quinta-feira, 27 de novembro de 2008

SHLITZIE 1881?-1971

Oi!!!

Hoje a gente vai dar uma olhada em um dos travestis mais famosos dos Estados Unidos do início do século XX: o Shlitzie.

O nome dele quando nasceu era Simon Metz. Mas sobre a data e local de nascimento dele, não existe concordância dos historiadores: alguns dizem que ele nasceu em Yucatan, num dia e mês não registrados de 1881; outros dizem que ele nasceu em New York, em 10 de Setembro de 1890; e outros também dizem que ele nasceu em New York, mas em 10 de Setembro de 1901.
De qualquer forma, ele nasceu com microcefalia, o que tornava a cabeça dele, e consequentemente o cérebro, menor do que o comum. E por causa disso, a capacidade de raciocínio dele só se desenvolveu até os 3 anos. Assim, ao longo da vida toda, ele precisou de alguém por perto tomando conta dele durante o dia inteiro.
Alguns historiadores dizem que o Simon tinha uma irmã com as mesmas condições físicas.
Sobre a infância dele, não se sabe basicamente nada com certeza. Mas desde criança ele era apresentado como atração em circos que corriam os Estados Unidos. E lá ele era apresentado com o nome de Schlitze ou Shlitzie.
Também não se sabe com clareza como ele foi parar lá. Mas alguns historiadores acham que os pais biológicos dele venderam ele pro dono de algum circo, pois várias pessoas com problemas físicos e/ou mentais tiveram esse mesmo destino naquela época. E como desde a infância ele passou por vários circos, as informações sobre essa época da vida dele são as mais escassas possíveis.
Nas apresentações, o Shlitzie contava até 10, cantava, dançava e repetia frases que ouvia as pessoas falando na platéia.
Ele era apresentado como um asteca ou um maia, já que alguns povos indígenas da América Central costumavam submeter alguns de seus membros a rituais de encolhimento de cabeça.
Uma das características principais do Shlitzie é que ele tava sempre alegre e sorrindo. E por isso mesmo cativava todos que trabalhavam com ele.


Mas apesar de ter uma personalidade bastante calma, ele se enfurecia se alguém provocasse ele.
Não se sabe se por motivos físicos ou psicológicos, mas ele não segurava o xixi, e fazia na roupa com muita frequência. Assim, acharam melhor vestir ele com saias e vestidos de mulher, pois dessa forma ficava mais fácil trocar as fraldas dele.
Mas, foi por causa disso e por causa da altura do Shlitzie (cerca de 1, 60m) que a platéia começou a confundir ele com uma figura feminina. E inclusive vários dos colegas de trabalho dele também chegaram a pensar que ele era mulher.
Diga-se de passagem, ele adorava os vestidos dele, assim como adorava chapéus.
Sobre as preferências sexuais do Shlitzie, possivelmente eram inexistentes. Pois com a maturidade mental que ele tinha, provavelmente ele nem pensava em sexo. E mais provavelmente ainda ele nunca teve nenhum tipo de contato sexual com ninguém.
Em 1928, ele teve a estréia dele no cinema com uma participação no filme mudo The Sideshow.
Em 1932, o Shlitzie teve provavelmente o trabalho mais conhecido dele, no filme Freaks. Vou deixar aqui o link de uma cena dele nesse filme em que ele contracenou com o ator Wallace Ford:

http://br.youtube.com/watch?v=oPhN47BLdIw

Ele teria ao todo 5 trabalhos como ator no cinema.
Em 1935, quando trabalhava no Circo de Tom Mix, o Shlitzie foi adotado como filho pelo domador de chimpanzés do circo, chamado George Surtees, passando a se chamar Shlitze Surtees.
O George morreu em 1965. E o mátrio poder sobre o Shlitze passou pra filha dele. Mas, como ela não tinha condições de cuidar do Shlitze, internou ele no Los Angeles County Hospital.
Um dia, um engolidor de espadas chamado Bill Unks foi trabalhar como voluntário naquele hospital. Ele já tinha trabalhado com o Shlitze em um dos circos em que ele teve. E passando por uma sala do hospital, o Bill viu o Shlitze sentado sozinho lá.
Ele perguntou ao Shlitze o quê ele tava fazendo ali. Mas, evidentemente, não obteve nenhuma resposta muito significativa. Assim, ele perguntou aos funcionários do hospital e soube do que tinha acontecido, assim como ficou sabendo que o Shlitze tava pra ser transferido prum hospital psiquiátrico.
Rapidamente, o Bill entrou em contato com o empresário circense Sam Kortes, pra quem o Shlitze já tinha trabalhado. E o Sam entrou em contato com a direção do hospital, pedindo a guarda do Shlitze.
O psiquiatra do hospital foi totalmente a favor disso, pois, depois de analisar o Shlitze, viu que ele tava entrando em depressão. E ia morrer em poucos meses se continuasse longe das pessoas que ele conhecia.
O Sam levou o Shlitze pra morar com ele e providenciou um enfermeiro particular pra cuidar dele dali pra frente.
Assim, ele viveu feliz e muito bem cuidado nos últimos anos de vida.
O Shlitze morreu de pneumonia, no Fountain View Convalescent Home, na Califórnia, em 24 de Setembro de 1971. Se ele tinha 90, 81 ou 70 anos, provavelmente nunca vamos saber com certeza.
Ele foi enterrado no Queen of Heaven Cemetery, na Califórnia. Mas o túmulo ficou abandonado e sem nem sequer uma placa de identificação por muitos anos, até que alguns fãs dele se reuniram e, através do site Find A Death, colocaram ali em cima um pequeno monumento em homenagem a ele:


