quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

OS 200 ANOS DA CHEGADA DA FAMÍLIA REAL

Oi!!!

Como essa semana a gente tá comemorando os 200 anos da chegada da Família Real de Portugal ao Brasil, o post de hoje vai ser sobre essa passagem tão importante da nossa História. A história é meio longa, mas eu vou tentar resumir...
Em 1º lugar, é preciso deixar claro que a transferência da Corte Portuguesa pra colônia da América do Sul não foi uma coisa inventada às pressas em 1807. Vários reis de Portugal, principalmente em momentos críticos, já tinham pensado em fazer isso antes. E o 1º, aparentemente, foi o Rei António I, que assumiu Trono de Portugal depois da morte do Rei Henrique I, em 1580.

E vendo que Portugal tava sendo invadido pelo Rei Felipe II, da Espanha, pensou em fugir com a corte pra colônia da América do Sul. Mas ele não teve tempo de fazer isso e acabou sendo destronado pelo Felipe II.
Eu tô chamando de ‘colônia da América do Sul’ porque, até o início do século XIX, não existia um país chamado Brasil: isso aqui já tinha o nome de Brasil, mas era simplesmente a colônia portuguesa da América, e não um país (inclusive, quem nascia aqui oficialmente era português). E da mesma forma, ‘brasileiro’ era a palavra usada pra definir quem nascia no território ibérico de Portugal e, depois, vinha morar no Brasil.
Bom, em 1789, começou (oficialmente) a Revolução Francesa: se espalhava a idéia de que o poder era do povo e de que os governantes tavam submetidos à lei.
Quem tava no Trono de Portugal na época era a Rainha Maria I de Bragança. E as idéias francesas ainda não tinham se manifestado em Portugal. Só que, de acordo com a maioria dos historiadores, a Maria I começou a apresentar umas crises de desequilíbrio psicológico, que foram se tornando cada vez mais freqüentes...
Bom, um dos pontos mais discutíveis nessa história é se ela era realmente maluca. É registrado que, quando alguns padres se aproximavam dela, ela destruía algumas imagens de santos e outros objetos católicos de culto, que ela tinha crises de inconsciência nas quais falava que os reis e rainhas eram seres divinos, que ela via os deuses e os demônios de diferentes religiões perseguindo ela e tal. E analisando o comportamento dela, dá a impressão de que ela era mais uma fanática religiosa do que uma deficiente mental, né? Mas o que dá pra afirmar é que ela nunca teve um lado psicologicamente muito normal.De qualquer forma, decidiram entregar a regência de Portugal ao filho dela, o Príncipe João de Bragança, que era o herdeiro do trono.


E ele assumiu o poder como Príncipe Regente de Portugal em Fevereiro de 1792, quando tava pra fazer 25 anos e ainda não tinha quase nenhum preparo pra isso... É que ele só tinha passado a ser o herdeiro do trono em Setembro de 1788, devido ao irmão mais velho dele ter morrido sem filhos. Ou seja, até os 21 anos, ele nunca tinha recebido as instruções que um futuro rei precisava ter. Ele foi criado só pra ser um dos nobres da corte da Maria I, e nada mais.
O João era casado desde os 18 anos com a princesa espanhola Carlota Joaquina de Bourbón y Bourbón, famosa por não ter boas relações com nenhum dos membros da Família Real de Portugal. É que, por motivos históricos, a Família Real da Espanha se considerava superior à Família Real de Portugal. E quando a Carlota foi obrigada por motivos políticos a se casar com o João, consequentemente ela passou a fazer parte daquele grupo de pessoas que ela tinha aprendido que eram inferiores a ela. E passou a ver eles como os responsáveis por esse ‘rebaixamento’ que ela sofreu (é registrado inclusive que ela só falava Espanhol, se recusando terminantemente a falar Português, apesar de saber).
Além disso, pros padrões culturais de um príncipe, o João era quase um ignorante, enquanto a Carlota era uma intelectual. E isso fazia ela ver ele como mais inferior ainda.
Bom, em Setembro de 1792, o Rei Louis XVI, da França, foi deposto, sendo proclamada a república. E de acordo com a maioria dos historiadores, foi depois que soube disso que a Maria I pirou de vez. E chegou a ser apelidada de “Maria, a Louca”.
O João ainda manteve, por mais alguns anos, a expectativa de que a mãe recuperaria a sanidade. E mesmo de que ele talvez não precisasse chegar a ser rei. Mas só no final do século ele entendeu que essas esperanças nunca se realizariam.
Enquanto isso, desde o fim da monarquia, a França passava por diferentes governos republicanos que se mostravam insatisfatórios. Até que um oficial semidesconhecido do Exercito Francês, chamado Napoleon Bonaparte, foi, pouco a pouco, conquistando poder político sobre aquele povo fascinado por idéias idealizadas de república. E em 1799, ele passou a governar propriamente a França.
E como o Napoleon tinha interesse político em enfraquecer a Inglaterra (com a intenção de, ao mesmo tempo, fortalecer a França), ele começou a criar indisposições políticas com os portugueses, já que esses eram aliados dos ingleses. E é bom lembrar que, desde o século XVII, as próprias frotas que faziam viagens de Lisboa pro Brasil (e vice-versa) eram compostas metade por ingleses, metade por portugueses, tamanha era a ligação de interesses políticos entre os 2 países!Em 1804, o Napoleon criou uma monarquia nova (com uma fachada de república), se autodeclarando Imperador da França, e intimidando todos com essa demonstração de poder.


