quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

OS PRAZERES DA MÚSICA

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada no músico e maestro brasileiro Carlos Prazeres.

Ele nasceu aqui no Rio, em 1974.
Quando tinha 2 anos, o Carlos ganhou um irmão: o futuro violinista Felipe Prazeres.
Como filhos do maestro português Armando Prazeres, desde crianças eles sempre receberam influências musicais. E, por várias vezes, eles passaram a tarde com o pai no Salão Nobre da Petrobrás.
Na escola, o Carlos diz que ele e o Felipe passaram por uma fase de esconder que gostava de música clássica, pra evitar a zoação dos colegas. Mas depois passou.
Mas ele deixa claro que o pai nunca forçou eles nada: sempre foram eles mesmos que gostaram de música.
Em 1992, com 18 anos, o Carlos se tornou o 1º oboísta da Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró-Música.
No ano seguinte, ele começou o Curso de Bacharelado em Música da Uni-Rio.
Em 1995, o Carlos se tornou o 1º oboísta da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em 1997, ele interrompeu o bacharelado pra ir pra Alemanha: ele foi estudar na Academia Karajan, em Berlin. E enquanto teve na Alemanha, ele fez parte de grandes orquestras de lá.
Em Janeiro de 1999, um inesperado baque tirou o Carlos do chão: horas depois de ser vítima de um sequestro relâmpago no bairro de Laranjeiras, o pai dele foi assassinado!
O Carlos voltou ao Brasil no ano 2000 pra dar continuidade aos projetos do pai, que ficaram abalados com a morte dele. E nisso foi ajudado pelo Felipe.
Ainda em Novembro do mesmo ano, o Carlos teve a estreia triunfal dele como regente, no aniversário de 40 anos do Museu da República do Rio de Janeiro.
No ano seguinte, ele reassumiu também o posto de 1º oboísta da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, onde tá até hoje.
Pouco depois de voltar ao Brasil, o Carlos retomando o bacharelado, que concluiu em 2002.
Ele já trabalhou praticamente com todos os grandes maestros do Brasil.
Em 2009, o Carlos e o Felipe participaram de uma série de 3 concertos em homenagem aos 10 anos da morte do pai deles que a Petrobrás fez.
Pra quem quiser ver a entrevista deles no RJTV, dê uma clicada aí:

http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1396108-9097,00-PETROBRAS+SINFONICA+HOMENAGEIA+ARMANDO+PRAZERES+MORTO+HA+ANOS.html

Today we’ll talk a little about the Brazilian musician and maestro Carlos Prazeres.
He was born in Rio de Janeiro, in 1974.
When Carlos was 2 years old, his brother was born: the future musician Felipe Prazeres.
Their father, the Portuguese maestro Armando Prazeres, influenced them musically when they were still boys. And for many times, they spent their days with their dad at Petrobras, where he used to work.
Carlos says he and Felipe didn’t tell anybody about their musical life at school. Actually they wanted to avoid the joking from the other boys. But after some time they left it at that.
Anyway, Carlos says their father never forced them to be musicians. They themselves have often liked music.
In 1992, the 18-year-old Carlos became the 1st oboist at Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró-Música.


Nel 1993, Carlos ha cominciato il Corso di Bachelor di Musica dell’Unirio.
Nel 1995, lui è diventato il primo oboista dell’Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Nel 1997, Carlos ha lasciato il suo corso di bachelor per andare nella Germania: lui studierebbe nell’Accademia Karajan, in Berlino. E mentre era nella Germania, lui ha lavorato insieme a delle grandi orchestre tedesche.
Nel Gennaio del 1999, una tragedia è capitata a lui: dopo un sequestro lampo, suo padre è stato assassinato alla provincia di Laranjeiras, nel Rio de Janeiro!
Carlos è tornato in Brasile nel 2000, per continuare i lavori di suo padre dopo la sua morte. E suo fratello Felipe l’ha aiutato.


En Noviembre de 2000, Carlos se presentó por la primera vez como maestro, en el aniversario de 40 años del Museu da República do Rio de Janeiro.
En 2001, él volvió a su cargo como primer oboísta de la Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (ya lo había sido 6 años antes), donde se queda hasta hoy.
Desde 2002, Carlos ostenta el Título de Grado en Música.
El ya trabajó con casi todos los grandes maestros brasileños.
En 2009, Carlos y su hermano Felipe (que es violinista) estuvieron en 3 conciertos producidos por la Petrobras para homenajear su padre, muerto 10 años antes.
Uds pueden clicar sobre el enlace arriba para ver una entrevista de Carlos y Felipe en tal ocasión (en Portugués).


Até mais!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

LUIZ ARMANDO QUEIROZ 1945-1999

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada em outro personagem histórico GLBT: o ator, diretor e apresentador brasileiro Luiz Armando Queiroz.

Ele nasceu em Pernambuco, em 1945.
A estreia do Luiz na televisão foi na novela Selva de Pedra (1972).
No ano seguinte, ele interpretou o Tuco na 1ª versão de A Grande Família (na versão atual do seriado, o personagem é interpretado pelo Lúcio Mauro Filho).
Aliás, foi nos anos 70 que o Luiz teve os trabalhos mais marcantes dele na televisão.
Em 1974, ele teve a estreia dele no cinema, com o filme As Alegres Vigaristas.
Mas foi no teatro que a carreira do Luiz realmente se desenvolveu mais, tanto como diretor quanto como ator.
Aparentemente, a carreira dele como galã televisivo não seguiu em frente por ele ter um jeito relativamente afeminado, o que demonstrava a homossexualidade dele. E um galã vive, antes de mais nada, da imagem de sedutor de mulheres, né?
Mas nunca se soube com clareza se o Luiz era homossexual ou bissexual, pois ele também não expunha isso publicamente.
Em 1989, ele começou a apresentar o programa Sem Limite, na extinta Rede Manchete.
Depois disso, o Luiz passou a se dedicar mais a dar aulas de interpretação pra iniciantes e participar de shows beneficentes.
Em 1995, ele estreou como diretor, na novela A Idade da Loba, da Rede Bandeirantes, na qual ele também trabalhou como ator.
A última vez do Luiz na televisão foi em 1 capítulo do Você Decide, em 1998.
Em Dezembro do mesmo ano, ele descobriu que tava com câncer nos gânglios linfáticos.
Logo depois, o Luiz começou a fazer uma quimioterapia. Mas não sobreviveu ao tratamento, morrendo em 16 de Maio do ano seguinte, depois de ter passado 2 meses internado.
Ele teve ao todo 39 trabalhos como ator no cinema e televisão e 3 como diretor.

Today we’ll talk a little about another LGBT historical character: the Brazilian actor, director, and showman Luiz Armando Queiroz.
He was born in Pernambuco, in 1945.
Luiz’s debut as a TV actor was in the telenovela Selva de Pedra (1972).
The next year, he portrayed Tuco, a character of the sitcom A Grande Família, known in the States as The Great Family (nowadays the actor Lúcio Mauro Filho portrays such character).
By the way, Luiz’s main TV characters were born in the 70s.
In 1974, he had his debut as a cinema actor, in As Alegres Vigaristas.


Luiz fue antes que todo un actor y director de teatro, aunque tuviera carreras también en TV y Cine.
Es posible que su carrera como galán televisivo no se haya desarrollado por cuenta de sus ademanes un poquito afeminados, que mostraban su homosexualidad. Y un galán vive, antes que todo, de su renombre como seductor de mujeres, ¿verdad?
Pero nadie nunca supo bien si Luiz era homosexual o bisexual, puesto que él no hablaba de eso en público.
En 1989, él empezó a trabajar como presentador del show Sem Limite, de la actualmente quebrada emisora de TV Manchete.
Después de eso, Luiz empezó a trabajar como profesor de actuación para nuevos actores y a presentar shows beneficientes.


