Ele diz que, na hora, foi meio espantoso. Mas hoje, ele acha graça daquilo quando se lembra. De qualquer forma, ele já sabia bem que gostava de homem. Na pós-adolescência, ele até chegaria a ter algumas experiências sexuais com mulheres por curiosidade, mas nunca se interessou muito e ficaria só nessa época mesmo.
Ainda no final da infância e início da adolescência, como estudou em colégios de padres, ele transou praticamente com todos os padres que tinha lá.
Quando o Milton era adolescente, a família se mudou pra Belém, onde, mais tarde, com 19 anos, ele se formaria em Psicologia pela Universidade Federal do Pará.
Assim que se formou, ele chegou pro pai e disse que tava indo embora pro Rio de Janeiro, onde tinha decidido que viveria. E é claro que isso provocou mais uma briga feroz com o pai, que disse que deserdaria ele se ele fizesse isso... Pois ele fez!
A cena que veio a seguir foi bastante curiosa: o pai só deixou ele sair realmente com a roupa do corpo, mas fez questão de levar ele na rodoviária pra pegar o ônibus pro Rio, em plena madrugada, e durante todo o caminho foi tentando convencer ele a não ir. E pouco antes do Milton embarcar, ouviu o pai dizer que ele tava fazendo uma coisa que ele (o pai) gostaria de ter feito a vida inteira.
Ele reconhece que esse dia foi um divisor de águas na vida dele, que mudou completamente dali pra frente.
Quando chegou aqui no Rio, sem nem 1 centavo, o Milton passou fome e chegou a ser mendigo em Copacabana. Mas, mais tarde, ele conseguiu o emprego de varredor no Teatro Cacilda Becker, no Catete. E ali ele começou a conhecer algumas pessoas ligadas ao meio artístico, até que teve a oportunidade de fazer umas pontas em algumas peças. E logo seguiu pela carreira de ator de teatro e, mais tarde, teria algumas experiência como diretor também. E aí assumiu o nome artístico de Milton Cunha.
Ainda em 1984, ele conseguiu o emprego de assistente do Mauricio Sherman, no Scala. E depois disso ele se tornou produtor de moda das garotas do fantástico, na Globo. E lá ele conheceu a carnavalesca Cristina Franco, que convidou ele pra ser assistente dela no Carnaval. Daí pra frente, ele mergulhou de cabeça no mundo do Carnaval, mas sempre como assistente.
Só em 1994 é que o Milton se tornou realmente o carnavalesco da Beija-Flor, depois de passar por um severo concurso com outros concorrentes.
Também desde aquela época ele tem sido presença constante nas paradas gays do Rio. E em todas as vezes que algum evento gay precisava de um homossexual famoso pra chamar a atenção do público, tava ele lá, pois sempre fez questão de assumir a homossexualidade em público.
Mesmo assim, e mesmo depois de tantos anos que o Milton já saiu de casa, a família nunca aceitou. Ele até já tentou conversar com o pai sobre o fato de ser gay. Mas o pai desconversou e acabou não deixando ele continuar com o assunto.
O pai dele morreu no final de 1998. Mas até hoje, todo ano ele vai fazer uma visita à família, cada vez mais certo de que o lugar dele não era mesmo ali.
No final dos anos 90, o Milton viu que não tinha como crescer muito na Beija-Flor, pois a escola já era muito grande quando ele chegou, e crescer como profissional numa instituição que já se desenvolveu e já tem seus profissionais principais destacados é bem mais difícil.
Assim, ele decidiu ir pra Estácio de Sá, que tava a caminho do grupo de acesso.
Naquela época, a União da Ilha era considerada a escola de samba com o maior número de homossexuais e bissexuais do Rio de Janeiro. Mas depois que o Milton foi pra Estácio de Sá, foi ela que ganhou essa fama.
Atualmente, ele é o carnavalesco da São Clemente.
O Milton diz que o estilo dele como carnavalesco é uma grande mistura de estilos carnavalescos e teatrais, mas que dá certo.
Na vida pessoal, ele se declara uma pessoa extremamente feliz. Inclusive, feliz por ser gay: comparando a própria vida com a vida de vários héteros que ele conhece, ele diz que a vida dele tá muito melhor que a desses héteros, tanto pessoalmente quanto profissionalmente.
Apesar de ter tido uma formação católica, o Milton é praticante do Candomblé. E diz que só ‘freqüentou’ essa igreja numa época que teve em Roma. De acordo com ele, lá é fácil encontrar padres loucos pra transar com qualquer gay que dê corda. E ele pegou vários por lá!
Tirando isso, ele se recusa a participar de qualquer ritual católico, pois não quer dar força prum grupo religioso que se dedica em tempo integral a falar contra ele e contra todas as pessoas como ele. Inteligente, né?
Por assumir que gosta muito de sexo, o Milton já criou algumas polêmicas em entrevistas que deu, dizendo, por exemplo, que já transou dentro de um banco 24 horas e que transar com alguém que ele acabou de conhecer nunca foi um problema pra ele. Mas sempre com camisinha, é claro.
Bom, tá aí alguém que sabe viver, né?