Vendo que era impossível manter boas relações com os ingleses e os franceses ao mesmo tempo, o João preferiu manter Portugal como aliado da Inglaterra, começando assim, como não poderia deixar de ser, uma inimizade aberta contra a França.
Ao mesmo tempo, ele tinha uma inimiga mortal na própria corte: a Carlota, que armava seguidamente várias conspirações pra tentar destituir ele e assumir ela o poder sobre Portugal, como princesa regente. Nenhuma dessas conspirações dela teve grandes resultados. Mas atrapalharam um pouco as relações do João com outros países, né?
E 2 anos depois de se tornar imperador, o Napoleon intimou o João a cortar relações com os ingleses. De outro modo, Portugal seria invadido pela França.
O João não cedeu à exigência dele, mas também não tinha mais como continuar na Europa: em qualquer país europeu pra onde ele e a Família Real fossem, o Napoleon iria atrás e destruiria todos eles.
O que restou fazer foi pôr em prática a velha intenção que já vinha sendo pensada pelos antigos reis portugueses: transferir a corte pro Brasil.
Eles saíram de lá no chuvoso e frio dia 29 de Novembro de 1807, com as notícias de que os franceses já tinham invadido Portugal e se aproximavam de Lisboa. Todos se encaminhavam pro Rio Tejo, levando bagagem, mobílias da Família Real e documentos de vários tipos pros barcos ancorados ali. Tudo era levado com muita dificuldade, pois a chuva e o vento atrapalhavam. Mas ninguém podia mais dar pra trás.
E dali partiram a rainha, o príncipe regente, o resto da Família Real, os nobres da corte, os políticos e os assistentes principais deles. Ao todo, cerca de 15000 pessoas deixaram a Europa naqueles navios.Saíram de lá no final da tarde e, na madrugada do dia seguinte, os franceses chegaram e dominaram Lisboa, ainda com a intenção de achar lá a Família Real e acabar com ela. Mas já era tarde pra isso. Eles só conseguiram correr até o litoral e ver os navios lá longe, desaparecendo no Atlântico.