Nel 1995, Luiz ha avuto la sua prima volta come direttore, nella telenovela A Idade da Loba, del network televisivo Bandeirantes. E lui è stato anche un attore di questa telenovela.
La sua ultima volta in TV è stata nel serial Você Decide, nel 1998.
Nel Dicembre dello stesso anno, Luiz ha scoperto che aveva un cancro nei linfonodi.
Dopo questo, lui ha cominciato una chemioterapia. Ma questo è stato troppo forte per lui: dopo esser stato 2 mesi in ospedale, lui è morto nel 16 Maggio del 1999.
Senza parlare dei suoi moltissimi lavori al teatro, Luiz ha avuto anche 39 lavori come attore e 3 come direttori in TV.


Até mais!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

VAMOS BOTAR O DOURADO PRA FORA!

Oi!!!

Gente, antes de ir ao tema principal de hoje, quero lembrar a vocês que tem um novo paredão formado no atual BBB. E um dos emparedados é o Dourado, um homofóbico assumido que já fez declarações como:

“Homem hétero não pega AIDS.”

Isso entre outras coisas que ele já disse!
Bom, chegou a hora de derrubarmos ele. Lá vai o link pro paredão do BBB:

http://bbb.globo.com/

Vamos acabar com ele!
E agora, no post abaixo desse, o post com o tema que eu escolhi pra hoje:

AFINAL, O QUE É VODU HAITIANO?

Bom, acredito que não seja novidade pra ninguém aqui a tragédia que aconteceu no Haiti no último dia 12 de Janeiro, quando um terremoto de 07 graus da Escala Richter destruiu várias regiões do país e matou mais de 200000 pessoas...
Até ali, o Haiti era uma país de pouca projeção pro resto de Mundo, ironicamente só passando a chamar mais atenção pela catástrofe que sofreu. E uma das coisas relacionadas ao Haiti que chamaram a atenção de muita gente do Brasil foi a questão de uma grande parte dos haitianos serem praticantes do Vodu.
Quando se fala a palavra “Vodu” (ou “Vudu”, como alguns chamam), a 1ª coisa que vem à mente da maioria das pessoas é alguém usando uma roupa estilo ‘curandeiro africano’ e enfiando alfinetes e agulhas num boneco, né?rs
Mas será que é mesmo isso?
Bom, com o post de hoje, vou tentar esclarecer aqui o que é o Vodu praticado no Haiti, apesar de que, mesmo me referindo ao Vodu que é praticado SÓ sob influências haitianas, ainda assim o assunto é meio complexo...
Talvez a 1ª coisa que se pense é que o Vodu Haitiano foi uma religião que os escravos africanos levaram pra lá, assim como os escravos que foram trazidos pro Brasil trouxeram com eles o Calundu, que se transformou no atual Candomblé.
Na verdade, apesar de ter acontecido lá uma situação parecida com o que aconteceu aqui, a coisa lá foi mais complexa do que aqui...
Africanos da atual República da Guiné foram levados pro Haiti como escravos e tiveram o Catolicismo Romano imposto a eles como religião. E lá eles encontraram os taínos, índios nativos da região, vivendo na mesma situação, devido à opressão dos colonizadores europeus.
Os africanos perceberam que os taínos, pra continuar adorando seus deuses, disfarçaram eles de santos católicos (a mesma coisa que os africanos trazidos pro Brasil fizeram com os orixás). E pensaram em fazer mais ou menos a mesma coisa pra manter os rituais religiosos deles.
Aparentemente, os africanos levados pro Haiti acreditavam num Deus Único. Mas, abaixo Dele, também ofereciam culto a uma multidão de espíritos. E pra manter o culto a esses espíritos, associaram cada um deles a um santo católico, o que acabou resultando na fixação de uma série de práticas católicas nos rituais deles.
Mas eles também adotaram uma série de práticas taínas nos rituais que começaram a praticar a partir dali. E isso foi criando vários grupos separados de Vodu: alguns com uma influência católica mais forte; outros com uma influência taína mais forte; outros tentando se manter mais fiéis aos ritos ancestrais africanos...
Até hoje, nos grupos voduístas mais católicos, uma das coisas que mais se vê nos rituais são imagens de santos católicos recebendo culto dos praticantes, que ao longo de cada ritual rezam várias vezes as orações do Pai Nosso e da Ave Maria.
Em alguns grupos voduístas mais africanizados, oferecem culto a uma entidade chamada Legba, que alguns teólogos supõem que é o deus Legba, adorado por tribos do Benin como deus protetor das construções (casas, templos...), representado em formato de pênis e associado ao Exu do Candomblé.

Seja o deus Legba ou seja apenas uma entidade com o mesmo nome, o Legba do Vodu é considerado um espírito, e não um deus.
Alguns grupos de Vodu tão divididos numa espécie de sistema de castas, parecido com o que existe na Índia, de acordo com os antepassados que eles acreditam que tiveram na África: grupos de descendentes de agricultores, grupos de descendentes de guerreiros, grupos de descendentes de sacerdotes... E cada grupo oferece culto aos espíritos desses antepassados.
Todos os grupos mantêm a crença no Deus Único, hoje chamado de Bondjê. Mas enquanto alguns grupos voduístas defendem a ferro e fogo que Bondjê é Javé, o mesmo Deus Único que os judaico-cristãos adoram, outros grupos voduístas defendem também a ferro e fogo que Bondjê não tem nada a ver com Javé.
De qualquer forma, os voduístas geralmente só se dirigem a Bondjê pra oferecer adoração a Ele. Mas pra interagir na vida cotidiana, eles se dirigem aos espíritos dos antepassados deles (e, no caso dos voduístas católicos, aos santos católicos). E geralmente chamam os antepassados mais antigos, que viveram na África, de “espíritos frios”, enquanto os espíritos dos antepassados mais recentes, que já nasceram no Haiti, são chamados de “espíritos quentes”.
Eles dizem que nenhum espírito é bom nem mau, mas que todos podem fazer tanto o bem quanto o mal aos vivos, dependendo da forma como forem tratados por eles.
Quando um praticante do Vodu morre, geralmente o corpo dele é enterrado no quintal da própria casa onde ele morava. E o espírito dele passa a ser cultuado pela família dele a partir daí.
Então, o ritual Vodu parece se centralizar basicamente nas honras prestadas aos espíritos dos antepassados.
É interessante observar algumas semelhanças aí com o Xintoísmo, religião japonesa que também tem por base louvar os espíritos dos antepassados mortos e que também tem uma entidade representada em formato de pênis: o deus Konseishin.


Na forma de tratar as outras pessoas, os dogmas voduístas parecem ser voltados pro sustento e proteção da comunidade (principalmente aos mais pobres), pra ideia de que o voduísta deve fazer favores a quem já fez favores a ele antes, pra reverência às pessoas mais velhas e pra ideia de que os rituais devem ser praticados sempre que possível em grupo (e só no mínimo indispensável das vezes pela pessoa sozinha).
Em relação ao corpo sacerdotal do Vodu, não existe um sacerdote supremo nem uma sacerdotisa suprema, com autoridade infalível nem inquestionável sobre todos os membros da religião. Cada grupo tem um houngan (sacerdote) ou uma mambo (sacerdotisa) que exerce autoridade só sobre aquele grupo específico.
Também não existe hierarquia de sexo nem de preferências sexuais no corpo sacerdotal: qualquer homem ou mulher que seja heterossexual, homossexual ou bissexual pode ser um sacerdote ou sacerdotisa do Vodu, sem que isso aumente nem diminua a autoridade nem os direitos e deveres sacerdotais dele.
Bom, como já vimos bem só até aqui, o Vodu tá dividido em vários e vários grupos diferentes, né? E apesar de ter alguns traços comuns entre todos os grupos, pode ser que você encontre por aí um grupo voduísta que só tenha 2 ou 3 das características que eu descrevi aqui e o resto seja todo diferente.
Em meados do século XX, muitos haitianos fugiram pros Estados Unidos, tentando escapar da ditadura no Haiti. E lá instalaram novos grupos de Vodu, que permanecem até hoje.
Em alguns grupos de Vodu da Louisiana, foram criados rituais em que feiticeiros voduístas espetam bonecos com agulhas ou mesmo dão facadas nesses bonecos (embora cada um pareça dar uma explicação diferente de por quê fazem isso). E embora essa prática não seja usada no Vodu Haitiano, imitações de bonecos desse tipo são feitas lá como suvenir, pra serem vendidas pra turistas. Mas aí não tem nenhum valor religioso. É só uma quinquilharia pra vender pros turistas mesmo.rsrs
Bom, antes de terminar, só vou repetir: tudo o que eu mencionei aqui foi sobre o Vodu HAITIANO. Mas é bom lembrar que escravos africanos também foram levados pra Cuba e pra República Dominicana, onde implantaram outros tipos de Vodu, com outras características.

