sábado, 23 de fevereiro de 2008

NASCERAM ALGUNS MONSTROS

Oi!!!
Hoje a gente vai falar sobre uma trilogia de filmes de terror dos anos 70 e 80, que tinha como tema comum o nascimento de bebês monstruosos e assassinos.

A trilogia foi apelidada no Brasil de Nasce Um Monstro, já que esse foi o nome que o 1º filme (1974) recebeu aqui.
Os 3 filmes foram escritos e dirigidos pelo Larry Cohen. Mas podemos dizer que ele se saiu melhor no 1º filme do que nos 2 seguintes... Ele ia ser lançado com o título de Baby Killer, mas depois mudaram pra It’s Alive.
Desde o início, fica claro que o filme é uma produção de baixo custo. Até pelo elenco desconhecido e pela ausência total de grandes efeitos especiais. Mas, apesar de todas essas limitações, a direção se saiu tão bem que o resultado final foi bem melhor do que se poderia prever.
Já que não podia contar com efeitos especiais de primeira, o diretor apostou muito mais nas cenas de suspense ao longo do filme todo. Barulhos inesperados, objetos que caem de repente e a própria movimentação da câmera cuidam disso. Além da lembrança constante de que nenhum lugar é seguro (não se esqueçam que o monstro desse filme tem o tamanho de um bebê, podendo ficar escondido em qualquer lugar sem ser percebido).
É claro que ninguém tá comparando esse filme a nenhuma superprodução hollywoodiana. Mas se ele for comparado a outras produções do mesmo custo, ele é uma maravilha!rs
O personagem principal se chama Frank Davies, interpretado pelo falecido ator John P. Ryan.