A viagem, de 54 dias, não foi nem um pouco cômoda: além dos navios superlotados e de uma tempestade muito forte que passou por eles, uma epidemia de piolhos obrigou quase todos a raspar a cabeça à faca!
Se dirigindo pra Bahia, o navio do João ancorou em Salvador, no dia 22 de Janeiro de 1808. Mas ele continuou a bordo por mais 1 dia, até confirmar que tava tudo em paz lá fora. Quando decidiu sair, devidamente escoltado, foi andando pelas ruas da cidade, se inteirando do novo lar dele e sendo observado pelos entusiasmados e espantadíssimos baianos, que não acreditavam no que viam ali!
Quem não gostou nem um pouco daquilo (e nunca passaria a gostar) foi a Carlota: se as relações dela com a Família Real sempre tinham sido ruins, pioraram muito depois de ter sido obrigada a viajar com eles pro Brasil.
No dia 07 de Março, a parte principal da Família Real se mudou aqui pro Rio. E todos que tinham nascido e vivido no Brasil já começaram a acreditar que aquele era o salvador que tinha chegado pra transformar essa simples colônia de exploração numa nova potência nos padrões europeus.
É claro que muitos não viram a chegada da Família Real com bons olhos. Até porque, pra alojar os milhares de portugueses que chegaram junto com eles, muitos cariocas foram expulsos das próprias casas, que foram dadas aos recém-chegados por ordem do João. E pra se auto-homenagear, ele mandava carimbar na parede da frente da casa as letras PR (Príncipe Regente), deixando claro que eram protegidos dele que passavam a morar ali. E surgiu até uma piada na época de que aquilo significava “ponha-se na rua”.rs Não deixava de ser, né?
A Família Real também não era bem vista por alguns movimentos republicanos que, apesar de muito tímidos e insignificantes, começavam a se manifestar.
Mas quem apostava na evolução trazida pelo príncipe não tava enganado: logo depois que ele chegou, liberou a construção de indústrias e o comércio agrícola.
Os atos do João pelo progresso do Brasil não pararam por aí: ele ainda criaria 2 escolas de cirurgia (uma no Rio e outra na Bahia), a Academia de Marinha, a Academia Militar, o Banco do Brasil, a Biblioteca Pública, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Museu Mineralógico e o Observatório Astronômico.
Bom, precisaria de muito tempo pra falar aqui de todos os momentos marcantes que a Família Real passou quando teve no Brasil, né? Então, vamos simplificar, lembrando dos principais...
Em Julho de 1815, eles suspiraram aliviados com a deposição do Napoleon e a expulsão dele da França. E em 17 de Dezembro do mesmo ano, o João declarou que, oficialmente, o Brasil deixava de ser uma colônia de Portugal, passando a ser um país (e foi a partir daí que a palavra ‘brasileiro’ passou a definir uma nacionalidade), e formando com Portugal e Algarves um reino unido, que tinha como rainha a Maria I.
Aliás, em 20 de Março do ano seguinte, a Maria I morreu. E o João, que na prática já tava no comando nos últimos 24 anos, foi coroado no lugar dela, com o título de “Sua Majestade Católica, o Rei Don João VI, de Portugal, Brasil e Algarves”.
Aparentemente, quem mais se alegrou com isso foi a Carlota, pois, além de ter se livrado da rainha que sempre odiou, agora ela passava a ser a rainha-consorte.
Em 13 de Maio de 1817, o Príncipe Pedro, herdeiro do trono, se casou por procuração com a Arquiduquesa Maria Leopoldine Josepha Caroline von Österreich, da Áustria, que viria pro Brasil pouco depois disso. E o casamento foi confirmado numa outra cerimônia aqui no Rio em 06 de Novembro, quando a princesa teve o nome abrasileirado pra Maria Leopoldina Josefa Carolina.
Em 1820, começou uma revolução em Lisboa, exigindo que a Família Real voltasse, pois a permanência deles no Brasil empobrecia Portugal culturalmente e financeiramente (a capital do reino tinha deixado de ser Lisboa, passando a ser o Rio de Janeiro, que tinha quase triplicado a população de 60000 pessoas em 1808 pra 150000 em 1820).
Ao mesmo tempo, todos (brasileiros e portugueses) queriam o fim do Absolutismo e a criação de uma monarquia constitucional. E viam na volta da Família Real a Portugal um grande passo pra isso, já que lá o João VI seria obrigado mais diretamente a renunciar ao autoritarismo absolutista.
Extremamente pressionado por todos os lados ao mesmo tempo, só restou ao rei ceder e ordenar que preparassem a viagem de retorno.Em 22 de Abril de 1821, ele nomeou o Pedro como Príncipe Regente do Brasil.


E 4 dias depois, a Família Real embarcou de volta pra Lisboa.
O João VI sabia que nunca mais voltaria aqui e que a dependência do Brasil em relação a Portugal já tava no fim. Mas não restavam dúvidas de que, graças a ele, o país havia se erguido e evoluído mais do que nunca.