Bueno, pienso yo que todos ya saben bien de lo que ocurrió en Haití el 12 de Enero, cuando un terremoto de magnitud 7,0 acabó con una gran parte del país y mató más de 200000 personas...
Hasta aquél momento, Haití era un país de que poco se hablaba en otras partes del Mundo. Pero eso cambió por cuenta de la tragedia que ocurrió allá. Y una de las cosas que más llamaron la atención de algunas personas fue el Vudú, una religión muy común allá.
Cuando uno habla la palabra “Vudú”, la primera cosa en que mucha gente piensa es en un hechicero africano enhebrando agujas en una muñeca, ¿verdad?
¿Pero es eso?
¡No! O por lo menos no es SIEMPRE eso. Y en este post aquí hablaré un poquito del Vudú de Haití para dar un poquito más de informaciones sobre esa religión y para dejar claro que sus dogmas no dicen solamente para enhebrar muñecas.
Cuando se habla en el Vudú de Haití, es cierto que muchos piensan que sea simplemente una religión llebada allá por los esclavos africanos, así como ocurrió con el Calundu, traído a Brasil por los esclavos y, actualmente, cambiado en el Candomblé.
En verdad, lo que ocurrió en Haití fue un poquito semejante a lo que ocurrió en Brasil, pero no fue propiamente lo mismo.
Los africanos de la actual República de Guinea fueron llebados allá como esclavos y obligados a cambiarse en católicos romanos. Y allá encontraron los taínos, nativos de aquella región, que también habían se cambiado, por obligación, en católicos.
A los africanos fue posible ver que los taínos, para continuar adorando sus dioses, los habían disfrazado de santos católicos (lo mismo que los esclavos traídos a Brasil hicieron con sus orixás). Y pensaron en hacer más o menos lo mismo para mantener sus rituales.
Según parece, los africanos llebados a Haití adoraban un Dios Único, arriba de una gran cantidad de espíritus de personas muertas. Y para mantener la adoración a tales espíritus, los asociaron a santos católicos, lo que acabó por dejar prácticas católicas en los rituales de Vudú.
Pero muchas prácticas taínas también se quedaron en los rituales de Vudú a contar de entonces. Y gracias a eso, fueron creados grupos diferentes de Vudú: algunos con inclinaciones más católicas, otros con inclinaciones más taínas, otros haciendo lo que pueden para mantener los rituales ancestrales africanos...


Ci sono diversi tipi di gruppi del Vudù...
Nei gruppi più cattolici, ci sono sempre le statue dei santi cattolici ed i vuduisti pregano il Padre Nostro e l’Ave Maria.
In alcuni gruppi più africani, si adora un’entità chiamata Papa Legba, che alcuni teologisti credono che sia il dio Legba, adorato nel Benin, caratterizzato come un pene (come si può vedere nella prima foto sopra) e associato al dio Eshu, del Candomblé.
Sia lui o no il dio Legba, non si vede il Legba del Vudù come un dio, ma come uno spirito.
Alcuni gruppi di Vudù sono un po’ simili alle caste dell’India, perché sono basate sugli ancestrali che quei gruppi credono che avevano nell’Africa: gruppi dei discendenti degli agricoltori, gruppi dei discendenti dei guerrieri, gruppi dei discendenti dei sacerdoti... Ed ogni gruppo adora gli spiriti dei suoi ancestrali.
I gruppi vuduisti tutti quanti adorano il Dio Unico del Vudù: Bondyè. Alcuni di questi gruppi gridano severamente che Bondyè è Geova, il Dio Unico degli ebraico-cristiani. Ma altri di questi gruppi gridano severamente che Bondyè non ha qualche relazione con Geova.
Comunque sia, i vuduisti generalmente soltanto adorano Bondyè, ma non Lo chiamano per risolvere i loro problemi di ogni giorno. In questo caso, chiamano gli spiriti. Questi possono essere gli “spiriti freddi” (quei che hanno vissuto nell’Africa) o gli “spiriti caldi” (quei che sono nato in Haiti).
Loro dicono che non ci sono spiriti buoni o spiriti cattivi, ma che gli spiriti tutti quanti possono essere buoni o cattivi. Questo dipende da quello che i vivi fanno a loro.
Quando un vuduista muore, quasi sempre il suo corpo è seppellito a casa sua, nel cortile. E da questo momento, la sua famiglia comincia a adorarlo.
Adorare gli spiriti degli ancestrali è il fondamento del Vudù.
È interessante ricordare che tutto questo è molto simile allo Scintoismo, la religione giapponese che, prima di tutto, adora gli spiriti degli ancestrali e che ha anche un’entità caratterizzata come un pene: il dio Konseishin (potete vederlo nella seconda foto sopra).


Haitian Voodoo dogmas about how to treat other people talk about supporting and protecting the community (especially the poor people of the community), doing favors to the people who have already done you favors before, honoring older people, and celebrating the rituals preferentially in group (you should not celebrate them alone).
About the Voodoo clergy, there is not a sovereign priest or a sovereign priestess with infallibility or with an unquestionable authority over the other members of the religion. Each Voodoo group has its own hougan (priest) or manbo (priestess). And he or she has authority only over the members of that specific group.
There isn’t either any kind of difference among the hougans and manbos about topics like gender or sexual orientation. Every heterosexual, homosexual, or bisexual man or woman may be a Voodoo priest or priestess. It doesn’t give him or her any kind of superiority or inferiority to the other priests and priestesses. And it doesn’t change his or her rights and obligations as a priest or priestess.
Well, as you guys can see, Voodoo has many and many different groups. There are some similarities among them. But perhaps one day you’ll find a Voodoo group which has very few characteristics like the ones which I mentioned here. And all the rest is different!
In the 60s, many people from Haiti went to the United States, trying to run away from the dictatorship in Haiti. And then they founded new Voodoo groups in the States.
In some Voodoo groups of Louisiana, the sorcerers thread needles, pins, and nails in dolls during their rituals. Or they even stab the dolls! But every Voodoo sorcerer gives a different explanation to what it is for. And in spite of such things aren’t done in the Haitian Voodoo, Haitians make souvenir dolls like those of Louisiana to sell them to tourists. But they don’t have any kind of religious value.
Before finishing the post, I have to remind you something: in this post I’m talking about the HAITIAN Voodoo. There are also different kinds of Voodoo in the Republican Republic and Cuba which have different dogmas and characteristics.


Até mais!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

OS “PSICÓLOGOS” (?!) DOS PROGRAMAS FEMININOS

Oi!!!

