quinta-feira, 9 de julho de 2009

JOHN HOLMES 1944-1988

Oi!!!

Hoje a gente vai falar sobre outro personagem histórico bi: o ator pornô John Holmes.

Sobre a vida pessoal do John, é difícil afirmar alguma coisa com 100% de certeza, já que foi uma vida transfigurada pelas fofocas e pelas... ‘lendas populares’, vamos chamar assim. Algumas, inclusive, inventadas por ele mesmo, pra chamar atenção.
Mas vamos dar uma olhada geral aqui nos acontecimentos principais da vida dele.
Ele nasceu em Ohio, Estados Unidos, em 08 de Agosto de 1944. E foi registrado como John Curtis Estes.
Ele tinha 3 irmãos mais velhos.
O pai deles era um alcoólatra, o que levou a mãe a se divorciar dele quando o John ainda era recém-nascido.
Ela se casou de novo e o 2º marido resolveu adotar os filhos dela, registrando eles com o sobrenome dele: Holmes.
Mas esse também era um alcoólatra, levando a mãe do John a um novo divórcio.
Depois, ela se casou outra vez. Mas esse novo padrasto brigava muito com o John. E quando ele tinha 16 anos, nocauteou o padrasto durante uma briga e fugiu de casa, indo morar na rua como mendigo.
A partir dali, aparentemente, ele passou a usar cocaína.
A mãe do John tentou levar ele de volta pra casa, mas viu que a convivência dele com o padrasto seria impossível. Então, deu autorização a ele pra entrar pro Exército dos Estados Unidos.
Ele foi mandado pra Alemanha Ocidental, onde ficou por 3 anos.
De volta aos Estados Unidos, o John foi morar na Califórnia, onde foi pegando os empregos temporários que apareciam. E numa dessas ocasiões, quando trabalhava como motorista de ambulância, conheceu a enfermeira Sharon Gabenini, com quem se casou em Abril de 1965.
Foi pouco depois disso, no final dos anos 60, que o John decidiu entrar pro meio pornô. E pelo que se conta, foi um amigo que incentivou ele a isso, quando viu ele fazendo xixi numa ocasião e ficou impressionado com o tamanho do cacete dele.
Aliás, o tamanho do cacete do John sempre foi literalmente uma lenda no meio pornô. Tinha por volta de 30 cm, mas nunca se soube o tamanho exato. Algumas pessoas que disseram que mediram, afirmavam que ele tinha 25 cm quando tava duro; outros, que também disseram que mediram, afirmavam que ele duro tinha 34 cm.
E com exceção do cacete, ele também não tinha muitos atrativos: ele tinha um corpo alto (1, 88m) e até bem cuidado, mas nunca foi um homem propriamente bonito.
O 1º filme pornô registrado dele foi Body Lust (1969).
Nos primeiros filmes pornô que fez, o John foi creditado cada vez com um nome diferente, sendo todos bem diferentes do nome verdadeiro dele.
Alguns dos nomes com os quais ele foi apresentado ao longo da carreira foram: Bernard Emil Weik II, Big John, Big John Fallus, Big John Rey, John C. Holmes, John Duval, John Estes, John Sacre, Johnny Holmes, Johnny Wadd, Long John Silver, Long John Wadd e Wonderland.
Nos anos 70, era comum fazer filmes pornô conhecidos como loops: eram curta metragens filmados em rolos de 8 mm e que duravam no máximo 15 minutos. Eram gravados no improviso e provavelmente era o tipo de produção pornô mais econômica que existia na época.
O John fez algumas centenas de loops. A maioria foi de héteros, mas ele teve também em alguns loops gays.
Mas o vício dele por cocaína foi se tornando cada vez mais forte a partir dali, levando ele, em pouco tempo, a se prostituir com todos os caras que pagassem bem pra ele comprar a droga ou que simplesmente fornecessem a droga direto pra ele.
Só lembrando: naquela época ninguém lembrava que camisinha existia. Então, vocês já imaginam as consequências disso, né?
Bom, o John também se envolveu em roubos pra conseguir o dinheiro pra comprar cocaína. Mas até que ponto ele se envolveu ou não nisso, nunca ficou 100% claro. Como eu disse, tem muita fofoca em cima disso. Vários roubos são atribuídos a ele, mas não temos exatamente como afirmar com certeza do que ele é culpado e do que ele é inocente.
Em Janeiro de 1983, ele se divorciou da Sharon.
No mesmo ano, o John gravou o 1º filme pornô gay de longa-metragem da carreira dele: The Private Pleasures of John C. Holmes, lançado no Brasil pela Ícaro Studios com o título de Os Prazeres Secretos de John Holmes.




Esse filme tem 83 minutos e, supostamente, foi o único longa-metragem pornô gay que ele fez.
Foi o filme que o John ganhou mais pra fazer: U$ 500.000,00.
Nessa cena do filme, vemos bem que as lendas sobre o cacetão dele não eram infundadas, né?


Mas, além desse longa, não vamos esquecer os vários loops com homens que o John fez antes.
Em 1985, ele começou a namorar a atriz pornô Misty Dawn.
No ano seguinte, o John descobriu que tava contaminado pelo HIV, mas manteve isso em segredo de todos e continuou fazendo filmes pornô, dizendo em público que tava com câncer no intestino.
Em Janeiro de 1987, ele se casou com a Misty. E morreu em 13 de Março do ano seguinte, quando faltavam 5 meses pra fazer 44 anos.
Apesar de admitir que sempre encheu a cara de cocaína, o John dizia que nunca usou nenhuma droga injetável. E todas as pessoas que conviveram com ele confirmam isso. Assim, é meio evidente que ele pegou AIDS por sexo mesmo.
Ele teve em cerca de 2500 produções pornô ao todo.
O filme Boogie Nights (1997) foi inspirado na vida dele. Mas não é uma biografia: é só uma história relativamente inspirada. E o filme Wonderland (2003), esse sim mais próximo da história real dele, teve o Val Kilmer interpretando ele.

Oggi parleremo un po’ di un altro personaggio storico bi: l’attor porno John Holmes.
È difficile dire cosa è vero e cosa è falso nella vita personale di John, visto che ci sono molti pettegolezzi e leggende parlando di questo. E lui stesso inventava alcuni di questi pettegolezzi quando voleva avere l’attenzione delle persone.
Ma parlerò un po’ qui di quello che veramente si sa.
Lui è nato nell’Ohio, Stati Uniti, nell’8 Agosto del 1944. Ed il suo nome era John Curtis Estes.
Lui aveva 3 fratelli più vecchi.
Loro padre era un bevitore compulsivo e, per questo, loro madre ha divorziato da lui quando John era appena nato.
Lei ha sposato un altro uomo, che ha adottato i suoi figli, dando a loro il suo cognome: Holmes.
Ma anche lui era un bevitore compulsivo e, per questo, la madre di John ha divorziato da lui.
E lei ha sposato un altro uomo. Ma questo litigava molto con John. E quando lui aveva 16 anni, dopo una lotta più brutta contro il padrigno, John ha lasciato la casa della madre, cominciando a vivere per le vie come un mendicante.
Si crede che lui ha cominciato a usare cocaina in quell’epoca.
La madre di John pensava in portarlo a casa, ma sapeva che vivere insieme al padrigno senza problemi sarebbe impossibile per lui. Così, lei l’ha lasciato arruolarsi nell’Esercito degli Stati Uniti.
Lui ha vissuto nella Germania Ovest per 3 anni.
Quando è tornato negli Stati uniti, John è andato a vivere nella California, dove ha lavorato in quello che era possibile trovare. Ed in uno di questi lavori, quando guidava un’ambulanza, lui ha conosciuto l’infermiera Sharon Gabenini, che lui sposerebbe nell’Aprile del 1965, pochi anni prima di cominciare la sua carriera porno.


