Oi!!!
Hoje, 17 de Dezembro de 2008, se completam 460 anos que o território que hoje forma o Brasil recebeu oficialmente a sua 1ª unificação.
É claro que não foi a unificação do território exato que hoje é o Brasil, mas foi o início disso. Então, vamos lembrar no post de hoje de como e por quê isso aconteceu.
Bom, a partir do momento da chegada do Pedro Álvares Cabral aqui, em Abril de 1500, vários navios portugueses passaram pela América do Sul. Alguns pra fazer o reconhecimento do território e procurar riquezas, outros pra se abastecer com pau-brasil (que era levado pra Península Ibérica pra ser vendido).
Mas, com exceção disso, quase nenhum português vinha pra cá, já que o Rei Manuel I de Avis-Beja nem parecia ter nenhum interesse além desses nos territórios da América do Sul aonde Portugal tinha chegado. E mesmo com a morte dele e a subida ao trono do filho dele, o Rei João III de Avis-Beja, em Dezembro de 1521, as coisas não mudaram muito.
Hoje, 17 de Dezembro de 2008, se completam 460 anos que o território que hoje forma o Brasil recebeu oficialmente a sua 1ª unificação.
É claro que não foi a unificação do território exato que hoje é o Brasil, mas foi o início disso. Então, vamos lembrar no post de hoje de como e por quê isso aconteceu.
Bom, a partir do momento da chegada do Pedro Álvares Cabral aqui, em Abril de 1500, vários navios portugueses passaram pela América do Sul. Alguns pra fazer o reconhecimento do território e procurar riquezas, outros pra se abastecer com pau-brasil (que era levado pra Península Ibérica pra ser vendido).
Mas, com exceção disso, quase nenhum português vinha pra cá, já que o Rei Manuel I de Avis-Beja nem parecia ter nenhum interesse além desses nos territórios da América do Sul aonde Portugal tinha chegado. E mesmo com a morte dele e a subida ao trono do filho dele, o Rei João III de Avis-Beja, em Dezembro de 1521, as coisas não mudaram muito.
Pra resolver o problema, o João III resolveu encher o litoral da América do Sul de portugueses o máximo possível. Assim, todos os navios de outros países que passassem por aqui veriam, antes de mais nada, que se tratava de um território que já tava ocupado por Portugal e, no mínimo, não tentariam ocupar o território de forma direta.
A forma em que o rei e os ministros dele pensaram pra fazer isso foi, em 1534, dividir o território sul-americano dominado por Portugal em 14 partes, cada uma com uma extensão territorial diferente, que receberam o nome de capitanias. E o governo das capitanias foi entregue a 12 súditos do João III: o Pero Lopes de Sousa, que recebeu a Capitania de Itamaracá, a Capitania de Santana e a Capitania de Santo Amaro; o Aires da Cunha e o João de Barros, que receberam juntos a Capitania do Rio Grande; o Antônio Cardoso de Barros, que recebeu a Capitania do Ceará; o Fernando Álvares de Andrade, que recebeu a Capitania do Maranhão; o Francisco Pereira Coutinho, que recebeu a Capitania da Baía de Todos Os Santos; o Jorge de Figueiredo Correia, que recebeu a Capitania de Ilhéus; o Pero de Góis da Silveira, que recebeu a Capitania de São Tomé; o Pero do Campo Coutinho, que recebeu a Capitania de Porto Seguro; o Vasco Fernandes Coutinho, que recebeu a Capitania do Espírito Santo; o Duarte Coelho Pereira, que recebeu a Capitania de Pernambuco; e o Martim Afonso de Sousa, que recebeu a Capitania de São Vicente.
Esses 12 homens foram mandados à América do Sul e assumiram o comando dos seus respectivos territórios. Mas, na maioria das vezes, é claro que a coisa não deu certo: em 1º lugar porque, ao contrário do que o Governo de Portugal esperava, os franceses e os espanhóis não se intimidaram tanto assim com a fixação dos portugueses ali e investiram com uma certa frequência contra as capitanias tentando tomar elas dos portugueses; em 2º lugar porque os índios não-nômades que viviam nos territórios dessas capitanias também investiam frequentemente contra os invasores europeus. E mesmo com a reorganização das fronteiras das capitanias e a mudança de alguns governantes delas ao longo dos anos, a coisa não melhorou.
Assim, se as capitanias mal tinham condições de se defender, menos ainda elas puderam evoluir.
As 2 únicas que conseguiram se desenvolver foram a Capitania de Pernambuco e a Capitania de São Vicente.
Passados 14 anos nessas condições, caiu a ficha do João III de que esse sistema de governo precisava ser revisto. E ele decidiu colocar um governante único (submetido à autoridade dele, evidentemente) fiscalizando todo o território da América do Sul colonizado por Portugal.
Não que os governos regionais fossem acabar, mas ficavam submetidos às determinações que o governador geral tomasse dali pra frente.
Pra desempenhar essa função, o João III escolheu o Thomé de Sousa, primo do Martim Afonso de Sousa e do Pero Lopes de Sousa.