Hoje eu vou falar aqui sobre um assunto que tem desmerecido severamente a Psicologia: os psicólogos que se apresentam em programas femininos.
Eu me refiro àqueles programas que geralmente passam de tarde, na TV aberta, apresentando algum tipo de desentendimento familiar. O desenvolvimento desse tipo de programa geralmente é mais ou menos assim: a apresentadora do programa fala com uma das pessoas da família que tá se desentendendo com a outra, depois fala com a outra pessoa que também tá se desentendendo e geralmente no final do programa o dito psicólogo que dá “consulta” ali “analisa” a situação. Pelo menos, são essas as palavras que eles usam, né?
Mas vocês têm certeza de que aquilo é uma “consulta” e de que o que aqueles psicólogos fazem é “analisar” alguma coisa? Afinal, independente do tipo de desentendimento que tenha sido apresentado ali e independente de quem tenha feito o quê, o que esses psicólogos dizem nessas “consultas”?
Que faz parte da natureza da mulher fazer 10 mil coisas ao mesmo tempo e TODAS MUITO BEM (mas que homem sempre deixa a desejar, mesmo quando faz 1 coisa só), que conviver com homem é muito difícil, que homem SEMPRE tem que aturar mulher (por mais difícil que isso seja e mesmo que a mulher teja errada), que homem tem que aturar e entender todas as “crises emocionais” femininas (sem exceção), que homem não sabe lidar com mulher, que homem não sabe o que é melhor pra mulher (mas mulher sabe SEMPRE o que é melhor pra homem!), que a insensibilidade dos homens está arruinando a Humanidade (e por isso o Mundo seria perfeito se fosse mais “feminino”), que as mães estão sempre certas e nunca fazem nada por mal (no máximo, às vezes, elas cometem certos exageros por amor), que os filhos é que têm que entender as mães (mesmo quando eles têm mais razão do que elas), que as mães têm que ser sempre perdoadas (não importa que tipo de estrago elas tenham causado na vida dos filhos), que quando uma mulher age de uma forma mais racional e menos sentimental ela está violentando a feminilidade dela.
É tudo o que uma dona de casa que jogou a vida fora pra “cuidar” do marido e dos filhos quer ouvir, né? E não por acaso, 90% dos fãs desse tipo de programa são donas de casa que jogaram a vida fora pra “cuidar” dos maridos e dos filhos.
Eu escrevi “cuidar” entra aspas porque o que esse tipo de mulher faz na prática é ‘perseguir’ o marido e os filhos com base em exageros sentimentalóides, né? Mas, no entender dela, ela tá “cuidando da família dela”. E quer ser louvada por pensar e agir assim. E o discurso que esses psicólogos fazem é o próprio louvor que ela quer receber.
Portanto, só até aí, a gente já viu que o que tais psicólogos falam, muito antes de ser uma consulta, é uma simples babação de ovo de um determinado tipo de telespectador, que é o público alvo desse tipo de programa.
Agora, mesmo não levando isso em conta, vamos ver mais de perto como esses psicólogos se comportam...
Simplificando, o que eles dizem?
Que mesmo que a mulher sempre agrida o homem (verbalmente ou fisicamente) na convivência que ela tem com ele “não é desejável” que ele se afaste dela. Isso é a análise de um psicólogo sério?
Que qualquer ataque histérico que a mulher dê não pode ser visto pelo homem como futilidade nem como frescura e nem sequer como algo desagradável, mas sim como “crises emocionais da mulher”, que o homem não pode rejeitar, “porque mulher é assim”. Isso é a análise de um psicólogo sério?
Que qualquer homem tá muito despreparado pra conviver com o universo feminino só porque ele não entende TUDO o que a mulher pensa, TUDO o que a mulher sente, TUDO o que a mulher fala e TUDO o que a mulher faz. Então, ele “não sabe ser homem” por causa disso. Aí, diante disso, o psicólogo fica repetindo pro homem que tá lá no programa: “Seja homem!” “Seja homem!” “Seja homem!”. Isso é a análise de um psicólogo sério?
Se o homem não demonstra sensibilidade em relação à mulher, o psicólogo fala no mesmo instante:

“A gente vê logo de início que o fulano é um homem muito machista, né?”

Se o homem demonstra sensibilidade em relação à mulher, o psicólogo se limita a começar com aquilo:

“Seja homem! Seja homem! Seja homem!”

Isso é a análise de um psicólogo sério?
Quando é um casal hétero que tá sendo “analisado” e a mulher quer desistir do casamento, o psicólogo fala alguma coisa mais ou menos assim:

“A fulana já está estressada com essa situação. E quando a mulher diz ‘chega’, é chega mesmo!”

Quando é o homem que quer desistir do casamento, pelo mesmo motivo ou por um motivo até mais sério que seja, o psicólogo na mesma hora aponta o dedo pra ele e fala:

“Eu acho que você tem algum problema de convivência, hein!”

Isso é a análise de um psicólogo sério?
Quando uma mãe comete um erro brabo na vida do filho, que prejudicou ele seriamente mesmo e, por mais que tentem deturpar a história pra inocentar a mãe, não tem como negar que ela cometeu aquele erro, o psicólogo fala:

“Bom, é muito fácil culpar a mãe. O filho é que tem que entender a mãe e reconstruir a vida dele.”

Isso é a análise de um psicólogo sério?
E existe também sempre aquela tendência de afeminar o máximo possível tanto os homens quantos as mulheres que tão no programa, sempre dando a entender que a “forma feminina de se comportar” é sempre a que deve ser mais seguida e a “forma masculina de se comportar” deve ser sempre o mais abandonada possível.
Não é difícil ver esses psicólogos falando pros homens que tão presentes no programa:

“Eu conheço homens casados, com filhos, mas que aprenderam a ter aquele jeitinho feminino de se comportar... Aquela coisa que a mulher fala com o filho do tipo ‘Depois a gente fala com o seu pai’. Então, esses homens é que tã mandando bem”.

Ou falando pras mulheres que tão presentes no programa:

“Não é porque você faz, que você acontece, que você não pode ir pra cozinha preparar alguma coisa pro seu marido, levar café na cama pro seu marido...”

Isso é a análise de um psicólogo sério?

Bom, agora, me dirigindo aos psicólogos sérios, vocês não acham que o fato de vocês serem representados na TV aberta por esse tipo de profissional tá acabando com a imagem de vocês? Acho que vocês tão perdendo cada vez mais credibilidade graças a certas pessoas que aparecem em público sacudindo um diplominha de Psicologia e, graças a isso, achando que podem fazer esse tipo de análise psicológica, se é que isso é uma análise psicológica.
É quase a mesma coisa que aqueles psicólogos evangélicos que fazem uma pregação evangélica conservadora e chamam isso de “análise psicológica”.
Vocês, profissionais sérios da Psicologia, deviam se organizar mais pra punir essas criaturas que falam aberrações mega-hiper-ultra-tendenciosas em público e chamam isso de “análise psicológica”!

Be careful about the psychologists who “work” at talk shows which have housewives as their target audience!

¡Ten cuidado con los psicólogos que “trabajan” en los talk shows que tienen las amas de casa como su público-meta!

Sta attento agli psicologhi che “lavorano” ai talk show che hanno le casalinghe come il suo target di comunicazione!

Fica aí algo pra refletir.
Até mais!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

PRA QUEM QUER SABER MAIS SOBRE RELIGIÃO ROMANA...

Oi!!!

Na enquete desse mês, teve uma pessoa que viu o post do mês passado sobre o Helenismo em que eu anunciei que vou fazer posts sobre os Deuses Olímpicos e perguntou se eu vou falar aqui sobre a religião romana também.
Bom, até 2ª ordem, eu vou falar só sobre os 12 Deuses Olímpicos Maiores. E portanto, só sobre o Helenismo (religião grega).
Pelo menos por enquanto, não tenho planos de falar sobre a religião romana. Mas, pra quem quiser conhecer mais sobre o assunto, um livro que eu indico é o Dicionário Mítico-Etimológico de Mitologia e Religião Romana, do Junito Brandão.
E no post abaixo desse aqui vai o 2º da série que eu anunciei.