John’s porn career started in the late 60s, a few years after his wedding. And it’s said a friend of his told him to do that after have seen he urinating. And John’s cock size got him really impressed.
By the way, John’s dick size is a great myth in the porn world. It was about 30 centimeters long. But its actual and specific length is unknown. Some people who saw his cock said it was 25 centimeters long, others say it was 34 centimeters long.
Except for his dick, he wasn’t a so interesting male. Of course he had a good and tall (188-cm-tall) male body. But he wasn’t and would never be a very handsome man.
John’s 1st known porn movie was Body Lust (1969).
In each one of his 1st porn movies he was credited with a different name. And all those names were really different from his actual name.
Here are some of the porn names which he had along his career: Bernard Emil Weik II, Big John, Big John Fallus, Big John Rey, John C. Holmes, John Duval, John Estes, John Sacre, Johnny Holmes, Johnny Wadd, Long John Silver, Long John Wadd and Wonderland.
In the 70s, porn films known as loops were very common. They were short 8mm movies which had at most 15 minutes and usually had no script. Loops were presumably the most economical porn productions of that time.
John starred some hundreds of loops. Most of them were hetero loops, but some were gay loops.
But his cocaine use started getting stronger and stronger at that time. And because of that, he had to prostitute to the guys who would pay him better to buy drugs or to the guys who would just give him the drugs.
Don’t forget: at that time, nobody used talking about safe sex and condoms. Then, I think you guys already know what he would have in his future.


El vicio de John en cocaína lo llevó a robar para tener dinero y mantener tal vicio. Pero no se sabe hasta que punto él realmente llegó a hacerlo. Y como hay muchos y muchos chismes hablando de su vida, se dice que él estuvo en muchos asaltos, pero es difícil saber lo que es verdad y lo que no lo es en ese asunto.
En Enero de 1983, acabó su casamiento con Sharon, su primera esposa.
En el mismo año, John estuvo en su primera película porno gay de largometraje: The Private Pleasures of John C. Holmes, lanzado en Brasil por la Ícaro Studios como Os Prazeres Secretos de John Holmes.
Esa película tiene 83 minutos y fue, así se piensa, la única pelí porno gay de largometraje de su carrera.
John tuvo también la mejor remuneración de su carrera para hacerla: U$ 500.000,00.
Uds peden ver una escena de esa película arriba en que un muchacho está mirando su polla. Y allá se puede conferir que el mito de la polla gigante de John es verdad.
Bueno, él estuvo también en muchos loops gays antes de eso.
John empezó a tener una relación con la actriz porno Misty Dawn en 1985.
Y 1 año después, él supo que estaba con SIDA. Mas dijo a todos que estaba solamente con cáncer en el intestino y continuó trabajando en películas porno.
En Enero de 1987, él se casó con Misty. Y se murió el 13 de Marzo del otro año, 5 meses antes de cumplir 44 años, dejando más o menos 2500 trabajos pornográficos.
John nunca escondió su vicio por cocaína, pero decía que nunca usó drogas inyectables. Y todas las personas que lo conocían decían que eso era verdad. Así, es claro que él fue contaminado sexualmente.
Hay 2 películas basadas en su vida hechas después de su muerte: Boogie Nights (1997), que muestra la historica de un actor porno ficticio basado en él; y Wonderland (2003), una biografía suya en que Val Kilmer lo interpreta.


Até mais!

terça-feira, 7 de julho de 2009

UM ATOR PORNÔ DESAPARECIDO HÁ 20 ANOS

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada num ator pornô que tá sumido desde o final dos anos 80: o Shawn McIvan.

Brian Hawks nasceu na Califórnia, em 27 de Novembro de 1959.
A estreia dele como ator pornô foi em 1984, quando tinha 25 anos, no filme pornô The Bigger, The Better.
Então, ele passou a usar o nome de Shawn McIvan. Mas ele também fez alguns filmes usando Brian Hawks como nome.
No sexo anal, ele fez cenas tanto como ativo quanto como passivo.
Além dos filmes pornô, o Shawn também trabalhou em revistas pornô gays, tipo fotonovela.
Uma das características dele era o cacete grande (23 cm), grosso e com a cabeça rosinha e arregaçada.
Depois de 1989, o Shawn parece ter deixado a carreira pornô definitivamente.
Teve um ‘disse me disse’ de que ele morreu num acidente de carro depois disso. Mas, pelo menos até hoje, essa história nunca foi confirmada.
Na verdade, o Shawn desapareceu sem deixar vestígios.
Talvez ele tenha simplesmente desistido de ser ator pornô. Aí fez uma plástica, pintou os cabelos e tá por aí trabalhando em alguma outra área, né?
Se tiver vivo, o Shawn vai fazer 50 anos esse ano.


Today we’ll talk a little about a male porn star who hasn’t been seen since the late 80s: Shawn McIvan.
Brian Hawks was born in California, on November 27th, in 1959.
His porn debut was in 1984, when he was 25, in the porn movie The Bigger, The Better.
Then, he got Shawn McIvan as his porn name. But he also used Brian Hawks as his porn name in some of his movies.
In his anal sex scenes, he was sometimes the top, sometimes the bottom.
Shawn could be seen also in some gay porn magazines.
One of his characteristics were his long (23 cm) and fat dick, which had an exposed pinkish cockhead.
It seems Shawn has stopped his porn career since 1989.
There were some gossips about a car accident which caused his death, but it’s never been confirmed.
Actually, Shawn hasn’t been seen for the last 20 years.
Maybe he’s just given up working as a porn actor. Then, he had a plastic surgery, dyed his hair and changed his job.
If Shawn’s still alive, he’ll be 50 years old this year.


Hoy hablaremos un poquito de un actor porno que no es visto desde el final de los años 80: Shawn McIvan.
Brian Hawks nació en California, el 27 de Noviembre de 1959.
Su primera vez en una película porno fue en 1984, cuando tenía 25 años. Tal película fue The Bigger, The Better.
Entonces, él utilizó el nombre de Shawn McIvan por la primera vez. Pero algunas veces también utilizó Brian Hawks como su nombre porno.
En sus escenas de sexo anal, él fue visto algunas veces como activo y en otras como pasivo.
Shawn trabajó también en algunas revistas porno gays.
Una de sus características principales era su polla larga (23 cm) y gruesa, con la cabeza rosada y expuesta.
Por lo que se puede ver, Shawn dejó la carrera porno desde 1989.
Hubo rumores de que él se murió en un accidente de coches, pero nada lo confirmó hasta hoy.
En verdad, Shawn no fue más visto en los últimos 20 años.
Es posible que él haya simplemente abandonado la carrera de actor pornográfico. Así, cambió su cara, sus cabellos y ahora está trabajando con otras cosas.
Si Shawn está todavía vivo, cumplirá 50 años en algunos meses.