Questa settimana è l’anniversario di 200 anni dell’arrivo della Famiglia Reale Portoghese nel Brasile. Così, ne parlerò un po’.
Prima di tutto, c’è bisogno di ricordare che la decisione di lasciare Portogallo e venire nel Brasile (allora una colonia portoghese) non è stata qualcosa pensata solo nel 1807. Molti sovrani portoghesi hanno pensato di farlo prima. E si crede che il primo a pensarlo sia stato António I, il Re di Portogallo nel 1580, dopo Enrico I. Quando Filippo II di Spagna pensava d’avere Portogallo per lui, António I ha pensato di lasciare Portogallo e venire nel Brasile. Ma non avrebbe tempo di farlo e Filippo II diventerebbe il nuovo Re di Portogallo.
Bene, la Rivoluzione Francese è cominciata (ufficialmente) nel 1789.
In quell’epoca, la Regina di Portogallo era Maria I di Braganza, che sarebbe la prima sovrana portoghese ad essere venuta in Brasile. E nonostante i pensieri francesi non fossero ancora arrivati in Portogallo, si dice che dovuto ad essi Maria I ha cominciato ad avere delle manifestazioni di pazzia.
Veramente, fino adesso nessuno ha mai saputo se lei era veramente pazza. Si sa che lei attaccava i sacerdoti cattolici, distruggeva statue di santi, diceva che i sovrani erano esseri divini e che lei stessa era vittima della persecuzione di dei e diavoli di diverse religioni. Così, il più possibile è che lei fosse una fanatica religiosa, e non una pazza.
Comunque sia, hanno fatto suo figlio Giovanni di Braganza Reggente di Portogallo, nel Febbraio del 1792. Ma questo principe di 24 anni non aveva quasi nessuna formazione per essere un re. Lui è diventato l’erede del trono solo nel Settembre del 1788, dovuto alla morte senza figli di suo fratello più vecchio. Prima di questo, si pensava solo di farlo un nobile portoghese. Niente più.
Ai suoi 18 anni, Giovanni ha sposato la principessa spagnola Carlotta di Borbone, che non voleva bene a nessuno nella Famiglia Reale di Portogallo. Storicamente, la Famiglia Reale della Spagna si vedeva come superiore alla Famiglia Reale di Portogallo. E quando Carlota ha avuto l’obbligo politico di sposare qualcuno di quella famiglia, ha cominciato a detestarla più che mai. Lei nemmeno parlava con loro in Portoghese (anche sapendo parlarlo), ma solo in Spagnolo.
Carlota aveva anche più cultura di Giovanni, quello che la faceva vederlo come ancora più inferiore a lei.
Nel Settembre del 1792, Luigi XVI ha avuto la sua fine come Re di Francia, che diventava una reppublica. E si crede che quando Maria I l’ha saputo, la sua pazzia è diventata più forte che mai. Dopo questo, lei sarebbe conosciuta come Maria, la Matta.
Giovanni crederebbe ancora per alcuni anni che la madre un giorno sarebbe sana di mente di nuovo. E forse non ci sarebbe bisogno di essere lui il Re di Portogallo. Ma solo nella fine del secolo lui ha capito che non sarebbe mai così (imagina se già gli fosse possibile sapere che lui porterebbe la Corte Portoghese a Brasile nel futuro!).