AFRODITE e ARES

AFRODITE


Essa deusa, claramente, não é de origem grega. A maioria dos historiadores concordam que ela é Astarté, a deusa fenícia da água, que recebeu o nome de Afrodite quando começou a ser louvada na Grécia.
Quando os mercadores fenícios desembarcavam nas praias gregas, faziam oferendas a Astarté pra agradecer pela proteção na viagem que tinham acabado de fazer. E os gregos, vendo isso, adotaram o culto dessa deusa, mudando o nome dela.
Como a água tem poderes férteis, Afrodite passou a ser vista como deusa da fertilidade também. Como a fertilidade tá ligada ao sexo e ao amor, ela passou a ser vista como deusa do sexo e do amor também. E esses são só alguns dos atributos que a deusa assumiu na Grécia, pois ela também foi deusa de várias outras matérias por lá. Até como deusa da guerra ela chegou a ser vista em algumas cidades gregas!
Tanto os mitos quanto as lendas populares contam que Afrodite teve muitos amantes, tanto imortais quanto mortais, que foram os pais de vários filhos dela. Mas, como ela se recusou a transar com Zeus, Ele Se vingou, obrigando ela a se casar com Hefesto, o mais horroroso de todos os deuses olímpicos. Apesar disso, nenhum mito ou lenda menciona filhos nascidos desse casamento, ao mesmo tempo em que todos concordam que Afrodite mal chegava perto do marido e continuava tendo várias relações extraconjugais.
Se essa deusa era vista assim pelos gregos, o que a gente pode concluir é que ela era o símbolo religioso da mulher de sexualidade livre, senhora das suas próprias decisões, que tem todos os relacionamentos que quiser e com quem quiser, não se relaciona com quem não quer e não se sente presa a casamento nenhum nem obrigada a ter filhos com marido nenhum.
É bom lembrar que, pros gregos antigos, a alegria e o sexo eram considerados sagrados, e não pecaminosos, como os grupos religiosos judaico-cristãos conservadores tentam impor hoje. O sexo só era sacrilégio pra quem tivesse feito algum voto de castidade, o que não era o caso dos adoradores de Afrodite: ela não proibia nenhum tipo de amor nem de prática sexual, mas, pelo contrário, incentivava. E quem pretendia conquistar o amor da pessoa amada, independente do sexo dessa pessoa, sempre se voltava pra Afrodite.
Consequentemente, ela também era considerada a protetora de todas as pessoas que tinham o sexo como atividade básica e necessária pra vida delas. As prostitutas da Grécia Antiga, principalmente, louvavam essa deusa com essa visão.
Assim, atualmente, Afrodite pode tranquilamente ser considerada a deusa protetora dos atores pornô, tanto quanto de todas as demais pessoas que trabalham com sexo.
Ela também era imaginada pelos gregos antigos como a mais linda de todas as deusas olímpicas, mais até do que Hera e Atena.
São vários os animais e vegetais que simbolizam Afrodite. Mas entre os mais comuns tão o pombo e o mirto.

Aphrodite is certainly a non-Greek goddess. Most of the historiographers agree she is Astarte, the Phoenician goddess of water, who was renamed Aphrodite when the Ancient Greeks started worshiping her.
When the Phoenician merchants disembarked on the Greek beaches they used to give some kind of offering to Astarte to thank her for the good voyage. And when the Greeks saw that, they adopted the goddess’ worship, but changing her name.
Water has fertility. Then, it made Aphrodite the goddess of fertility too. Fertility is associated to sex and love. Then, it made Aphrodite the goddess of sex and love too. And theses are only some of the possessions which this goddess received in Greece. She was seen even as the goddess of war in some Greek cities!
Her myths tell us she had many lovers, both divine and human ones, who gave her many children. But as she rejected having sex with Zeus, He forced her to marry Hephaestus, the ugliest among all the Olympian Gods, as a punishment. Even so, no child is mentioned to be born from this marriage. And Aphrodite rarely went near her husband, while she had many extramarital relations.
If the Ancient Greeks used to see this goddess in this way, she is the religious symbol of sexually free women, who make decisions over their lives by themselves, who have sex with who they want and as much as they want it, who don’t have sex with who they don’t want, and who don’t think they are obliged to live for a husband or to have children with such husband.
Don’t forget the Ancient Greeks saw happiness and sex as something holy and not as something sinful, as conservative jewish-christians see it. Sex was a sacrilege only for the ones who had made a vote of chastity. And Aphrodite’s worshipers weren’t among them. She’s never forbidden any kind of love or sex. Actually she’s always encouraged them. And every person who wanted to seduce the person who he/she loved begged it from Aphrodite.
In this way, she was also seen as the protector of all the people who had sex as a basic and necessary activity in their lives. Especially the Ancient Greek prostitutes worshiped the goddess in such conception.
Then, nowadays, Aphrodite can be seen with no problem as the protector goddess of the porn actors and actresses, as well as of all the other people who work with sex.
She was also seen as the most beautiful of all the Olympian Goddesses.
Many animals and vegetables symbolize Aphrodite. Doves and myrtles are among them.


Está claro que Afrodita no es una diosa griega. La mayor parte de los historiadores dice que ella es Astarté, la diosa fenicia del agua, que tuvo su nombre cambiado a Afrodita cuando los griegos antíguos empezaron a adorarla.
Cuando los comerciantes fenicios desembarcaban en las playas griegas, ellos hacían ofrendas a Astarté para agradecerle por el buen viaje. Y cuando los griegos lo vieron, pasaron a adorarla también, cambiándole el nombre.
El agua tiene fertilidad. Así, eso hizo Afrodita la diosa de la fertilidad también. La fertilidad está vinculada al sexo y al amor. Así, eso hizo Afrodita la diosa del sexo y del amor también. Y esas son solamente algunas de las posesiones que esa diosa recibió en Grecia. ¡Ella fue vista hasta mismo como la diosa de la guerra en algunas ciudades griegas!
Los mitos de Afrodita dicen que ella tuvo muchos amantes, tanto divinos cuanto humanos, que le dieron muchos hijos. Pero puesto que ella rechazó sexualmente a Zeus, El la forzó a casarse con Hefesto, el más feo de todos los dioses olímpicos, para castigarla. A pesar de esto, ningun hijo nació de tal casamiento. Y Afrodita casi nunca se acercaba se su marido, al mismo tiempo en que tenía muchas relaciones extra conyugales.
Si los griegos antíguos veían esa diosa así, ella es el símbolo religioso de la mujer sexualmente libre, que decide lo que quiere de su vida, que hace sexo con quien quiere y cuanto lo quiere, que no hace sexo con quien no lo quiere y que no se siente forzada a vivir para un marido o a tener hijos con ese marido.
Es bueno no olvidar que los griegos antíguos veían la felicidad y el sexo como algo sagrado y no como algo pecaminoso, como los judío-cristianos conservadores lo veen. El sexo era un sacrilegio solamente para las personas que habían hecho algun voto de castidad. Y los adoradores de Afrodita no estaban entre esos. Ella nunca fue contra cualquier tipo de amor o sexo. En verdad, ella los estimulaba. Y cualquier persona que deseaba seducir su amado/amada, lo rogaba a Afrodita.
Así, ella también era vista como la protectora de todas las personas que tenían el sexo como una actividad básica y necesaria para vivir. Principalmente las prostitutas griegas antíguas la adoraban en tal concepción.
Así, actualmente, Afrodita puede ser vista sin problemas como la diosa protectora de los actores porno, tanto cuanto de todas las otras personas que trabajan con sexo.
Ella también era vista como la más bella de todas las diosas olímpicas.
Muchos animales y vegetales simbolizan Afrodita. La paloma y el mirto están entre ellos.