Oggi parleremo un po’ di un attore porno che non è visto dalla fine degli anni 80: Shawn McIvan.
Brian Hawks è nato nella California, nel 27 Novembre del 1959.
La sua prima volta in un film porno è stata nel 1984, quando aveva 25 anni. Tale film è stato The Bigger, The Better.
Allora, lui ha usato il nome di Shawn McIvan per la prima volta. Ma alcune volte ha usato anche Brian Hawks come nome porno.
Nelle sue scene di sesso anale, lui ha lavorato alle volte come attivo, alle volte come passivo.
Shawn ha lavorato anche in delle riviste porno gay.
Una delle sue caratteristiche principali era il suo cazzo lungo (23 cm) e grosso, con la testa rosea ed esposta.
Per quello che si vede, Shawn ha lasciato la carriera porno dal 1989.
Ci sono stati dei pettegolezzi dicendo che lui è morto in un incidente con una macchina, ma niente l’ha confermato fino adesso.
In realtà, Shawn non è mai stato visto negli ultimi 20 anni.
È possibile che lui abbia soltanto lasciato la carriera di attore pornografico. Così, ha cambiato la sua faccia, i suoi capelli e che oggigiorno stia lavorando con altre cose.
Se Shawn è ancora vivo, compierà 50 anni in alcuni mesi.


Bom, até mais!

sábado, 4 de julho de 2009

LEIS PRA PUNIR A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, SIM! TENDENCIALISMO, NÃO!

Oi!!!

Antes de entrar no assunto de hoje, só um rápido comentário... Vejam como são as coisas: no final do mês passado, como a maioria de vocês devem ter visto, eu fiz um post sobre a homossexualidade na Índia, mencionando que, apesar das relações homossexuais serem consideradas crime por lá, elas evidentemente já se mostravam cada vez mais significativas; e 4 dias depois, em 02 de Julho, a homossexualidade foi descriminalizada na Índia! Eu quase previ o que aconteceu! Lord Ganesha!
Enfim, boa sorte pros bis, lésbicas e gays indianos daqui pra frente!
Bom, o post de hoje também vai ser só em Português, porque ele diz respeito só a quem mora no Brasil.
Hoje a gente vai falar aqui sobre uma lei brasileira que, sem dúvida alguma, tem bons motivos pra existir. Mas que podemos perceber que, da forma como foi projetada inicialmente, deixa (ou pelo menos deixaria) muitos pontos questionáveis. É a Lei 11340, popularmente conhecida no Brasil como Lei Maria da Penha.
Tal lei foi criada, basicamente, pra punir de forma mais intensa os homens que agridem mulheres no ambiente doméstico.
Bom, em 1º lugar, vamos lembrar que é absolutamente necessário, SIM, que existam leis voltadas especificamente pros casos de violência doméstica. Até porque essa geralmente acontece em condições diferentes (e às vezes menos explícitas) do que a maioria dos outros tipos de violência.
Mas o problema principal da Lei Maria da Penha é que ela foi criada com intenções extremamente parciais e tendenciosas: ela foi criada, como já foi dito, pra punir a violência doméstica que parte de um homem contra uma mulher, como se não existissem outras formas possíveis de violência doméstica.
Sem dizer também que algumas mulheres começaram a ter ideias de querer pegar essa lei pra atacar homens que fizeram alguma coisa que elas consideraram negativa fora do ambiente doméstico. E que às vezes nem têm nada a ver com agressão física.
Já tiveram até algumas surtadas querendo fazer coisas como usar essa lei pra prender algum colega de trabalho porque falou alguma coisa pra elas que soou machista.
Vejam que esse é um tipo de situação que não envolve ambiente doméstico nem agressão física. Mas, como eu disse, aí são aquelas mulheres surtadas de cérebro sequelado mesmo.
Mas voltando a falar da questão específica da violência doméstica, quando ela acontece, o agressor não é SEMPRE um homem e a vítima não é SEMPRE uma mulher. Caso alguns cérebros brilhantes nunca tenham percebido, no ambiente doméstico um homem também pode agredir outro homem, uma mulher também pode agredir outra mulher e uma mulher também pode agredir um homem.
Então, por que foi que essa lei foi projetada vendo SÓ 1 lado da questão? Afinal, como a gente acabou de ver, é uma questão que tem, no mínimo, 4 lados.
Bom, como a gente sabe, pra nossa realidade aqui (Brasil, 2009), pega bem inocentar a mulher de qualquer eventual culpa que ela tenha. Mesmo que se trate da culpa por um crime.
Se uma mulher rouba uma pessoa, tem sempre alguém que aparece e diz alguma coisa mais ou menos assim:

“Ah! Coitadinha! Pobrezinha! Ela não roubou porque ela quis! É que ela tava com TPM!”

Se uma mulher mata uma pessoa, também tem sempre alguém que aparece e diz alguma coisa mais ou menos assim:

“Ah! Coitadinha! Pobrezinha! São os hormônios que fazem a mulher ficar nervosa assim! Por isso que ela se descontrolou e matou o fulano! Mas ela não teve culpa!”

Pra qualquer pessoa que tenha um pouquinho de bom senso, essas desculpas vão parecer no mínimo esfarrapadas. Mas é o que a gente escuta o tempo todo quando uma mulher comete qualquer tipo de erro: a culpa nunca é da mulher; a culpa é sempre da TPM ou dos hormônios.
E a coisa piora mais ainda quando a mulher é mãe. Porque aí mesmo é que ela pode ter feito o pior do pior do pior contra o filho (ou por causa do filho) que a gente já sabe qual vai ser o resultado, né? No início vão até falar alguma coisa contra ela. Mas depois que tiver passado um tempinho básico, o que é que a gente ouve, independente do que ela tenha feito de ruim?

“Ah, coitadinha! É mãe, né? Mãe é assim mesmo! Mãe é mãe! Mãe nunca faz nada por mal! Coitadinha! Pobrezinha!”

Eu até mencionei esse problema no post do Dia das Mães que eu fiz em Maio do ano passado. Pra quem não viu, tá aí o link:

http://centrogb.blogspot.com/2008_05_01_archive.html

Então, podemos concluir que a Lei Maria da Penha foi projetada com esse caráter tão unilateral de ver SÓ o lado da mulher por causa dessa atual tendência brasileira em inocentar a mulher de qualquer tipo de culpa, mesmo quando essa culpa é evidente.
Como eu já sei que alguém vai deturpar as minhas palavras e dizer que eu estou culpando as mulheres que foram agredidas, já vou esclarecer que não é nada disso. Só estou deixando claro que, se foi cometido um crime, o criminoso tem que responder por esse crime. Não importa qual é o sexo do criminoso nem o sexo da pessoa que ele vitimou. Mas não é isso o que a gente vê, pelo menos nos centros urbanos do Brasil em 2009. O que a gente vê aí é uma quase obsessão em inocentar a mulher em qualquer situação e tentativas frequentes de desviar a culpa do que aconteceu sempre pro homem também sempre em qualquer situação. E quando não dá pra desviar a culpa pro homem, desviar a culpa pra TPM ou pros hormônios femininos.
A imagem ‘folclórica’ que acaba sendo criada da mulher por causa disso é da coitadinha inofensiva, que é sempre vitimada pelo homem, mas que é incapaz de fazer mal a uma mosca.
Como eu já disse em outras postagens, pega bem fazer isso em público. Você ganha status, você é bem visto, você enfeita a sua imagem pública quando você faz esses desvios de culpa que eu acabei de mencionar.
E se quiserem falar em culpa, vamos ver uma outra questão aqui... Imaginem quaisquer 2 seres humanos, de qualquer sexo. Vamos chamar de Pessoa 1 e Pessoa 2.
A Pessoa 1 é super calma, super tranquila e sempre respeita a Pessoa 2. Mas a Pessoa 2 só trata a Pessoa 1 com provocações e agressões frequentes... Vai chegar a um ponto em que a Pessoa 1 vai acabar revidando de alguma forma.
Assim, mesmo que um homem nunca tenha agredido uma mulher e nem tenha a intenção de fazer isso, se tem uma mulher que convive com ele e passa o dia inteiro provocando ele, xingando ele, cuspindo nele ou mesmo batendo nele, mais cedo ou mais tarde vai chegar a um ponto em que, por mais civilizado e por mais tranquilo que o cara seja, ele vai acabar descendo o braço nela. E invertendo os papeis, colocando um homem no lugar dessa mulher e uma mulher no lugar desse homem, também vai acabar acontecendo a mesma coisa, mais cedo ou mais tarde.
Eu não estou incentivando ninguém a bater em ninguém. Mas paciência é uma coisa que tem limite em qualquer situação. E tanto pra homens quanto pra mulheres.
E aí? De quem é a culpa?
Aí tem sempre alguma besta que chega e diz:

“Ah! Mas homem é mais forte do que mulher! Por isso que a lei tem ser só a favor da mulher e contra o homem!”