E o filme começa mostrando ele levando a esposa, em trabalho de parto, pro hospital, logo depois de deixar o filho mais velho com um amigo... Eles tentavam já fazia vários anos ter mais um filho, mas só recentemente a mulher tinha conseguido engravidar.
Enquanto, na sala de parto, a mãe começava a sentir que tinha alguma coisa errada e o médico se surpreendia com o volume do bebê que tava pra nascer (supondo que ele devia ter uns 8 kg!), o pai conversava com outros futuros pais na sala de espera. Até que, de repente, ele viu um dos enfermeiros que faziam o parto da esposa entrar ali cambaleando, com a garganta rasgada de um lado ao outro, e cair morto logo depois!
Em pânico, ele correu pra sala de parto e só o que encontrou foi o resto da equipe médica nas mesmas condições.
A polícia foi chamada e as únicas testemunhas do parto que sobreviveram explicaram que viram a mulher parir uma coisa monstruosa que matou todos que tavam por perto e, logo em seguida, fugiu do hospital pelo duto de ventilação. E na mesma noite, a notícia vazou pruma estação de rádio...
A partir daí, começa a caça à misteriosa e perigosa criatura, que vai matando (quase sempre em off) várias outras pessoas que encontra pelo caminho. Mas também começa a perseguição ao casal Davies, infinitamente importunados por todos os tipos de pessoas com todos os tipos de intenções: policiais, querendo de qualquer forma alguma pista do monstro pra acabar com ele de vez; repórteres sensacionalistas, querendo fazer entrevistas pra programas de fofoca; responsáveis pela indústria de anticoncepcionais, pedindo que, se o casal tivesse usado algum produto deles, não divulgasse em público; biólogos, pedindo que os pais vendessem o cadáver do monstro pra eles assim que ele fosse abatido...
Sem dúvida, uma super crítica social: não importava a ninguém que tivesse nascido um monstro sem explicação nenhuma ou mesmo como seria a vida daquela família dali pra frente; o que importava era que cada um tivesse o seu lucro e que ninguém saísse perdendo!
O monstro (ou seja, o motivo dos lucros e das perdas de todos), é uma figura quase abstrata: em 90% das cenas em que ele ‘aparece’, só é mostrada a câmera se movendo em 1ª pessoa, revelando a visão estranha que todas as outras criaturas da mesma espécie teriam... (não vamos nos antecipar!rs) Só já quase do final do filme, a câmera dá um close na cara do monstro, numa cena de menos de 5 segundos. Antes e depois disso, ele só aparece de longe ou com a câmera fechada só nos olhos ou só na boca dele.
De qualquer jeito, o que dá pra ver é um bebê abrutalhado e com unhas e dentes anormalmente desenvolvidos e pontudos.
Bom, com o nascimento de tal criatura, o próprio casal se dividiu profundamente: a mãe, desde o início, achava que o monstro tinha simplesmente se assustado com as pessoas e, por isso, tinha matado todos, mas não tinha culpa de nada; e o pai, pelo menos até o final do filme, se obstinou a destruir o bebê monstruoso a qualquer preço.
Só lá pelos últimos 5 minutos de filme é que, tendo o monstro sob a mira de uma arma, ele chegou à conclusão de que o lado paterno tinha que falar mais alto e decidiu proteger ele da polícia. Mas, como não poderia deixar de ser, o filme acaba com a criatura sendo morta por uma chuva de tiros dos policiais logo depois disso. Só que, menos de 1 minuto depois, os policiais seriam avisados pelo rádio de que uma criatura igual tinha acabado de nascer em Seattle...
Apesar da impossibilidade total de realidade da história, o que mais parece ter incomodado os críticos da época é que o filme não explica por quê aquela mulher pariu em monstro em vez de um bebê normal (principalmente porque eles já tinham um filho mais velho completamente normal). Isso fica totalmente em aberto.
Curiosamente, o filme foi proibido em alguns países e recebeu classificação etária de 18 anos em outros.
Em 1977, o filme foi relançado com uma grande campanha televisiva. Mas por um motivo muito simples: no ano seguinte seria lançado o 2º filme com o mesmo tema, que recebeu o título de It Lives Again, mas depois foi relançado como It’s Alive II. No Brasil, recebeu o título sem muito sentido de A Volta do Monstro (o que é que isso tem a ver com a história, acho que nem o tradutor que deu esse título sabe rs).
Esse foi o único dos 3 filmes que eu ainda não vi. Mas vou passar aqui as informações que encontrei.
Como já vimos, o 1º filme termina insinuando que vão nascer outras criaturas da mesma espécie que o monstro gerado pelo casal Davies, né? E isso se confirma no 2º filme: o nascimento desses monstros se tornou tão comum que foi criada toda uma organização médica pra matar eles assim que nascessem.
Apesar de nenhum biólogo conseguir explicar a existência das criaturas, todos concordavam com o extermínio delas, já que eram ferozes e assassinas por natureza.
O John P. Ryan volta nesse filme, interpretando o mesmo personagem, agora determinado a ajudar pais que geravam filhos monstruosos a esconder eles da polícia, já que ele foi o 1º a quem isso aconteceu. E o personagem tem um posicionamento mais compreensivo nesse filme, explicando que o filho dele só matou todos que matou porque, no momento do parto, os médicos, assustados, tentaram matar ele assim que nasceu.
Com a ajuda de um dos casais que geraram um desses monstros, o agora resignado pai conseguiu manter 3 bebês monstruosos vivos e escondidos num laboratório. Mas as criaturas escaparam e, com a natureza assassina que tinham, mataram todos que encontram pela frente (inclusive o infeliz Frank Davies), até serem abatidas uma por uma.
Esse filme parece dar a entender que nada muda de natureza: quem é violento vai ser violento pra sempre, mesmo contra quem tiver do lado dele. E também mostra o quanto os pais só vêem o que querem ver quando olham pro filho.
Lembrando que os filmes de terror são frequentemente acusados de não transmitir mensagem nenhuma ao público, até que esses 2 conseguiram passar alguma coisa, ainda que não muito.
A história ficou esquecida até 1987, quando o diretor fechou com chave de bosta com o ridículo It’s Alive III: Island of the Alive, que aqui no Brasil seria chamado de A Ilha do Monstro.
O 2º filme é, sem dúvida, uma continuação do 1º. Mas esse 3º foge quase completamente à idéia inicial: depois de matar quase todos os bebês monstruosos que tinham nascido, e como finalmente tinham parado de nascer outros, as autoridades resolveram mandar o 5 últimos que sobreviveram pruma ilha deserta do Caribe, já que eles se mostravam incapazes de conviver com os humanos, mas, ao mesmo tempo, não seria politicamente correto exterminar os últimos exemplares de uma espécie. Só que, 4 anos depois, uma expedição resolveu ir lá pra ver como eles se desenvolveram, e encontraram os monstros já adultos e tendo filhos uns com os outros!
Contaminadas por uma doença terminal, mas nem por isso menos ferozes, as criaturas não tiveram dificuldades em matar todo mundo da expedição, roubar o barco deles e levar pelo menos 1 filho delas de volta pra sociedade...
Além do roteiro meio esdrúxulo, esse também é o que tem os piores efeitos especiais dos 3 filmes e um estilo MUITO indefinido: cenas superficiais de terror misturadas com cenas superficiais de comédia. A cena de abertura do filme dá a entender que, depois de ter sido baleado pela polícia, um dos bebês monstruosos entrou sozinho numa igreja, se batizou e morreu! E a própria rapidez com que os monstros ficaram adultos e tiveram filhos em 4 anos é ainda mais inverossímil do que o nascimento deles, né?rs
O único personagem que aparece nos 3 filmes é um policial chamado Perkins, interpretado pelo ator James Dixon. E se não fosse por isso, o último filme pareceria outra história que não tem nada a ver com os 2 primeiros.
Isso é que é descer a ladeira em qualidade, né?
De qualquer forma, nesse filme finalmente se dá uma explicação pra monstruosidade dos bebês: todas as mulheres que pariram monstros tinham tomado, antes da gravidez, um remédio ginecológico experimental lançado nos anos 70, mas tirado do mercado não muito tempo depois (o que explica não terem nascido mais monstros depois de alguns anos).

