Oi!!!
Bom começo de semana!
Hoje a gente vai lembrar aqui de uma produção dos anos 70 que mistura elementos de ficção científica, terror e drama: The Incredible Melting Man, lançado aqui no Brasil com o título de O Incrível Homem Que Derreteu.
Bom começo de semana!
Hoje a gente vai lembrar aqui de uma produção dos anos 70 que mistura elementos de ficção científica, terror e drama: The Incredible Melting Man, lançado aqui no Brasil com o título de O Incrível Homem Que Derreteu.
Alguns acham que esse título foi dado em homenagem a outro clássico da ficção científica, lançado exatamente 20 anos antes (1957): The Incredible Shrinking Man. E é bem possível, né?O filme foi escrito e dirigido pelo William Sachs e lançado em Dezembro de 1977.
A maquiagem do monstro (incrível, se levarmos em conta os recursos da época) ficou por conta do Rick Baker.
Esse filme é considerado um clássico do terror moderno (vamos lembrar que era no final dos anos 70 que tava começando a última grande fase do Cinema de Terror, pelo menos até agora). Mas é também um filme que trás críticas sociais interessantes pra época (é claro que de lá pra cá essas críticas já foram batidas em centenas de filmes e, evidentemente, não são mais nenhuma novidade hoje). E a história é até mais desanimadora do que aterrorizante, mesmo porque a maioria das cenas de morte desse filme acontecem em off.
Não que seja tudo bom nesse filme. Tem alguns furos horríveis na história, como a gente vai ver. Mas as mensagens que ele passa são bem interessantes.
Bom, o filme conta a história de um grupo de astronautas que vão até os anéis de Saturno. Mas, atingidos por uma misteriosa radiação extraterrestre, quase todos morrem na hora, sobrevivendo apenas 1 (interpretado pelo ator Alex Rebar), que consegue voltar à Terra.
Só que mesmo esse chega aqui em estado de inconsciência e com o corpo todo cheio de feridas estranhas e gosmentas.O Governo dos Estados Unidos decide manter o caso em sigilo absoluto, procurando a todo custo impedir que a imprensa e a população fiquem sabendo do fracasso da missão, da morte dos outros astronautas e das condições em que o único que sobrou chegou aqui. E pra isso, eles mantêm o cara internado em segredo num hospital isolado no meio de uma floresta.
Críticas à parte (aliás, até aí, sem nenhum exagero, né?), é nesse momento que surge o 1º furo brabo no roteiro: apesar do sigilo absoluto em que pretendiam manter a situação, foi deixada só 1 única enfermeira cuidando do cara e nenhum guarda vigiando o hospital! Aliás, tirando a tal enfermeira, parece que o hospital tava vazio.
Bom, o ex-astronauta acorda do estado de inconsciência e se vê preso numa cama do hospital com o corpo todo enfaixado. Aí ele arrebenta os cintos que prendiam ele à cama (com extrema facilidade, por sinal) e, começando a observar os sinais de deformação no próprio corpo, ele corre prum espelho próximo na parede e arranca os curativos do rosto pra ver como ficou... E o que ele vê não é nada agradável, é claro. Tanto que o cara tem um ataque de fúria e começa a quebrar tudo no quarto do hospital.
Bom, até quem não viu o filme já deve ter entendido o que vem a seguir, né? O cara mata a enfermeira, foge do hospital (ou melhor, sai andando, já que nem tinha ninguém de quem ele pudesse fugir) e se enfia na floresta.
Diga-se de passagem: a cena em que ele ataca a enfermeira é uma das que têm os piores erros de continuidade do filme... Aparece a enfermeira fugindo dele por um corredor enorme, e dá pra ver claramente que ele não tá atrás dela. Mas, poucos segundos depois, ele já tá alcançando ela!
Bom, essa cena tá no YT. Pra quem quiser ver, tá aí:
http://br.youtube.com/watch?v=1C1Y439RboQ
É claro que o ex-astronauta não atacou e matou a enfermeira num simples ataque de raiva: devido à destruição progressiva do cérebro que ele começou a sofrer, ele perde a capacidade de raciocinar com clareza e acaba matando também quase todo mundo que encontra pela frente a partir daí (a enfermeira só teve o azar de tá lá na hora em que ele acordou rs).