Bom, pra que haja uma agressão física, não é necessário que o agressor seja fisicamente mais forte do que a vítima. Uma pessoa que tem menos força física do que a outra pode perfeitamente ferir a outra mortalmente quando ela tiver desprevenida, pode perfeitamente dar um tiro na outra e eventualmente pode matar a outra.
Então, essa desculpinha de que só o homem oferece perigo porque ele é mais forte e/ou só a mulher pode ser a vítima porque ela é mais fraca não faz sentido.
Além do mais, tratar uma lei dessa forma é inconstitucional, pois a Constituição Federal Brasileira de 1988 (é a que tá em vigor atualmente), no seu 5º Artigo, diz claramente que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.
Assim, a Lei Maria da Penha teve que ser repensada sob outras circunstâncias... Ela foi posta em uso em 22 de Setembro de 2006. Ainda com a parcialidade de proteger só a mulher, mas com uma passagem já não tão tendenciosa no seu 5º artigo, deixando claro que as relações descritas nela “independem de orientação sexual”. Em outras palavras, se num casal de lésbicas acontecer uma agressão física de uma mulher contra a outra, a agredida pode denunciar a agressora com base nessa lei.
Em 2008, o Juiz Mário Roberto Kono de Oliveira, do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, pela 1ª vez, usou a Lei Maria da Penha pra defender um homem que vinha sendo agredido fisicamente e psicologicamente pela ex-amante.
Bom, depois disso, aí sim, realmente já chegamos a algum lugar. Porque isso abriu um precedente pra coisa não ser tão parcial, né?
Eu achei ótimo! Espero que isso encoraje outros homens que tão sendo agredidos pelas mulheres do convívio pessoal deles a buscar ajuda da mesma forma.
Alguns homossexuais masculinos que já foram agredidos pelos parceiros também já tentaram acionar essa lei. Mas, que eu saiba, em nenhuma das vezes e que isso aconteceu produziu grande resultados. Pelo menos até agora.
E pra encerrar, eu quero deixar bem claro aqui o que eu já disse desde o início do post: acho extremamente importante que existam leis voltadas especificamente pra violência doméstica. Mas acho um completo atraso criar esse tipo de lei protegendo EXCLUSIVAMENTE pessoas de um determinado sexo e colocando como agressores EXCLUSIVAMENTE pessoas de outro determinado sexo.
Bom, lá vai um agradinho pra quem não fala Português:





Men!

¡Hombres!

Uomini!

Até mais!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

PONERE > PÔR > PONHAR

Oi!!!

Obrigado aos que já responderam e aos que ainda vão responder a enquete.
Continuando o papo que a gente tem levado nos últimos meses sobre a Língua Portuguesa e sobre certos preconceitos sofridos por quem faz uso de certas variedades dela, hoje vou falar aqui sobre outra polêmica que foi criada no Português do Brasil: o verbo PONHAR.
Vamos começar do começo: láááááááááá na Escolinha da Tia Fafá, quando a gente foi alfabetizado, a gente aprendeu que existem 3 conjugações pra verbos em Português. Bom, como elas se definem?

Os verbos de 1ª conjugação terminam em -AR.

Os verbos de 2ª conjugação terminam em -ER ou -OR.

E os verbos de 3ª conjugação terminam em -IR.

Como em Português não existem verbos terminados em -UR, não tem outra conjugação além dessas.
Mas uma coisa que chama um pouco a atenção é o fato da 2ª conjugação ter 2 terminações diferentes em Português. Só que isso é bastante fácil de entender...
Em Latim, os verbos de 2ª conjugação terminam todos em -ERE. E de modo geral, esses verbos passaram pro Português terminando em -ER. Só que o verbo PONERE, do Latim, é uma grande exceção: quando passou pro Português, ele se transformou em PÔR. E o verbo PÔR tem vários derivados: APOR, COMPOR, DEPOR, DISPOR, REPOR... E esses são os verbos da Língua Portuguesa terminados em -OR, que são considerados de 2ª conjugação em Português porque vieram de um verbo da 2ª conjugação do Latim.
Pra complicar mais um pouquinho a situação, o verbo PÔR (e todos os seus derivados, é claro) tem formas completamente irregulares.
No Presente do Indicativo, como ele é?

Eu ponho
Tu pões
Ele põe
Nós pomos
Vós pondes
Eles põem

Vejam como ele muda no Pretérito Perfeito do Indicativo:

Eu pus
Tu puseste
Ele pôs
Nós pusemos
Vós pusestes
Eles puseram

Agora, no Pretérito Imperfeito do Indicativo:

Eu punha
Tu punhas
Ele punha
Nós púnhamos
Vós púnheis
Eles punham

A forma popular de falar, sempre procurando simplificar tudo o que puder ser simplificado, encontrou um jeito de transformar as formas irregulares desse verbo em formas regulares. E com base nas formas que esse verbo tem no Presente do Indicativo, começou pelo próprio infinitivo do verbo: PÔR virou PONHAR.
Depois, ela criou novas formas pros pretéritos do Indicativo. O Pretérito Perfeito ficou assim:

Eu ponhei
Você ponhou
Ele ponhou
Nós ponhamos
Vocês ponharam
Eles ponharam

E o Pretérito Imperfeito ficou assim:

Eu ponhava
Você ponhava
Ele ponhava
Nós ponhávamos
Vocês ponhavam
Eles ponhavam

Em Abril, eu lembrei aqui da diferença entre inadequação e erro. Então, essas formas que o verbo PÔR assumiu podem ser consideradas erradas? Não. Porque já existem vários registros delas, tanto na língua falada quanto na língua escrita.
Em determinadas circunstâncias, elas são formas inadequadas, evidentemente. Mas não podemos negar que são formas mais simplificadas de falar. E provavelmente são elas que vão prevalecer daqui a algumas décadas.
Duvidam? Vou provar!
Acho que não tem ninguém lendo esse texto que desconheça o verbo FRITAR, né? Significa “cozinhar em óleo”, “cozinhar em gordura” e tal. Mas será que a maioria das pessoas que tão lendo isso conhecem o verbo FRIGIR? Afinal, ele é extremamente menos usado do que FRITAR (pelo menos no Brasil), mas significa a mesma coisa: “cozinhar em óleo” ou “cozinhar em gordura”.
Por que isso acontece? Porque o verbo FRITAR é o verbo FRIGIR, depois de já ter passado por uma regularização.
Como é FRIGIR no Presente do Indicativo?

Eu frijo
Tu friges
Ele frege
Nós frigimos
Vós frigis
Eles frigem

É ‘um pouquinho’ irregular, né?rs
Entretanto, como é FRIGIR no Pretérito Mais Que Perfeito Composto do Indicativo?