Apesar dos monstros não terem sido mostrados com clareza em nenhum dos 3 filmes, chegou a ser lançada nos Estados Unidos uma linha de bonecos inspirados neles!

Bom, acabou de ser filmado o remake do 1º filme, dirigido pelo Josef Rusnak e reescrito pelo Larry Cohen, adaptado aos dias de hoje. Deve ser lançado no final desse ano ou início do ano que vem.
Vamos ver se a qualidade melhorou ou piorou de lá pra cá!

Today we’ll talk a little about a horror trilogy of the 70s and 80s which had as its main theme the birth of monstruous babies.
It’s usually called
It’s Alive,
because it was the title of the 1st movie (1974).
The 3 movies were written and directed by Larry Cohen. But the best is certainly the 1st one.
We can see it’s a B-movie even because its cast was unknown and there wasn’t any great special effect. But the direction itself was good.
The director couldn’t use very good special effects. So, he used suspense scenes all along the movie: strange noises in the darkness, things falling down suddenly... And of course the possibility of having the monster everywhere. Don’t forget the beast of this movie is almost as small as a normal baby.
Surely I don’t mean this movie is like a great Hollywood movie. But if you compare this one to other horror B-movies, this one is fantastic!
Late actor John P. Ryan is there as the main character, Frank Davies. And the story starts with him carrying his wife in labor to the hospital.
While the mother started giving birth to the child, the father was in the waiting-room, talking to other fathers. And suddenly one of the nurses who were with his wife entered the room and died seconds later: somebody (or something) had cut his throat with its teeth!
Frank rushed into the other room and found the other doctors and nurses killed in the same way.
Somebody called the police and told them the woman had given birth to a monster who had killed almost all the nurses and doctors around it and run away from the hospital soon after. And somebody also told what had happen to a radio station a few hours later...
After that, the police started looking for the beast to destroy it. And the Davies get extremely persecuted by everybody around them who want to make some profit and don’t have any harm.


It’s Alive es conocido en algunos paises de Lengua Española como Estoy Vivo y en otros como El Monstruo Está Vivo.
En 90% de las escenas en que la criatura está, solo hay la cámara se poniendo en movimiento como si fuera ella mirando la escena. Solo casi en el final de la película podemos ver la cara del monstruo en una escena de menos de 5 segundos.
Pero lo que se puede ver es un tipo de bebé-monstruo con garras y dientes muy grandes.
El nacimiento de tal criatura hizo sus padres tener cada uno un comportamiento diferente: la madre deseaba defenderlo y el padre deseaba destruirlo.
Solo en los últimos minutos del film, cuando estaba para matar el montruo, él padre empezó a querer defenderlo también. Pero como no podía dejar de ser, la criatura fue muerta por la policía en el final. Mas poco después, fue dicho que un monstruo del mismo tipo había acabado de nacer en Seattle...
Mismo siendo toda la historia imposible, lo que más incomodó los críticos es que la película no explica nunca porque aquella mujer parió un monstruo.
El film fue prohibido en algunos paises y clasificado para 18 años en otros.
Pasados 3 años, en 1977, la película tuvo un nuevo estreno, por cuenta de su secuencia, que sería en el otro año. Ese segundo film tuvo en los Estados Unidos los títulos de
It Lives Again y It’s Alive II. Pero en la mayor parte de los paises de Lengua Española se llama Sigue Vivo.
Bueno, la primera película acaba queriendo decir que otros monstruos estaban para nacer, ¿verdad? Y es lo que pasa en la segunda: tantas criaturas así nacen que una organización es criada para matarlas ya en el momento del parto.
Los biólogos no sabían explicar el motivo del nacimiento de tales monstruos, pero estaban de acuerdo en matarlos, porque eran realmente MUY peligrosos.
El finado actor John P. Ryan, que actuó como el padre del monstruo de la primera película, está de vuelta en la segunda como el mismo personaje. Pero ahora estaba ayudando padres que tienen hijos monstruosos. Y decía que su hijo mataba personas solo porque esas también deseaban matarlo.
Junto a los padres de una de las criaturas, él pudo mantener 3 bebés-monstruos en un laboratorio. Pero las criaturas escaparan y, feroces como siempre fueran y siempre serían, mataran todos allá (incluso el personaje de John), siendo también muertas poco después.
Esa película nos muestra 2 cosas: la naturaleza de un ser no cambia jamás (quien es feroz será feroz para siempre, hasta mismo contra los que le quieren bien) y los padres entienden solo lo que quieren entender cuando piensan en sus hijos.
En general, se dice que las películas de horror no dicen nada al público. Bien, no es el caso de esas 2.