Mas enfim: assim como sugere o título do filme, não só o cérebro, mas todo o corpo do homem começou a derreter quando foi atingido pela tal radiação de Saturno. As feridas gosmentas que apareceram nele foram só o início do processo. E enquanto a criatura vaga pela floresta se contorcendo em dor, devido à destruição lenta que o corpo tá sofrendo, começa a se lembrar da tal missão espacial e das consequências que ela teve. E como eu já disse, vai matando quem encontra na floresta.
Aí vem, talvez, a pior cena do filme...
Um homem tá lá pescando sozinho no meio da floresta. Aliás, ele tá pescando num riachinho muito seco que deve ter menos de 50 cm de profundidade. Não sei que peixe que ele pretendia pegar lá, né?rs
Mas, acreditem, a parte mais ridícula não é essa! O tal pescador é atacado pelo monstro e aí muda de cena e aparece outra coisa. Até aí, nada demais. Mas, passadas algumas cenas, volta pra essa cena e a gente vê que o pescador teve a cabeça decepada pelo monstro (não aparece como ele fez isso e, se a gente lembrar que ele não tinha nenhum objeto cortante com ele, fica mais esquisito ainda), que atira a cabeça do cara no riacho. E aí muda de cena de novo pra outra coisa. Algumas cenas depois, volta a aparecer a cabeça do cara boiando na água. Até que, chegando a uma cachoeira, a cabeça cai e se arrebenta contra as pedras lá embaixo, soltando uma enxurrada de sangue. Aliás, é curioso como uma cabeça decepada que ficou tantas horas boiando num rio ainda tinha tanto sangue assim por dentro, né?rs
Enfim, é aquele tipo de cena em que o diretor quis impressionar e acabou se excedendo. Aí, devido a esse exagero, virou uma cena cansativa, ridícula e impossível de acontecer.
Mas, por incrível que pareça, essa foi uma das cenas que mais chocaram o público na época! Como o pessoal se impressionava fácil nos anos 70, né?rs
Tem um compacto dessas cenas do riacho no YT. Se quiser ver, tá aí:
http://br.youtube.com/watch?v=YQdnP3X-bMs&feature=related
Bom, ao mesmo tempo em que o monstro tem essas atitudes meio... psicoticamente assassinas, dá pra ver que ele mantém uma certa consciência. Por exemplo, ele não mata crianças quando encontra com elas. E mais tarde, já nas últimas cenas do filme, ele reconhece um amigo médico que tenta ajudar ele e ele ainda salva a vida do cara.
Bom, assim que ficam sabendo que o monstro fugiu (ou saiu, né?rs) do hospital, é claro que os poderosos políticos e militares envolvidos na fracassada missão espacial se mobilizam pra tentar capturar ou destruir o ex-astronauta. Não que tejam preocupados com ele ou com o que ele possa fazer solto por aí, mas sim pra que ninguém descubra o que aconteceu. E o tal amigo médico dele (interpretado pelo hoje falecido ator Burr DeBenning) tenta encontrar ele antes disso pra tentar impedir que acabem com ele e, pelo menos teoricamente, pra procurar uma cura pro processo de derretimento.
Acompanhado pelo xerife da cidade vizinha, ele consegue encontrar o ex-astronauta entrando numa fábrica à beira da floresta, à noite. E depois de uma perseguição pela fábrica toda, o xerife encurrala ele no último andar da fábrica, mas comete o erro de descarregar a arma nele. O monstro se enfurece, mata o xerife e avança no médico, empurrando ele de uma passarela lá em cima. Mas o cara fica pendurado numa grade e prestes a cair. E aí é que, com o pouco de sanidade que lhe restou, o ex-astronauta salva o amigo da morte.
Mas, poucos segundos depois, 2 policiais aparecem (provavelmente mandados por alguém) e descarregam as armas em cima deles. O médico tenta impedir que eles atirem, mas não resiste aos vários tiros que leva. E o monstro, agora mais furioso ainda pelo que os policiais fizeram, mata eles.