È sicuro che Afrodite non è una dea greca. Gli storiografi quasi tutti quanti dicono che lei è Astarte, la dea fenicia dell’acqua, che ha avuto il suo nome cambiato a Afrodite quando i greci hanno cominciato a adorarla.
Quando i commercianti fenici sbarcavano sulle spiagge greche, facevano delle offerte a Astarte per ringraziarle per il viaggio. Quando i greci l’hanno visto, anche loro hanno cominciato a adorarla, cambiando il suo nome.
L’acqua ha fertilità. Così, questo ha fatto Afrodite la dea della fertilità. La fertilità è legata al sesso ed all’amore. Così, questo ha fatto Afrodite la dea del sesso e dell’amore. E queste sono soltanto alcune fra le molte possessioni che la dea ha ricevuto nella Grecia. Lei è stata vista anche come la dea della guerra a delle città greche!
I miti di Afrodite raccontano che lei ha avuto molti amanti, tanto divini quanto umani, che le hanno dato molti figli. Ma lei si è rifiutata di fare sesso con Zeus. E Lui, volendo così punirla, l’ha obbligata a sposare Efesto, il più brutto fra gli dei olimpici tutti quanti. Ma anche così, Afrodite non ha mai dato figli a Efesto e quasi mai si avvicinava a lui, allo stesso tempo che aveva molte relazioni extraconiugali.
Se i greci antichi vedevano questa dea così, lei è il simbolo religioso della donna sessualmente libera, che decide quello che vuole, che fa sesso con chi lo vuole e quanto lo vuole, che non fa sesso con chi no lo vuole e che non si sente obbligata a vivere per suo marito od a avere figli con tale marito.
Non dimenticare che nella Grecia Antica la felicità ed il sesso erano sacri e non peccaminosi, come lo vedono gli ebraico-cristiani conservatori. Il sesso era un sacrilegio soltanto se la persona avesse fatto un voto di castità. Ed i devoti di Afrodite non lo facevano. Lei non era contro qualche tipo di amore o sesso. Veramente, lei incentivava queste cose. E quando qualche persona voleva sedurre la persona che amava, lo supplicava a Afrodite.
Così, lei era anche vista come la protettrice delle persone tutte quante che avevano il sesso come un’attività basica e necessaria alla loro vita. Principalmente le prostitute greche antiche l’adoravano così.
Bene, oggigiorno, Afrodite può esser vista senza problemi come la dea protettrice degli attori porno, tanto quanto delle persone tutte quante che lavorano con sesso.
Lei era anche vista come la più bella delle dee olimpiche tutte quante.
Molti animali e vegetali sono simboli di Afrodite. La colomba ed il mirto sono fra essi.


ARES


A origem de Ares não é muito clara, mas ele já era louvado na Grécia, no mínimo, desde o século IX a.C.
Embora no Helenismo não existam demônios (no sentido judaico-cristão da palavra), o deus que mais se aproxima dessa conotação é Ares.
Nas obras do poeta Homero, ele é chamado de “o mais odioso de todos os deuses olímpicos” e “encarnação do mal”. E séculos depois, o teatrólogo Ésquilo determinou que Ares é o “deus que não é um deus de verdade”.
Embora já tenha sido mencionado por várias vezes em épocas diferentes e países diferentes como “deus da guerra”, na verdade Ares não é bem isso. É um deus guerreiro, evidentemente. Mas ele não controla a guerra nem vive em função dela. Ele é o deus da carnificina e da violência, praticadas dentro da guerra ou fora dela.
Ares era imaginado aparecendo nas lutas só pra participar dos atos de violência, destruindo quem encontrava pela frente da forma mais aleatória possível e soltando gritos aterrorizantes de satisfação a cada vez que derramava sangue.
Ele era visto pelos gregos antigos como filho de Zeus e Hera, o que fazia dele o legítimo Príncipe do Olimpo e deveria dar a ele uma posição de destaque entre as outras divindades. Mas os mitos e lendas populares dizem claramente que, devido à personalidade descontroladamente sádica e violenta que Ares tem, ele é desprezado até pelas outras divindades olímpicas. Inclusive pelos pais Zeus e Hera!
Só Afrodite era imaginada tendo alguma afeição por Ares. E foi só com ela, de acordo com alguns mitos, que ele teve um relacionamento romântico, do qual nasceram alguns filhos.
Ares também era imaginado como pai de vários e vários outros filhos, mas quase todos nascidos dos estupros que ele praticava frequentemente em várias mulheres. E quase todos esses filhos eram bandidos e malfeitores de personalidade quase tão sádica e sanguinária quanto o pai.
Diga-se de passagem, Ares é um deus 100% heterossexual: nenhum mito nem lenda menciona qualquer contato sexual dele com nenhum ser do mesmo sexo.
Apesar da violência com a qual ele lutava, as lendas sobre Ares geralmente mencionam esse deus levando a maior surra de guerreiros mortais (principalmente de Hércules) quando se metia a lutar contra um deles. E muitas vezes tendo que fugir da luta no final!
Se no imaginário popular os gregos antigos pensavam em Ares como um deus desprezado pelos outros deuses e ridicularizado pelos mortais, na prática a coisa não era nem um pouco diferente: ele era a divindade olímpica menos adorada pelos antigos gregos. Em Atenas, então, ele só tinha um altarzinho mixuruca.
Só nas cidades de Tebas e Esparta é que ele tinha templos realmente maiores e recebia um culto mais desenvolvido.
Mas será que todas essas características não são meio estranhas num deus? Ares não ajuda nem protege ninguém (todos os deuses e deusas, de qualquer religião, protegem no mínimo um grupo específico de pessoas), ele mata e destrói ao acaso o que encontra pela frente, ninguém gosta dele (com raríssimas exceções), ele é imaginado sendo sempre derrotado por meros mortais e a maioria das pessoas não oferecem louvores a ele.
E aí fica uma questão que nenhum historiador nunca conseguiu entender bem até hoje: por que uma divindade tão mal vista por todos foi elevada ao posto de filho do Casal Real do Olimpo e, graças a isso, Príncipe dos Deuses?
De qualquer forma, Ares pode ser visto como o símbolo religioso do homem bem nascido, que desde o início tinha tudo pra ter mais destaque do que os outros, mas perdeu tudo isso devido à sua personalidade negativa e aos seus atos maléficos.
Assim, ele deve ser visto pelos praticantes do Helenismo como o anti-exemplo: aquele em quem se deve pensar pra fazer tudo ao contrário do que ele faz.
Não consegui encontrar registro de nenhum vegetal consagrado a ares, mas o animal consagrado a ele é o abutre.