Have a nice week!
Well, it’s Carnival! So, let’s talk a little about one of the greatest carnavalescos of Rio de Janeiro who’s openly gay: the Brazilian psychologist, theater actor, theater director and carnavalesco Milton Cunha.
He was born in Marajó Island, in Pará, in 1963, as Milton Reis Junior.
He has 3 brothers. But he really says he’s always been the sassiest. When their parents lectured them for something, the others didn’t use to say any word. But he, even as a boy, used to defy the parents. And even when they hit him, he used to continue defying them.
Milton’s youngest brother is gay too. But he’s much more discreet than him.
Their father never accepted their homosexuality. And he used to say if he had a gay son, he would expel him from his house and kill him. But nowadays Milton thinks it was just a way used by his father to try ruling the sons, even because he’s never hit any son like this. But Milton defied the father also in these moments, drawing flowers and female clothes in his presence.
Anyway, he says he had a happy childhood. And he loved fishing at that time.
Milton had sex for the 1st time when he was 9 years old. His partner was a 12-year-old boy who was his neighbor. And he says it was strange at that time. But nowadays he thinks it was funny. Even so, he’s always known he had sexual desire for men. As a post-asolescent, he had sex with some women only to experience it. But he never thought he was a hetero.
In his teens, he studied at roman catholic schools. And had sex with almost all the priests who were there.
At that time, his family moved to Belém. And he graduated as a psychologist at the Universidade Federal do Pará when he was 19.

Después que tuvo su graduación en Psicología, con 19 años, Milton dijo a su padre que dejaría Pará y iría para Rio de Janeiro. Y así empezó una nueva pelea con el padre, que dijo que lo desheredaría si él fuera para Rio... Pero él iría así mismo.
Entonces, hubo una situación interesante: el padre lo dejó irse solamente con las ropas que usaba, pero lo llevó hasta el terminal de autobuses, diciendole siempre para no irse. Y pocos momentos antes de entrar en el autobús para Rio, Milton pudo escuchar el padre decir que él estaba haciendo algo que a él (el padre) gustaría mucho haber hecho en toda su vida.
Milton, dice que aquel día fue el gran momento de transformación en su vida: él fue una persona antes y pasó a ser otra después de entonces.
El llegó a Rio sin nada de dinero y hasta mismo vivió por algun tiempo como mendigo en Copacabana. Pero, un poco después, pudo tener trabajo como barrendero del Teatro Cacilda Becker, en Catete, donde empezó a conocer algunos artistas. Y después de algun tiempo, pudo estar en algunos shows teatrales como pequeños personajes, hasta empezar su carrera de actor y, después, de director. Y entonces, empezó a utilizar el nombre artístico de Milton Cunha.
En 1984, él fue asistente de Mauricio Sherman, en Scala (una casa de shows de Rio). Y entonces, se fue a trabajar en la TV Globo, donde conoció la carnavalesca Cristina Franco. Y ella lo invito a trabajar como su asistente en el Carnaval. Entonces, Milton llegó finalmente al mundo del Carnaval, donde está hasta hoy.
El trabajó como asistente de otros carnavalescos hasta 1994, cuando fue aprobado para ser el carnavalesco de la Escola de Samba Beija-Flor, después de un severo concurso.
También desde aquella época, él está siempre en eventos LGBT de Rio de Janeiro que necesitan un gay conocido, porque siempre dijo en público que es homosexual.
Así mismo, y todos esos años después de Milton haber dejado su casa, su familia no acepta su homosexualidad. El hizo lo posible para hablar de eso con su padre, pero el padre nunca lo dejó continuar a hablar.
Su padre se murió en 1998. Pero hasta hoy, él vá a visitar sus hermanos en Pará, cada vez más convencido de que su lugar nunca fue allá.

Dal 1994 nell’Escola de Samba Beija-Flor, Milton ha capito dopo alcuni anni che non avrebbe l’opportunità di diventare un gran carnavalesco in quell’escola, perché era già un’escola molto grande quando lui ci è arrivato. Ed essere un gran professionale in qualche istituizione che è già grande è sempre difficile.
Così, lui è diventato il carnavalesco dell’Escola de Samba Estácio de Sá, nella fine degli anni 90.
In quell’epoca, l’Escola de Samba União da Ilha era vista come l’escola che aveva la più grande quantità di omosessuali e bisessuali di Rio de Janeiro. Ma dopo l’arrivo di Milton, Estácio de Sá è stata vista come la principale escola de samba gay carioca (prima di tutto perché lui è pubblicamente omosessuale).
Oggi, lui è il carnavalesco dell’Escola de Samba São Clemente.
Milton dice che il suo stile come carnavalesco è una mescolanza di stili di Carnevale e di teatro (lui è già stato attore e direttore di teatro).
Nella vita personale, lui se dice una persona molto felice. Anche felice perché è gay: se fa una comparazione della sua vita colla vita di molti etero che conosci, lui dice che la sua è molto migliore come professionale e come persona.
Milton ha studiato in delle scuole cattoliche, ma la sua religione oggi è il Candomblé. Lui dice che andava in chiesa solo in una epoca quando è andato a Roma. Secondo lui, è molto facile trovare dei preti romani volendo fottere con qualche gay che gli voglia. E lui ha fatto di tutto con molti di questi preti.
Ma eccetto per questo, lui non va in chiesa, perché non vuole dare forza ad un gruppo che parla sempre e sempre contro gli omosessuali, essendo lui un omosessuale. Dobbiamo dire che lui è intelligente, vero?
Milton dice sempre che il sesso gli piace moltissimo. E per questo, lui ha già parlato alcune cose polemiche in alcune interviste. Ma dice sempre che non scorda mai il profilattico.
Bene, possiamo dire che lui sa vivere!

4 comentários:

Anônimo disse...

Putsss se ele realmente transou num banco 24hs como ele diz ... então o que será que ele faria dentro do banco central .....

Leo Carioca disse...

Ah, mas ele já deve ter feito!rsrsrs

Jonatas Oliveira disse...

Olá, Leo Carioca!! Gostaria de fazer uma entrevista com você para publicar no meu blog.

Aguardo contato!


-jonatas

Leo Carioca disse...

Claro, Jonatas.
A partir da semana que vem eu já tô com o horário mais organizado. Mas a gente se fala antes!
Obrigado!