After the end of the monarchy (1792), France had some republican governments which weren’t satisfactory. But while it was happening, an almost unknown man of the French Army started getting more and more powerful over the fanatic republican Frenches. His name was Napoleon Bonaparte. And he really started ruling France from 1799.
He intended to make England weaker to make France stronger. And as Portugal was an ally of England, Napoleon started getting an enemy to Prince John de Braganza, Regent of Portugal in name of his mother, Queen Maria I.
It’s necessary to remind the alliance between England and Portugal was so strong that from the 17th century the fleets which went from the Brazilian towns to Lisbon and from Lisbon to the Brazilian towns were membered for a half of English men, a half for Portuguese men.
In 1804, Napoleon founded a new monarchy, becoming the Emperor of France.
John understood it was impossible to continue as an ally of England and France at the same time. So, to continue on the English side, Portugal and France became enemies.
At the same time, John’s wife, Charlotte de Bourbon, was the main responsible for many conspiracies against him in Lisbon. She intended to usurp his power to be the Princess Regent of Portugal. Her conspiracies never had a great result, but disturbed some of John’s plans.
In 1806, Napoleon gave John an order to finish his alliance with the English. If he wouldn’t, France would invade Portugal.
John didn’t accept his demand. But it was impossible to continue in Europe after that: Napoleon was really decided to destroy the Portuguese Royal Family.
So, he decided to move with all the Royal Family to Brazil (then, a Potuguese colony).
They left Lisbon in 1807, on the rainy November 29th. It was difficult to go ahead because of the rain. But they really couldn’t stay: the French Army was already arriving.
The prince, the queen, the rest of the Royal Family, the noblepeople, the politicians and their main servers (about 15000 people) left Europe on the Portuguese royal ships in the evening. And the French Army arrived at dawn, intending to kill the Royal Family. But they were able only to see the ships disappearing on the horizon.
It was terrible to travel from Lisbon to Brazil: the ships were completely full of people, they were reached by a storm, and almost everybody had to shave the hair off because of the lice. And it lasted 54 days!
They arrived in Salvador, capital of Bahia, on January 22nd (this week we’re commemorating its 200th anniversary). But John left the ship only 1 day later. And the baianos really couldn’t believe it was happening.
The person who hated that more than anybody was Charlotte. If in Lisbon she was one of John’s main enemies, it became worse after being obliged to come to this “uncivilized territory”.


La parte principal de la Familia Real de Portugal llegó a Rio de Janeiro el 7 de Março de 1808. Y los cariocas ya vían el Príncipe Regente Juan como aquel que haría de Brasil un nuevo mundo.
Es claro que la llegada de la Familia Real no gustó a muchos de los nacidos aquí. Hasta mismo porque muchos cariocas fueron puestos para fuera de sus casas: esas deberían ser dadas a los favoritos del príncipe.
La Familia Real también no era bien vista por los grupos republicanos, que ya existian (aún que muy pequeños y insignificantes).
Pero los que acreditaban que el príncipe cambiaría Brasil en un lugar mejor estaban MUY ciertos: él liberó la construcción de industrias, liberó el comercio agrícola, fundó 2 escuelas de cirugía (una en Rio de Janeiro y otra en Bahia), fundó la Academia de Marinha, fundó la Academia Militar, fundó el Banco do Brasil, fundó la Biblioteca Pública, fundó el Jardim Botânico do Rio de Janeiro, fundó el Museu Mineralógico y fundó el Observatório Astronômico.
Muchas cosas pasaron mientras la Familia Real estuvo aquí...
En 1815, ellos estuvieron más aliviados con la deposición de Napoleón y, en Diciembre del mismo año, Juan determinó que Brasil dejaba de ser una colonia de Portugal y pasaba a ser un pais, teniendo su madre María I como reina.
Dicho sea de paso, María I se murió el 20 de Marzo de 1816. Así, Juan pasó a ser el Rey de Brasil, Portugal y Algarves, como Don Juan VI.
Su esposa española Carlota, que odiaba la Familia Real de Portugal, se quedó muy feliz con la muerte de la reina odiada y, principalmente, por ella pasar a ser la reina consorte.
En Mayo de 1817, el Príncipe Pedro, heredero del trono, se casó con la Arquiduquesa Maria Leopoldine Josepha Caroline von Österreich, de Austria. La princesa después tuvo su nombre abrasileirado para Maria Leopoldina Josefa Carolina.
En 1820, una revolución en Portugal reclamaba el regreso de la Familia Real (la capital del reino había dejado de ser Lisboa para ser Rio de Janeiro, lo que hacía Portugal perder toda su importancia gracias a Brasil).
Al mismo tiempo, brasileños y portugueses querían el fín del Absolutismo del rey. Y a todos parecia que eso sería más posible con Juan VI en Portugal, donde sería forzado de modo más directo a abdicar al autoritarismo absolutista.
Viendo toda la situación, el rey decidió dejar Brasil.
El hizo su hijo Pedro regente el 22 de Abril de 1821 y regresó a Portugal con los otros miembros de la Familia Real 4 días después.
Juan sabía que no regresaría más a Brasil y que Brasil luego estaría libre de Portugal. Pero sabía también que, gracias a él, la evolución del pais había empezado para no más parar.


Até mais!

12 comentários:

Anônimo disse...