Hoy hablaremos un poco de uno de los travestíes más conocidos de los Estados Unidos en la primera mitad del siglo XX: Shlitzie.
El nació con el nombre de Simon Metz. Pero nadie sabe claramente cuando y donde nació: algunos dicen que fue en Yucatán, en una data desconocida de 1881; otros dicen que fue en Nueva York, el 10 de Septiembre de 1890; y otros dicen que fue en Nueva York, el 10 de Septiembre de 1901.
Como sea, él nació con microcefalia, teniendo por eso la cabeza y el cerebro menores que lo común. Así, su capacidad de raciocinar era igual a la de un niño de 3 años. Y por eso, él necesitaría a alguien a su lado para ayudarlo durante todo el día por toda su vida.
Algunos historiadores dicen que Simon tenía una hermana con las mismas condiciones físicas.
No se sabe casi nada de su niñez. Pero cuando todavía era un niño él ya trabajaba en circos en los Estados Unidos. Y era conocido allá como Schlitze o Shlitzie.
El modo como él llegó al circo también es desconocido. Pero algunos historiadores dicen ser posible que él haya sido vendido a algun circo por sus padres biológicos, porque muchas personas con problemas físicos y/o mentales tuvieron ese destino en aquella época. Y durante su niñez él pasó por muchos circos diferentes, lo que hace muy escasas las informaciones sobre sus primeros años.
En sus shows, Shlitzie decía los números hasta el 10, cantaba, danzaba y repetía frases que escuchaba.
Los dueños de los circos lo presentaban como un azteca o un maya, porque se decía que algunos de los pueblos de Centroamérica reducían las cabezas de las personas.


Shlitzie was a very happy and smiling guy. And everybody who worked with him really loved him. But if somebody would annoy him, he would defend himself.
He was usually clothed in female clothes just because he was incontinent. In this case, it was presumably easier to change his diaper.
Anyway, Shlitzie was thought to be a woman by many people because of that and because of his height (about 160 cm). And even some of his friends thought he was a female.
By the way, he loved his clothes as well as he loved hats.
About Shlitzie’s sexual orientation, he was presumably... nothing. If we think about his mental conditions, it’s possible he never thought about sex. And it’s even more possible he never had any kind of sexual contact to anybody.
His 1st movie was
The Sideshow (1928).
Anyway, Shlitzie’s most famous movie was presumably
Freaks (1932). And you guys can click on the link above to watch one of his scenes in this movie. Also Wallace Ford is in this scene.
Shlitzie would be in 5 movies along his career.
While appearing with the 1935 edition of the Tom Mix Circus sideshow, he was adopted by George Surtees, a chimpanzee trainer who also worked there. So, he was renamed as Shlitze Surtees.


George Surtees, il padre adottivo di Shlitze, è morto nel 1965. Così, sua figlia ha avuto bisogno di occuparsi di Shlitze. Ma veramente non poteva farlo e, per questo, l’ha messo nel Los Angeles County Hospital.
Un giorno, l’inghiottitor di spade Bill Unks è arrivato nel Los Angeles County Hospital per lavorare come volontario. Ed ha riconosciuto Shlitze, con chi aveva già lavorato, quando l’ha visto da solo in una stanza dell’ospedale.
Lui ha domandato a Shlitze cosa lui faceva nell’ospedale, ma non ha avuto nessuna risposta chiara. Così, Bill è andato a parlare con i direttori dell’ospedale, che gli hanno detto cosa è stato capitato a Shlitze e che lui sarebbe messo in un ospedale psichiatrico in poco tempo.
Bill è andato a parlare con Sam Kortes, un uomo d’affari per chi Shlitze aveva già lavorato. E lui è andato a parlare con i direttori dell’ospedale, volendo l’adozione di Shlitze.
Lo psichiatra dell’ospedale è stato totalmente d’accordo con l’adozione, perché, secondo lui, Shlitze si stava andando in depressione. E sarebbe morto in poco tempo se continuasse lontano dalle persone che conosceva.
Sam ha portato Shlitze a vivere con lui ed ha deciso che un infermiere ci sarebbe per occuparsi sempre di lui.
Così, Shlitze ha vissuto felice i suoi ultimi anni.
Lui è morto nel 24 Settembre del 1971, nel Fountain View Convalescent Home, nella California, dovuto a polmonite. Aveva forse 90, 81 o 70 anni.
Shlitze resta nel Queen of Heaven Cemetery, nella California. Ma la sua tomba è stata abbandonata e senza identificazione per molti anni, fino a quando alcuni dei suoi fans, grazie al sito Find A Death, hanno messo un piccolo monumento su essa.


Até mais!

5 comentários:

Fábrica de Música disse...

nossa, que história fantástica, daria um belo filme.

Anônimo disse...

AMAZING





HAIRYBEARS
http://hairybears.blogspot.com/

Leo Carioca disse...

Rodrigo→ Com certeza! Principalmente porque foi uma história que teve um final feliz.

Hairybears→ Legal, né?

Anônimo disse...

Leo , que historia a vida dele heim :)
nunca tinha ouvido falar em microcefalia ..

Abraços !

PS, agora a correria parece que acaba da para passar aqui com mais freqüência, pois esse ano foi phoda !

Leo Carioca disse...

Nem me fale!
Esse ano foi uma loucura!