Eu havia frito
Tu havias frito
Ele havia frito
Nós havíamos frito
Vós havíeis frito
Eles haviam frito

O que é que o povo fez? Pegou FRITO, que é o particípio de FRIGIR, e usou esse particípio pra criar um novo verbo que significa a mesma coisa, mas que é regular: FRITAR.
Como é FRITAR no Presente do Indicativo?

Eu frito
Você frita
Ele frita
Nós fritamos
Vocês fritam
Eles fritam

Bem mais simples do que as formas que FRIGIR assume no Presente do Indicativo, né?
E depois disso o verbo FRIGIR praticamente desapareceu. O único vestígio que ele deixou e que é usado com bastante frequência é o substantivo FRIGIDEIRA, que é o nome da panela usada pra frigir.
Então, assim como FRIGIR se transformou em FRITAR, PÔR também tá se transformando aos poucos em PONHAR. É a simplificação natural da língua.
Portanto, quando alguém chegar pra você e disser alguma coisa do tipo “Eu ponhava” ou “Eles ponharam”, cuidado pra não ir logo chamando a pessoa de “burra” ou de “ignorante” só por causa disso. Ela pode até tá falando de uma forma inadequada, dependendo da situação. Mas ela não é “burra” só por causa disso, não!
Bom, como vocês sabem, quando eu mando o post só em Português, eu enfeito ele com umas fotos de homem pelado, pra não deixar os visitantes de outros países... sem nada pra fazer, vamos dizer assim.rs
Geralmente, eu boto umas fotos aleatórias, que encontro em blogs gays e sites especializados em geral. Mas, como encontrei uma sessão de fotos inteira, são essas as belezas que vão enfeitar o post dessa vez.
O gogoboy Luis Carlos, em 1998, posou pra revista Homens (que infelizmente saiu de circulação em 2004). Eu só não consegui encontrar notícias sobre por onde ele anda atualmente. Mas tão aí as fotos que ele fez:






Some pics of the handsome Brazilian male go-go dancer Luis Carlos.

Algunas fotos del bel gogó brasileño Luis Carlos.

Alcune foto del bel gogoboy brasiliano Luis Carlos.

Bom, até mais!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

19ª ENQUETE

Oi!!!

E começamos a 2ª metade de 2009!
Bom, a enquete desse mês tem a ver um pouco com a reeleição do ditador muçulmano Mahmoud Ahmadinejad no Irã. Nem tanto por ele ou pelo Irã, mas por ele ser muçulmano e presidente de um dos países muçulmanos mais radicais que existem.
Não é imperceptível o aumento da quantidade de muçulmanos no Brasil e em vários outros países também. Mas a gente fica na dúvida sobre até que ponto isso pode ser positivo ou negativo...
De acordo com alguns sheiks muçulmanos, a função do Islamismo é pregar a paz e dizer que nenhum ser humano é superior nem inferior a outro, mas sim que todos são inferiores a Allah, o Deus Único deles... Mas é isso o que a gente geralmente vê na prática?
O Islamismo é tradicionalmente uma religião opressora. Mas ele pode se tornar mais opressor ou menos opressor dependendo do país no qual ele é praticado, pois a cultura de cada país vai fazer a intensidade da opressão aumentar ou diminuir, sem dúvida. Mas a opressão sempre tá presente nessa religião, independente do país ou dos grupos dentro do mesmo país em que ela é praticada. Você não encontra um grupo muçulmano que não tenha NADA de opressor. O que existe são alguns (poucos) grupos muçulmanos que são menos opressores e mais tolerantes.
Bom, vamos falar especificamente sobre o que nos interessa: não é novidade pra ninguém aqui que muçulmanos odeiam homossexuais e bissexuais, né?

As 3 religiões judaico-cristãs (ou seja, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo) têm a tradição de se manifestar contra a homossexualidade e contra a bissexualidade. Mas geralmente é no Islamismo que isso é mais levado a extremos.
Ninguém aqui tá inocentando os judeus nem os cristãos pela homofobia que, em maior ou menor grau, eles praticam e já praticaram ao longo dos séculos. Mas é entre os muçulmanos que os atos homofóbicos costumam ser praticados com mais ódio e com mais intolerância. Provavelmente por causa do próprio clima opressor que a religião muçulmana traz em si.
Em todos os países governados por leis muçulmanas, os gays, lésbicas e bis recebem algum tipo de ataque. Isso varia de um país muçulmano pro outro: pode ser uma simples humilhação pública com palavras, o pagamento de algum tipo de multa, a prisão, a tortura ou até mesmo a pena de morte.
O Irã é um dos países que condenam homossexuais e bissexuais à morte oficialmente, assim como o Afeganistão, a Arábia Saudita, o Iêmen, a Mauritânia, a Somália e o Sudão.
Extraoficialmente, existem países muçulmanos que têm grupos de extermínio de bissexuais e homossexuais, como o Iraque e a Turquia.
E nos países em que não é possível fazer isso, existe minimamente uma pregação de ódio super explícita contra nós por parte dos sheiks e dos demais muçulmanos, pelos menos na grande maioria dos grupos muçulmanos.
Assim, pra simplificar, podemos dizer que o Islamismo é uma religião feita pra homens héteros: homens que não são héteros e mulheres em geral (inclusive mulheres héteros) são sempre tratados como seres inferiores por essa religião. A única coisa que muda é a intensidade com que isso acontece. A inferiorização das mulheres em geral e dos homens não-héteros é mais moderada em alguns grupos muçulmanos e mais radical em outros. Mas ela sempre tá presente, em maior ou menor grau.
Algumas pessoas tentam botar panos quentes em todos os aspectos negativos que eu mencionei, dizendo que isso são leis de países específicos da África e da Ásia, e não da religião muçulmana em si. Mas esse álibi não faz muito sentido, porque os governos dos próprios países em questão dizem que fazem isso inspirados em leis da religião muçulmana. Então, DE ACORDO COM AS PRÓPRIAS PALAVRAS DESSES PAÍSES, você anda, anda e chega no mesmo lugar: a opressão que existe nesses países é tecnicamente ‘muçulmana’, no sentido mais religioso possível da palavra.
Bom, depois de tudo isso, a pergunta da minha enquete desse mês é: você acha que é possível haver amizade entre um de nós (gays, lésbicas e bis) e um muçulmano?

Do you think friendship between an LGBT person and a muslim is possible?

¿Crees que es posible haber amistad entre un homosexual o bisexual y un musulmán?

Credi che sia possibile l’esistenza di amicizia fra un omosessuale o bisessuale ed un musulmano?

SHIRTLESS 3

Essa é a 3ª lista de homens famosos que podem ser vistos sem ca-misa em fotos nesse blog.
A 2ª lista foi postada no início de Janeiro e nela constam os nomes dos descamisados famosos que foram mostrados no blog desde Julho de 2008, quando foi postada a 1ª lista, até aquele dia.
Nessa aqui constam os nomes dos descamisados famosos que foram mostrados aqui desde Janeiro até hoje:

Al Parker, Albert II Grimaldi (?), André Arteche, Andy Dill, Andy Garcia, Austin St John (?), Ben Affleck, Blake Foster, Brad Pitt, Bret Wolfe, Bruce Willis, Carl Philip Bernadotte, Carlão Bazuca, Carlo Mossy, Christian Slater, Cléston, Corey Feldman, Cyril O’Reilly, Dan Monahan, Dandan, David Naughton, Diego Gasques, Evaristo Costa, Ewan McGregor, Fábio Brasil, Gianluca Grignani, Guy Madison, Iggy Pop, Jack Mulcahy, Jesús Vázquez, Johnny Depp, Jordan Young, Juan Alfonso Baptista, Julián Ríos, Kleber Bambam, Marco Banderas, Matt Dallas, Matthew Broderick, Michael Beach, MV Bill, Orlando Bloom, Patrick Duffy, Renato Rocha, Ricardo Tozzi, Richard Gere (?), Rob Morrow, Robert Francis, Rod Ball, Rodrigo Lombardi, Rodrigo Netto, Rodrigo Phavanello, Roger Rocha Moreira, Romário de Souza Faria, Romário Faria, Russell Crowe, Sylvester Stallone, Tchello, Thiago Fragoso, Tico Santa Cruz, Tony Ganios, Tyrone Power, Will Smith (?)