Je me souviens que quand j'ai visité un musée dans Portugal, j'ai appris que là-bas Pierre 1er a été connu comme Pierre 4ème, mais il a été un roi seulement une semaine au Portugal, parce qu'en suite il a voyagé au Brésil, où il est devenu empereur.

Et le reste de l'histoire, on déjà sait...

Eu me lembro que quando visitei um museu em Portugal, aprendi que lá Pedro I era conhecido como Pedro IV, mas ele foi rei só por uma semana, porque logo ele viajou ao Brasil onde virou imperador.

E o resto da história, já sabemos...

Salut.

Anônimo disse...

Vc realmente acredita nisso tudo...
eu detesto essa historia... detesto a forma como as coisas foram construidas nesse pais. vivemos a herança desses nobres

Anônimo disse...

Carioca, nossa quanta mudança ....blog novo ..parabéns ... tem um monte de coisa para eu ler ... mas estou numa preguiça descomunal ....

Kaka disse...

ÊÊ menino cultural!!!

Andas sumido, hein? rs Quem será, né Leo, que anda sumido? rsrsrs

Saudade. Dê notícias!

Beijo

Leo Carioca disse...

Fantôme→ Você já foi a Portugal?!
Salut!

Rick→ Tá bom. Fica aí uma opinião pro pessoal refletir.

Mariposo-L→ Tá voltando?rs
Legal!

Kaká→ Cara, eu tô pra mandar um e-mail pra você há uns dias já...
Depois a gente se fala!
Beijo!

Thiago de Assumpção disse...

nossa..
e viva a familia portuguesa.
sem ela o brasil não seria indepêndente.

Leo Carioca disse...

Na verdade, T.e.a.g.o, o Brasil não teria evoluído nem a metade do que evoluiu se eles não tivessem vindo pra cá.

Anônimo disse...

oi leo

humm , não dou tanto crédito assim a coroa portuguesa não, alias eles não contribuiram em nada para a solidificação de um país, digo de um país como é os estados unidos, trouxeram pras nossas tão belas terras a "corja" portuguesa bebados, arruaceiros e etc e quando aqui chegaram com um rei fugido que não teve forças nem coragem para defender seu reino do maior exercito do mundo na época o de napoleão, que fez?? só comia e dava festas e mais nada inaugurava uma coisinha aqui outra ali distribuio titulos de nobreza a torto e dirieto para assim ganhar a simpatia dos suditos.dou mais crédito aos negros que esses sim foram arrancados de sua terra natal, para contribuir com nossa cultura e o geito brasileiro de ser...

Leo Carioca disse...

Kinho, não que eu ache que tudo o que a Família Real fez aqui foi bom. Mas dando uma olhada em alguns dos nossos vizinhos sul-americanos, a gente vê que o Brasil só não é tão ruim quanto eles devido à vinda da Família Real pra cá.
Quanto aos africanos, é claro que a importância deles foi gigantesca também! Em várias áreas, por sinal.

Anônimo disse...

Foi sim, importante a transferencia da familia real p/ o Brasil, tanto na epoca como depois.
Nao fosse isso, nosso imenso territorio teria sido desmembrado em pequenos paises, como aconteceu aos nossos vizinhos, teria perdido a unidade e hoje a Argentina seria o pais mais importante da America do Sul.

O saldo deixado por D. Joao foi positivo sem duvida!Perde-se tempo buscando os aspectos menores, por ex. saber quantos frangos o rei comia...

Cabe a cada um de nos tocar a bola para a frente, com o amor pela nossa patria tal como o tinha D. Joao!

Pena nao termos feito como aqueles paises que souberam manter seus reis.

Unknown disse...

legal essa historia

Leo Carioca disse...

Anônimo→ Quando a república se instalou, ela tentou denegrir ao máximo possível o nosso passado de monarquia.
A própria lenda que se contava há pouco tempo atrás de que o verde e o amarelo da Bandeira do Brasil representam as florestas e o outro daqui foram lendas inventadas pelos republicanos pra acabar com mais uma referência de monarquia (na verdade o verde e o amarelo representam a união da Família Real Bragança com a Família Imperial Habichtsburg).
Não sei se a monarquia se manteria até hoje, mas sem dúvida valeu a pena que ela tenha existido.

Karoline→ É, né?