Depois disso, entendendo que não tem mais salvação (a única pessoa que talvez pudesse fazer alguma coisa por ele acabou de ser morta), ele se encosta numa parede da fábrica e espera que o destino se cumpra, ficando ali parado até terminar de derreter por completo.
Na manhã seguinte, o zelador da fábrica chega pra trabalhar e encontra as roupas do ex-astronauta misturadas com aquela grande massa de gosma derretida no chão (tudo o que sobrou dele). E com um certo nojo daquilo, mas também sem dar maior importância ao fato, o zelador recolhe tudo e joga na lata de lixo ao lado.
Essa cena é bem significativa, né? O homem não foi nada mais do que um material de consumo que foi usado, o uso dele não deu certo (e os poderosos responsáveis não tão nem aí pro fato de não ter dado certo) e, depois de ter sido usado, foi jogado no lixo sem ninguém dar importância a isso.
Ao mesmo tempo em que o zelador joga no lixo a ‘sujeira’ que encontra, vemos um foguete que decola em direção a Saturno, levando um novo grupo de astronautas, sem que os poderosos envolvidos na missão anterior avisem a ninguém sobre o que se passou antes e sem que se importem com a possibilidade da mesma situação (ou, quem sabe, algo ainda pior) voltar a acontecer dessa vez.
Buena semana.
Hoy recordaremos una producción de los años 70 que es al mismo tiempo una película de ciencia ficción, drama y horror: The Incredible Melting Man, llamado Viscosidad en los paises de Lengua Española.
El nombre del filme en Inglés es un posible homenaje a otro conocido filme de ciencia ficción de 1957: The Incredible Shrinking Man.
Viscosidad fue escrito y dirigido por William Sachs, estrenando en 1977.
El maquillaje del monstruo fue hecho por Rick Baker.
Vista como un clásico del horror moderno, esa película tiene muchas críticas sociales interesantes (y modernas para su época). Y su historia en verdad es mucho más triste que asustadora, hasta mismo porque la mayor parte de las muertes de personajes no son vistas de modo claro.
Hay también algunas escenas ridículas, es claro.
Bueno, Viscosidad nos muestra un grupo de astronautas que se va a Saturno. Pero son tocados por una extraña energía de ese planeta, que mata a todos menos uno (el personaje del actor Alex Rebar), el único que regresa a la Tierra. Pero él llega aquí inconsciente y con su cuerpo lleno de heridas extrañas.
El Gobierno de los Estados Unidos decide esconder todo lo que pasó de cualquier publicación informativa. Y para eso decide mantener el ex-astronauta internado en un hospital en el medio de una floresta.
Hasta esa parte, tenemos la pura verdad de lo que pasaría si fuera una historia verdadera. Pero entonces tenemos un error de lógica horrible en la película: había solamente 1 única persona en el hospital siendo responsable de él (una enfermera). Si la intención era esconder todo de todos, ¿dejarían solamente 1 persona con el ex-astronauta?
Bueno, cuando despierta de su estado de inconsciencia y se ve en el hospital, el hombre puede ver que muchas partes de su cuerpo están desfiguradas. Y se va a un espejo en la pared para ver su cara... Cuando ve como está su cara, él se queda furioso y empieza a destruir todo en el cuarto del hospital.
Aun que no hayas visto la película, pienso yo que ya sabes lo que viene ahora: él mata la enfermera, se va del hospital y entra en la floresta. Y a contar de esa parte empieza a disolverse hasta acabarse (no antes de matar muchas otras personas).
Dicho sea de paso, la escena en que él ataca la enfermera es una de las más ridículas de la película, pues que se puede ver la enfermera corriendo por un gran pasillo sin nadie a perseguirla. Pero pocos segundos después, él ya está casi matándola.
Uds pueden clicar sobre el primer enlace arriba para ver esa escena.
If you click on the 1st link above, you’ll watch a scene of The Incredible Melting Man in which the melting ex-astronaut kills a nurse. But he doesn’t do that just becase he’s angry. Actually he’s going crazy because his brain’s melting. And he’ll kill many other people due his mental condition. The nurse was just his 1st victim.