This is the 3rd list of the famous men who can be seen in shirtless pics (or barechested pics) in this blog.
The 2nd list of this kind was posted in the early January. And it has the names of the famous shirtless men who had appeared in posts of this blog from July of 2008 to that day.
This list here has the names of the shirtless famous men who can be seen in posts from last January to this day.


Esa es la tercera lista de los hombres famosos que pueden ser vistos sin camisa en fotos en ese blog.
La segunda lista así fue postada en el inicio de Enero. Y tiene los nombres de hombres famosos sin camisa que habían sido vistos en posts de ese blog desde Julio de 2008 hasta aquel día.
Esta lista aquí tiene los nombres de los machos famosos sin camisa que pueden ser vistos en posts desde Enero hasta hoy.


Questa è la terza lista degli uomini famosi cho possono essere visti senza camicia in delle foto in questo blog.
La seconda lista così è stata postata nell’inizio di Gennaio. Ed ha i nomi degli uomini famosi senza camicia che sono stati visti in dei post di questo blog da Luglio del 2008 a quel giorno.
Questa lista qui ha i nomi dei maschi famosi senza camicia che possono essere visti in dei post da Gennaio ad oggi.

PIADA 14

Num fim de semana, 2 pastores de uma igreja fazem uma viagem e passam a noite no mesmo quarto de hotel.
Antes de dormir, um deles fala pro outro:
-Tô precisando foder. Se não eu não vou conseguir dormir!
O outro responde:
-Eu também!
-Bom, então, eu tenho uma ideia: vamos fazer um jogo! Eu vou fazer uma pergunta. Se você acertar, eu dou o cu pra você. Se você errar, você dá o cu pra mim.
O outro respondeu, já excitadíssimo:
-Tá falado!
-Bom, qual é o bicho que tem 4 patas, tem pelo e late?
O outro se apressou em responder:
-É uma cobra!
E o outro, desesperado:
-Você acertou! Você acertou!

During a weekend, 2 homophobic pastors of the same homophobic church stay at the same hotel room for 1 night.
Before sleeping, one of them says to the other:
-I have to fuck an asshole. Or I won’t be able to sleep!
The other pastor replies:
-Me too!
-Well, I have a great idea! I’ll ask you something. If your answer is correct, I give you my ass. If your answer is wrong, you give me your ass.
The other horny pastor says:
-Wonderful!
-Well, which animal has 4 legs, is furry and is able to bark?
The other pastor answers quickly:
-Oh! Snake! Snake!
And the other one answers even more quickly:
-Oh! You’re right! You’re right!


En un fin de semana, 2 pastores de la misma iglesia homofoba se quedan en el mismo cuarto de hotel por 1 noche.
Antes de dormir, uno de ellos dice al otro:
-Tengo que follar un culo. ¡O no conseguiré dormir!
El otro pastor responde:
-¡Yo también!
-Bueno, ¡tengo una idea maestra! Te preguntaré una cosa. Si lo respondes de modo correcto, yo te doy mi culo. Si lo respondes de modo errado, tú me das tu culo.
El otro pastor dice:
-¡Muy Bueno!
-Bien, ¿cual es el animal que tiene 4 piernas, es cubierto de pelos y puede ladrar?
El otro dice:
-¡La serpiente! ¡La serpiente!
Y el otro dice:
-¡Está correcto! ¡Está correcto!


In un fine settimana, 2 pastori della stessa chiesa omofobica restano alla stessa camera d’albergo per 1 notte.
Prima di dormire, uno di loro dice all’altro:
-Ho bosogno di fottere un culo. O non sarò riuscito a dormire!
E l’altro pastore dice:
-Anch’io!
-Bene, ho un’idea brillante! Ti chiederò una cosa. Se dici la risposta corretta, io ti do il mio culo. Se dici la risposta sbagliata, tu mi dai il tuo culo.
L’altro pastore dice:
-Ottimo!
-Bene, quale animale ha 4 gambe, è coperto di pelo e può abbaiare?
L’altro risponde:
-La serpente! La serpente!
E l’atro dice:
-È questo! È questo!

domingo, 28 de junho de 2009

A HOMOSSEXUALIDADE NA ÍNDIA E SUAS (MUITAS) CONTRADIÇÕES

Oi!!!

O link de utilidade pública que eu vou deixar esse mês é pra quem quiser assinar o abaixo-assinado contra o homofóbico projeto de lei do deputado Olavo Calheiros, que pretende proibir que homossexuais adotem filhos no Brasil. Tá aí:

http://www.clam.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?tpl=abaixo2

Algumas dúvidas que com certeza surgiram na cabeça de muitos brasileiros desde que estreou a novela Caminho das Índias é a forma como a homossexualidade é tratada na Índia.
Bom, na verdade, o que existe lá em relação a esse assunto é uma grande série de contradições e de regras que parece que nunca são válidas pra todos os casos. E por isso, é meio difícil definir as coisas por lá quando o assunto é homossexualidade.
Mas vamos tentar dar uma olhada nisso com esse post.
Antes de mais nada, vamos diferenciar ‘indiano’ de ‘hindu’, porque eu vejo muita gente confundindo uma coisa com a outra: indiano é qualquer pessoa que nasce na Índia; hindu é um praticante do Hinduísmo, ou seja, um adorador de Brahma, Vishnu, Shiva e dos deuses que ficam abaixo deles.