Mas o rei não escolheu o Thomé só pelo parentesco dele com governantes de capitanias: esse cara era um dos homens mais sérios e duros de Portugal, já tinha mais de 40 anos de idade e bastante experiência em terras estrangeiras, além de uma formação militar muito sólida (na juventude, ele tinha sido um guerreiro e lutado em batalhas nas colônias portuguesas da África e da Ásia).
Nota-se que o João III não queria alguém que pegasse leve com os governantes regionais aqui, né?rs
Mas enfim: pra determinar a forma como o governo geral deveria ser posto em prática, o João III assinou, em 17 de Dezembro de 1548, um regimento com 48 ‘leis’ que o Thomé e todos os outros governadores gerais depois dele deveriam seguir.
E foi assim o que podemos chamar de 1ª unificação do Brasil.
Today is the 460th anniversary of the 1st official unification of Brazil.
Of course it wasn’t the unification of the current Brazilian territory. But it was its beginning. Then, today I’ll post about that.
Well, since Pedro Álvares Cabral’s arrival here, in 1500, many Potuguese ships came to South America. Some of them came here to take notes of the region and look for gold and silver, some of them came here to get brazilwood (they used to sell this kind of wood in the Iberian Peninsula).
Except for that, very few Portuguese people came here at that time. Even because King Emmanuel I de Aviz-Beja wasn’t very interested in his territories of South America. And even after his death, in 1521, and the coronation of his son, King John III de Aviz-Beja, things didn’t change so much.
But of course other European rulers, especially the kings Charles I of Spain and Francis I of France, started getting interested in the Portuguese territories in South America. Then, every year Spanish and French ships used to appear near our beaches more and more frequently.
For solving this problem, John III decided to send as many Portuguese people to South America as he would be able to. In this way, all the ships from other countries which would pass near our beaches would see the Portuguese settlers and understand it was already a Portuguese place.
Years later, in 1548, the king would unify the all the Portuguese territories of South America as an only territory under his feet.
En 1534, el Rey Juan III, de Portugal, decidió defender sus territorios de América del Sur contra los españoles y franceses, empezando aquí la administración de capitanías. Y para hacerlo, él separó sus tierras aquí en 14 territorios (las capitanías) con extensiones diferentes, entregándolos a 12 de sus súbditos: Pero Lopes de Sousa, que recibió la Capitania de Itamaracá, la Capitania de Santana y la Capitania de Santo Amaro; Aires da Cunha y João de Barros, que recibieron juntos la Capitania do Rio Grande; Antônio Cardoso de Barros, que recibió la Capitania do Ceará; Fernando Álvares de Andrade, que recibió la Capitania do Maranhão; Francisco Pereira Coutinho, que recibió la Capitania da Baía de Todos Os Santos; Jorge de Figueiredo Correia, que recibió la Capitania de Ilhéus; Pero de Góis da Silveira, que recibió la Capitania de São Tomé; Pero do Campo Coutinho, que recibió la Capitania de Porto Seguro; Vasco Fernandes Coutinho, que recibió la Capitania do Espírito Santo; Duarte Coelho Pereira, que recibió la Capitania de Pernambuco; y Martim Afonso de Sousa, que recibió la Capitania de São Vicente.
Esos 12 hombres llegaron aquí y empezaron cada uno a gobernar sus capitanías. Pero, en la mayor parte de las veces, los resultados no fueron buenos... Al revés de lo que el Rey de Portugal pensaba, los franceses y españoles continuaron a intentar apoderarse de los territorios portugueses sudamericanos. Y muchos de los grupos indígenas que vivian en los territorios de las capitanías casi siempre atacaban los invasores europeos. Así, aunque las capitanías hubieran sido reorganizadas y tenido algunos de sus gobernantes cambiados a lo largo de los años, las cosas no se quedaron mejores.
Protegerse era muy difícil, evolucionar era casi imposible.
Por eso, en 1548, Juan III unificaría sus territorios en América del Sur y designaría un gobernador general para ello.
Fra le 14 capitanias in cui il territorio portoghese dell’America del Sud è stato diviso nel 1534, soltanto la Capitania de Pernambuco e la Capitania de São Vicente si sono davvero sviluppate.
Così, dopo 14 anni, il Re Giovanni III ha capito che questo tipo di amministrazione non funzionerebbe qui. Ed ha deciso di mettere 1 unico governatore qui (sotto la sua autorità, chiaramente).
Ogni regione continuerebbe con il suo governatore, ma l’autorità di questi governatori regionali resterebbe sotto l’autorità del governatore generale.
Giovanni III ha deciso che il primo governatore generale sarebbe Thomé de Sousa, perché questo era un cugino di 2 governatori di capitanias brasiliane, era uno degli uomini più severi di Portogallo, aveva più di 40 anni e molta esperienza in altri paesi ed era stato un guerriero quando era giovane (aveva lottato nelle guerre delle colonie portoghesi dell’Africa e dell’Asia).
Si vede che Giovanni III non voleva una persona dolce per lavorare con i governatori regionali, vero?
Così, nel 17 Dicembre del 1548, il re ha firmato una costituizione con 48 leggi, determinando come Thomé governerebbe il territorio.
Questa è la storia della prima unificazione del Brasile.
Até mais!












