Ares’ origin isn’t very clear. But he’s been worshiped in Greece at least since the 9th century B.C.
Hellenismos doesn’t have demons (in the jewish-christian sense). But Ares is the most similar to that definition god.
In poet Homer’s works, he is called “the most odious among all the Olympian Gods” and “incarnation of evil”. And centuries later, playwriting Aeschylus called him “the god who is not a god”.
Ares has been called at different times and places “the god of war”. Actually that’s not the case. He’s a warrior god, of course. But he doesn’t control warfare and doesn’t live for that. He is the god of bloodbath and violence, both inside and outside warfare.
Ares was imagined at the battles just to take part in the violent acts. Then, he destroyed everybody who he met with no sense, while he shouted horrible exclamations every time he hurt or killed somebody.
He was seen by the Ancient Greeks as Zeus and Hera’s son. It would make him the Prince of Olympus and give him a superior position over the other deities. But thank to his sadistic and violent personality, Ares was hated even by the other Olympian Deities. Including his parents Zeus and Hera!
Only Aphrodite was imagined loving Ares in some way. And she was the only being who had a love affair with him and gave him children born from love.
It was believed he had many other children, but almost all of them were born from the women who he used to rape frequently. And almost all his spawns were criminals and evil people who had almost the same kind of personality than their father.
By the way, Ares is an 100% heterosexual god: no myth mentions him having affairs with any male being.
Even talking about a so violent god, Ares’ myths often mention him being spanked by human warriors (especially Hercules) when he dared to fight against them. And in many cases he had to run away from them!
You see, Ares was imagined being hated by the other gods and ridiculed by humans. And in the religious aspects, things weren’t different: he was the least worshiped olympian deity in the Ancient Greece. In Athens he had only a ridiculous little shrine.
Thebes and Sparta were the only Greek cities which had bigger temples of Ares and worshiped him in a stronger way.
Don’t you think such characteristics are some strange when you talk about a god? Ares helps and protects nobody (every god or goddess of every religion protects at least a group of specific people), he kills hit and miss everyone who he meets, nobody likes him (except for very few beings), he is imagined being defeated by simple humans, and most of the people never worship him.
Because of that, there’s a question which historians have never been able to answer well: why was a so badly seen deity imagined as a son of the King and Queen of Olympus?
Anyway, Ares can be seen as the religious symbol of the highborn man who had everything to be over the others, but lost everything because of his negative personality and his evil acts.
In this way, he should be seen by the members of Hellenismos as an anti-example: you should do the opposite of what he does.
I haven’t found any vegetal which symbolizes Ares, but vulture is his symbol among the animals.


El origen de Ares no es muy claro. Pero él ya era adorado en Grecia por lo menos desde el siglo IX a.C.
El Helenismo no tiene demonios (en el sentido judío-cristiano). Pero Ares es el dios más similar a eso.
En los textos del poeta Homero, él es llamado “el más odioso entre todos los dioses olímpicos” y “encarnación del mal”. Y algunos siglos después, el dramaturgo Esquilo lo llamó “el dios que no es dios”.
Ares ya fue llamado “dios de la guerra” en diferentes épocas y lugares. En verdad, no es eso. El es un dios guerrero, es claro. Pero no controla la guerra y tampoco vive para ella. El es el dios de la carnicería y de la violencia, tanto dentro cuanto fuera de la guerra.
Ares era imaginado en las luchas solamente para participar de los actos de violencia. Así, él destruía quien encontrara, sin ningun sentido, mientras que vociferaba gritos horribles cada vez que mataba o hería alguien.
El era visto por los griegos antíguos como hijo de Zeus y Hera, lo que lo haría Príncipe del Olimpo y le daría superioridad sobre las otras divinidades. Pero, gracias a su personalidad sádica y violenta, Ares era odiado por las otras divinidades olímpicas. ¡Incluso sus padres Zeus y Hera!
Solamente Afrodita era imaginada amándolo de alguna forma. Y ella fue el único ser con quien él tuvo una relación de amor y le dio hijos nacidos del amor.
Se pensaba que Ares tenía muchos otros hijos, pero casi todos nacidos de las mujeres que él estupraba siempre. Y casi todos sus hijos eran bandidos y personas perversas que tenían casi el mismo tipo de personalidad de su padre.
Dicho sea de paso, Ares es un dios 100% heterosexual: ningun mito habla de relaciones suyas con seres masculinos.
Mismo hablando de un dios tan violento, los mitos de Ares casi siempre hablan de él siendo vapuleado por guerreros humanos (principalmente Hércules) que él había desafiado. Y en muchos casos, ¡él tuvo que huirse de ellos!
Así, Ares era imaginado siendo odiado por los otros dioses y ridiculizado por los humanos. Y en situaciones religiosas no era diferente: él era la divinidad olímpica menos adorada por los griegos antíguos. En Atenas, él tenía solamente un pequeño y ridículo altar.
Tebas y Esparta eran las únicas ciudades griegas que tenían templos suyos mayores y le hacían una adoración mayor.
¿No crees que tales características son un poco extrañas en un dios? Ares no ayuda o protege nadie (todo dios o diosa de todas las religiones protegen por los menos un grupo específico de personas), él mata sin sentido a quien encuentra, nadie le tiene simpatía (salvo algunos poquísimos seres), él es imaginado siendo vencido por simples humanos y la mayor parte de las personas nunca le hace adoración.
Por cuenta de eso, hay una pregunta que nunca fue posible a ningun historiador responder bien: ¿por que una divinidad que era tan mal vista era imaginada como hijo de la Pareja Real Olímpica?
Como sea, Ares puede ser visto como el símbolo religioso del hombre de ilustre cuna que tenía todo para tener superioridad sobre los otros, pero perdió todo eso por cuenta de su personalidad negativa y de sus actos perversos.
Así, él debe ser visto por los miembros del Helenismo como un anti-ejemplo: se debe hacer lo opuesto de lo que él hace.
No me fue posible encontrar un vegetal que sea símbolo de Ares, pero el buitre es su símbolo entre los animales.


L’origine di Ares non è molto sicura. Ma lui era già adorato nella Grecia almeno dal secolo IX a.C.
L’Ellenismo non ha demoni (nel senso ebraico-cristiano). Ma Ares è il dio più simile a questo.
I testi del poeta Omero lo chiamano “il più odioso fra gli dei tutti quanti dell’Olimpo” e “incarnazione del male”. E secoli dopo, il drammaturgo Eschilo l’ha chiamato “il dio che non è dio”.
Ares è già stato chiamato “dio della guerra” in diversi posti ed epoche. Veramente, non è questo. Lui è un dio guerriero, chiaramente. Ma non controlla la guerra e non vive per essa. Lui è il dio della carneficina e della violenza, tanto fuori quanto dentro la guerra.
Ares era immaginato nelle battaglie solamente per partecipare alla violenza. Così, lui distruggeva quei che trovava, senza qualche senso, mentre vociferava degli urli orribili ogni volta che uccideva o feriva qualcuno.
I greci antichi lo vedevano come figlio di Zeus e Era, quello che lo farebbe Principe dell’Olimpo e gli darebbe qualche superiorità sulle altre divinità. Ma, grazie alla sua personalità sadica e violenta, le altre divinità olimpiche l’odiavano. E questo includeva i suoi genitori Zeus e Era!
Soltanto Afrodite era immaginata l’amando in qualche modo. E lei è stata l’unico essere con chi lui ha avuto una relazione di amore e gli ha dato figli nati dall’amore.
Si credeva che Ares aveva molti altri figli, ma quasi tutti quanti nati dalle donne che lui sempre stuprava. E quasi tutti quanti erano banditi o persone cattive quasi con lo stesso tipo di personalità di loro padre.
A proposito, Ares è un dio 100% eterosessuale: i suoi miti non parlano mai di qualche relazione sua con esseri maschili.
Anche parlando di un dio così violento, i miti di Ares quasi sempre parlano di guerrieri umani (principalmente Ercole) lo sculacciando, quando lui sfidava uno di loro. E frequentemente lui aveva bisogno di fuggire da loro!
Odiato dagli altri dei e beffato dagli umani. Così Ares era immaginato. E nella religione non era diverso: lui era la divinità olimpica meno adorata nella Grecia Antica. A Atene, lui aveva solamente un piccolo e ridicolo altare.
Tebe e Sparta erano le uniche città greche che avevano tempi suoi più grandi e gli facevano un’adorazione più forte.
Non credete che tali caratteristiche sono un po’ strane per un dio? Ares non aiuta o protegge nessuno (gli dei e dee tutti quanti delle religioni tutte quante proteggono almeno le persone di un gruppo particolare), lui uccide quei che trova senza qualche senso, nessuno gli vuole bene (eccetto dei pochissimi esseri), dei semplici umani lo vincono sempre e la parte più grande delle persone non gli fa qualche adorazione.
Così, c’è una domanda che gli storiografi non l’hanno mai risposta bene: perché una divinità che era così malvista era immaginata come figlio della Coppia Reale Olimpica?
Comunque sia, Ares può esser visto come il simbolo religioso dell’uomo nobile di nascita che aveva tutto per essere superiore agli altri, ma ha perso tutto questo dovuto alla sua personalità negativa ed alla sua condotta cattiva.
Così, i membri dell’Ellenismo devono vederlo come un anti-esempio: devono fare l’opposto di quello che lui fa.
Non ho trovato qualche vegetale che sia un simbolo di Ares, ma l’avvoltoio è un simbolo suo fra gli animali.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

VARRENDO E DANÇANDO

Oi!!!