Bom, a cho que não é novidade pra ninguém que a religião tem uma voz ativa muito forte na sociedade indiana, né? Então, a explicação pruma grande parte de homofobia na Índia vem daí.
As 2 religiões dominantes na Índia são o Hinduísmo e o Islamismo (apesar da quantidade de hindus ser gritantemente maior do que a de muçulmanos): 80% dos indianos são praticantes do Hinduísmo e 13% são praticantes do Islamismo. Os praticantes de todas as outras religiões juntas e mais os ateus formam só 7% da população indiana.
O Islamismo é a religião mais abertamente homofóbica que existe: os discursos e as pregações dessa religião são sempre contra os homossexuais e bissexuais, sem a mínima intenção de disfarçar isso.
Já o Hinduísmo não é uma religião homofóbica. Na verdade, os Vedas (que são os Livros Sagrados do Hinduísmo) nem mencionam nada muito específico sobre homossexualidade. Mas existem grupos hindus que, ao longo dos séculos, se deixaram influenciar por grupos muçulmanos e, muitas vezes, adotaram ideias muçulmanas como estilo de vida. E esses grupos tentam deturpar passagens dos Vedas pra fazer parecer que elas condenam a homossexualidade.
Até onde se pode observar, sempre foram esses grupos hindus homofóbicos, junto com grupos muçulmanos, que procuraram espalhar o ódio contra homossexuais e bissexuais na Índia.
Uma grande parte dos historiadores afirmam que a homossexualidade e a bissexualidade eram aceitas numa boa na sociedade indiana até o início da Idade Média, ou seja, antes da chegada do Islamismo à Índia.
Simplificando: a culpa pela existência da homofobia na Índia é toda (ou quase toda) dos muçulmanos, e não dos hindus.
Quanto à questão das leis indianas que falam sobre o assunto, podemos observar algumas contradições...
Pelo menos oficialmente, a homossexualidade ainda é considerada crime na Índia. E a pena seria a prisão perpétua.
Mas nas cidades grandes e nas cidades turísticas já começam a ser observados gays, lésbicas e bis que, apesar de não serem bem vistos pelos muçulmanos e pelos hindus muçulmanizados, são deixados em paz pela maioria dos héteros. E eventualmente até boates e bares gays já são encontrados nas cidades maiores e mais urbanizadas do país.
E já existem por lá movimentos que se manifestam explicitamente pedindo a descriminalização da homossexualidade na Índia, embora nenhum dos políticos principais do país pareça dar muita importância a tais movimentos.
Um dos nomes que se destacam nessas manifestações é o jornalista Ashok Row Kavi.
Em 2006, o Príncipe Manvendra Singh Raghubir Singh, filho do Marajá de Rajpipla (um Estado do Oeste da Índia), assumiu publicamente que é gay. E ele diz que é, com orgulho, o único príncipe assumidamente homossexual do Mundo no momento.
Desde 2008, algumas poucas cidades grandes da Índia passaram a ter paradas gays, algumas das quais contaram com a presença da atriz indiana Celina Jaitley, uma das principais defensoras dos direitos GLBT no país.
E agora em Abril de 2009 foi lançada a 1ª revista indiana voltada pro público gay: a Bombay Dost.
Pra quem quiser ver o site oficial dessa revista (em Inglês), tá aí o link:

http://www.bombaydost.co.in/

Assim, a ideia de que basta ser homo ou bi pra ser preso pra sempre na Índia, embora possa acontecer, nem sempre procede.
É claro que, se você for pruma região da Índia onde existe menos turismo ou onde a maioria da população é muçulmana, a possibilidade de você ser preso ou no mínimo agredido por ser homossexual ou bissexual é extremamente maior.
Então, se você é gay, lésbica ou bi e tá indo pra Índia, o que se pode sugerir é que você não exponha as suas preferências sexuais de forma muito explícita e procure ficar só nas partes mais turísticas e/ou mais industrializadas de lá. E o mais importante de tudo: sempre evite contato com os muçulmanos e com grupos muçulmanizados em geral, porque de outro modo a gente pode afirmar com 99% de certeza de que eles vão fazer alguma coisa contra você, em maior ou menor grau.
Aliás, mesmo pros héteros, expor muito a vida sexual em público não costuma ser uma boa na Índia. É que sexo, em geral, não é um assunto discutido de forma muito aberta por lá. Mesmo quando se trata de falar de relações sexuais entre pessoas de sexos diferentes, isso não costuma ser comentado em público nem com detalhes. E se alguém for a um lugar público com uma roupa um pouquinho mais ousada, dependendo do lugar, pode até ser preso por atentado ao pudor!
Provavelmente, isso é por causa da influência muçulmana. Afinal, os muçulmanos, como todos os judaico-cristãos, têm a tendência de se colocar contra o sexo ou, no mínimo, de esconder e reprimir o sexo o máximo possível.
Bom, não posso deixar de mencionar aqui uma comunidade indiana que despertou a curiosidade da comunidade GLBT do Brasil, por ter sido apresentada ao público brasileiro pela novela Caminho das Índias: as hijiras (ou hijras).


A comunidade hijira é uma espécie de grupo semissecreto: apesar de que as hijiras convivem frequentemente com a maioria da sociedade, muito do que se passa no estilo de vida delas raramente vem a público ou, em alguns casos, nunca vem a público.
O que se sabe com mais clareza sobre elas é que são pessoas que nasceram homens e, em algum momento da vida, passaram a se vestir de mulheres. Ou vice-versa. E a partir dali, deixaram de ser considerados homens e mulheres e passaram a ser considerados hijiras, que são vistas como um 3º sexo, nem homens nem mulheres.
Assim, se uma hijira que já foi homem transar com um homem, isso não costuma ser visto pelos indianos como homossexualidade, pois, já que ela não é mais considerada homem, então a transa que aconteceu ali não foi entre um homem e outro homem, mas sim entre um homem e uma hijira. E algumas inclusive se casam com homens.
À 1ª vista, o que parece é que um grupo hijra é um grupo de transexuais, ou seja, pessoas que nasceram com um sexo, mas se sentem sendo do outro sexo. E em muitas vezes é isso mesmo, mas nem sempre: homens heterossexuais impotentes muitas vezes resolvem se tornar hijiras pra esconder isso (a impotência masculina é vista como algo muito vergonhoso em algumas regiões da Índia), crianças que nascem com alguma má formação no órgão sexual quase sempre são entregues pelos pais a algum grupo de hijiras (e aí são criadas pra se tornar novas hijiras) e pessoas de outras eventuais origens podem virar hijiras também.
As hijiras que nasceram homens muitas vezes se submetem à castração. Mas como isso é proibido na Índia, geralmente é feito de forma extremamente escondida e artesanal: uma hijira mais velha corta o pênis e os testículos da outra usando algum tipo de faca e utiliza ervas medicinais pra evitar a hemorragia e fazer a cicatrização. E muitas delas só se consideram ‘hijiras de verdade’ a partir do momento em que são castradas.
Nem todas as hijiras que nasceram homens aceitam fazer a castração. E como isso é uma coisa muito escondida, não há dados se a maioria das hijiras são as castradas ou as não-castradas.
As hijiras hindus oferecem adoração a um ser divino chamado Bahuchara Mata, que é considerada a deusa protetora dos homossexuais e bissexuais.


E os rituais que elas fazem pra adorar essa deusa quase sempre são secretos e só hijiras podem tá presentes neles.
Por incrível que pareça, também existem hijiras muçulmanas! Mas se a gente pensar que aqui no Ocidente também existem travestis católicos, é quase a mesma coisa, né?
A forma como as hijiras são vistas pelo resto da sociedade varia muito de uma região pra outra da Índia: em alguns lugares, elas são tratadas como seres divinos; em outros, são desprezadas e tratadas como marginais da pior espécie.
Às vezes, mesmo nos lugares onde as hijiras são mal vistas, se dá a elas o direito de entrar em propriedades particulares sem precisar de convite. E pela tradição, elas devem ser sempre bem tratadas o máximo possível.
Existem explicações diferentes pra isso: alguns dizem que não se pode contrariar as hijiras, pois elas lançam maldições contra quem faz isso; outros dizem que a castração deu poderes divinos a elas e, por isso, elas trazem bênçãos aos lugares onde entram, e o que elas desejarem de positivo enquanto tiverem ali se concretiza.