Dopo
Baby Killer (1974) e Baby Killer II (1978), Larry Cohen ha finito la satoria di questi film con Baby Killer III (chiamato It’s Alive III: Island of the Alive negli Stati Uniti), nel 1987.
Il secondo film chiaramente continua la storia del primo. Ma questo terzo è già un’altra cosa: racconta che molti neonati mostruosi sono nati e subito morti, fino a quando nessun altro è nato. E per non sterminare la specie, hanno deciso che i 5 ultimi neonati mostruosi ancora vivi dovevano abbitare da soli in un’isola deserta, perché aloro non era possibile abbitare in pace vicino agli umani. Ma dopo 4 anni, un gruppo ha deciso di andare all’isola per vedere come erano i mostri. Ed hanno scoperto che loro erano già adulti ed avevano figli!
I mostri avevano una malattia mortale. Ma anche così, hanno ucciso tutti quanti del gruppo, rubbato la loro nave e tornato nelgi Stati Uniti portanto almeno uno dei loro figli.
Bene, veramente è il copione stupido di un film stupido. E se tu lo guardi, non saprai dire se è un film di orrore od una commedia. Sicuramente i 2 primi film sono molto meglio di questo.
L’unico peronaggio che c’è nei 3 film si chiama Perkins (interpretato per l’attor James Dixon). E solo per lui si sa che la storia di questo film è la stessa dei 2 primi.
Comunque sia, questo film dice che i mostri sono nati perché le loro madri hanno fatto l’uso di una medicina sperimentale (gli altri film non hanno mai spiegato perché i neonati sono nati come mostri).
E adesso è quasi finito il remake del primo film. La direzione sarà di Josef Rusnak ed il copione sarà di Larry Cohen.
Si crede che sarà finito alla fine di quest’anno od all’inizio del prossimo.
Bene, vedremo come sarà.


Até mais!

5 comentários:

Anônimo disse...

Oi Carioca!
Leia a matéria logo abaixo da revista "acapa".

BBB: Felipe diz que liderança de Marcelo é feminina porque ele é gay
Por Redação 18/2/2008 - 10:47

E o BBB8 continua bafônico. Desta vez foi o participante Felipe que disse o que não devia.

"A liderança é tão feminina que ele é homossexual", disse o estudante Luiz Felipe. Ele comentava a prova do líder da última quinta-feira, quando disse para Thatiana que a liderança era feminina, pois Marcelo é gay assumido.

"A liderança é tão feminina que ele é homossexual", disse o paulista, que foi logo repreendido por Thatiana.

"Isso não é brincadeira que se faça porque pode ofender", explicou ela. Felipe, que foi incentivado a contar sobre a brincadeira para Marcelo, disse para o mineiro que falou sem intenção de chateá-lo.

"Desculpa, foi uma brincadeira sem intenção, sem maldades", disse Felipe. Marcelo disse que não gostou da brincadeira e que seria a mesma coisa se ele o ofendesse por ser negro.

"Tudo bem, Felipe. Mas não fale mais essas coisas", pediu.

Vamos incentivar as comunidades gls para que o Felipe qdo for ao peredão saia com bastante rejeição.
Abraço,
Caio

Javier disse...

Esta si que la vi por la TV, ainsss, no es un película que me apasionara, bueno, para gustos colores,¿no?

Anônimo disse...

Olá Leo, desculpa por ter desaparecido, mas estou naquelas fases que o dia deveria ter 48hs.....
Mas sobre os bebês monstros não conhecia essa trilogia, e olha que adoro filmes de terror.... o único bebê de terror que vi foi o da Romeseri ..kkk

Um abraço

Anônimo disse...

oi leo

adoro filmes trash adoro adoro eu não me aguento de tanto rir , quando é uma mega produção como "madrugada dos mortos" eu adoro e ate sinto uma pontadinha de medo...


beijos kinho

Leo Carioca disse...

Caio→ Não acho que a frase dele foi homofóbica. Foi uma frase ridícula, retardada, imbecil, mas não exatamente homofóbica.
De qualquer forma, indiquei no post acima desse aqui que ele tá no paredão.
Abraço!

Pe-Jota→ Yo vi solo el 1 y el 3. El 1 es bueno. Pero el 3... Ug!

Mariposo→ Eu já vi o 1º filme em VHS numa locadora. Os outros 2 não sei se saíram. Mas o 1º você acha, com certeza.
Um abraço!

Kinho→ Eu não me importo em ver um filme de terror mal feito. Mas eu gosto de entender o que eu tô vendo.
Aqueles filmes de terror que no final a gente não entende nada, esses eu destesto!
Beijos!