As we can understand by the movie’s title itself, not only the man’s brain starts melting, but all his body does. And while he walks in pain across the forest, he remembers his journey to Saturn and the Saturnian energy which caused his melting process. And as I have said, he starts killing people across the forest.
Then, we have maybe the most ridiculous scene of this movie...
A guy’s fishing alone in the forest. It’s OK, of course. But he’s fishing in a little, little, little stream. Is there any fish in such puddles?
But that’s not the worst part. See: the creature kills the guy, it changes to another scene, it changes back to the stream and we see the creature throwing the guy’s head in the stream (but we don’t see and can’t understand how he beheaded the guy), it changes to another scene, it changes back to the stream and we see the guy’s head floating on the stream and falling on some rocks. It blows up and spreads blood everywhere... By the way, how can a head which stayed floating on water for all those ours have so much blood inside?
It’s that kind of scene which was ruined by exaggeration. Presumably the director’s exaggeration.
But believe: that was seen as one of the scared scenes of the 70s! People got scared very easily at that time, really?
You can click on the 2nd link above to watch these scenes at YT.
Well, the ex-astronaut became a murderous monster. But we can see he still has some kind of conscience: he doesn’t kill children and in the end of the movie (before melting to death) he saves his best friend’s life.
L’Uomo di Cera ha molte critiche sociali interessanti. Una di queste ci mostra che, quando il mostro ha lasciato l’ospedale dove il Governo degli Stati Uniti lo teneva in arresto, quei che ce l’hanno lasciato hanno deciso di ucciderlo. Ma non l’hanno deciso perché si preoccupavano di quello che lui poteva fare contro altre persone. Soltanto volevono nascondere le situazioni che avevano prodotto il mostro (un ex-astronauta toccato dall’energia di Saturno che l’ha fatto sciogliere). Ed un amico suo che è medico (il personaggio del oggi già morto attor Burr DeBenning) cerca di salvarlo mentre questo sia possibile e forse cambiarlo di nuovo in un uomo normale.
Di notte, insieme allo sceriffo di una piccola città vicina alla foresta dove rimane l’ospedale, lui trova il mostro arrivando ad una fabbrica accanto alla foresta. Loro seguono il mostro per tutta la fabbrica, fino all’ultimo piso, dove lo sceriffo l’attacca. Ed il mostro, furioso, uccide lo sceriffo ed attacca il medico. Lui quasi lancia l’amico dall’ultimo piso della fabbrica. Ma dopo questo, decide salvarlo.
Allora, 2 poliziotti arrivano e fanno fuoco contro loro. Il medico fa il possibile per fermarli, ma è ucciso per loro in pochi secondi. Ed il mostro, ancora più furioso dovuto a quel che i poliziotti hanno fatto, uccide loro 2.
Dopo questo, lui capisce che ha soltanto la morte nel futuro (l’unica persona che forse potrebbe salvarlo è già morta) e l’aspetta, finendo di sciogliersi tutto quanto vicino al muro della fabbrica.
Di mattina, il portiere della fabbrica arriva per lavorare e trova il vestito dell’ex-astronauta sul suolo e pieno di “bava”. E con un po’ di ripugnanza, ma anche senza farci molta attenzione, lui butta via tutto quello in un bidone della spazzatura accanto.
Questa scena è una critica interessante: l’uomo è stato usato, il suo uso non è stato buono (e quei che l’hanno usato non si preoccupano per niente di questo) e, dopo esser stato usato, qualcuno l’ha buttato via in un bidone della spazzatura senza dargli nessuna importanza.
Allo stesso tempo che lui è buttato via nel bidone per il portiere, noi possiamo vedere un altro razzo lasciando la Terra e andando a Saturno, portanto dentro sé un nuovo gruppo di astronauti. Ed i responsabili per il gruppo che ci è andato prima non dicono niente di quello che è capitato allora, senza importarsi della possibilità di qualcosa anche peggiore che forse succederà.
Até a próxima!


