The telenovela Caminho das Índias has brought some questions to Brazilians since its premiere, last January, about how homosexuality is seen in India.
Well, actually India is a country which has so many contradictions about such subject. Each case is solved in a different way. Then, it’s difficult to define how homosexuality is seen there.
Let’s talk a little about that now.
Before anything, let’s differentiate an Indian from a hindu, because many people think both words mean the same. Actually an Indian is any person who was born in India. A hindu is a person who has Hinduism as his religion and who worships Brahma, Vishnu, Shiva and the other hindu gods and goddesses under them.
Religion and religious traditions are something very strong in India. And part of homophobia in Indian society comes strongly from them.
The 2 largest religious groups in India are Hinduism and Islamism (in spite of the quantity of hindus is much higher than of muslim’s): about 80% of Indians are hindus and about 13% of them are muslims. Atheists and members of other religions are only 7% of the Indians.
As you guys certainly know, Islamism is the most openly homophobic religion in the World. This religion always preaches viciously against LGBT people.
Hinduism is not a homophobic religion. Actually, the Vedas (the Holy Texts which Hinduism is based on) mention basically nothing about homosexuality. But there are some hindu groups which have been influenced by muslim groups along the centuries. And in some cases they adopted muslim dogmas and some pieces of the muslim lifestyle. These groups usually try to deform the Vedas’ words to say they condemn homosexuality.
These muslim-hindu groups alongside the all muslim groups have motivated hate against homosexuals and bisexuals in India along the centuries.
Many historians say homosexuality and bisexuality were accepted and common in ancient Indian society. And it changed only in the early Middle Ages, when Islamism arrived there.
It means: all homophobia in India (or at least 90% of that) is the muslims’ fault.
About the Indian laws about homosexuality, there are also some contradictions about them.
Homosexuality is officially illegal in India. And LGBTs theoretically should be sentenced to life in prison there. But it’s not always like that.
In the largest tourist cities of India it’s possible to see gays, lesbians and bisexuals who are still hated by muslims and muslim-hindus, but don’t bother the other hetero people at all. And there are even some few LGBT discos and nightclubs in such cities.


Nonostante l’omosessalità e la bisessualità siano ancora illegali nell’India (c’è la sentenza di carcere a vita contro i bisessuali ed omosessuali in questo paese), sono già viste delle manifestazioni indiane chiedendo la sua legalizzazione in India. Ma sono pochi i grandi politici indiani che fanno attenzione a questo.
Uno dei principali attivisti LGBT nell’India è il giornalista Ashok Row Kavi, che è pubblicamente gay.
Nel 2006, il Principe Manvendra Singh Raghubir Singh, figlio del Maharaja di Rajpipla (nell’Ovest dell’India), ha detto in pubblico che è omosessuale. E lui dice con orgoglio che è l’unico principe pubblicamente omosessuale del Mondo oggigiorno.
Dal 2008, alcune poche città grandi indiane hanno già avuto le sue marcie dell’orgoglio gay. E l’attrice Celina Jaitley è stata vista in alcune di queste marcie. Lei è uno dei principali attivisti dei diritti LGBT nell’India.
Nell’Aprile del 2009, è messa in circolazione la prima rivista gay indiana, chiamata Bombay Dost.
Voi potete clicare sul link sopra per visitare il sito di questa rivista (in Inglese).
Così, se una persona è omosessuale o bisessuale nell’India, può esser messa in stato di arresto per questo. Ma non è sempre così.
È certo che, se tu vai in una regione dell’India dove la parte più grande della popolazione è musulmana, è più possibile che tu sia messo in arresto o almeno aggredito soltanto perché sei omosessuale o bisessuale.
Comunque sia, se una persona è gay, lesbica o bi e vuoi andare nell’India, quello che si può suggerire è: non dire a tutti quanti e tutto il tempo che non è eterosessuale e rimanere soltanto nelle parti turistiche delle città grandi. E il più importante: non avvicinarsi dei musulmani e dei gruppi di induisti-musulmani, perché, se lo fa, è 99% certo che questi faranno qualcosa contro la persona.
A proposito, questo non è un problema soltanto dei bisessuali e degli omosessuali: anche gli eterosessuali non possono parlare molto della loro vita personale in pubblico. Anche questo non piace molto alla parte più grande degli indiani, visto che culturalmente non si parla molto di sesso in pubblico nell’India. Ed anche quando si trata di sesso fra un uomo ed una donna, non se ne parla quasi niente in pubblico. E se qualche persona va a un posto pubblico con qualche tipo di vestito un po’ più sensuale, a dipendere dal posto, può essere messo in arresto per oltraggio al pudore!
È possibile, e quasi certo, che questo sia dovuto all’influenza musulmana. Non dimenticare che i musulmani, come i giudaico-cristiani tutti quanti, hanno la tendenza di essere contro il sesso o, almeno, di nascondere e soffocare il sesso tanto quanto sia possibile.


Algunas veces, la telenovela Caminho das Índias nos mostró una comunidad interesante de la India: las hijiras (o hijras). Así, vamos a hablar un poquito de ellas.
Las hijiras son casi una sociedad secreta. Son vistas por casi toda la sociedad indiana, pero poco se sabe del estilo de vida de la mayor parte de ellas.
Lo que se sabe más de las hijras es que eran hombres que, a contar de algun momento de sus vidas, pasaron a vestirse de mujeres. O viceversa. Y desde entonces dejaron de ser vistas como hombres y mujeres y pasaron a ser vistas como hijiras, que son el tercer sexo.
Así, si una hijira que era hombre hace sexo con un hombre, en general eso no es visto por los indianos como homosexualidad, pues que aquella hijira no es más un hombre, y lo que hubo allá no fue sexo entre hombres, pero sí sexo entre un hombre y una hijira. Y dicho sea de paso, hay hijiras que son casadas con hombres.
Lo que en general pensamos cuando vemos hijiras es que es un grupo de transexuales, o sea, que se sienten miembros del sexo opuesto al suyo. Bueno, aunque algunas veces una hijira sea eso, no lo es siempre: hay hombres heterosexuales con impotencia eréctil que se quedan hijiras para ocultarlo (ser impotente, en algunas partes de la India, es visto como algo muy degradante); hay niños nacidos con problemas físicos en sus órganos sexuales que son dados por sus padres a algun grupo de hijiras (y así se quedan nuevas hijiras) y personas de otros tipos que también pasan a ser hijiras.
Muchas de las hijiras nacidas como hombres se dejan castrar. Pero siendo la castración algo prohibido en la India, en general lo hacen de modo muy oculto y rústico: una hijira más vieja extirpa el pene y los testículos de la otra utilizando un tipo de cuchillo y usa plantas medicinales para impedir la hemorragia y cicatrizar la herida. Y muchas de ellas dicen que son “verdaderas hijiras” solamente después que están castradas.
No son todas las hijiras nacidas como hombres que aceptan ser castradas. Y como es una cosa muy oculta, no hay propiamente como saber si la mayor parte de ellas es castrada o no.
Las hijiras hindúes son devotas de Bahuchara Mata, la diosa protectora de los homosexuales y bisexuales. Y los rituales hechos por ellas para adorar esa diosa son casi siempre secretos y solamente hijiras pueden hacerlos.
Hay también hijiras musulmanas. Y aunque eso sea extraño (pues que en general musulmanes son homofóbicos), tenemos que recordar que hay también travestíes católicos, lo que es casi la misma cosa, ¿verdad?
El modo como las hijiras son vistas por la sociedad es muy variado en las diferentes partes de la India: en algunas regiones, ellas son vistas como seres divinos; en otras, son vistas como parias.
Muchas veces, hasta mismo donde las hijiras no son bien vistas, ellas pueden entrar en las casas de las personas sin necesitar invitación. Y dice la tradición que tienen que ser tratadas muy bien.
Hay explicaciones diferentes para eso: algunos dicen que, si una hijira es maltratada, ella puede lanzar maldicones contra la persona que lo hace; otros dicen que la castración da poderes a la hijira para bendecir los lugares donde ella entra.


Bom, eu volto no mês que vem. Até lá!