sábado, 26 de dezembro de 2009

BOITATÁ: DEUSA, MONSTRO, ESPÍRITO OU FOGO FÁTUO?

Oi!!!

Hoje a gente vai falar aqui sobre uma das manifestações mais indefinidas do Folclore Brasileiro: Boitatá.
Embora já existam registros da existência de Boitatá pelo menos desde o século XVI, até hoje não se sabe com 100% de certeza no que os índios pensavam quando falavam sobre essa indefinida presença.
O 1º registro conhecido sobre Boitatá foi feito pelo José de Anchieta, em 1560.
Ele menciona Boitatá como alguma coisa com a aparência de um facho de luz, que vive no litoral e nas margens dos rios. E também que a criatura se atira sobre os índios e mata eles.
Mas no mesmo registro não existem maiores detalhes sobre a criatura e o José de Anchieta não explica se ele viu alguma coisa relacionada ao que registrou ou se ele só ouviu falar sobre o assunto. E reitera que, fosse Boitatá o que fosse, ninguém sabia direito o que era.
A maioria dos historiadores supõem que a “criatura” registrada nesse caso eram simples manifestações de fogo fátuo.

E o fato de matar os índios sem dúvida é um exagero do próprio José de Anchieta ou de quem relatou algum caso a ele.
Bom, por volta do final do século XVII e início do XVIII, os padres católicos começaram a pregar que existiam vários boitatás, que eram espíritos de pessoas que morreram sem ser batizadas como católicas. Ou de pessoas que tiveram relações sexuais condenadas pelo Catolicismo Romano e que, depois da morte, foram transformadas em boitatás como castigo.
No século XIX, sob a influência de lendas européias, de acordo com alguns historiadores, Boitatá passou a ser imaginado como um monstro benéfico: uma serpente de fogo que vive nos rios e mata queimados aqueles que fazem queimadas nas florestas.
Outros historiadores, entretanto, defendem que Boitatá na verdade é uma deusa louvada por algumas tribos indígenas, já sendo vista, antes da chegada dos europeus, como uma divindade que castiga as pessoas que destroem as florestas.
Essa deusa é vista também como uma divindade do fogo que usa o próprio fogo pra castigar as pessoas que usam o fogo de forma negativa. E nesse caso, ela ensina que certas coisas (principalmente se for alguma coisa com poderes destruidores) não podem ser usadas de qualquer forma, mas apenas dentro de determinadas circunstâncias e submetidas a certos limites.
Seja como for, Boitatá permanece até hoje como um dos personagens mais incorpóreos, abstratos e indefinidos da Cultura Brasileira.

Today we’ll talk a little one of the most indefinite manifestations of the Brazilian Folklore: Boitatá.
It was already mentioned in the 16th century. But nobody knows clearly what the Brazilian Indians thought about when they spoke about Boitatá.
The 1st register about Boitatá was left by José de Anchieta, in 1560.
He tells about Boitatá as an ignis-fatuus-like thing which stays near the Sea and near rivers. And according to him, such thing also kills indians.
No more detailed explanation is given by José de Anchieta about that. And he doesn’t say if he really saw something or if he was just told about that. Anyway, he says whatever Boitatá is, its identity is still unknown.


En 1560, José de Anchieta habló de un posible ser sobrenatural hecho de fuego que atacaba y mataba los indios brasileños, llamado Boitatá.
La mayor parte de los historiadores creen que el “ser” de que él nos habla en sus registros históricos sea simplesmente una manifestación de fuego fatuo. Y cuanto a la parte de matar indios, lo más posible es que sea solamente una exageración de José de Anchieta o de la persona que le habló de tal situación.
Bueno, entre los siglos XVII y XVIII, los sacerdotes católicos empezaron a decir que había muchos boitatás, que eran espíritus de personas muertas que no fueron bautizadas como católicas o que tuvieron relaciones sexuales condenadas por el Catolicismo Romano cuando eran vivas. Y ahora tienen el castigo de vivir como boitatás.


Alcuni storiografi dicono che, nel secolo XIX, dovuto alle influenze della Cultura Europea, Boitatá ha cominciato ad esser visto come un mostro buono: una serpente fatta di fuoco che vive nei fiumi e che uccide quei che usano il fuoco contro le foreste.
Ma altri storiografi dicono che Boitatá era veramente una dea degli amerindi brasiliani, che loro già vedevono (prima dell’arrivo degli europei) come una divinità che punisce le persone che fanno qualcosa contro le foreste.
Questa dea è anche vista come una divinità del fuoco che usa il suo stesso fuoco per punire le persone che usano il fuoco con qualche intenzione cattiva. E così, lei ci insegna che delle cose (prima di tutto, quello che può distruggere altre cose) non possono essere usate in ogni modo, ma soltanto dentro di alcuni limiti.
Comunque sia, Boitatá è ancora visto come uno dei personaggi più incorporei, astratti ed indefiniti della Cultura Brasiliana.


Até mais!

2 comentários:

Anônimo disse...

o que significa Super CECG&B ?

Leo Carioca disse...

Super
Centro de
Entretenimento e
Cultura pra
Gays
&
Bissexuais