E já que tamos em época de Carnaval, hoje vamos dar uma olhada num dos principais símbolos do Carnaval Carioca nos últimos 13 anos: o gari brasileiro Renato Sorriso.

Renato Luiz Feliciano Lourenço nasceu aqui no Rio em 1964.
De família pobre, ele começou trabalhando como camelô.
Em Dezembro de 1995, o Renato começou a trabalhar como gari da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana).
A partir de então, todos os dias, ele passou a cumprir a rotina de todo gari carioca: acordar às 4h da manhã e se preparar pra carga horária de trabalho diária de 7 horas, varrendo e empurrando o carrinho de lixo pelas ruas do Rio.
E foi exatamente nesse 1º ano trabalhando como gari que o Renato se tornou famoso meio por acaso...
No Carnaval daquele ano, enquanto varria a Avenida Marquês de Sapucaí no intervalo entre os desfiles de 2 escolas de samba, um amigo perguntou a ele se ele sabia sambar. Aí ele foi pro meio da pista e começou a brincar com a vassoura dele como se fosse uma porta bandeira sambando. E como chamou a atenção do público, ele começou a sambar. E o público começou a aplaudir no ritmo em que ele sambava.
O supervisor não gostou e mandou o Renato parar. Mas o público não gostou, vaiou o supervisor e começou a pedir pro Renato continuar a sambar. E assim, sob os aplausos do público, ele foi varrendo e sambando até chegar no fim da avenida.
Como isso foi televisionado, ele logo foi convidado pra dar entrevistas nos programas da Hebe Camargo e do Jô Soares.
Como tá sempre sorrindo, ele foi apelidado de Renato Sorriso. Ou simplesmente Sorriso.
Desde então, ele é presença garantida em todos os desfiles de Carnaval na Marquês de Sapucaí.
Fora do período de Carnaval, o Sorriso pode ser visto com frequência na Praça Xavier de Brito, no bairro da Tijuca, aqui no Rio.
Todo dia ele varre a praça e as 5 ruas que ficam em volta dela, além de limpar e tirar o mato dos ralos que tem ali.
Uma vez, a Comlurb pensou em transferir o Sorriso pra outra área da cidade, mas os moradores da Tijuca fizeram um abaixo-assinado exigindo que ele ficasse.
Além do trabalho de varredor, atualmente ele também dá palestras na Comlurb pros garis novatos.
O Sorriso percebe que, nos últimos anos, a forma como a sociedade vê os garis mudou. A própria palavra ‘lixeiro’, que há uns 10 anos atrás ainda era usada com a maior naturalidade por todo mundo, hoje é considerada até meio ofensiva. A palavra politicamente correta hoje é ‘gari’. E ele percebe que hoje é assim que as pessoas se referem mais a eles, o que já demonstra um certo respeito maior por esses profissionais.
Uma coisa que talvez tenha mudado isso é que hoje existem muitos garis com Curso Superior: advogados, médicos, professores..., que, desempregados nas áreas em que se formaram, tiveram que pegar a vassoura e ir pra rua. Então, quando você vê um gari hoje, já sabe que não é necessariamente um semianalfabeto ignorante e sem cultura.
Em 2006, o Sorriso foi um dos famosos que conduziram a Tocha Olímpica quando ela passou pelo Brasil.
Desde que se tornou conhecido pelo extremo entusiasmo que demonstra com o trabalho, ele tem sido convidado pra dar palestras nas mais variadas cidades do Brasil e até em alguns países da Europa exatamente sobre esse assunto: motivação no trabalho.
De acordo com o Sorriso, se você não agir com alegria e disposição e se você não gostar do que faz, você não vai pra frente no trabalho.
Embora não dê muitos detalhes sobre a vida pessoal, se sabe que ele já foi casado 2 vezes e tem 3 filhos.

È ancora il tempo del Carnevale. Così, oggi parleremo un po’ di uno dei personaggi più conosciuti del Carnevale Carioca: lo spazzino brasiliano Renato Sorriso.
Lui è nato nel Rio de Janeiro, nel 1964. Ed il suo nome vero è Renato Luiz Feliciano Lourenço.
La sua famiglia era povera e lui ha già lavorato come venditore ambulante.
Nel Dicembre del 1995, Renato ha cominciato a lavorare come spazzino della Comlurb.
Da quell’epoca, lui vive come gli altri spazzini tutti quanti a Rio de Janeiro: si sveglia alle 4h della mattina e comincia le sue 7 ore di lavoro di tutti i giorni, spazzando e spingendo il suo carretto a mano per le vie di Rio.
Renato è diventato famoso nel suo primo anno come spazzino...
Nel Carnevale di quell’anno, quando lui spazzava il Sambodromo di Rio fra le parate di 2 scuole di samba, un amico l’ha chiesto se lui sapeva ballare il samba. E lui ha cominciato a farlo con la sua scopa, imitando una portabandiera. Questo ha chiamato l’attenzione del pubblico e lui ha cominciato a danzare di più, mentre tutti quanti l’applaudivano.
Il supervisore di Renato gli ha detto di non continuare a danzare. Ma il pubblico ha fischiato il supervisore e chiesto a Renato di continuare con la sua danza. E lui l’ha fatto senza fermare mentre spazzava il sambodromo.


Renato’s dance at the Sambadrome Marquês de Sapucaí in 1995 made him famous. And he had interviews at Hebe Camargo’s and Jô Soares’ TV shows.
As a very smiling guy, Renato’s been nicknamed Renato Sorriso or only Sorriso (“sorriso” means “smile” in Portuguese).
Every Carnival, he’s been seen at the Sambadrome Marquês de Sapucaí since 1995.
During the rest of the year, Renato can often be seen at a square called Praça Xavier de Brito, in Tijuca, a hood of Rio de Janeiro.
Every day he sweeps the square and the 5 streets around it and cleans their drains.
Once, Comlurb decided to transfer Renato to another carioca neighborhood. But the people of Tijuca demanded them to let him staying.
Renato works also as an instructor to new sanitary workers of Comlurb.
In Portuguese there are 2 words which mean sanitary worker: “gari” and “lixeiro”. But gari is the politically correct word and lixeiro is seen as an offensive expression in Brazil. And Renato says almost nobody calls them “lixeiros” nowadays.


Una cosa ya un poco común aquí en Rio de Janeiro es ver basureros que son abogados, médicos, profesores... que se fueron a trabajar como basureros por cuenta del fuerte desempleo en sus antíguos trabajos. Así, cuando un carioca ve un basurero barriendo las calles actualmente, sabe ya que allá no está obligatoriamente una persona analfabeta y sin cultura.
En 2006, el basurero Renato Sorriso fue uno de los famosos que llevaron la Llama Olímpica, que estaba aquí en Brasil.
Desde que se quedó conocido por el gran entusiasmo que tiene con su trabajo, él ha sido invitado para hacer conferencias en muchas y muchas ciudades brasileñas y hasta mismo en algunos países de Europa, hablando propiamente de la cuestión de la motivación en el trabajo.
Así dice Renato, si una persona no actúa con alegría y disposición y si no le gusta nada lo que hace, esa persona jamás logrará a desarrollarse en su carrera.
Aunque él no hable mucho de su vida personal en público, se sabe que ya fue casado por 2 veces y tiene 3 hijos.


Até a próxima!